História Astúcia e Bravura - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Severo Snape
Tags Harry Potter, Hinny, Sonserina
Visualizações 145
Palavras 1.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Gringotts Não Toma Partido


A viagem a Gringotts, o banco dos bruxos, foi a coisa mais surreal e desconcertante que Harry já vivera na vida até ali. A primeira surpresa de Harry foi conhecer os Duendes que gerenciavam o lugar, havia uma placa bastante ameaçadora na porta alertando os ladrões para os perigos de tentar levar algo que não os pertenciam. De uma maneira geral, aqueles seres mágicos pareciam bem assustadores.

Logo que chegaram, o professor Snape se dirigiu ao balcão entregou a um duende uma chave dourada pequena e solicitou uma audiência com o gerente da casa Potter. O gerente acabou por ser um Duende atarracado e mau-humorado com um brilho malicioso nos olhos e um sorriso de dentes pontudos. Harry ficou assustado quando o professor Snape foi proibido de entrar na sala do gerente que atendia pelo nome de Ragnarock.

"Apenas o mestre do ouro pode entrar." O duende Griphook avisou quando os conduziu a sala do seu superior.

Harry tropeçou para dentro da sala suntuosa feita toda em mármore, ouro e tecidos caros. O duende imponente e velho se sentava atrás de uma grande mesa de madeira maciça.

"Ah, então é o jovem senhor Potter. Eu confesso que me perguntava, quando eu iria conhecê-lo. Temos o esperado há muitos anos." O duende saudou.

"Eu... hum... era esperado?" Harry perguntou surpreso.

"Claramente. Gringotts sempre tem interesse pelos seus clientes mais exclusivos."

Harry piscou sem saber o que pensar.

"Sente-se, senhor Potter e me diga como Gringotts pode lhe atender."

Harry fez o que foi dito, pensando no que poderia dizer sem parecer um completo idiota.

"Senhor Ragnarock, apenas recentemente eu fui informado sobre a minha herança mágica. Até então eu tenho vivido com meus parentes não mágicos." Tentou explicar.

"Trouxas?" O duende indagou.

"Sim." Disse Harry. "Eu recebi um convite para participar da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts no próximo período letivo, mas tenho medo de não entender o suficiente sobre o mundo mágico para garantir o pagamento das minhas despesas. O professor Snape, me trouxe até aqui e me informou que existe uma quantia de dinheiro em meu nome, mas é tudo o que sei." Harry concluiu bastante orgulhoso da sua explicação. Não se saíra tão mal quanto esperava, certamente ele já estava aprendendo uma coisa ou duas com o mestre de poçoes.

O Duende encarou Harry em silêncio e com olhos estreitos por vários minutos e a confiança de Harry começou a murchar, mas lembrando-se de todos os avisos do mestre de poções de que ser um bruxo exigiria muito mais do que qualquer coisa que ele já tivesse feito, manteve-se firme.

"Eu me pergunto, quem teria interesse em mantê-lo ignorante de sua linhagem mágica, Senhor Potter? Certamente, não Gringotts que tem amplo interesse em ver o bom e velho ouro de seus cofres rendendo frutos."

"Eu não sei, senhor."

"Bem, no seu lugar, eu pensaria sobre isso. Afinal, quantas coisas mais podem estar sendo escondidas de você."

Esse comentário tornou-se incômodo aos ouvidos de Harry. Ainda havia muito que ele não sabia? Existem coisas que ele já deveria saber e não sabe?

"É preciso que o senhor entenda, senhor Potter, que Gringotts não toma partido de assuntos que não lhe pertencem. A política do Ministério e da Suprema Corte dos Bruxos não nos interessam, suas guerras e conflitos não nos afetam. Tudo o que interessa a Gringotts é o ouro, bens e segredos que nos são confiados."

"Compreendo, senhor."

"Assim sendo, Gringotts cumprirá papel que foi acordado há muito tempo com os seus progenitores."

Harry apenas assentiu. Ragnarock se levantou de sua mesa imponente e seguiu para um par de portas duplas na lateral direita da sala. As portas se abriram apenas com um toque do indicador do duente que entrou na sala que parecia um imenso arquivo. Harry ficou onde estava. Alguns minutos depois o gerente retornou com um maço de pergaminho, uma bolsa de couro pequena e um livro grande de capa dura.

O duende voltou a se sentar de frente para Harry abriu o primeiro rolo de pergaminho e leu.

"Esta é a vontade de Lord James Charlus Potter e de Lady Lily Rose Potter"

"Eu James Charlus Potter, Ordem de Merlin - Primeira Classe, Chefe da Antiga e Nobre Casa Potter, Décimo Quinto Lord da Suprema Corte dos Bruxos, em com a concordância de minha esposa Lily Rose Potter, em pleno gozo de minhas faculdades mentais e livre de qualquer influência mágica nociva, declaro que por ocasião da nossa morte cem porcento dos nosso bens serão deixados para o nosso único filho Harry James Potter, exceto:

pela quantia de dez mil galeões que serão entregues para Remus John Lupin;

pela quantia de dez mil galeões que serão entregues a Peter Pettigrew;

pela quantia de um galeão e um sicle que serão entregues a Sirius Orion Black, conforme pedido;

pela quantia de dez mil galeões revertidos em libras esterlinas que serão entregues a Petúnia Margaret Dursley;

Como guardião legal do nosso filho até a sua maioridade nomeamos Sirius Orion Black. Caso Sirius Orion Black esteja incapacitado de exercer o papel de guardião nomeamos Frank Longbottom e Alice Longbottom, caso Frank e Alice Lomgbottom estejam incapacitados de exercer papeis de guardiões declaramos que nosso filho, Harry James Potter, ficará sob os cuidados de Albus Percival Wufrick Brian Dumbledore e será automáticamente emancipado perante Gringotts e o Ministério da Magia no seu aniversário de treze anos, a partir de então gozará de todos os direitos reservados ao chefe da casa Potter em sua maioridade legal.

Como executor de nossa vontade nomeamos Albus Percival Wufrick Brian Dumbledore."

Ragnarock terminou a leitura do testamento dos pais de Harry e a única coisa que Harry conseguia pensar era que não conhecia nenhuma das pessoas citadas nele, exceto pela tia petúnia.

"Alguma dúvida, senhor Potter?"

"Onde estão meus guardiões?" Perguntou antes que pudesse se impedir.

"Sirius Orion Black se encontra na prisão de Azkaban pelo crime de conspiração com bruxos das trevas e assassinato em massa e Alice e Frank Longbottom se encontram no Hospital Saint Mungos para Doenças e Acidente mágicos há dez anos."

Harry abriu e fechou a boca várias vezes, mas não conseguiu encontrar o que dizer. Seu guardião original estava preso por conspiração e assassinato, ele deveria estar grato por ter acabado com os Dursley no fim de tudo?

"Nesse caso...?" Ele perguntou confuso. Ainda não conseguia entender onde os Dursley entravam nisso.

"Nesse caso você está sob os cuidados de Albus Dumbledore até completar a idade de treze anos quando poderá escolher por si mesmo onde viver e o que fazer com os seus bens. Albus Dumbledore não é seu guardião legal, não pode movimentar seus bens como Sirus Black poderia, mas ele pode indicar um lar ou orfanato para você viver até que alcance a sua emancipação."

"Mas eu nunca conheci Albus Dumbledore."

"Mas ele certamente o conhece, Senhor Potter. Afinal, chegou até aqui sob os cuidados de Hogwarts, não é?"

Harry concordou, mas ainda se sentia incômodo com essas descobertas.

"Aqui estão os extratos dos seus cofres nos últimos dez anos. Não houveram retiradas de nenhum dos dois cofres, apenas depósitos vindos dos investimentos realizados pelos seus pais e avós."

"Eu tenho mais de um cofre?"

"Sim. O senhor possui um cofre de segurança máxima onde está guardado a maior parte do seu ouro e documentos e artefatos mágicos herdados de sua família e possui um cofre de confiança que é abastecido com até vinte e quatro mil galeões por ano. O seu cofre principal só poderá ser acessado com a autorização do seu guardião ou após a sua emancipação. Perante Gringotts, o único guardião reconhecido é Sírius Órion Black. O Senhor tem livre acesso ao seu cofre de confiança respeitado os limites anuais. Todas as suas despesas escolares serão debitadas diretamente do seu cofre de confiança."

Harry ouviu as explicações enquanto dava uma olhada nos extratos que foram entregues, se aquilo estava correto, em um ano sua conta principal recebia depósitos dez vezes maiores do que o limite do seu cofre de confiança. Aqueles valores eram tão grandes que ele não conseguia nem mesmo compreender tantos números.

"Desculpe, Senhor Ragnarock. Eu ainda não entendo bem o dinheiro do mundo mágico, então... Quanto dinheiro isso significa? Digo, eu tenho o suficiente para..." Harry tentou pensar em um exemplo, mas o que exatamente se comprava com o dinheiro mágico?

"Você tem o suficiente para viver com luxo e conforto por mil anos e ainda sobraria algo para os seus descendentes." Ragnarock explicou abrindo um sorriso pontudo. "Seus antepassados foram investidores sábios, o ouro de sua família multiplicou nas mãos de cada geração. Gringotts espera que o Senhor seja capaz de tomar decisões financeiras igualmente sábias para que nosso ouro sempre flua."

"O que são esses investimentos? Eu não entendo direito."

"Participações e sociedades em empresas mágicas e algumas trouxas. Patentes e Royoties relacionados a poções e feitiços e artefatos mágicos úteis, direitos sobre obras literárias importantes há muitos séculos. São alguns exemplos. Quando o senhor chegar à sua emancipação, retorne a Gringotts que poderemos esclarecer esses aspectos amplamente."

"De acordo, senhor."

"Para finalizar, estou lhe entregando uma carteira de retirada instantânia associada ao seu cofre de confiança e o Grimório de sua mãe Lily Potter."

"Hum." Harry já estava cansado de não saber das coisas.

Notando o desconforto do garoto, o duende explicou:

"Essa bolsa está ligada por um feitiço ao seu cofre de confiança. Quando precisar de dinheiro, você deve colocar a sua mão dentro dela e pensar no valor que precisa que o ouro sairá direto do seu cofre para as suas mãos. Apenas você será capaz de fazer retiradas, não precisa se preocupar com roubos. O Grimório, é um livro onde bruxos escrevem informações relacionados a feitiços, rituais e magias não convencionais, criados por eles mesmos ou aprendidos de fontes secretas. Fui claro?"

"Sim, senhor."

"Muito bem, senhor Potter. Tenha um bom dia."

Percebendo que essa era sua deixa para sair, Harry agradeceu e se foi levando uma carteira cheia de ouro, um caderno com feitiços secretos, um maço de documentos bancários e uma cabeça com milhares de pensamentos para considerar.



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