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História Até - Capítulo 4


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Notas do Autor


Hello, meus bebês! Como estão? Lavando a mão direitinho e bebendo água? Espero que sim!

Bom, a cá estoy muá para postar mais um capítulo — atrasado — mas cheio de amor para vocês. Espero que gostem!

Boa leitura! :3

Capítulo 4 - Até que você diga sim


As mãos de Marinette tremiam, conforme o seu coração batia enlouquecido dentro do peito e lágrimas grossas rolavam por seu rosto. Havia se passado uma semana desde o acontecimento da noite de formatura, onde Lila Rossi anunciou que iria se casar com Adrien. Naquela noite, Marinette achou que jamais em sua vida sentiria uma dor e um sentimento de traição maior do que sentiu ali. Mas ela estava errada.

 

Pois no momento que sua mãe lhe deu que uma carta que tinha como remetente Adrien e Lila, tudo pareceu piorar. Em uma bela letra cursiva, a mensagem que para toda Paris pareceria incrível, para a Dupain só trouxe mais dor.

 

"Você está convidada para o casamento de Adrien Agreste e Lila Rossi".

 

Aquilo era, definitivamente, uma piada de muito mau gosto. E como Adrien foi capaz de lhe mandar aquele convivente tão sádico, visto que ele sabia de seus sentimentos?

 

De toda aquela situação, aquilo foi o pior. A ignorância de Adrien.

 

Marinette jogou o convite para longe e secou suas lágrimas. No começo, ela ficou realmente muito mal. Mas graças a longas conversas com Lila, Juleika e Rose, ela conseguiu se reerguer. Até Chloé — que estava igualmente furiosa — foi caridosa com a Dupain, não sendo tão insuportável naquela semana, aonde as amigas se encontravam com frequência para aproveitar o tempinho antes da faculdade.

 

— Quem é que se casa com dezoito anos? Voltamos a era medieval? — Alya indagou ainda incrédula, em uma das conversas do grupo.

 

— Não existe idade para o amor. — Rose pontuou. Sempre uma romântica assumida.

 

— O Adrien não ama aquela blogueira de quinta. Ele sabe que ela é falsa, e que usou sim botox naquela cara feia dela. E o sotaque forçado? Céus! Cinco segundo com Lila Rossi são desgastantes demais.

 

— Se voltamos a era medieval, vocês se esqueceram de um tópico muito importante. — Juleika que se manteve em silêncio durante toda a conversa — em respeito a solidão nítida de Marinette — se pronunciou. 

 

— E o que seria? — Marinette perguntou, curiosa pelo tom da amiga.

 

Casamentos arranjados. 

 

Depois daquilo, as meninas mudaram de assunto. Contudo, as palavras de Juleika ainda perambulavam entre os pensamentos de Marinette. A Dupain fitou o convite branco e dourado a alguns metros de si. Tão glamouroso, mas tão genérico. Seria possível que Adrien estivesse sendo forçado a se casar com Lila?

 

E se sim, será que havia algo que ela poderia fazer para impedir?

Dupain pegou seu telefone e abriu o aplicativo do Instagram. Clicou nos stories de Adrien. Ele estava em uma sessão de fotos, em um estúdio poucos metros da casa da azulada. 

 

Marinette respirou fundo e se olhou no espelho. Seu nariz estava vermelho e seu cabelo estava um pouco embaraçado. Todavia, da forma que estava, ela tiraria aquela história a limpo.

 

E se tudo desse certo, livraria Adrien de uma vida infeliz.

 

                                 *****

 

Adrien, eu preciso falar com você! 

 

Isso foi a primeira coisa que ouviu ao sair do estúdio, com um terno roxo e uma maquiagem colorida em volta dos olhos. Seu pai era um estilista excêntrico, com certa fixação em animais exóticos, tal como o pavão. Ele fitou a portadora da voz e sentiu as batidas do seu coração falharem. Tocou no ombro se seu segurança, que conteve a menina de maneira instintiva.

 

— Deixe-a passar, Gorila. — o loiro pediu, e o segurança se afastou. Adrien se aproximou da azulada, ficando de frente para ela. — Oi, Marinette.

 

— Oi, Adrien. — ela respondeu o cumprimento, mas com seriedade. — Eu queria falar com você, mas a sós.

 

— Como tem passado? — o loiro indagou, ignorando o pedido da Dupain. 

 

— Oh, eu chorei mais cedo quando recebi o convite do seu casamento. Também chorei quando soube do seu casamento. Na verdade, acho que tudo a respeito do seu casamento só me trás tristeza. Por isso, eu quero falar com você.

 

O semblante de Adrien de tornou furioso, mas também muito engraçado por conta de estar todo maquiado.

 

— Lila, aquela… — ele respirou fundo, contendo o que pretendia dizer. — Desculpe por isso. Não acho que a sua presença no casamento te fará bem.

 

— Eu concordo. 

 

— Gorila, vá na frente. Já te encontro no carro.

 

— Senhor Adrien…

 

— Foi uma ordem.

 

O segurança engoliu em seco, segundos antes de se afastar. O tom de Adrien fez Marinette de afastar um passo.

 

— Marinette, eu sou muito grato a você. De verdade, você foi uma amiga maravilhosa e um exemplo de bondade que eu levarei para o resto da minha vida. Mas não temos mais nada para conversar.

 

Marinette franziu o cenho.

 

— Como é?

 

— Eu vou embora de Paris após a cerimônia. E não quero te magoar mais do que eu já magoei. Vamos por um ponto final nisso enquanto as coisas ainda estão tranquilas.

 

— Você está escutando o que você está dizendo? Você acha que essa situação está tranquila?! — ela indagou exaltada. — Adrien, quando você me beijou na festa de formatura, eu senti que você sentia o mesmo que eu. Senti que estávamos sintonizados. Eu estou apaixonada por você, Adrien, e sei que você também está por mim. — ela segurou na mão esquerda de Adrien. — Se você estiver sendo obrigado a fazer isso, nós podemos dar um jeito.

 

Adrien desfez o toque imediatamente.

 

— O que você está insinuando?

 

— Você não ama a Lila, Adrien. Isso é perceptível a qualquer um. Alguém está te forçando a casar com ela? O seu pai, por exemplo?

 

— Meu pai não tem nada haver com isso. Eu amo a Lila.

 

— É mentira.

 

— Não é.

 

— É sim! Adrien, por favor, você não precisa fazer isso. Nós podemos ficar juntos. Basta você querer. — ela se aproximou, segurando o rosto do agreste entre as mãos. — Eu posso te ajudar.

 

Adrien sorriu, embora seus olhos transmitissem tristeza.

 

— Não, você não pode. Ninguém pode. Então apenas me deixe ajudar você. — a maquiagem roxa e verde que contornava as iris de Adrien brilhavam graças ao sol. Marinette estava vidrada em cada pequeno detalhe do rosto dele. 

 

— Me ajudar? Como?

 

— Eu vou embora da sua vida. Vou te deixar em paz.

 

— Eu não quero paz. Eu quero você. Por que está fazendo isso? 

 

Adrien puxou o corpo da Dupain para mais perto de si. Ambos tinham lágrimas nos olhos.

 

— Porque eu te amo. 

 

Adrien puxou Marinette para um beijo repentino, mas repleto de sentimento. Semelhante ao da noite do baile, porém, totalmente novo. Ali, Adrien pediu perdão silenciosamente para a Dupain por tudo o que já fez que a machucou. E Marinette retribuiu, pedindo para ele lutar por ela.

 

Quando o beijo cessou, o Agreste a abraçou com ternura. E Marinette soluçou nos braços dele.

 

Não se case…

 

— Não tem mais jeito.

 

— Claro que tem. Ainda tem jeito até que você diga sim.

 

Adrien achou adorável a forma que Marinette acreditava que só o amor deles era o suficiente. Ele também queria ter essa fé. E essa coragem.

 

Delicadamente, ele beijou a testa de sua amada.

 

— Adeus, Marinette.

 

Então, ele se foi. Deixando novamente, uma Marinette chorosa e com o coração partido para trás.

 

                              ****

 

— Me chamou, pai? 

 

Gabriel Agreste fitou o filho que havia acabado de entrar em sua sala. O olhou de cima a baixo, fazendo um semblante de insatisfação. O terno roxo amassado e a maquiagem borrada não eram muito agradáveis ao mais velho.

 

— Você está péssimo, cariño. — Lila, que estava sentada de frente para o futuro sogro comentou.

 

Adrien se sentou do lado da noiva, mas não lhe direcionou sequer um olhar.

 

— O Gorila me disse que aquela garota foi atrás de você hoje. Pensei que havia sido claro com você.

 

— Justamente. Mas eu não esperava que a Lila enviasse um convite do casamento para a Marinette. Uma atitude nojenta.

 

Gabriel fitou a Rossi.

 

— Você fez isso?

 

— Oras, Gabriel… a Marinette é uma amiga tão querida do Adrien. Eu só quis ser gentil.

 

Adrien sorriu irônico.

 

— Gentileza não combina com uma mentirosa do seu nível, Lila. Você fez por maldade.

 

— Infelizmente, é com essa mentirosa que você está fadado a passar o resto do seus dias.

 

— Então passarei o resto dos meu dias com ânsia de vômito.

 

Adrien! —Gabriel vociferou irado. — Aceite de uma vez que você se casará com a Lila. Os pais dela são pessoas influentes, que não só investirão na marca Agreste, como lhe darão um futuro magnífico.

 

— Não vejo nada de magnífico em uma vida sem amor.

 

— E o que seria satisfatório pra você? Casar com a filha de um casal de padeiros por amor? Adrien, o amor só trás dor. Em todos os casos. E essa menina é uma péssima influencia para você. — o Agreste pigarreou. — E espero que você se lembre o que acontecerá caso desacate a minha ordem. Eu garantirei pessoalmente que Marinette Dupain Cheng jamais tenha chance na indústria da moda. Ou em qualquer outra área que ela execute.

 

— E a culpa vai ser todinha sua. — Lila completou, sorrindo diabólicamente.

 

Adrien se levantou, encarando o pai com ódio.

 

— Eu já aceitei essa sua palhaçada. Deixe a Marinette em paz.

 

— Isso depende apenas de você, meu filho. 

 

— Se a mamãe estivesse aqui…

 

— Ela está morta. Morreu em um acidente de carro, enquanto fugia para fora do país. Achei que você já tivesse entendido isso, após a nossa conversa no dia do aniversário da morte dela.

 

— Ela fugiu porque qualquer vida é melhor do que uma vida com você.

 

— E veja o que ela fez, destruiu a sua vida.

 

Adrien negou com cabeça. 

 

— A mamãe não fez isso, pai. Você fez. — e dito isso, ele virou as costas e foi em direção ao seu quarto.

 

O Agreste se jogou na cama, sendo recebido por seu gatinho de estimação Plagg. Ele se sentia como qualquer peça de grife da coleção de seu pai, que tinha um preço e podia ser levado por quem estivesse disposto a pagar. Ele apostava que sua mãe também se sentia assim e por isso foi embora.

 

Mas Adrien não estava triste. Pelo contrário. Pois ele sabia que graças ao seu sacrifício, Marinette teria a oportunidade de viver o que ele sempre desejou: Uma vida feliz.

 

E isso era o suficiente para Adrien. Mesmo que ele não pudesse fazer parte dela.

 

                              ****

 

O casamento foi grandioso. Marinette pode perceber isso, mesmo sem entrar na catedral. Todas as suas amigas foram e mesmo que a tentação fosse grande, Marinette se respeitava o suficiente para não entrar naquela cerimônia.

 

Ela pode ver Adrien saindo ao lado de Lila, ambos lindos e sorridentes. Os paparazzis não deram trégua, mas antes do Agreste entrar no carro, Marinette jurou ter visto o sorriso dele sumir, sendo substituído por um semblante triste. E vazio.

 

Ela se afastou devagar da catedral, andando de cabeça baixa pelas ruas de Paris. Ela não chorava, pois não haviam mais lágrimas para chorar. Ela tentou, mas Adrien tomou a decisão dele. Ele escolheu Lila e a Dupain decidiu escolher a si mesma e seguir em frente.

 

Uma melodia doce lhe chamou a atenção. Era uma música lenta, mas com toques animados que faziam o corpo da Marinette querer valsar em plena calçada. Ela seguiu o som, parando na frente de uma loja de instrumentos musicais, aonde um rapaz tocava uma guitarra.

 

Quando ele parou, Marinette bateu palmas.

 

— Uau, você toca muito bem.

 

O jovem a encarou e sorriu.

 

— Olha só, é a irritadinha do moletom de joaninha.

 

As bochechas da Dupain coraram.

 

— E você é o entregador de farinha mal educado.

 

— O próprio.

 

— Ok, já podemos ir. — uma voz familiar interrompeu a troca de olhares assassinos entre Marinette e o guitarrista. — Marinette?

 

— Juleika?

 

As amigas se abraçaram.

 

— Achei que estaria no casamento. 

 

— Oh, não. Odeio casamentos, são melosos de mais. E também, eu tinha que ajudar essa criatura a escolher uma guitarra nova.

 

Os olhos de Marinette se arregalaram.

 

— Você conhece esse troglodita?

 

Juleika gargalhou alto.

 

— Esse troglodita é meu irmão, Mari.

 

Aí meu deus…— a Dupain murmurou envergonhada.

 

— Além disso, esse troglodita tem nome. — os olhos azuis do guitarrista fitaram Marinette com intensidade. — Me chamou Luka. — ele estendeu a mão para a Dupain.

 

Marinette sorriu, imitando o gesto. Assim que suas mãos se tocaram, um arrepio percorreu o corpo da azulada.

 

— Oi, eu sou a Ma-ma-ma-marinette.

 

Luka sorriu, encantado com a menina a sua frente.

 

Oi, Ma-ma-ma-marinette.


Notas Finais


Eitaaaaaa! E então, o que acharam? Muita vontade de me enganar?

Lembrando que a fic ainda não acabou e ainda tem muita coisa pra acontecer! Não deixem de acompanhar, ok?

Bjs e até! :3


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