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História Até a Classe S (Interativa) - Capítulo 37


Escrita por:


Notas do Autor


Depois de 84 anos, eis-me aqui.

Capítulo 37 - Primeiro dia do leilão.


Pov Narrador.

Um dia antes do leilão. 

Reunidos numa sala isolada do prédio, estavam algumas dezenas de homens que iriam ser responsável pela proteção do lugar. Eles haviam sido convocados pela organização do evento, a justificativa foi que um anúncio importante seria feito. 

Do ponto alto de uma escadaria, no mezanino, o líder da família responsável pelo evento discursava, deixando-os a par da situação. 

- (...) Portanto, seguindo a divisão de deveres, vocês cuidarão da área externa. A parte interna do prédio é competência do nosso “Five Force”. Um grupo seleto de elite sem distinção por idade que tem total liberdade para organizar a segurança da forma que julgar mais eficaz. Esse grupo que conhecerão agora, é formado por magos de alto nível, prontos para lidar com qualquer tipo de eventualidade e imprevistos. Imagino que irão reconhecer a todos. Por favor, podem entrar.

A porta dupla atrás do homem foi aberta por dois seguranças que estavam na beirada. O time em questão entrou no recinto, posicionando-se ao lado do contratante. Isaac, Queensha, Leena, Sabichi e Fhrida. Dois membros de uma famosa linhagem e três supernovas, um grupo extremamente forte.  

(****)

Dia do Leilão.

As famílias e os membros adjacentes iam chegando aos poucos. Carruagens e veículos luxuosos paravam a cada instante em frente ao prédio. Vestidos e ternos importados e caros eram tão comuns que pouco se reparava nestes. Tudo era desnecessariamente ornamentado e brilhante, um atestado silencioso de riqueza e poder. 

Em uma noite, seria movimentado mais dinheiro do que a maior parte da população jamais ganhará em toda a vida. Os participantes não estavam ali somente pelos bens valiosos ou pela massa falida que iria a leilão, tinham intenções de formar negócios e parcerias.

Todavia, milhares de metros acima, uma movimentação incomum acontecia sobre as nuvens escuras. As formações gasosas eram partidas por um grande pássaro de cor verde musgo, corpo alongado e esguio com duas asas de menor porte presas em suas patas dianteiras e duas grandes em suas costas, além de possuir um bico amarelo rígido e curvado para baixo. Sobre ele, estavam dois homens que a meses se preparavam para aquela noite. 

- É aqui. - disse um deles. 

- Então vamos. - respondeu seu colega afoitamente e ambos saltaram da grande ave. 

Ao sair cortina de nuvens, tiveram uma bela vista da cidade iluminada por pequenos pontos. Também puderam notar a grande movimentação que acontecia ali. O vento gelado deixava-os com a boca seca. 

Os dois posaram no teto do prédio com a maior descrição possível. Até agora, tudo de acordo com o idealizado. 

O homem de cabelos escuros, o mais cauteloso dos dois, olhou ao redor só para confirmar que não havia ninguém por perto. Suspirou aliviado. 

- Tudo limpo. Trouxe a planta do prédio, né? - indagou ao seu companheiro de cabelos ruivos.

- Tá tudo comigo. Só faça os portais até o cofre, o resto eu resolvo. - disse cheio de confiança, passando o papel para o outro.

O homem os abriu e passou a analisar a arquitetura do lugar. Com sua habilidade de abrir portais de curto alcance, paredes não eram uma barreira. A porta de metal grosso do cofre muito menos. 

- Se os cavalheiros tiverem sido convidados, podem usar a porta da frente. - disse a voz feminina, cheia de ironia. A fala foi seguida de uma rápida risada um tanto aveludada. - Se não foram, peço que vão embora. 

Os invasores entraram em estado de alerta instantaneamente. O ruivo sacou uma espada e uma faca, o outro transformou suas mãos em rocha. 

Olhar ao redor e não encontrar a dona da voz apenas os deixava mais apreensivos. Apesar de possuírem experiência, um combate é sempre uma situação que é melhor evitar; ainda mais quando o objetivo é entrar e sair despercebido. 

- Ali! - o espadachim avisou ao outro, indicando com a ponta da lâmina a mulher que estava em pé no parapeito.

- ...Vamos embora. - ouviu-o dizer com a voz trêmula. 

- O que? Porque? - estranhou, mantendo-se atento a figura feminina. 

- Você é imbecil? Ela é uma das mais habilidosas assassinas profissionais. Não tem como a gente vencer! 

- Ara, fui reconhecida? - Queensha pousou a lateral do rosto em sua palma direita. - Fico sem graça quando isso acontece. - brincou com fingida inocência. 

Quando podia, ela gostava de brincar com o inimigo.  

- Minha espada está embebeda com veneno. Só preciso fazer um corte nela, por menor que seja. Podemos matá-la. - sussurrou ao seu companheiro. Sua voz demonstrava convicção. 

- Já disse que não. Vamos embora! - falou com mais rigidez. 

- Tem milhões em jogo aqui. Não vim pra cá pra sair de mãos vazias! - respondeu irritado.  

- Ah, vocês iam sair? Isso já não é mais uma opção, desculpem. - a voz melodiosa dela era quase que um insulto. 

Quando os homens perceberam, um domo já envolvia todo aquele perímetro, inclusive havia uma camada entre o chão e seus pés. 

Uma técnica de assassinato bastante eficaz. Simplificando, trata-se de uma barreira altamente resistente por dentro e totalmente à prova de som. Perfeita para infiltrações ou evitar que lutas indesejadas atraía atenção. 

O espadachim olhava aquilo espantado por não saber do que se tratava. O outro buscava algum tipo de brecha. 

- Prendeu a gente aqui? - indagou o ruivo.

- Isso é só um capricho meu para não gerar tumulto. Deveriam estar mais preocupados comigo do que com o domo, isso eu garanto. - disse ela, sacando sua espada da bainha. 

(Nota: Para quem não lembra, Queensha usa uma espada curta que também serve para prender seu cabelo. Vou deixar a aparência dela nas notas finais.)

Queensha deu um pequeno pulo em direção ao chão e caminhou confiantemente na direção dos ladrões, com um fino sorriso de canto. 

- Crie uma brecha para mim. - pediu o ruivo, segurando firme o cabo de sua arma.

- Certo, mas não demore a atacar, e não vacile. 

As mangas longas do traje dele rasgaram quando todo o seu braço foi transmutado em pedra. O moreno avançou como um touro, fechando a mão com força e desferindo um soco poderoso na mulher. Quando ele pensou tê-la acertado, a figura menor transformou-se em fumaça e evaporou. Seu cenho franziu demonstrando ceticismo, seu cérebro levou dois segundos para processar o que havia acontecido.  

- Atrás de você! - ouviu seu parceiro gritar de forma escandalosa. 

O homem virou-se de imediato de atacou com um chute, mas Queensha desapareceu em fumaça mais uma vez ao ser atingida. 

- Mas que merda. Para de fazer graça! - berrou e ouviu uma risada divertida.

Pouco mais de um minuto se passou e a mulher não havia dado mais nenhum sinal, o que levou a dupla ao limite da inquietação. 

- Crie um portal na barreira, vamos embora. - pediu, mas não recebeu uma resposta. 

O único som que houve em seguida foi o barulho do metal da espada de seu aliado batendo contra o chão. Ao virar-se para olhar, viu algo ser arremessado contra seu peito. Por reflexo, segurou. Era pesado, um pouco rígido e liberava muito líquido quente. Ao olhar suas mãos, sentiu uma ânsia de vômito grande, que trouxe consigo uma sensação de morte e o fez sentir tonturas. 

- Mas… que merda é essa…?! - disse pra si mesmo com a voz, largando a cabeça de seu companheiro no chão e recuando totalmente aterrorizado. 

Suas pernas bambearam e sua visão ficou embaçada tamanho o choque. 

- Desculpe, faz alguns meses que eu não me solto. - a voz de Queensha saiu totalmente fria, seu semblante estava enegrecido. - Eu ia deixar vocês irem ou os prender, mas acabei não conseguindo me controlar. 

Queensha foi criada para ser uma máquina de matar perfeita. Sua sede por sangue parece não ter fim ou limites. Seu instinto de assassinar quer a consumir a todo momento, mas ela tenta controlar. Todavia, há situações em que sua vontade não pode ser parada.  

Bastou a mulher erguer a cabeça e seus olhos se encontrarem para o homem ter certeza que estava frente a frente com a morte em pessoa. Ele queria gritar e implorar por ajuda ou perdão, mas sua voz não queria sair. 

Com a ponta de sua arma direcionada ao chão, assim como seu olhar. A assassina se colocou a caminhar na direção dele a passos lentos. O toque de seus tamancos parecia fazer eco na cabeça do outro. O mundo parecia estar em câmera lenta.

- Então morrer é assim? - pensou. 

O medo era tanto, que o homem urinou ali mesmo, formando uma poça aos seus pés. As forças em suas pernas acabaram e ele caiu de joelhos no chão, mas antes disso, sua cabeça foi arrancada. 

- Culpem o destino por terem me encontrado numa noite ruim. - comentou a mulher, olhando os corpos decapitados, enquanto a cabeça do homem moreno ainda rolava pelo chão como uma bola de futebol. 

O domo foi desfeito. Queensha bainhou sua espada e caminhou até a porta que dava acesso ao interior do prédio. Ao bater a porta, deu um longo suspiro e antes de começar a descer as escadas, externou seu desejo mais profundo no momento. 

- Queria transar agora. 

(****)

O leilão era o maior evento que a cidade recebia. A área de evacuação chegava a um quilômetro, portanto, ninguém que não fosse credenciado podia aproximar-se do local. A segurança era forte, principalmente nos arredores.

Já dentro do prédio e devidamente trajados com ternos e vestidos caros e sofisticados, o grupo da família Mestalla se entretia numa confraternização que ocorria num cômodo próximo a sala de lances. 

Nash estava disperso pelo ambiente, apenas andando a passos tediosos. No momento o pai da família Vinsha dava as boas vindas aos convidados e apresentava os responsáveis pela segurança com um belo discurso.

Ao ver sua mãe e seu irmão no palco, o bicolor parou de mastigar o morango que tinha na boca. Issac mandou-lhe uma piscadinha e disse labialmente. 

- Oi, lindo. 

Isso fez o espadachim revirar os olhos. Queensha, por sua vez, deu um sorrisinho quase imperceptível. 

- A família Mag Mell. Legal. - a voz grossa e sem vida de Toko chegou ao seus ouvidos. 

- É, é sim. Aliás, você não devia estar com a senhora Mestalla? 

- Jade está com ela, então vim comer. 

Como era uma área segura, a maioria dos representantes das famílias liberavam seus guarda costas momentaneamente. Alguns chegavam a dispensar todos.

- Aliás, sai da frente dos morangos. - pediu o moreno. 

- Hm? Ah, foi mal. - deu um passo para o lado. 

Os companheiros ficaram lado a lado em silêncio, apenas comendo, quando uma voz extremamente reconhecível chegou aos ouvidos do espadachim. 

- Naaaasshhiiiii. - Sakura jogou-se em seu pescoço. 

- Sakura!! - um sorriso enorme formou-se em seu rosto e ele abraçou-a com força. 

O mês que passaram sem se ver parecia um ano. A saudade que os corroía estava sendo exorcizada com aquele abraço apertado e cheio de sentimentos envolvido. Toko olhou aquilo e saiu de perto sem chamar atenção. 

- Senti tanto a sua falta. - assumiu a rosada, com o rosto escondido no peitoral dele. 

- Eu também senti a sua, acredite. - falou alisando os cabelos dela e dando um beijo no topo de sua cabeça. 

- Seu coração está batendo rápido. - comentou, levando a mão ao local para sentir. - O meu também tá.

Naquele momento, quis beijá-la. Quis muito beijá-la. Foi ali que ele sentiu um pouco de inveja de Kyosei.

- Ei, a gente pode se encontrar hoje de noite? Tem algo que eu quero te dizer. 

Nash não sabia dizer o que passou pela cabeça da garota, mas viu-a corar e sorrir grande antes de responder energicamente.

- Claro!

Fora do cômodo, num corredor mais afastado. Kyosei e Evangeline trocavam beijos um tanto quentes. Ela estava encostada na parede e tinha as mãos na nuca do azulado, que por sua vez, a agarrava pela cintura. O contato entre eles foi quebrado pela garota, que disse ofegante:

- A gente tem que voltar lá pra dentro. O leilão vai começar logo.

- Eu prefiro ficar aqui com você. - sussurrou ao pé da orelha dela em resposta. Sua mão forte subia descia em movimentos suaves na lateral do corpo menor.   

- Você anda muito safado esses dias. - a garota disse risonha e um pouco envergonhada, espalmando as mãos no peitoral dele e o afastando calmamente. 

- Você fica me provocando. - defendeu-se, levando as mãos até as da garota. 

- Eu não faço nada. - mordeu os lábios inconscientemente olhando para os dele. 

- Fez de novo. - acusou num rosnado e tentou beijá-la mais uma vez. Mas as mãos dela fora uma barreira. 

- Depois. Vamos lá pra dentro. - pediu mais seria. 

O mago do fogo torceu a boca contrariado e suspirou desistente. 

-  Certo, tá bom. - levou uma mão a bochecha da garota e fez carinhos leves ali. - Por que você não vai no meu quarto hoje de noite? - pediu com uma voz mansa, não queria assustá-la.

Todas as famílias tem um andar próprio no prédio. Com isso, cada guarda costa pode, se permitido, ter um quarto individual.  

A ergueu uma sobrancelha e pareceu um tanto pensativa e incerta sobre aquilo. As intenções eram bem óbvias.

- Ei, não precisa ficar assim. A gente vai fazer só o que você quiser. - falou melodiosamente. - Eu só quero ficar com você. - beijou-lhe a ponta e a lateral do queixo, o que a fez dar uma pequena risada. 

 - Vou pensar no caso. 

- Vou deixar a porta destrancada por via das dúvidas. - brincou e ganhou um fraco soco no peito em resposta. 

A ruiva ajeitou a postura e os cabelos com as mãos. 

- Tô toda suada! - reclamou.

“Por mim ficava ainda mais”. Esse tipo de pensamento malicioso que veio na mente de Kyosei seria facilmente externado em outros momentos, todavia, se dissesse isso nesse instante, provavelmente perderia uma noite bem divertida. 

- Ninguém vai perceber. - disse por fim. 

Evangeline revirou os olhos e saiu andando na frente. O garoto deu uma boa olhada na bunda dela e sorriu antes de a seguir.

- Gostosa demais.


Notas Finais


Cês iam gostar que essa fic tivesse hentai entre os prota? não tô dizendo que vai acontecer (até pq nem sei escrever hentai), é só uma pergunta. kkkkk

Queensha: https://br.pinterest.com/pin/485614772319477548/

Curiosidade: Queensha é a única personagem da fic até agora que não possui magia, luta apenas com suas técnicas de assassinato e sua perícia em armas.


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