História Até as Cinzas - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Albafica de Peixes, Aldebaran de Touro, Asmita de Virgem, Aspros de Gêmeos, Defteros de Gêmeos, Dégel de Aquário, Dohko de Libra, El Cid de Capricórnio, Hakurei de Altar, Hasgard de Touro, Kardia de Escorpião, Manigold de Câncer, Regulus de Leão, Sage de Câncer, Shion de Áries, Sísifos de Sagitário
Tags Lost Canvas, Saint Seiya
Visualizações 106
Palavras 2.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo - Sinais de uma nova guerra.


Fanfic / Fanfiction Até as Cinzas - Interativa - Capítulo 1 - Prólogo - Sinais de uma nova guerra.

O tilintar da armadura feita de prata ecoava pelos corredores feitos de pedra, não havia quaisquer fontes de luz além da lua que compartilhava de seus raios através das pequenas rachaduras na estrutura do antigo templo. 

 

Um jovem de cabelos castanhos corria, sua face marcada pelo desespero, a armadura pesava em seu corpo, auxiliada pela fadiga que fazia com que o garoto desejasse poder desistir de tudo e se largar no chão pedregoso, no entanto, as facas que eventualmente vinham em sua direção eram o “ânimo” que ele precisava para continuar a correr e a subir as escadarias que pareciam infinitas. 

 

Aiden adentrou uma das salas da construção ancestral, fitou brevemente os arredores, soltou um suspiro cansado e voltou a caminhar, aquela era mais uma das câmaras vazias contendo mais uma escada que parecia não dar a lugar nenhum, porém o diferencial era uma estátua em seu centro, o rapaz tomou alguns momentos para estudá-la, sem dúvidas o tempo a deixou com um clima ainda mais místico. 

 

Mas logo teve que abandonar seus devaneios, pois além dos próprios passos escutou ao longe o tilintar de uma segunda armadura, ele não teria tempo para descansar...  E sem olhar para trás continuou a correr pelas escadas daquele labirinto. 

 

Por vezes, dava uma breve espreitadela sobre o ombro, para ter certeza que seu atacante ainda estava longe, só de pensar nisso já sentia uma apertada no coração. 

 

Finalmente terminava mais um lance de escadas, todavia, a mesma estátua se encontrava ao centro da sala, as mesmas escrituras e desenhos na parede. Não podia acreditar que correra em círculos novamente e dessa vez a figura que tanto temia o esperava. 

 

O corpo esguio vestido de uma armadura semelhante a de Aiden estava encostado na estátua. Aiden engoliu em seco ao encarar a figura que se divertia jogando uma faca para o alto e agarrando a empunhadura em meio ao ar.

 

- Finalmente cansou de tanta correria? -  Os olhos verdes encontraram os caramelos numa afronta fria. 

 

- Escute… Eu não entendo a razão de você estar agindo assim. - A fala do jovem foi cortada por um assobio no ar,  a faca que a pouco tempo estava nas mãos de seu conhecido atacante quase lhe arrancara a orelha. 

 

- Eu não gosto de seu falatório. 

 

Aiden recuou um passo, mas não tirou os olhos do vulto que agora se desencostara da estátua e o encarava com uma carranca, mais uma vez o jovem sentiu aquele aperto no coração, afinal sabia o que se aproximava.

 

- Por favor, nós não precisamos lutar, muito menos nesse lugar! 

 

A figura não pareceu dar ouvidos às preces de Aiden, os punhos de ambos os guerreiros se acenderam em um brilho azulado, seus cosmos se elevando. 

 

O rapaz não conseguia parar de estudar as manchas negras na armadura em que seu mais novo inimigo vestia, estava hesitante enquanto a essa luta, jamais pensara que teria que travar uma batalha de vida ou morte com uma das pessoas que mais prezava.

 

Como um relâmpago, a figura veio ao encontro de Aiden que teve de bloquear o punho carregado de cosmo, seguido de um chute no estômago que o cavaleiro já não teve tanto sucesso em aparar. 

 

O golpe acabou por jogá-lo contra a parede de pedra, o baque deixou o rapaz sem ar por breves momentos o que foi suficiente para a pessoa atacá-lo com mais um soco no maxilar, a figura não parecia hesitar em seus golpes e mesmo Aiden sabendo que estava muito debilitada e não podia alcançar sua verdadeira força, ainda era capaz de superar a ele. 

 

Pois ele sempre fora um covarde.

 

Junto desse pensamento, tentou socar a figura que se preparava para desferir mais um golpe, no entanto, seu novo inimigo pegou o punho do cavaleiro com facilidade. Por breves momentos se encararam, o olhar nos olhos esmeraldas era de puro questionamento, como se perguntava ao rapaz a razão de não lutar a sério. 

 

A figura, sem qualquer misericórdia, quebrou o punho de Aiden facilmente, e o jogou aos pés da estátua. 

 

- Já que você não reage… Aceita que estou assim por sua culpa? 

 

Mais uma vez a voz fria corta o silêncio do templo, Aiden continua encarando o chão e não responde. Tenta usar sua mão quebrada para ajudar a se levantar, mas antes que pudesse se colocar de pé, a figura se aproxima. 

 

Puxando os cabelos morenos, a figura tenta fazer com que Aiden a encarasse, mas o jovem continuava a desviar o olhar.

 

- RESPONDA-ME! - Cheia de fúria a figura chutou a face do rapaz, jogando-o em um dos pilares de pedra destruindo-o. 

 

Mais uma vez caído, o jovem cavaleiro sentia a dor invadir todo o corpo, tinha certeza que pelo todos seus ossos já tinham sido atingidos, sentia a dor lavar sua consciência mais rápido do que esperava, talvez por conta de contra quem lutava toda sua vontade se esvaira num piscar de olhos. 

 

- Você pode- poderia ter ficado. Poderia ter me ajudado a consertar as coisas. - O olhar esverdeado cheio de angústia se lançou sobre o corpo do colega, mas não havia pena ou misericórdia - Poderia ter feito qualquer outra coisa… 

 

- Você se acovardou e traiu a todos nós! Nem a morte é uma punição suficiente a você! Mas nesse estado, não há mais nada que eu possa oferecer…  

 

O outro cavaleiro pegou Aiden pelo pescoço, levantando-o do chão.

 

- Agora morra afogado pelo seu remorso e pelas vidas perdidas daqueles que você traiu…

 

(...)


 

Uma jovem vestida com uma armadura negra caminhava preguiçosamente pelos corredores da igreja, com as pontas dos dedos penteava os cabelos vermelhos que aparentavam ter perdido o brilho da vida. 

 

Cantarolava enquanto fitava as diversas pinturas presentes nas paredes da igreja, ela nunca ligara para arte antes, então os desenhos apenas lhe passavam certa indiferença.  

 

Em meio de seu passeio passou por muitos outros colegas que utilizavam as mesmas armaduras escuras, olhavam de esgueio para a garota que não parecia se preocupar com os olhares intimidantes. Algumas vezes até mesmo devolvia o olhar de canto de olho, era divertido assistir as diversas reações,alguns se encolhiam, outros se mantinham impassíveis. 

 

Kelaino tinha um sorriso malicioso em seus lábios, havia se tornado um espectro de Hades a pouco tempo, mas já estava se impondo em meio aos ranks mais baixos do exército infernal. 

 

Já estava morta, não tinha mais que temer se machucar seriamente, logo podia confrontar os demais espectros que pegassem em seu pé e garantir que não mais dirigissem a palavra a ela, afinal não estava lá para fazer amiguinhos. 

 

Esticou os braços acima da cabeça estalando se espreguiçando, mesmo que tivesse de ir em missões aqui e ali, nada realmente a entretinha. A guerra santa não havia começado oficialmente, logo precisava evitar confrontos diretos com o santuário. 

 

Ordem dada à ela diretamente por Pandora que sabia que a jovem tinha mil e um motivos para desejar a cabeça antes mesmo do grande conflito se dar início, Kelaino não discutiu sobre, tinha que se acostumar ao novo corpo e a nova armadura, e agora na porta do salão do salão principal da catedral para encontrar a dita mulher de cabelos negros. 

 

Adentrou a sala em passos silenciosos e seu sorriso rapidamente desapareceu, se ajoelhou apoiando-se em uma das pernas  com o olhar voltado para o solo, Pandora que estava ajoelhada orando para uma estátua de um anjo. 

 

- Mandou chamar-me, Lady Pandora? - Disse permanecendo na mesma postura, mas ouviu o farfalhar de roupas, indicando que a mulher a sua frente se levantara.

- Diga Kelaino, quais são seus pensamentos sobre a guerra santa? 

 

A ruiva cerrou as sobrancelhas, naquele momento deveria tomar muito cuidado com suas palavras.

 

- Trata-se de uma batalha para realizar os desejos egoístas de cada divindade, Athena acredita que pode salvar a todos com seu “amor”, assim como Hades deseja salvar a todos com o repouso da morte. - Talvez ela não tenha sido tão cuidadosa como deveria, mas não consegui segurar sua língua quando se tratava dos confrontos entre os deuses - Portanto, meus pensamentos são insignificantes, meu corpo e minha alma seguirão as vontades do imperador Hades sem hesitar, afinal sou um mero espírito que foi recolhido para servir e assim o farei.

 

Levantou o rosto para fitar a outra mulher que, por sua vez, a fitava com os olhos frios aparentavam buscar por quaisquer sinais de hesitação, ou até mesmo por traços de traição, mas antes que pudesse tentar encontrar mais respostas nos olhos de Pandora, esta se virou e parecia encarar a estátua angelical.

 

- Muito bem… Por um momento pensei ter de que cortar suas asas, Pégaso… 

 

Ao escutar tais palavras, Kelaino sentiu um golpe pior que o de todas as espadas, voltou a encarar o solo, deixando uma risada amarga sair de seus lábios.

 

- Isso não seria necessário… - Levantou-se e ergueu seu olhar fitando o santo de pedra - Já que minhas asas e penas apodreceram e caíram à muito tempo…  -Podia sentir o olhar de esgueio de Pandora, sabia que a mulher sempre seria cuidadosa à seu redor. 

 

- Sobre os relatórios, minha senhora. Assim como o previsto o santuário começou a se movimentar, mas garantimos que o hospedeiro de nosso senhor ficasse fora de seus olhos. Nosso grupo optou por evitar confrontos, baixas antes mesmo da guerra nos deixaria com uma leve desvantagem, por isso garantimos que a missão fosse concluída nas sombras. De acordo com as informações que coletamos os cavaleiros estão seguindo para o norte, gostaria que mandássemos tropas em seu encalço? 

 

- Mande o resto de seu grupo atrás deles, no entanto. Kelaino de Ifrit, estrela celeste da vingança, tenho uma missão de extrema importância que cabe a você.

 

A jovem de cabelos vermelhos voltou a se ajoelhar, seus olhos dourados se encontrando com os negros da mulher que mostrava sua aura intimidante.

 

- Sim, minha senhora! 

 

(...) 

 

Logo após a saída de Kelaino do salão de adoração da catedral, Pandora se sentou em um dos muitos bancos, cruzou uma das pernas acima da outra e esperou breves momentos para ter certeza que a outra mulher já tivesse dado certa distância da sala. 

 

- Cheshire? - Disse para o nada, porém prontamente uma figura de um garoto apareceu por entre as sombras. 

 

O menino de características felinas se apresentou e se colocou à frente da dama.

 

- Precisa de algo, minha senhora? 

 

- Fique na sombra de Kelaino, não deixe que seu olhar escape daquela garota nem por um breve momento, entendido? 

 

O jovem acenou vigorosamente e com apenas um breve movimento de mãos da mulher de cabelos negros desapareceu nas sombras novamente. Pandora tinha ciência que mesmo agora sendo um espectro e jurando lealdade ao imperador do inferno, nunca se deve confiar num traidor, afinal para trair uma vez mais não se custa em nada. 

 

E a ruiva apresentava um perigo muito maior ao se tratar de ninguém menos que aquela que carregava o título de “Matador de Deuses”.

 

(...)


 

Héktor cambaleava pelas terras próximas ao santuário, sentia que seus ossos estavam prestes a quebrar bastava um simples peteleco para eles virarem pó. Caminhava em rumo ao verdejante bosque que cercava as redondezas, nesse momento só precisava de um bom lugar para descansar, os grunhidos dos cavaleiros e aspirantes em treinamento estavam cada vez mais se afastando.

 

A brisa suave acariciava os cabelos negros e bagunçados do rapaz, o dia estava belo e precisava aproveitá-lo além de treinar arduamente, adorava a companhia das árvores, sentia-se calmo e sereno. 

 

Aproximou-se do rio que cortava as terras do santuário, pegou um pouco do refrescante líquido nas mãos e lavou o rosto, livrando-se do cansaço e limpando um pouco da sujeira e do suor que sujavam a pele moreno do jovem. 

 

Encarou seu reflexo por alguns momentos, os olhos esmeraldas fitando a própria imagem, seu olhar se tornou triste, mas rapidamente limpou os pensamentos.

 

Jogou seu corpo para trás, deitando na grama macia. Héktor admirava as nuvens que passeavam nos céus, o azul alegre, o calor do sol em sua pele, com sensação tão agradável não pode deixar de soltar um suspiro prazeroso dos lábios.

 

Mesmo com toda a tensão da guerra que se aproximava, as cicatrizes que marcavam sua pele, as memórias que o assombravam o fundo de sua mente, a natureza parecia querer aliviar o humor do rapaz, e estava fazendo um ótimo trabalho em relação a isso. 

 

O cavaleiro fechou os olhos e por conta tanto do treinamento que sugara as forças e do clima agradável foi lentamente embalo em um sono tranquilo, ou era isso o que ele imaginava que faria…

 

- Héktor! 

 

Em sobressalto o jovem de cabelos bagunçados voltou a se sentar, olhando para onde a voz que o chamara vinha, vindo em sua direção estava Dohko vestindo roupas casuais de treinamento.

 

- Hey Dohko, como vai? - Disse levantando-se da grama e batendo as roupas para tirar os restantes fios verdes. 

 

- Bem é claro, vim ver o que você estava fazendo. Pensou que poderia sair de fininho do treinamento é? - O chinês perguntou com um sorriso na face, percebendo que tinha incomodado o momento de descanso do outro cavaleiro.

 

- Ah, pensei que poderia escapar por alguns minutos… Aldebaran vai triturar meus ossos algum dia! 

 

- É provável, mas saiba que ele só está fazendo isso para garantir que você saia vivo.

 

- Sim, sim… Sei bem disso… - Retornou, finalmente, o sorriso do colega e caminhou até o libriano.

 

- Então pirralho, quer ir até o vilarejo para comermos alguma coisa? - Dohko perguntou percebendo que mesmo sorrindo Héktor ainda possuía um olhar abatido, sendo parceiro de treinamento do outro rapaz queria pelo menos conseguir animá-lo um pouco.

 

- Tudo bem, mas antes quero passar em um lugar antes… Se estiver tudo bem para você…

 

O mais alto só pode soltar um suspiro ao entender o que o jovem queria, estendeu o braço e deu um leve tapinha das costas de Héktor. 

 

- Claro, estarei esperando por você na taverna de sempre.


 

(...)


 

A jovem Deusa Athena fitava os horizontes de seu templo, suas madeixas violetas se espalhavam junto da brisa suave, em sua mão empunhava o báculo dourado. A face da deusa encarnada tinha um semblante preocupado, não era para menos já que a qualquer momento a guerra santa poderia ter seu início. 

 

- Senhorita Athena? Trago boas notícias. 

 

A jovem mulher se virou para encarar o grande mestre que com uma passada calma caminhava até ela. 

 

- Recebi as boas novas do mensageiro de Jamiel, as armaduras de Pégaso e Órion foram recuperadas com grande esforço, logo serão trazidas de volta para o Santuário.

 

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Athena, colocou uma das mãos sobre o peito e deixou escapar um suspiro de alívio. 

 

- Graças aos Deuses, assim que estiverem de volta, entregue Órion ao seu devido dono e teremos que organizar um torneio para que o novo cavaleiro ou amazona de Pégaso seja escolhido. 

 

- Certamente, enviarei Shion de Áries para buscá-las e já começarei os preparativos para a escolha, e que dessa vez os deuses escutem nossas preces e mandem o “matador de deuses” para o nosso auxílio. 

 


Notas Finais


Serão abertas sete vagas, cinco para cavaleiros/amazonas de bronze e prata e três para espectros.

Armaduras indisponíveis:
Benu, Unicórnio, Grou, Órion
armaduras de ouro

Link para a ficha e regras: https://docs.google.com/document/d/17pVRwBV65-4ivhjdTzmG9pC6K77XP17ttAEU76qQRVo/edit?usp=sharing


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