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História Até as estrelas- Park Jimin - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olááá
Como estão??
Vim dizer que essa história será atualizada toda a segunda e terça, a partir de semana que vem.
Essa semana vão ainda ter capitulos e nas minhas outras histórias também, até para que meu cronograma feche.
Boa leitura!!

Capítulo 7 - Passo 3 -Siga em frente


Já faz uns dias que me sentia uma garota normal. E até que a um certo ponto as exclamações em minha cabeça pareceram afirmações, mas ao mesmo tempo havia algo que negava aquilo, aquele calor.

A sensação que tudo dentro de si está quente, borbulhando como um vulcão prestes a entrar em erupção, os fios que passavam por minhas veias quentes como Sol e iluminavam tudo dentro e fora de mim.

Mas ainda há lugares complicados e desconhecidos que uma garota possivelmente já pode ter habitado, óbvio que não alguém como eu, alguém normal. Haviam muitas suposições e muitas oposições que eram como uma pedra de gelo em minhas mãos, era como uma guerra entre o que quer entrar e o que não quer sair.

E que não deixa nada entrar.

-Está pensando no que? –O sol que tentava me invadir estava ainda mais próximo, assim que pisquei os olhos e seus raios ultrapassaram minhas córneas. –Você está me assuntando.

-Acho que não sou um vulcão bonito. –Afirmei engolindo a saliva que se prendia no fim da garganta, segurando ainda mais forte o casaco fino em meus dedos. –Que horas são?

-Duas horas da tarde, Mo. –Jimin sentou ao meu lado, quase colando seu corpo ao meu. Isso não é estranho? Porque tem muito espaço e ele quase sentou em cima de mim.

Ou eu engordei.

-Está comendo o que? –Pergunto vendo os pacotes em sua mão, o loiro logo tira uma caixinha rosa e estende a minha direção. –Minha barriga estava doendo já...

-Eu ouvi, -Riu quando viu minha careta, abrindo seu pacote de kimbap e sujando sua boca inteira com maionese. –Porque não está comendo? A Any me disse que você gosta disso e...

-A Any? –Perguntei mordendo um pedaço, era mesmo uma das minhas comidas favoritas. –Perguntou a ela o que eu gosto de comer? –Só quando essas palavras chegaram aos ouvidos de Jimin, suas bochechas ruborizaram, não evitei sorrir. –Eu aceito.

-Aceita o que? –Franziu o cenho olhando em minha direção, limpei sua boca com meus dedos sorrindo.

-Sair com você. –Falei convencida, mas olhei para frente na hora que Jimin sorriu. –Sabe que meu pulmão só tem mais dois anos até estragar, não é?

-Seu corpo não é um carro, não estraga de um dia para o outro ou é uma peça estragada. –Falou bravo, o olhei surpresa por ouvir sua voz tão grave. –Fortalecer seu pulmão está sendo um grande passo, assim quando precisarmos colocar outro no lugar não vai ocorrer nenhum dano.

-Sabe, estou cansada. –Sabia que a atenção de Jimin estava totalmente em mim, o olhei por alguns segundos, continuando. –É sempre a mesma coisa, por cinco anos consigo sobreviver, mas assim que esse tempo acaba.... –Comprimi os lábios, respirando fundo. –Parece que estou sempre com um relógio de vida, cada minuto, cada segundo contado até acabar tudo.

-Isso não irá acontecer, -Senti seus dedos se apossarem dos meus, fazendo nossos olhos se encontrarem. –Eu não vou deixar você morrer. –Senti meus olhos marejarem por alguns instantes, não consegui falar e simplesmente deixei um selar em sua bochecha.

Nós olhamos por alguns segundos sem dizer uma só palavra, ainda havia mais negação do que afirmação em mim, me sentia perdida. A anos não sinto isso, “isso” porque não sei explicar o que essa sensação de estar flutuando perto de alguém, de esquecer problemas e momentos tristes e apenas focar em uma pessoa.

-Só não se apegue muito a mim, -Falei encostando minha cabeça em seu ombro, a sensação de proteção e aconchego invadiu meu corpo enquanto os raios solares queimavam minha pele, ou sentir o dedão do loiro acariciar minha mão estava me deixando daquela forma. –Não sei quanto tempo ainda aguento isso.

Escutei apenas o cantar dos pássaros atrás de nós, pessoas rindo e brincando com seus animais, crianças dividindo brinquedos. Era mágico estar ali, mesmo que a realidade fosse totalmente diferente não me importei de viver pequenos segundos em paz.

-Nunca me falou dos seus pais, -Disse, olhei para cima ficando próxima de seu rosto. Ele era bonito, muito bonito mesmo. –Ana me disse que sua mãe mora na Califórnia e seu pai aqui, porque não fica com ele?

-Depois que meus pais se separaram, por minha culpa, -Comecei. –E depois de todo o problema que eu tenho eles não aguentaram mais e foram embora. –Sorri de canto, podia sentir os orbes castanhos olhando-me com atenção. –Eles pagam o hospital, mas não me visitam muito. Não querem me ver dessa forma e também não querem se verem.

-Cada um lida com a dor de uma forma diferente, -Segurou minha bochecha, me fazendo estar mais próxima ainda. –Alguns choram, outros não, alguns ficam e outros não suportam ficar. Não porque deixar de te amar e sim por não aguentar a dor de ver alguém que ama dessa forma.

-Então todos escolheram ir embora porque me amavam? –Limpou uma lágrima que escorria por minha bochecha, me puxando para um abraço e deixando um beijo em minha testa. –Você ainda vai ter que escolher, não é?

-Eu já fiz minha escolha.

 

 

-Essa roupa fica muito justa! –Falei andando em torno da cama lotada de vestidos de Any, já que não tinha esse tipo de peça por realmente nunca usar vestido. –Eu não tenho corpo para isso, ele não pode ver as minhas banhas!

-Mo, se acalma, -Any debochou rindo, havia um pote de pipoca em seu colo e uma grande garrafa de coca cola. –Corre um pouco na esteira e toma seus remédios antes que você esqueça de vez.

-Não posso parar agora, Jimin vai estar aqui daqui alguns minutos e... –Parei de falar quando ouvi três batidas na porta, era ele. Pego meu celular vendo que já era a hora que combinamos. –Droga!

Any sai para atender enquanto corro para meu quarto e preparo minhas maquiagem, passando uma base, blush e rímel, não queria exagerar logo de cara já que ele já me viu das piores formas possível. Antes não ligava, mas porque agora eu ligo?

Caramba, não tenho tempo nem de pensar sem criar 200 teorias na cabeça.

Soltei meu cabelo olhando para o espelho, estava bem, mas nunca estaria bonita o suficiente para aquele lindo vestido, contudo era o único que coube em meu corpo e minhas medidas maiores que da maioria das coreanas.

O que me esperaria esse encontro?


Notas Finais


Espero que tenhas gostado!!
Me digam uma coisinha, o que estão esperando ver na história? suas expectativas, curiosidade, me falem que posso esclarecer algumas e me inspirar para um capítulo em outras.


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