História Até eu te encontrar - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Comedia, Drama, Jovem, Poesia, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Literatura Feminina, Mistério, Misticismo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Rumores ou temores


Fanfic / Fanfiction Até eu te encontrar - Capítulo 4 - Rumores ou temores

O dia correu normalmente, mamãe não apareceu novamente, entretanto Rosalina parecia bastante preocupada com o fato de eu não querer sair do quarto.

Ela trouxe minhas refeições e acabou me fazendo companhia quando me trouxe o lanche da tarde.

Ela sentou na cama, enquanto eu olhava para ela.

- Me dói tanto te ver assim. - Seus olhos estavam murchos.

Eu toquei suas mãos e tentei sorrir.

- Eu estou bem, Rosa! Não se preocupe.

- Ah minha menina, se tu soubesses o quanto te amo, te tenho como uma filha...

- Eu sei, Rosa! Também te amo por demais, no fim tu és a única que realmente se importa comigo.

- Não diga isso, Emma também te ama muito e tua mãe também.

Baixei os olhos.

- Eu sei, no fundo eu sei.

Ela ficou do meu lado, tempo o suficiente até eu dormir.

                        🌟🌟🌟

Acordei com batidas na minha porta, abri devagar os olhos, minha cabeça doía e quase não pude distinguir a silhueta de Emma quando ela entrou no quarto.

- Cherrie! Você está bem?

Fiz que sim com a cabeça e ela se aproximou.

- Ah minha amiga, fiquei tão preocupada contigo! Os rumores chegaram até minha casa.

Eu a encarei, os olhos dela pareciam mais azuis que o normal.

- Rumores? Que tipo de rumores? Seja sincera. - Falei enquanto tentava me sentar.

Ela suspirou e não me olhou.

Sabia que não eram coisas agradáveis.

- Diga de uma vez, criatura.

- Estão dizendo que tu não és mais pura, que te deitavas com Pedro, e que até mesmo William Hastings já te teve em sua cama... - Minha amiga parecia envergonhada ao me dizer aquelas palavras - ... e dizem que tua mãe... que...

- O que? Diga.

Ela respirou fundo.

- Que ela é mulher da vida, e que o Senhor Libero a conheceu assim.

Quando Emma terminou de contar o que diziam sobre mim e minha mãe, uma raiva tão grande tomou conta de mim, que não fui capaz de fazer nada senão chorar.

- Fique calma, eu sei que tu não és assim, Lily! Eu te conheço, conheço teu coração, jamais acreditaria em tais coisas.

Eu a abracei, forte.

Emma sempre esteve ao meu lado, praticamente nascemos juntas, ela era uma irmã para mim.

- Eu te agradeço por me ter em tão boa consideração, Emma!

- Eu jamais pensaria isso de ti.

Eu assenti.

- Mas o que tu pensas em fazer a respeito disso? - Ela me perguntou.

- Eu não sei! Eu nunca fui para a cama com Pedro e eu conheci William a um dia atrás, quem quer que esteja espalhando essas coisas deve ter algo contra mim, mas não vejo nenhum sentido nisso. Quanto aos boatos sobre minha mãe, tirarei a limpo isto com ela.

Emma assentiu e olhou para suas luvas.

- Emma, eu fui vê-lo hoje.

Seus olhos se esbugalharam.

- Tu foi ver quem?

Revirei os olhos.

- Pedro.

- Tu estais maluca! Com todos esses rumores te rondando essa era a última coisa que devias ter feito, e foste sozinha?

Assenti.

- Lily, tu és louca.

Eu sorri e contei a ela cada detalhe da minha ida até a casa de Pedro, desde a forma como ele me tratou e o que me disse, até o momento de minha queda e quando Hastings me ajudou.

Emma prestou atenção aos mínimos detalhes e não me interrompeu.

- E para completar ainda acabei insinuando que Hastings gostava de mim, acreditas nisso? Ele, muito educado, corrigiu-me dizendo que gostava de minha COMPANHIA.

Emma sorriu.

- Bom, acho que Pedro tomou a decisão dele, e você não deve se culpar por isso! Você lutou, mas não pode ir contra as opiniões dele.

- Eu sei, o problema é que ele tem essas convicções retrógradas sobre o amor e isso me irrita tanto, sabe!

- Eu entendo, minha amiga! Mas tu fez o que estava ao teu alcance.

Eu sorri.

- Eu sei.

- E parece que William Hastings está caidinho por ti.

Eu gargalhei.

- Eu realmente gostaria de saber que diabos este homem tem que faz todos pensarem que formariamos um bom par, ele não tem interesse em mim, apenas em minha amizade, ele deixou isso bem claro hoje!

Emma fez aquela cara de quem sabe que tem mais coisas a serem ditas.

- Além de ser herdeiro de metade destas terras, ele é lindo! Sério, nunca vi olhos como aqueles, Cherrie! Nem mesmo em Paris.

Eu sorri e meu cérebro projetou a imagem dos olhos de Hastings.

Aquele tom de azul escuro, quase cinza.

Parecia o céu nublado, antes de uma forte tempestade.

- Ele é muito bem apessoado, de fato.

Emma gargalhou.

- Isso é o mínimo, vamos Monamour, seja sincera comigo!

Eu ri e revirei os olhos.

- Tudo bem, ele é muito bonito! E os olhos realmente se destacam, mas o sorriso... o sorriso é inacreditável.

- Se eu não te conhecesse diria que estais apaixonada.

Rapidamente retomei minha postura.

- Não diga bobagens, estou apenas fazendo justiça a ele.

- Se tu diz, quem sou eu para ir contra.

Emma colocou os pés na cama.

- Mas não pense que eu me esqueci, quem era o rapaz que estava dançando contigo no baile?

Emma ficou vermelha e eu soube que havia chegado ao seu ponto fraco.

- Achei que você estava ocupada demais dançando com o Senhor Perfeito para prestar atenção aos reles mortais.

Eu gargalhei alto.

E joguei um travesseiro bem no meio do rosto de Emma.

- Era impossível não notar seus risos e olhares sedutores para cima do rapaz.

Ela estreitou os olhos.

- Esse era o objetivo, ser notada!

Eu ri.

- Então, Conte-me tudo.

- Ele se chama Robert Dantas...

- Por algum acaso ele é filho do Coronel? - Perguntei um tanto preocupada com a resposta.

- Sim. - Ela disse.

Fiquei em silêncio enquanto ela contava sua história.

Ao que parece o rapaz a tirou para dançar enquanto ela ia ao toilette e ela, que estava bastante apertada, preferiu dançar com o tal Robert.

- Ah, Cherrie! Ele é tão bonito, tem um cabelo que parece ter sido tocado pelo próprio sol de tão lindo, e aquela voz, além de dançar muito bem e de ser muito educado.

- Parece que você está em apuros. - Disse rindo.

- Está tão nítido assim? Só não quero criar expectativas e no fim me frustrar, mas acho que isso é inevitável.

Eu sorri para minha amiga.

- Aposto minha caixa de música em como ele deve estar em casa pensando no quanto você é linda e morrendo de vontade de te ver novamente.

Seu sorriso se alargou tanto que quase chegou até as orelhas.

- Tomara.

Ambas sorrimos e Emma me convidou para ir a feira do condado.

- Parece que vários fazendeiros e comerciantes estão financiando um parque de diversões. - Ela disse.

- Eu não sei se é uma boa idéia, com todos esses boatos me rondando...

- É uma ótima idéia, se você se isolar as pessoas vão acreditar que aquilo tudo é verdade! Você tem que tocar sua vida, mostrar que não deve nada a ninguém, vamos, por favor! Uma fonte me disse que Robert estará lá.

- Sua traidora. Se você não fosse minha melhor amiga eu juro que te jogaria daqui de cima.

Ela riu e implorou para que eu fosse me arrumar.

Cedi aos seus pedidos e fui trocar de roupa, Emma escolheu um vestido azul escuro, de mangas médias, com um bordado floral na barra e nas mangas.

Nunca havia usado aquele vestido e nem havia necessidade de usa-lo, podia vestir um de meus vestidos do dia a dia, mas quando disse isso a Emma ela praticamente me bateu.

- NÃO! VOCÊ VAI USAR ESSE!

Eu ri na cara dela.

- Mas para que tudo isso? - Perguntei.

- Você tem que estar linda, as inimigas não podem te ver para baixo e desarrumada! Hoje você tem que estar por cima.

Assenti e vesti o que me foi proposto.

Olhei-me no espelho e devo dizer que o vestido caiu muito bem, tirou a atenção do ferimento do meu pé.

Emma permitiu que eu usasse minha bota para esconder o machucado.

- Você está ótima. - Ela elogiou. - Agora vamos para o seu cabelo.

- O que tem de errado com ele? - Perguntei.

- Nada, ele é lindo! Você só precisa mostrar isso ao mundo.

Ela desfez meu coque e soltou meu cabelo que caiu em ondas rebeldes sobre meus ombros.

Emma prendeu com grampos apenas algumas mechas e deixou o resto do cabelo solto.

Depois seguiu para meu rosto, ela passou um pouco de pó de arroz, em seguida um pouco de rouge e um batom vinho.

- Pronto, agora veja o quanto está linda.

Encarei o espelho, e o que vi foi uma garota muito bonita, seus cabelos estavam presos como os de uma fada que eu já vira em um livro, os lábios bem marcados, os olhos brilhantes.

Aquela não parecia eu.

- Você gostou? - Minha amiga perguntou ansiosa.

- Se eu gostei?

Observei uma última vez meu cabelo no espelho.

- Eu estou linda!

Emma balançou meus cabelos.

- Você é linda, Cherrie.

Ambas sorrimos, Emma retocou sua maquiagem e ajeitou os cabelos, e em minutos estávamos prontas para ir a feira.

Descemos as velhas escadas de casa e quando alcançamos a sala de estar, encontramos mamãe com, nada mais nada menos que, Arthur Libero.

Ela nos encarou pelo que pareceu uma eternidade, até enfim dizer algo.

- Você está linda, filha!

Será que eu andava feito um lixo pela cidade? Porque causar esse tipo de reação nas pessoas é algo muito constrangedor.

- Obrigada.

- Vocês duas estão muito bonitas. - Arthur elogiou.

Emma e eu agradecemos e ele sorriu.

- Onde vão? - Mamãe perguntou secamente.

- A feira da cidade, um parque está nos visitando e eu vim chamar Lily para me acompanhar, espero que não tenha problemas.

- Está tudo bem, contanto que retornem até as nove, chamarei o carro de aluguel para vocês.

- Não há necessidade, tia Sílvia, o motorista de meu pai vai nos levar.

Mamãe sorriu.

- Fico mais aliviada, então vão com Deus.

Me despedi de mamãe com um abraço e acenei para Arthur.

Emma e eu saímos apressadas e entramos no carro rapidamente.

Não queríamos perder tempo.

Meu pé estava latejando, mas eu podia aguentar.

- Ah Lily, estou tão ansiosa para vê-lo!

Emma não cabia dentro de si.

- Ainda bem que eu trouxe alguns trocados, assim, enquanto você fica com seu príncipe eu me divirto pelo parque.

Ela estreitou os olhos e sorriu.

- Algo me diz que você vai ter uma surpresa hoje.

Eu encarei minha amiga.

- O que você quer dizer com isso?

Ela sorriu e virou o rosto.

- Você saberá.

Uma voz dentro de mim, me dizia que Emma estava armando algo, só não sabia dizer ao certo o que era.

Chegamos a feira em trinta minutos, o motorista ficou de nos buscar as nove e concordamos apesar desse ser o horário que eu já deveria estar em casa.

A feira estava toda iluminada e cheia de barracas de várias coisas, um grande carrossel girava sem parar, e outros brinquedos também estavam a pleno vapor.

Havia também uma parte reservada a flores.

- Vem Lily, vamos procurar por Robert. - revirei os olhos mas fui com ela mesmo assim.

Passamos pela frente da barraca de maçã amor e dobramos ao lado da competição de arco e flecha, e foi ali, entre o carrossel e a barraca de tiro ao alvo que eu vi ele.

Não o Robert.

Hastings.

William Hastings.

E quando ele me viu, abriu um sorriso tão lindo quanto ele.

- Emma, o que ele está fazendo aqui? - perguntei um tanto quanto aflita.

Emma sorriu.

- Não sei, mas ele está vindo pra cá. Então sorria, Cherrie! Eu vou na barraca de flores, mamãe está querendo alguns girassois.

E antes que eu pudesse impedi-la, Emma já havia sumido deixando-me sozinha e correndo sério risco ao ficar perto de William Hastings.



Notas Finais


E aí, o que você tá achando desse cara misterioso que surgiu na vida da Lily de uma hora pra outra?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...