História Até eu te encontrar - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Comedia, Drama, Jovem, Poesia, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Literatura Feminina, Mistério, Misticismo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, se você chegou até aqui é porque de alguma maneira se identificou com a história da Lily, espero que a leitura esteja sendo agradável, e se você tiver sugestões ou se quiser me dizer qual seu personagem preferido, fique a vontade.
Tenha uma boa leitura 🌟🌟🌟

Capítulo 6 - Estrelas além do céu


Fanfic / Fanfiction Até eu te encontrar - Capítulo 6 - Estrelas além do céu

Alguns minutos depois, no meio da estrada escura, a minha ficha caiu.

Eu havia não só flertado com William Hastings, mas também beijado ele.

E tudo isso depois de ter jurado de pés juntos à Pedro que não havia nenhuma possibilidade de algum dia eu sequer olhar para William.

O que ele iria pensar de mim?

O que todos iriam falar ?

Já haviam boatos e agora então, as coisas iriam só piorar.

Viu o que acontece quando não se pensa nas consequências?

Tudo dá errado.

Virei para o lado e vi Emma, tão perdida dentro de si, não quis interrompê-la, e permaneci calada.

Chegamos a frente de minha casa depois de um tempo.

- Muito obrigado pela carona, boa noite. - Falei enquanto saia do carro.

- Vá até minha casa amanhã, temos muito o que conversar. - Ela disse sorrindo e percebi que seus olhos nunca brilharam tanto.

Balancei a cabeça em afirmação e acenei para o motorista enquanto ia em direção a porta de casa.

Ela se abriu antes que eu pudesse sequer toca-la.

Minha mãe, usando seu robe vermelho e com os cabelos negros caindo sobre ele, me encarava.

- Você é surda ou só se fingi? Você não ouviu quando eu disse para voltar até as 21:00? - Ela abriu o caminho e eu entrei. - Você não tem pena de mim, Lily? Eu estava preocupada com você minha filha.

As mãos dela estavam sobre os quadris, dando a ela aquela ar autoritário.

- Me desculpe! Eu estava dependendo do motorista de Emma e ele se atrasou.

Mamãe se aproximou e me abraçou.

- Eu não sei o que eu faria se algo acontecesse com você. - Eu a abracei com força, eu amava tanto o seu abraço.

- Eu sei mãe! Me desculpe novamente.

- Tudo bem querida.

Eu estava parada, perto da escada, esperando ansiosa para ir pro quarto.

- Então, me conte as novidades! - Minha mãe estava com um sorriso diferente em seu rosto.

- Novidades?

- Sim querida! Não tente me enganar, eu tenho olhos e ouvidos por todos os cantos, sei que você e William Hastings estavam juntos na feira.

Ok.

Como ela soube disso?

Eu sabia que o condado era cheio de fofoqueiros, mas não que eram tão rápidos em espalhar coisas.

- Só conversamos, mãe! - Falei, um tanto alto demais e talvez isso tenha me denunciado.

- Imagino! - Ela me fitou lentamente e eu olhei para meus pés. - Mas quem sabe essa não seja a primeira de muitas conversas.

Eu fiquei em silêncio.

E ela sorriu novamente.

- Boa noite, querida!

- Boa noite. - Falei enquanto corria em direção ao quarto.

Fechei a porta com força e permaneci encostada nela.

Sem que eu percebesse eu estava sorrindo, encarei cada parte daquele quarto, o papel de parede florido e gasto, a mobília branca, a varanda, que era minha confidente.

E tudo parecia diferente, com uma vida nova.

Sem pensar em nada eu rodopiei pelo quarto, e ao longe, em alguma das várias propriedades vizinhas, uma música começou a tocar.

Era a mesma que eu havia dançado com Hastings.

Cantarolei algumas partes, e então parei.

Me perguntei se era errado estar contente num momento como este.

Eu não vou mentir, Hastings fez com que eu me sentisse de uma forma única, me senti especial, adorada, e acima de tudo respeitada.

Em momento nenhum ele passou por cima de minhas vontades.

Não que Pedro fosse ruim, muito pelo contrário, ele era ótimo.

Mas nós sempre nós tratamos como se trata alguém que se conhece desde sempre, sem muitas palavras de carinho ou de gentileza, mas eu sempre soube que o amava e que era correspondida.

Ele foi criado assim e eu nunca reclamei.

São muitas as diferenças entre eles, desde a aparência, até o jeito de ser.

No entanto, eu não podia negar, Pedro tinha meu coração por completo, um amor como o nosso não acaba assim, eu bem sabia.

Mas por outro lado, William estava lá quando Pedro não estava, ele era especial, disso eu sabia.

As lembranças da feira voltaram a minha memória, vi com os olhos da mente ele sorrindo enquanto tomava seu sorvete, quase pude ouvir sua risada, e nem precisei fechar os olhos para enxergar os dele, e a forma como brilharam quando ele me contou a história das estrelas.

Talvez eu gostasse da companhia dele.

Mas não era só isso.

Eu gostava da pessoa que ele era, engraçado, espirituoso e muito gentil.

Sem que eu me desse conta, me vi na varanda, sentindo o ar puro da noite.

Olhei para a lua, e pedi, que meu coração tomasse o rumo certo.

Lembrei das Plêiades, eu não sabia onde estavam naquela imensidão do céu, mas pensei em Mérope em especial e disse:

- Eu sinto muito por você, por nós! Mas pelo menos você viveu o seu amor, e eu também! Foi por um curto período de tempo, mas eu tenho certeza de que fomos felizes. - Eu sorri. - Queríamos mais? Concerteza! Sempre queremos mais do que amamos, mas talvez tenha sido melhor assim. Eu não posso te ver, Mérope, mas sei que onde estiver você não está arrependida e nem deveria! Nós estamos juntas, e eu queria te pedir uma coisa. - Olhei para os lados e em especial para a porta. - Leve meu coração para onde ele deve ir, eu não vou me privar de nada, pois sei que estais comigo, então me leve ao caminho certo.

Ao longe um ponto de luz bem fraco, piscou.

- Boa noite estrelinha.

                          ☄🌟🌠

A manhã seguinte foi muito agitada, acordei cedo para ir a aula de piano e nem bem havia voltado, precisei ir ao Hotel Libero, minha mãe pediu que um carro fosse me buscar em casa e pelo olhar que Rosalina me lançou, alguma coisa estava prestes a mudar, eu só não sabia o que era exatamente.

O carro parou bem em frente à entrada do Hotel, meprivando de aproveitar a beleza das flores, enquanto eu descia do carro eu vi minha mãe e Arthur vindo em minha direção, e bem atrás deles estava Miranda.

Sim, aquela Miranda.

- É um prazer te ter aqui novamente, Lily! - Arthur, gentil como sempre, me cumprimentou.

Mamãe me abraçou.

E Miranda...

Miranda apenas me olhou.

- Eu gostaria de te apresentar à minha sobrinha, Essa é Miranda! - Ela sorriu, aquele sorriso falso.

- Nós já nos conhecemos! - Falei sem pensar.

- Ah, é mesmo? - Arthur parecia surpreso. - Então espero que possam ser amigas.

- Concerteza seremos, descobri que temos muitos interesses em comum. - Ela me lançou um olhar ferino. - A senhorita Philips, assim como eu, é amiga de Hastings.

Minha mãe parecia já saber quem aquela garota era, e não se deixava enganar pela sua aparência angelical.

- Bom garoto o William, nossa família o conhece a anos, ele sempre foi um exemplo de rapaz.

Eu sorri, Mamãe e Arthur começaram a falar sobre os preparativos para o casamento, e só então lembrei disso.

Enquanto eles tagarelavam sobre bufês e flores, nos dirigimos a uma sala privativa.

Não pude deixar de notar que Miranda me observava com cautela, talvez comparando a forma que eu estava vestida ontem com a de hoje.

Ela era expert nisso.

Arthur trancou a porta e nos fitou.

- Então meninas, parece que precisamos conversar sobre o casamento.

Ele e mamãe sentaram-se diante de nós, em um sofá, Miranda e eu estávamos em poltronas diferentes.

- Nós não tivemos tempo de deixar vocês a par da situação desde o baile, mas se vamos ser uma família, acho que devemos discutir isso juntos.

Nossa!

Era só o que me faltava, eu e Miranda na mesma família.

Arthur continuou:

- Então, Sílvia e eu tomamos a decisão de depois do casamento, morarmos todos juntos, em minha casa de praia, é perto do litoral, e longe dos boatos.

Silêncio.

Silêncio total e absoluto.

- E quando você ia me contar isso? - Perguntei me voltando para minha mãe. - Na verdade, quando você ia me contar que namorava o dono do hotel em que você trabalhava?

Todos pareciam muito desconfortáveis com aquela situação, mas eu precisava falar.

- Lily, acho melhor conversarmos em casa! - Mamãe praticamente me implora para ficar calada, apenas com seu olhar.

Eu me calo, mas a encaro para que ela saiba que isso não termina ali.

No entanto, Arthur é quem me dá explicações:

- Eu imagino o quanto você deve estar confusa, Lily! Mas independente de qualquer coisa, eu quero que você saiba que eu amo a sua mãe, e jamais faria nada pra magoar ela.

E quando ele terminou de falar eu realmente acreditei no que ele dizia.

- Lily, nós nos amamos! 

Minha mãe segurava as mãos de Arthur com força, era como se ela finalmente tivesse encontrado alguém em quem se apoiar e quem eu era para dizer quem ela podia ou não amar?

Se eu fosse contra o que ela sentia eu estaria sendo como aqueles que julgavam.

- Tudo bem, mãe! - Eu sorri, porque realmente queria ver ela feliz, eu já não queria saber como as coisas aconteceram, pra mim bastava a felicidade dela.

Arthur e mamãe se abraçaram, Miranda era uma pessoa avulsa ali, sinceramente não via motivo para sua presença, no entanto, depois de contarem sobre onde a cerimônia seria, ali mesmo no hotel, veio a notícia bombástica.

- Agora vamos à parte que envolve vocês. - Mamãe olhou para mim e para Miranda. - Eu e Arthur gostaríamos que vocês duas fossem nossas damas de honra.

Eu quase ri.

Eu e Miranda? Juntas? Em direção ao altar?

Nem morta.

- O que? - Miranda parecia estar vendo um fantasma.

- Isso mesmo meninas, seria uma honra ter as duas pessoas mais importantes para nós levando consigo para o altar a aliança de nosso amor. - Arthur falou.

Será que eu estava ficando louca?

- Além de ser uma boa oportunidade para que fiquem mais próximas. - Mamãe disse por fim.

Encarei Miranda e ela me fitou.

Mamãe e Arthur esperavam uma resposta, eu não queria ter nenhuma aproximação com Miranda, mas se tratando da felicidade de minha mãe, eu faria o que fosse preciso.

Inclusive encarar aquela cobra.

- Vai ser ótimo. - Falei tentando sorrir.

- Que maravilha! - Mamãe disse, enquanto vinha me abraçar.

Arthur encarou Miranda e ela apenas balançou a cabeça.

- Então nós vamos organizar tudo, e os dias dos ensaios e das provas de roupa serão informados. - Mamãe disse, ainda rindo.

Eu assenti e depois de mais algumas explicações e risos, mamãe permitiu que eu voltasse para casa, ela ainda ficaria no hotel para resolver mais algumas coisas e almoçar com Arthur.

Depois de me despedir do casal, eu sai da sala e me dirigi para a saída, no entanto, enquanto eu atravessava o loby, Miranda surgiu diante de mim.

- Bom saber que seremos família de agora em diante. - Seu rosto não demonstrava nada além de sarcasmo.

- Se você diz. - dei um passo para a frente mas ela se pôs novamente no meu caminho.

- Entenda uma coisa, eu não permito que garotinhas como você, sem gosto para moda, com esse cabelo sem graça, e ao que parece, sem o menor senso do ridículo, roubem o que é meu, e isso inclui o Will!

Eu sorri.

- Se eu sou tão sem graça quanto diz não vejo motivo para que você se sinta tão ameaçada por uma pessoa como eu!

Sua pele, branca e quase translúcida, ficou vermelha.

Apostaria minha vida que o motivo era a raiva.

- Você não sabe com quem está se metendo.

- Eu deveria?

Ela levantou a sobrancelha direita e se aproximou ainda mais.

- Não me provoque.

Eu gargalhei.

- Sabe, não estou nenhum pouco disposta a discutir com você, então que tal me deixar em paz e ir brincar de se maquiar? Inclusive, parece que seu batom borrou. - Disse apontando para seus lábios

Miranda passou imediatamente as mãos ao redor da boca e percebendo que eu estava mentindo, ela falou:

- Isso não vai ficar assim, Will é meu!

Eu acenei, tomei distância e sai do hotel.

Ainda pude ouvir ela resmungar atrás de mim, mas eu não me importava, Miranda era só uma garota mimada com medo de perder seu brinquedo favorito.




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