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História Até o fim - Capítulo 10


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Notas do Autor


Mozão pediu para atualizar antes, então, aqui está o novo capítulo! Espero que gostem

Capítulo 10 - Capítulo 10


A vida de Samantha virou de pernas para o ar. No final de semana passou no apartamento para pegar alguns de seus pertences. Camila havia dito que não estaria lá, então Samantha queria aproveitar. Estava evitando falar com a ex-namorada desde que a flagrara com outra mulher. Já não bastava era traindo, precisava levar para a mesma casa? Para a cama em que dormia com Samantha? Lambertini não sabia responder em que momento uma pessoa que achou que conhecesse tão bem, tornou-se uma completa desconhecida.

- Achei que não estaria em casa – Samantha falou quando entrou no apartamento e Camila a estava esperando.

- Nós precisamos conversar, Sam.

- Não quero conversar com você agora, Camila – Samantha fechou a porta e foi em direção ao quarto. – Será que é difícil você respeitar isso? Ah, é. Esqueci. Você não respeita as coisas ligadas a mim.

- Samantha, não é bem assim – suspirou Camila. – Olha, eu conversei com seu pai.

- Com meu pai? – Samantha se virou para encará-la. – Por que você quer meter meu pai nessa história? Já não basta o quanto ele se envolve na minha vida? – Ela estava com raiva, sabia que Camila tinha usado a carta Ricardo Lambertini porque o homem defenderia a ex-namorada. Não entendia o porquê seu pai passava tanto a mão na cabeça de Camila, mas era assim que ele agia e Camila se aproveitava disso. – Meter meu pai no meio disso tudo não vai ajudar você.

- Amor, por favor, vamos tentar resolver esses problemas – pediu Camila, pegando a mão de Samantha.

- Esses problemas que causou já foi resolvido, Camila, e a nossa solução foi que a gente acabou. Não existe mais. Só aceita isso.

- Não acredito que você vai jogar todos esses anos no lixo.

- Você jogou – corrigiu Samantha, tentando manter a paciência. – Você jogou todos esses anos fora. Não consigo mais confiar em você, eu mal consigo olhar para você agora. – Samantha segurava as lágrimas. O relacionamento das duas não estava indo bem, mas ela não esperava por essa queda tão brusca. Ela sentia que estava adormecida por muito tempo e agora finalmente abriu os olhos para ver quem de fato estava ao seu lado.

Camila não respondeu mais nada. Soltou a mão de Samantha e a deixou passar. A Lambertini saiu de lá o mais rápido que pode, já tinha combinado com Clara que iria passar uns dias em seu apartamento até achar um lugar para morar.

Clara Becker não foi junto com sua amiga porque se visse Camila em sua frente, ela não responderia por si. Clara apoiou o relacionamento das duas, estava vendo a amiga feliz de novo depois do desastre que a sua meia-irmã a deixou e agora ela se mostrava pior que Heloísa. Para Clara, Camila havia morrido. E esperava profundamente que para Samantha também.

(...)

 

Quinta-feira, reunião do AA.

 

- Meu nome é Daniel – apresentou-se o homem a sua frente. – E eu sou alcoolatra. É estranho estar aqui na frente de vocês a primeira vez, demorei muito tempo para conseguir falar isso em voz alta – ele suspirou. – Isso aconteceu faz uns anos, eu trabalhava em um bar e depois do meu expediente eu sempre ficava por lá. Conheci uma mulher, em uma certa noite, nome dela era Vicky – Lica pode ver os olhos dele cheios de lágrimas. – Nos demos bem de primeira, rolou conversa, compramos cocaína e fomos para a casa dela.

Ele bebeu um pouco de água antes de continuar. Heloísa imaginou a sensação de estar ali na frente, com todos aqueles olhos sobre si. Deveria ser uma experiência como caminhar pelo Deserto do Atacama: quente, suada, deixa a sua garganta seca e você acha que vai desmaiar a qualquer momento.

- Eu acordei antes de Vicky e me levantei. Estava juntando minhas roupas pelo chão e foi aí que eu vi o filho dela. Ele deveria ter uns dois anos, estava tentando alcançar a cocaína que restava na mesa, chamando de doce. Eu tirei a droga de perto dele. – Ele secou as lágrimas. – Deveria ter saído de lá naquele momento, mas não. Não foi isso que fiz. Eu abri a carteira dela e roubei 70 reais que estava lá e saí.

Lica pareceu surpresa com o relato do homem lá na frente, porém parecia a única ali que estava chocada. MB continuava sério e calmo, como todos os outros participantes da reunião. Finalmente Lica entendeu: todo mundo tem histórias ruins, algumas muito ruins. O que vale é o que você faz depois dessas histórias, o que é você em seguida. E ela se permitiu chorar junto com o homem que descia do palco a sua frente.  

 

Depois da reunião, Nicole estava esperando com K1, MB e Heloísa na frente do local. Lica não pode deixar de perceber o quão bem vestida estava as duas mulheres, mas Nicole estava mais. Estava estonteante.

- Lica, temos um convite – começou Nicole. – Mas se você não se sentir segura e nem a vontade para fazer isso agora, tudo bem tá?

- Vocês estão me deixando com medo – brincou a garota.

- Vamos para uma festa?

- Festa?

- Sim! Festa. A gente sabe que você é foi desvirginada há pouco tempo.

- Isso é sutil – falou Gutierrez irônica.

- Porém, ninguém aqui vai beber e a gente está vendo que você anda muito tensa ultimamente – Nicole sorriu. – Nossas aulas de música você está dispersa, achar um lugar para a sua galeria estava mais complicado do que você esperava e ainda tem o Grupo. Você merece uma trégua. E nós todos vamos lá também dar apoio para te manter sóbria. Que tal?

- Eu estou mesmo com saudade de dançar – ela sorri.

- É assim que se fala, Liquinha! – Abraçou MB.

(...)

Não tinha o que dar errado, não é mesmo? Foi o que Heloísa pensou a caminho da festa. Era aí que ela se enganava. Esforçou para se manter fora do caminho de Samantha por dias, mal via a Lambertini, até mesmo no colégio. Ela não fazia isso apenas por Sammy, que para ela, era claro que não a queria nem pintada de ouro, mas, também, fazia por ela mesma. Heloísa estava cansada de se sentir tão machucada e se sentir um nada ao lado da Lambertini.

Seus atendimentos terapêuticos eram divididos entre falar sobre Samantha e falar sobre seu pai, Edgar. Parecia que quanto mais ela falava deles, mais ela parecia ter certeza de que não adiantava parar sua vida por eles. Então, ela resolveu seguir. Por mais que doesse. E como doía.

Ela só não esperava encontrar sua meia irmã na festa junto com a mulher que estava a tanto custo evitar. Eles chegaram e as primeiras pessoas que Heloísa bateu o olho foram elas. Ela hesitou o passo e parou. Nicole estava vindo logo atrás.

- Ei, estou aqui – sussurrou a mulher, avistando o motivo do pânico de Lica. – Se quiser, podemos ir embora.

O sorriso que Samantha dava para Clara por algo que a amiga tinha falado morreu quando viu Heloísa com Nicole falando algo em seu ouvido. Será que elas vivem juntas agora? Pensou a Lambertini. Como ela pode estar tão linda? Ela sentiu o coração disparar quando viu que Lica voltou a andar e foi em direção a elas. Heloísa não encarava Samantha e isso a deixou irritada. Queria que Lica a olhasse. Precisava.

- Oi, gente! – cumprimentou Samantha, fingindo empolgação. – Que coincidência vocês aqui.

- Pois é! Faz tanto tempo que a gente não sai junto, né? – Completou Clara. – E quem é essa, irmãzinha? – Perguntou Clara, olhando Nicole de cima a baixo. Lica se surpreendeu com a atitude da irmã, afinal até onde sabia Clara era hetero.

- Nicole – a mulher sorriu para a loira e Heloísa revirou os olhos. – Sou amiga de Lica.

Samantha não pode deixar de ficar feliz em ver que aquela mulher estava dando em cima de Clara e não de Lica. Claro que ela não admitiria isso nem sob tortura. Mas o sorriso não conseguiu esconder.

Os quatro eram os sóbrios do rolê, enquanto Clara e Samantha já estavam alteradas quando eles chegaram. Samantha mais que ela. Lambertini bebia um copo atrás do outro. Era uma mistura de sentimentos que não estava conseguindo lidar. Camila a traindo, ela vendo Lica ali na sua frente, tão linda e transpirando calmaria a deixava maluca. Fora que aparentemente, Heloísa era o foco de todas as mulheres daquela festa naquela noite. Samantha contou sete pessoas indo dar em cima da Gutierrez e todas foram educadamente dispensadas.

- Samantha só falta comer você com os olhos – sussurrou Nicole no ouvido de Lica.

- O quê? – perguntou nervosa. – Claro que não. Tá maluca? Samantha me odeia.

- Acho que ela me odeia – Nicole apontou para onde Samantha estava e Lica olhou na direção. Samantha estava com olhar de morte para as duas e nem desviou o olhar quando Heloísa a encarou. – Por estar falando tão perto do seu ouvido assim.

Lica não pode controlar o arrepio no corpo ao sentir Nicole tão próxima de si. Não dava para negar que a mulher era maravilhosa, linda, simpática, artística e dava em cima de Lica sempre que podia. Ela já deixou claro para Gutierrez que não procurava nada sério, que queria algo como uma amizade colorida, mas Lica sempre se esquivava. Ela temia causar mais caos na sua vida e na vida das pessoas que se importava. E Nicole passou a importar.

- Eu... – suspirou Lica quando sentiu as mãos de Nicole na sua cintura.

- Você pode me usar para atingir a cacheadinha ali.

- Eu preciso ir ao banheiro, com licença.

Lica correu para o banheiro e se trancou em uma das cabines. Ela começou a respirar devagar, tentando acalmar o seu coração. Não dava para negar que Nicole a deixava com tesão, como há muito tempo não sentia. Porém, ela não precisava de pressa e euforia na vida agora. Ela queria calma. E cada dia ela descobria como era difícil ter isso.

Ela saiu da cabine, aproximou-se da pia e jogou água no seu rosto.

- Acho que está na hora de ir embora – resmungou para si mesma.

- Espera um pouco mais – ouviu a voz atrás de si. Uma voz que conhecia muito bem. Lica olhou para o espelho e viu: Samantha.

Samantha Lambertini com short social e camisa verde escura, encostada na parede do banheiro, observando-a.

Lica se esquece de se secar, vira-se para a olhar. Tentou pensar em algo para falar, mas tinha perdido todas as palavras.

- Tudo bem? – perguntou Samantha com uma voz maliciosa. Lica engoliu seco.

A mulher estava se aproximando dela, Heloísa pode sentir o cheiro de álcool saindo da boca de Samantha quando elas estavam dois centímetros de distância. Só que Lambertini não deu tempo para Lica falar e avançou na sua boca.

Heloísa sentiu o desespero, a paixão, a raiva no beijo de Samantha. Mas também havia saudade. Lambertini empurra Lica contra a parede, segurando-a pela cintura. Forçou seu corpo contra o dela e exigiu que Heloísa abra espaço para sua língua a invadir. Lica cedeu sem rodeios, não havia como resistir. Era Samantha a agarrando, como poderia dizer não? Samantha dominava o beijo e Lica sentiu as mãos da mulher descendo pela sua barriga, chegando até o zíper da calça.

Quando Samantha invade com a mão a calcinha de Lica, sente que a mulher estava extremamente molhada. Ela não para de beijar Heloísa. Ela precisava senti-la novamente. Precisava de Heloísa Gutierrez e era só nisso que conseguia pensar. É o mesmo cheiro. O cheiro da minha Lica. Ela sente Lica tremer e gemer contra sua boca, ela a segura pela cintura para que tenha mais equilíbrio. Queria mostrar para Lica que ainda podia tê-la e a teria. Ali e agora.

No momento em que Samantha para de masturbá-la e faz menção de penetrá-la, o cheiro e gosto de álcool acertam Lica como se fosse um soco. Heloísa se desespera e afasta bruscamente Samantha para longe.

- Não assim – murmurou Lica antes de sair correndo do banheiro, deixando Samantha sozinha, confusa e frustrada.

Samantha resolve estar um tempo antes de voltar a se juntar a eles e quando volta, não encontra Lica.

- Onde está Heloísa? – Pergunta despretensiosamente para Clara.

- Foi embora junto com Nicole – Clara fez uma careta.

- Você está interessada em Nicole? E o Juca? – Perguntou Samantha curiosa.

- Ele está do mesmo jeito de sempre – resmungou. – E você já olhou para ela? Ela é linda!

Samantha achou que a amiga poderia ter colocado menos ênfase no “linda” quando se referiu a Nicole. Ela continuava sendo a mulher que levou Lica para casa, para longe dali, para longe dela. Ela suspira lembrando de como Lica se entregou tão fácil para ela naquele banheiro, lembrou-se do estado dela nas suas mãos. Passou o resto da noite com aquelas imagens na cabeça, não pensando em mais nada.

Toda vez que a memória de Heloísa a fizesse arrepiar, ela bebia um shot. O que não foi uma boa ideia, já que voltou para casa acompanhada de MB, que a carregava porque ela não tinha nem forças para se segurar em pé. Clara já estava praticamente sóbria e xingava Lambertini por se passar demais e descontar seus problemas na bebida.

- Que tantos problemas são esses? – Perguntou K1 curiosa.

- O problema de nenhuma mulher querer de fato estar comigo – disse Samantha, claramente alterada. – Lica me abandonou uma vez – ela contou nos dedos. – Aí Camila me traiu por anos – adicionou mais um na conta. – E por fim, Lica me abandona mais uma vez – mostrou as mãos. – Três vezes e duas da mesma mulher.

MB deixou Samantha deitar-se no sofá.

- Clara, por que você fez uma sala que gira?

- Não fiz – respondeu seca. – Como assim Lica te abandonou mais uma vez, Sam? – Clara olhava para MB e K1, eles também não entendiam nada.

- Ora, hoje né! – Samantha disse como se fosse óbvio. – Primeiro que ela veio com aquela mulher que adora esfregar na nossa cara o quão deusa ela é – disse fazendo careta e MB não conteve a risada. – Depois, quando a gente estava no banheiro, nos agarrando, aquela coisa tão... – Samantha parou de falar. – Ela me empurra e vai embora. COM A DEUSA! – gritou indignada.

- Peraí, Samanthinha – MB se pronuncia. – Você e a Lica ficaram?

- Não só isso, MB – Samantha falava como se precisasse explicar o óbvio. – Nós quase transamos no banheiro – ela não pode deixar de sorrir ao lembrar mais uma vez de Lica na sua mão. – Só que ela fez o que ela faz de melhor, ela fugiu.

- Samantha, eu não acredito que você... – MB começou a se alterar. Ele estava indignado. Não que ela soubesse por tudo que Heloísa estava passando nos últimos tempos, mas isso não dava direito de fazer isso com Lica! Tudo que ela estava lutando, poderia ir por água abaixo com aquela atitude de Samantha.

- Meu loirão – K1 segurou. – Samantha não consegue nem se segurar, ela não está em condições.

- Mas tudo que a Lica está trabalhando... – ele suspirou. – Ela está finalmente se cuidando, parou de beber! E se ela tiver uma recaída?

- Ela vai ter a gente ao lado dela – respondeu K1 tranquila.

- A Lica parou de beber? – perguntou Clara.

- Clara, eu...

- Fala logo, MB. O que está acontecendo com a minha irmã?

- Acho melhor você ir falar com ela, Clara – respondeu o homem. – Não acho que eu seja a pessoa que deveria te contar.

- Tudo bem, eu a procuro – suspirou Clara. – Mas a Samantha não beijou hoje sozinha. Heloísa se aproveitou de uma Samantha bêbada!

- Lica nunca ia conseguir resistir a Samantha, Clara – defendeu MB. – Será que você não vê isso? E pelo jeito, no fim, ela que parou tudo. Então, se ela tivesse se aproveitando, ela teria continuado.

Clara se sentou ao lado de uma Samantha já apagada. Ficou pensando no que estava acontecendo com Lica e porque a irmã não contara nada a ela. Elas eram melhores amigas quando adolescentes e depois descobriram que eram irmãs! Por que Lica continuava escondendo coisas dela? Sentiu-se triste, mas tentou deixar esse sentimento ruim para lá, pelo menos daria um voto para Heloísa se explicar. E ela teria que se explicar sim.

(...)

 

- Lica, por favor, fala comigo – implorou Nicole. Depois que Heloísa saiu correndo do banheiro e puxou Nicole para fora da balada as pressas, ela só ouviu a voz de Lica pedindo para tirá-la dali imediatamente. Sem poder pensar muito, levou Gutierrez para o seu apartamento. – Você está há quase uma hora quieta, Lica. O que aconteceu?

- Samantha – murmurou.

- O que tem a cacheadinha?

- Ela me agarrou no banheiro – Lica olhava para Nicole como se buscasse nela uma explicação. – Me agarrou e quis transar comigo.

- O quê? – Nicole estava chocada. – Como assim Samantha te agarrou e tentou transar com você? Como que isso aconteceu?

- Eu fui ao banheiro e ai ela apareceu lá e não tive tempo para falar nada. Ela simplesmente me botou contra a parede e... – Lica sentiu seu corpo arrepiar e perdeu a linha de raciocínio. Era isso que Samantha causava nela.

- Quem diria que a cacheadinha teria essa pegada, ein? – brincou Nicole.

- Nicole!

- Estou mentindo? – perguntou desafiadora.

- Samantha tem muito mais pegada do que você possa imaginar – resmungou Lica.

- Você é muito trouxa por essa mulher mesmo, bem que o MB fala.

- Por que o MB fala isso? Por que vocês falam de mim?

- Calma, calma. Tá tudo bem, viu? Termina de contar, ela te botou contra a parede e...?

- E me beijou, me agarrou, me tocou – Lica corou. – Só que eu senti novamente o cheiro e gosto de álcool nela e isso veio como um soco na minha cara. E eu a afastei e fugi.

- Por quê?

- Porque ela não estava sã! Porque álcool só me traz problemas depois, primeiro pode ser muito bom, mas depois não é! Eu não quero transar com uma Samantha daquele jeito, Nic. Provavelmente nem vai lembrar que isso aconteceu hoje – concluiu triste. Lica respirou fundo para não chorar e Nicole entendeu. Era o mesmo sentimento de sempre.

Significar nada para Lambertini.

- Lica, acho que essa atitude da cacheadinha mostra que você é mais para ela do que imagina.

- Ela só estava bêbada, Nic. Amanhã não vai mudar nada. Era tesão alcoolico – então Lica se aconchegou nos braços de Nicole e chorou em silêncio até dormir.


Notas Finais


Obrigada pela leitura! Até a proxima :))


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