História Até o Fim: o Sagitário e Atena - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Aioros de Sagitário, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso
Visualizações 26
Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Você já amou?


Fanfic / Fanfiction Até o Fim: o Sagitário e Atena - Capítulo 2 - Você já amou?

O vento tremulava as cortinas brancas  como a neve rasgadas, assim como a sala do Grande Mestre que estava destruída. 

Atena se encontrava no centro do cômodo, observando atentamente os detalhes da destruição ocorrida durante a Guerra. Lembranças dos Generais Marinas invadindo as Doze Casas e matando dezenas de pessoas vieram-lhe à mente...

... Quando o anjo dourado chegou em sua presença, desviando sua atenção.

— Castor está repousando, Atena. — Pollux de Sagitário lhe relatou. 

Atena fez que sim com a cabeça, em concordância. Ela contemplou novamente os belos olhos verdes do Sagitário, mas ele rapidamente desviou o olhar dela. 

— Por que desvia o olhar de mim,  Grande Mestre? — Atena perguntou, intrigada.

Pollux hesitou, sem jeito. 

— N-não é nada, minha deusa! — ele se viu como um pecador após ter pensado o que pensou. 

Atena simplesmente deu de ombros, enquanto tornou a olhar a sala do Mestre destruída. A noite estava em seu auge lá fora, conforme a deusa notou.

— Grande Mestre, o senhor podia me acompanhar até meu templo? — Atena perguntou, tornando a olhar para ele.

Ele se ajeitou e a seguiu lentamente pelos escombros da sala do Mestre até o templo da Deusa, atrás das cortinas rasgadas. 

Eles não comentaram nada até o trajeto final, próximo à estátua da deusa, diante deles. 

— Queria ter podido salvar mais vidas. — Atena simplesmente disse, bufando, enquanto olhava para o céu estrelado. 

— Vossa santidade não poderia chegar a tanto. — o Mestre respondeu, sério. Ele lamentava a perda dos amigos. — Fizemos o que pudemos... Mas houve sacrifícios de qualquer modo, minha deusa. Foi inevitável. 

Atena andou até seus aposentos e sentou-se, ainda num lamento. A deusa olhou para os céus com uma súplica silenciosa às estrelas.

— Compreendo. — ela disse, querendo mudar de assunto. — Por que não se senta ao meu lado, Grande Mestre? 

Pollux ficou lisonjeado com o convite, mas se atreveu recusar. Não queria invadir o espaço de sua deusa, mas a mesma insistiu, até que ele cedesse. 

 Ambos fitaram às estrelas como se quisessem dizer várias coisas.

— Que maravilha... Sentados e conversando. Não é algo fácil de se acontecer, não concorda? — ela perguntou, sorrindo delicadamente. 

Aquele sorriso doce e por vezes angelical arrancava suspiros do Sagitário. 

— S-sim. 

Uma suave brisa levou seus cabelos, fazendo o perfume da deusa se espalhar pelo pulmão do Grande Mestre.

— Bem... Qual é o seu maior desejo, Pollux? — Atena perguntou para ele, fitando seus olhos. 

— Meu desejo... — Pollux pensava. Na realidade seu desejo é o que todo soldado quer: paz e serenidade eterna. Embora a guerra venha, todos almejam pela paz. É por isso que as guerras são feitas: tudo com o propósito de paz, o que acaba gerando falsas promessas e mais sangue. O custo da paz é uma quantidade enorme de sangue amargo e inocente... Porém, esse era o desejo de todos os Cavaleiros mortos naquela Guerra Santa. — Meu desejo... — todavia, este também era o seu maior desejo: — Meu desejo é apenas sorrir, Atena. 

Aquelas palavras tocaram o coração da deusa de tal forma que ela passou minutos sem responder-lhe nada. 

Sorrir é algo difícil de se fazer nos tempos sombrios, nos tempos de guerra. Sorrir é algo tão simples, mas tão difícil de se conquistar em momentos de trevas, de tal forma que se torna uma raridade fazê-lo.

— Sorrir... — a deusa murmurou, pensativa. — Você está infeliz, Pollux? 

Pollux não respondeu sua deusa, apenas olhou para o céu e contemplou as constelações, lembrando-se de seus companheiros falecidos. 

De repente, lembranças vieram-lhe à mente, de cada momento com seus amigos e companheiros mortos... Um dia eles lutavam lado a lado e, agora estavam tão longe, como as flores de outono. Pollux começou a chorar. 

— É a primeira vez que te vejo chorar, Pollux. — Atena reparou, olhando para as lágrimas do rapaz. Cuja alma permanecia ferida. 

Pobre Cavaleiro... Tão infeliz... Mas, todavia, não era somente esse sentimento que o deixava aflito:

— Vossa santidade já amou? — ele perguntou para sua deusa, enquanto enxugava as lágrimas da aflição de seus olhos. 

Atena pôs a mão no peito: ela amava todos e tinha uma missão puritana naquele planeta: nenhum ser humano poderia tocar-lhe o corpo, pois ela também era a deusa da virgindade.

Sobretudo, Atena sorriu.

— Sim. — respondeu. — Você já amou? 

Pollux não sabia como dizer aquilo, ele realmente seria visto como um herege perante a deusa. Mas a vontade foi muito maior: 

— Eu estou amando. 

A deusa não era curiosa, mas ela não se conteve. 

— Pollux, se você quiser, pode sair do Santuário, viver sua vida como um homem comum e amar a mulher que você gosta. — Atena sorriu. — Eu permito. Você não precisa lutar por mim mais. 

Aquelas palavras ofenderam Pollux. 

— Atena, minha santidade, eu não me atreveria sair do Santuário por amor! — ele respondeu. — Atena... — ele não sabia dizer. — Todo esse tempo eu lutei por você! Porque você é o meu amor, Atena! 

Atena se sobressaltou com as palavras. Pollux olhou para o chão, envergonhado, mas quando tornou a olhar para a face da deusa ela estava sorrindo. 

— Pollux... Desde que eu te vi pela primeira vez eu senti algo especial por você dentre os demais Cavaleiros de Ouro: você sempre pôs sua vida à frente da minha nas diversas ocasiões. — ela contava. — Eu te amo, Pollux... Mas por amá-lo eu devo ser sua protetora! Devo proteger esse planeta e todas as criaturas que nele habitam... As vezes eu adoraria amá-lo e me relacionar contigo, mas responsabilidade exige muito sacrifício... 

Pollux assentiu. 

— Eu compreendo. — ele respondeu, triste. Ele queria muito ficar com sua deusa... Seu amor por ela era imensurável, era quase da cor de um pecado. 

Atena passou a mão em seu rosto. 

— Nunca poderíamos ficar juntos... — Pollux murmurou. — Você é uma deusa, eu sou um simples mortal... As vezes me pergunto do porquê eu me apaixonei por você, Atena... É uma loucura... Nós nunca poderemos estar realmente juntos! Isso só me traz sofrimento. — ele estava sendo sincero. 

— Eu te amo, Pollux. — Atena o abraçou e colocou sua cabeça entre seus seios, acolhendo-o. — Mas, por favor, por favor entenda... Não quero que você sofra por mim, você tem seus sonhos e eu não quero que os abdique por minha causa... Viva sua vida! 

Pollux riu.

— De quê adianta viver, se você estiver longe de mim? — ele perguntou para Atena, que ficou corada ao ouvir tais palavras. 

Ela sorriu.

— Meu anjo... — ela estendeu as mãos para ele, que fez o mesmo. Seus dedos ficaram entrelaçados. — você é maravilhoso. 

— Eu te amarei para sempre, Atena! — ele disse para ela, que o puxou para si. 

Em seguida, num ato revolucionário, ela e ele se beijaram.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...