História Até O Final - Capítulo 1


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Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Drama, Rafael Lange, Romance
Visualizações 40
Palavras 2.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Rafael Lange; 01 de Outubro de 2016

- Cara, a gente vai se atrasar. A nossa sessão abre em meia hora! – Felps gritou no meu ouvido enquanto ainda andávamos pelo local.

- Vinte minutos. – pedi. – Só quero ver o movimento.

Na verdade, nem eu entendi a minha vontade de ficar andando por ali. Eram milhares de pessoas na BGS todos os anos, mas esse eu acho que bateu o recorde.

- Tem um jogo, que eu jogo desde criança. Notpron... – uma voz me chamou a atenção quando passava por um grupo de mais ou menos cinco pessoas.

- Você joga Notpron? – voltei e perguntei.

Uma garota arregalou os olhos e parou de falar, virando para me encarar. Ela era bonita – muito bonita a propósito –, pele morena, olhos dourados e os cabelos eram incrivelmente brancos, como se fossem platinados, e compridos. Vestia um moletom grande demais para ela, um short jeans curto que quase sumia em baixo do moletom, e era bem mais baixa que eu.

- Ahn... jogo. – respondeu meio tímida.

- Sério mesmo? Cara, que foda! Nunca achei ninguém além de mim e do meu irmão que jogue. – disse realmente empolgado.

- Mentira?! – seus olhos brilharam. – Eu também jogo com o meu irmão! Em qual fase você está?

- 140.

- Caralho, que foda! Eu também to na 140, há quase cinco anos.

- O mesmo tempo que eu. – reparei. – Prazer, Cellbit, mas você pode me chamar de Rafael Lange. – estendi a mão.

- Malia Carter. – apertou minha mão.

- Você não é daqui, não é?

- Não, eu sou do Norte. Pará. Seu sotaque também não é paulista.

- Sou do Rio Grande do Sul.

- Gostei do seu sorriso. – disse e quando pareceu perceber o que tinha acabado de falar, corou um pouco, abaixando a cabeça.

- Desculpa interromper, mas está na nossa hora. – Felps bateu no meu ombro.

- Beleza. Malia, esse é o Felps, meu melhor amigo. Mano, essa é a Malia. – apresentei.

- Oi, Malia. – Felps sorriu.

- Oi.

- Então, a gente precisa ir. Temos uma sessão na tenda da Twitch agora. – disse.

- Certo.

- Passa lá depois. – cocei a nuca. Ela sorriu.

- Passo sim. Também tenho que ir agora. Até depois.

- Até.

- Tchau, Malía. – Felps acenou enquanto ela se afastava. – Ih... ele tá gamado na mina. – disse rindo.

- Ah, vai tomar no seu cu.

Já era quase a hora de fechar a nossa sessão no stand da Twitch e nada de ela aparecer, já estava ficando nervoso. Ela certamente tinha coisas mais importantes para fazer.

- Em que mundo cê tá, Cellbit? – ouvi Alan perguntando, mas parecia distante, estava perdido nos meus pensamentos.

- Deve estar pensando na morena de olhos bonitos. – Felps tirou uma com a minha cara.

- Que história é essa? – Cauê perguntou já rindo. Nem dei atenção.

- A gente topou com uma mina mais cedo. Ele está perdidão desde então. – ele explicou.

- Rafael Lange. – ouvi atrás de mim e virei na hora.

- Malia. – suspirei aliviado. – Pensei que você nem viria.

- Estava andando por aí. Acho que perdi a sessão.

- Acontece. – ela riu.

- Oi! – Maethe, namorada do Alan chegou gritando. – Meu Deus, você é linda! Que cabelos são esses? Eu amei. – elogiou e Malia corou.

- Você acha mesmo tudo isso?! Pois fique sabendo que eu também te achei maravilhosa, um mulherão da porra! – ela foi na onda e Maethe riu, isso já me surpreendeu, Maethe não se dá com ninguém de cara.

- Já amo você. Maethe, prazer. – a abraçou.

- Malia Carter.

- Deixa eu te apresentar aos outros. – e saiu puxando Malia pela mão. – Esses são: Alan, meu namorado. Felps e Gabbs, também namorados. Cauê Moura. Guaxinim. Calango. Pk. Saiko. Luba. Marques. Fábio. Thales. Tom. Lucas. – apontou para todos, que responderam com gestos de cabeça. – Gente, essa é a Malia.

- Oi. – ela estava tímida mais uma vez.

- Então, a gente está indo jantar. Quer ir junto? – Gabbs perguntou.

- Acho melhor não. Não quero atrapalhar. Vim só dar um oi.

- Tem mais alguém com você? Pode chamar para ir junto. – Alan deu a ideia.

- Não, eu estou sozinha.

- Então é agora que você vai mesmo. – Maethe entrelaçou seu braço no dela.

[...]

- Então, Malia. Conte mais sobre você. – Gabbs pediu depois de escolhermos uma mesa.

- O que você quer saber?

- Nome completo. Quantos anos você tem. De onde você é. Se você tem namorado... essas coisas.

- Malia Luna Carter. 17 anos, faço 18 em janeiro. Moro no Pará. E não tenho namorado. – Felps riu e piscou para mim.

- Caminho livre. – mexeu os lábios sem produzir som.

- Mas você já morou em outro lugar a não ser o Pará, certo? – Maethe perguntou curiosa. – Conheço o sotaque paraense e o seu tem algo mais.

- Você é estudante de Psicologia, por acaso? – todos riram. – Sim, já morei em outros lugares. Muitos, para falar a verdade.

- Nos conte. – Cauê pediu.

- Ahn... nasci e vivi em Portugal até os oito anos. Depois... – Alan a interrompeu.

- Pará?

- Ainda não. Fomos para a Inglaterra. Meu pai é de Londres, moramos lá dois anos. Depois fomos para Houston, Texas. Mais dois anos. Aí sim fomos para o Pará. Fora algumas passadas rápidas por outros lugares como Alemanha, Suíça e Rússia.

-Legal. E sua família?

- Minha mãe é portuguesa, médica. Meu pai é inglês e engenheiro, por isso a troca de países. Tenho três irmãos.

- Todos biológicos? – Felps perguntou.

- Não. Os dois mais velhos são adotados, mas são irmãos legítimos, de pai e mãe. Bernardo e Bianca. Eu e Max viemos um tempinho depois.

- E esse cabelo? – Maethe gritou atraindo atenção. – É pintado ou o que?

- Não. – ela riu, balançando a cabeça, fazendo os cabelos esvoaçarem. – É assim mesmo, desde sempre. É de família, os do meu pai também são assim.

- Top!

- Gente, vocês estão monopolizando a garota. – me intrometi. – Isso é só um jantar entre amigos, não um interrogatório. – todos riram. – Vamos comer?

 

- Você está muito calado. – Malia observou, falando baixinho perto do meu ouvido. – Por que está calado?

- Estou vendo você estar mais entrosada com os meus amigos do que eu ou comigo.

- Awn! Fica com ciúmes não. – disse rindo e apertando minhas bochechas. Senti ali uma pitada mais carregada do sotaque português.

- Mah, vamo comigo ver o que tem de sobremesa? – Gabbs chamou depois de Alan falar algo baixinho para ela.

- Vamos. – Maethe levantou. – Malia, você vem ou quer alguma coisa?

- Não gosto de doce, algo salgado, por favor. – Malia pediu e as duas saíram.

- Agora é a hora. – Alan disse atraindo a atenção de todos.

- Hora de quê? – Malia perguntou confusa.

- Falar sobre o aniversário de você sabe quem.

- Voldemort? – Certo, eu tive que rir, assim como a maioria.

- Não. Da Maethe.

- Ah sim. – e foi mexer no celular.

- Cellbit, você fica com a comida.

- O que?! Irmão, eu mal sei fazer um café! – protestei.

- Malia? – chamou.

- Oi!

- Quando você vai viajar?

- Terça feira. Que dia é hoje, aliás?

- Quinta. – respondi.

- Então, você cozinha? – Alan perguntou.

- Sim.

- O que?

- Depende do que você quer. – deu de ombros.

- A gente alugou uma casa na serra para fazer alguma coisa no aniversário da Maethe, domingo. Cada um ficou responsável por uma coisa. O Cellbit ficou com as comidas, mas ele não sabe cozinhar. A pergunta é: você topa ajudar ele? – pediu quase implorando.

- Claro. – ele sorriu. – Como que é isso?

- Você vai pra BGS amanhã?

- Vou.

- Então lá a gente acerta as últimas coisas. Aproveitando que a Mah tem aula e não vai poder vir.

- Okay.

 

- Eu te dou uma carona. – ofereci a Malia na saída do restaurante.

- Não precisa se preocupar, eu chamo um táxi. Mas obrigada.

- Eu insisto.

- Desiste, Rafael.

- Não quero saber. Você vai comigo sim. – a puxei pelo braço e tive quase que empurrá-la para dentro do carro.

- Certo. Obrigada pela delicadeza. – revirou os olhos só para dar mais efeito.

- Se você quiser colocar o endereço do seu hotel no GPS, eu agradeço. – ela colocou o endereço e já vi que era longe. – Longe, hein?

- Você quem quis ir me levar. Posso colocar uma música?

- Por mim... – dei de ombros.

Ela conectou o celular ao carro pelo Bluetooth e logo a música tomou conta do ambiente. Ela cantou junto à mulher, alcançando todas as notas altas e, para minha surpresa, até fez os versos de rap meio envergonhada, já que falava coisas que eu nunca pensei ouvir sair da boca dela.

- Nunca ia imaginar que você cantava. – disse quando a música acabou.

- Todo mundo canta.

- Mas você canta bem.

- Bem... obrigada. Eu cantava na igreja com os meus irmãos.

- Então, você gosta de rap.

- Gosto de tudo o que música. Só funk que não porque funk nem música é.

- Nisso nós concordamos. Qual era a música?

- Drunk in Love, Beyoncé e Jay Z.

- Sabia que conhecia. Então você gosta de Beyoncé.

- Obviamente. Ela é a melhor cantora da atualidade. Mas não só em termos de voz, em tudo ela é boa.

- Você é fã. – concluí.

- Não, sou Beyhive.

- E o que seria isso?

- É o nome que a fã-base dela recebeu.

- O que mais você curte?

- Ah, de tudo um pouco, mas eu ouço mais pop e rap do que outros gêneros.

- O que, por exemplo?

- Jay Z, Kanye West, Kendrick Lamar, 2pac, Eminem, Beyoncé, Rihanna, Michael Jackson, Justin Bieber...

- Não! Até Michael Jackson eu estava respeitando seu gosto. Mas Justin Bieber...? – ela me olhou com uma sobrancelha arqueada e um ar de divertimento, como se já ouvisse aquilo há tempos.

- Sim, Justin Bieber. Você já parou para escutar realmente alguma música dele ou só sai por aí empreendendo as Beliebers? Achando que ele só faz sucesso porque é bonito.

- Para falar a verdade...

- Não. Eu sabia. Geralmente quem não gosta, é porque nunca ouviu. Vamos fazer assim: você escuta... mas escuta mesmo o último álbum dele, Purpose, e me diz o que achou. Aí, se você continuar não gostando e achando que ele não tem talento, eu vou respeitar a sua decisão. Combinado?

- Combinado.

Fomos o resto do caminho conversando sobre as mais diversas coisas. Descobri que ela ama ler e faz faculdade de História, as séries policiais e de ficção são as preferidas dela. Seus irmãos mais velhos – que são adotados – são de origem italiana. Seus pais passam a maior parte do tempo em Londres, onde fica o hospital que sua mãe é diretora e a sede principal da empresa de Engenharia do seu pai.

Ela e os dois irmãos mais velhos continuam morando no Pará, lugar que eles escolheram com lar e o mais novo, Max, fica com os pais, por ser ainda jovem demais para ficar sob responsabilidade própria ou dos irmãos.

- Se você quiser, eu te pego amanhã para ir para a BGS. – ofereci assim que estacionei na frente do prédio.

- Não precisa, obrigada. Já foi gentileza sua ter me trago, não precisa vir me buscar.

- Beleza então. Nos vemos lá?

- Com certeza. – sorri e me estiquei para lhe dar um beijo na bochecha e abrir a porta para ela.

- Te vejo amanhã, Lua. – ela ficou me olhando. – Que foi? Não gosta de ser chamada assim?

- Não é isso. É que só a minha família me chama de Luna, e só Max me chama de Lua.

- Quer que eu pare? – sorriu de lado.

- Não. Gostei disso. Até amanhã, cara pálida. – gritou a última parte já fora do carro.

- Doida. – ri negando com a cabeça.

Dei partida assim que ela passou pelo portão e segui até o meu apartamento lembrando de tudo, cada detalhe dela. Essa garota vai me enlouquecer.



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