História Até onde os olhos podem ver - Capítulo 6


Escrita por: e cosmiclove-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Angst, Angst/fluffy, França, Jikook, Jimin!trans, Jimin!transgirl, Jungkook!artista, Jungkook!pintor, Kookmin, Minkook, Mulher Trans, Neoclassicismo, Neoclássico, Paris, Shortfic, Trans!au, Trans!jimin
Visualizações 173
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, unicórnios >.<
Agora sim é capítulo hehe desculpem a demora novamente. Aliás, estamos entrando na reta final da fic e, na minha opinião, o ápice.
Eu adorei escrever esse capítulo aaaaa fiz com muito amor.

Capítulo 6 - Perguntas e respostas


Fanfic / Fanfiction Até onde os olhos podem ver - Capítulo 6 - Perguntas e respostas

Lembro-me bem de seu perfume suave ainda naquele dia, ou melhor, após anoitecer, quando nos juntamos ao luar e estrelas, enfim podendo apenas conversar sobre bobagens com Jimin. Diga-se de passagem que foi melhor, deveras, do que coisas mais sérias, como no museu.

A moça não conhecia muito do que havia no mundo, nem possuía muita informação. Com calma esclareci algumas de suas dúvidas. O brilho em seu olhar foi pagamento suficiente, não precisava ter beijado minha face, mas claramente permiti.

Não sou um gênio, é óbvio, no entanto sempre gostei de pesquisar conhecimentos gerais. Conheci a Europa e pessoas diferentes em diferentes realidades, o que muito me inspirou a passar tudo para a tela. Mas havia certas coisas que eu não sabia.

Jimin me questionou de meu maior medo enquanto caminhávamos em direção ao ponto de ônibus, iluminados pelas luzes da cidade. Bem, fiquei totalmente sem jeito; não sabia como respondê-la.

Humilde como só ela, riu para tranquilizar-me e explicou que não havia problema algum em não saber. Para melhorar a conversa ainda evidenciou que seu maior medo era precisar voltar a fingir ser um menino, tal qual sua infância.

Nada mais disse sobre o assunto, nem houve tempo, havíamos chegado ao ponto. Insisti para ir consigo, coisa que novamente negou. Bem, não iria atrás. Seu “não” era “não”.

Vi-a afastar-se e subir no ônibus para seu bairro, e sua fala não saía de minha cabeça. Até hoje penso sobre o que disse, algo tão simples, porém tão cheio de segredos.

Olhar pelo ângulo de que quando forçava-se a agir como um menino sentia que estava fingindo ser um menino, afinal estava fingindo ser o que não era. Por que queriam tanto mexer, então, com sua mente para que agisse como homem?

Essas ideias retrógradas simplesmente não entravam em minha cabeça por mais que eu tentasse compreender. Sempre que observava Jimin, via uma mulher completa. O que mais o mundo queria?

Até hoje, pensar nisso me deixa confuso e com uma tremenda dor de cabeça. Talvez, eu esteja muito integrado em meu próprio mundo, mas se magoar Jimin significa me integrar à sociedade, prefiro não sair de casa nunca mais.

A não ser que fosse para conhecer a casa dela, como aconteceu uma semana depois. Durante esse período, encontrei-a em seu local de trabalho, tal qual o costume e a levei até o ponto de ônibus no fim do expediente.

Comigo sempre levei um caderno de esboços e anotações, no qual voltei a anotar o que observava para lembrar no momento de pintar, algo que não fazia há anos. Portanto, passava o dia no café com meu querido caderno.

De vez em quando, Jimin ao passar por minha mesa tentava olhar o que estava fazendo, mas não permitia. Aos risos, me pedia para ler e ver os desenhos feitos às pressas, contudo era de minha filosofia não deixar que nenhuma arte fosse vista antes de pronta. No fim, ela aceitava e voltava ao trabalho.

No último dia da semana, quando levei-a ao ponto de ônibus, não insisti, apenas desejei que tomasse cuidado no caminho para casa. Jimin caminhou em direção ao ônibus, mas antes de subir virou-se em minha direção.

— Você não quer ir lá pra casa? Sei lá… Tomar um chá, alguma coisa...

Sorri, contendo-me para não sair saltitante gritando o quanto a vida era bela. Não podia fazer esse papel. Ainda assim, Jimin notou o modo atrapalhado como me aproximei novamente e subi no ônibus, o que a fez rir. Não havia como dizer que eu não estava perdidamente apaixonado.

Foi uma viagem silenciosa até seu bairro, todavia nos sentimos bem assim, trocando sorrisos vez ou outra como dois adolescentes apaixonados. Acho que esse é nosso modo de passar os melhores momentos. Minhas mãos suavam, enquanto mexia em meus dedos incessantemente, e sentia-me bem assim.

Quando chegamos a Bondy e descemos do ônibus — deixei que Jimin fosse em minha frente, é claro —, não foi necessário muitos passos para adentrarmos o conjunto onde Jimin residia. Quando disse-me que era próximo ao ponto de ônibus, não estava por exagerar.

Respirei fundo antes de passar pela porta, afinal era a casa de Jimin, ninguém possui lugar mais íntimo que a própria casa. Era um passo importante e eu não podia acreditar que, após tantas semanas desde a primeira vez que a vi, finalmente estava acontecendo. E acontecendo comigo!

Olhei em volta, então, com os olhos brilhando. Seu apartamento não era diferente do que imaginei para Jimin. Os móveis eram simples, porém muito bem cuidados. O local era pequeno, mas tudo era muito bem colocado e meticulosamente escolhido para o lugar que ocupava, acabando com qualquer risco de parecer abarrotado.

Estava muito bem limpo e cheirava à produto de limpeza. Lavanda. A decoração mais consistia em alguns vasos de plantas sobre as mesinhas espalhadas em lugares estratégicos. Não havia muito além disso, apenas alguns porta retratos, no entanto não pareciam pertencer a ele, talvez ao colega de quarto que mencionou.  Não havia muito dinheiro investido e nem precisava.

— Sente-se, vou fazer o chá — Jimin passou somente por uma bancada e já deu direto na cozinha. Como dito, era um ambiente pequeno.

Prontamente, atendi seu pedido e passei a observar seus movimentos automáticos para colocar a água para esquentar. O modo como batia o indicador na beirada da pia enquanto esperava o bule encher de água era adorável. Apressada Jimin…

Mais uma vez, em uma tentativa de quebrar o silêncio, questionei-a sobre seus motivos de estar na França e ter deixado a Coréia do Sul para trás. Sua resposta foi um pequeno sorriso.

Na maior parte do tempo, Jimin aparentava ser uma simples jovem encantadora e tímida do estrangeiro, contudo, muito além de toda e qualquer aparência, possuía um espírito selvagem regado em mistério. Isso só me instigava a saber cada vez mais sobre a Park à minha frente.

— Você não é muito criativo em puxar assuntos para quebrar o silêncio — aproximou-se de mim novamente, já com as canecas de chá em suas mãos, e entregou-me uma, ao passo que se sentava ao meu lado com os joelhos ligeiramente em minha direção.

— Não tenho muita experiência em socialização — assoprei o líquido e o provei com deleite. Era de camomila.

— E eu tenho? — soltou seu riso suave; possuía o dom de tornar ambientes leves sem esforço.

— Parece-me muito eloquente, Jimin. Penso que é melhor nisso do que eu.

Interrompeu um gole para responder-me. — Quer mesmo comparar minhas palavras simples à essas que usa? Nem sei explicar o que é eloquência.

Foi minha vez de rir. Sentia que as horas poderiam passar e passar, e eu não sentiria falta desse tempo, pois foi muito bem gasto. Poderia ficar ali para sempre sob os dois olhos que me fitavam com um brilho especial.

— Eloquência não tem a ver com palavras difíceis, é um dom e você o tem.

Olhou para baixo, sorrindo timidamente, as bochechas rubras. Quando dei por mim, possuía um sorriso bobo no rosto, claramente causado pelas feições delicadas e cheinhas de Jimin.

Assim se passaram os minutos regados à beleza de minha anfitriã, algumas falas bobas e chá de camomila. Na teoria, deveria me acalmar com o mesmo, no entanto meu coração só acelerava a cada segundo ao ponto de sentir um ataque cardíaco muito próximo.

Quando dei por mim, nossas xícaras vazias estavam sobre a mesa de centro, minhas mãos em sua cintura, e as dela em meus fios, bagunçando-os sem piedade, mas eu não importava-me. A sensação era maravilhosa. Tudo acompanhado do enlace de nossas línguas e o esfregar de nossos corpos separados pelos tecidos.

Por um momento, lamentei esse fato, pois gostaria de aproveitar cada segundo ao máximo com a Park, porém não havia problema. Estar com Jimin em um ato tão envolvente era mágico. Ela havia me escolhido, o que mais eu poderia querer?

Deitei-a lentamente no sofá, ficando por cima, para que ficássemos mais confortáveis. Os beijos se desenvolviam com calma e os toques nos corpos um do outro, suaves. Fazia de tudo para fazer Jimin sentir-se bem, deslizando os dedos por sua cintura macia. Uma pena que o vestido alvo estava ali para impedir de toca-la diretamente, mas tudo ao seu tempo.

Senti minha ida lenta ao céu, acompanhado das borboletas na barriga, as quais me faziam voar. Sua boca era o Espaço. Um desconhecido totalmente inexplorado por mim, o qual nesse instante mergulhava em suas profundezas. Era um explorador.

De repente, fui tirado de suas constelações pelo som mundano da porta do apartamento batendo contra a parede. Jimin me afastou pelos ombros.

Demorou algum tempo para que me situasse, mas ao ver um jovem com compras nas mãos e olhar espantado entendi o que estava acontecendo — fomos pegos no flagra.

Apesar da tentadora ideia de afirmar através desse momento que Jimin estava comigo com o peito cheio de orgulho, ajeitei minha postura, seguido de meu cabelo na medida do possível, para não constranger a jovem, cujas bochechas avermelharam em uma velocidade absurda. Pobrezinha, não sabia onde colocar a cara, contudo devo dizer que seu estado era adorável.

Enquanto Jimin tentava se recompor, o recém chegado pigarreou. Não parecia exatamente surpreso, apenas envergonhado por ter interrompido. A cena chegava a ser cômica de certo modo.

Então, lembrei-me de Jimin ter mencionado um colega de quarto. Não recordava-me do nome, nem se o havia citado. Ele possuía um rosto arredondado, maçãs cheias, mas não tanto quanto os lábios, e o tom de pele era mais amorenado que o que costumava ver-se na Coréia — sim, ele também era coreano. O cabelo era roxo, achei tal fato incrível. Do ângulo no qual encontrava-me, parecia alto, mais alto que Jimin e eu.

— Er… — o rapaz engoliu em seco, colocando os próprios pensamentos no lugar. — Perdão, eu…

— Está tudo bem — o interrompi, pondo-me de pé. Caminhei em sua direção, notando que apesar de ser mais alto, não era tanto quanto imaginei; somente alguns centímetros, mas de fato possuía os desejados um e oitenta de todo homem. — Eu sou Jungkook.

— Eu sei quem você é — em um piscar de olhos, o outro pareceu bem confortável, ainda mais para quem esbanjava tanto nervosismo. Possuía até mesmo um sorriso singelo nos lábios. Podia ser impressão minha, porém tinha um ar intelectual.

Pensando bem, sua fala deixou-me curioso. Sabia? O que quis dizer com isso? A primeira coisa que me veio à mente foi que Jimin falou de mim e a hipótese só foi confirmada com a atitude da mesma, a qual foi em nossa direção em um pulo, interrompendo o colega sorridente, o qual nos fitava com interesse.

— É melhor você guardar essas compras — disse Jimin, apressada. Chegava a ser engraçado. Usaria essa cena contra ela no futuro, pode ter certeza disso.

— Sério? Ah, por favor, Jimin — pude jurar que o rapaz de jeito tão maduro, de primeiro momento, e um metro e oitenta estava fazendo pirraça.

— Não! — devo dizer, era estranho ver uma fala sair tão dura da garganta de minha doce Jimin, arrepiou-me a espinha, mas até que gostei.

— Tá… À propósito, meu nome é Namjoon — suas palavras não pareciam condizer com o olhar decepcionado e o bico emburrado. Foi uma cena impagável e ao mesmo tempo inusitada. Ele ainda bateu o pé em direção à cozinha para deixar as compras e, de lá, para o interior do apartamento, provavelmente um dos quartos.

Jimin olhou-me novamente, estava mais descontraída ao ponto de rir com as mãozinhas na boca. — Desculpe, que situação maluca.

— Tudo bem, esse foi o momento mais aleatório dos últimos dias. Quando eu ia ver algo tão inusitado?

Juntos, caímos na gargalhada, até voltarmos a nos sentar no sofá, segurando nossas barrigas doloridas e tentando recuperar o ar. Fazia muito tempo que não ria assim, sequer era capaz de me recordar.

E foi nesse clima gostoso que olhei para os olhos da mulher que tanto amava — aqueles brilhantes olhos — e a pedi em namoro. Jimin arregalou os olhos, silenciando por alguns instantes, a respiração acelerada, o peito enchendo e esvaziando-se. Mas enfim, disse as palavras que eu jamais esqueceria.

— Eu gosto de você, Jungkook.

Esse foi seu jeitinho peculiar e tímido de dizer “sim”. Então, beijou-me os lábios, segurando minhas bochechas, como se eu fosse fugir a qualquer segundo. Como eu me atreveria? Era Jimin ali.

Novamente fui ao céu e de lá ninguém me tiraria.


Notas Finais


Ain gentchy que emoção >.< lembrando que já se passou umas semanas.

Leiam minha fic nova: https://www.spiritfanfiction.com/historia/cacado-10272554

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Beijon :3


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