História Até onde vai o amor - Capítulo 2


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Categorias Orange Is the New Black
Tags Vauseman
Visualizações 37
Palavras 1.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee!!!!
Vou tentar escrever uma vez por semana. Tenho alguns planos mas nada muito certo. Estou sendo guiada por um sentimento que sempre esteve dentro de mim. Espero que bloqueios mentais fiquem longe de mim.

Capítulo 2 - The night we met Parte 2


Fanfic / Fanfiction Até onde vai o amor - Capítulo 2 - The night we met Parte 2

I am not the only traveler


Who has not repaid his debt


I've been searching for a trail to follow again


Take me back to the night we met

 

Alex Vause

 Os olhos dela são tão lindo que se eu tivesse a oportunidade ficaria olhando para eles durante um longo tempo. São tudo o que eu queria fazer pelo resto da minha vida. Sabe quando você tem medo de respirar de forma estranha? Estou me sentindo assim agora. Me pergunto porquê esse sentimento não vai embora. Eu não quero sentir isso. Mas ao mesmo tempo quero. Isso é tão estranho.

- Alex! – Ela me chamou e eu me assustei de maneira que os fones caíram das nossas orelhas. Pude ver a cara de susto dela e não resisti. Caí na risada.

- Sua louca!

- Desculpa, tinha que ver sua cara.

- Você tinha que ver sua cara. Você me olhava de um jeito esquisito

- Sério?

- Sim. Me fez lembrar de quando brigamos na fila do cinema.

-Me desculpa

- Não – Ela disse marrenta com aquele biquinho. Como eu queria beijá-la

- Tá bom. – Quando eu ia jogar uma piada o novo professor de história chegou. Ele era muito sério. Sentei logo no meu lugar ignorando a minha vontade de continuar aquela briga besta com Piper.

- Bom dia turma. Como devem saber o  antigo professor de vocês se aposentou por isso estou aqui...

  Parei de prestar atenção quando recebi um bilhete.

 ´´ Não terminamos essa conversa esquisitona!``

 

Apesar de ter sido chamada de esquisitona eu fiquei rindo feito uma boba. Piper as vezes era muito boba. Mas tão linda. Principalmente quando temos essas brigas. Eu tenho medo de dizer que gosto dela e ela me rejeitar. Eu nunca namorei ninguém. E o garoto que beijei, Yan Lucas, não foi uma boa experiência.

  Apesar de estar com os pensamentos distantes eu prestei atenção e anotei tudo que o professor passou. Estava louca pra sair dali. Quando ele foi tomar agua eu virei pra trás e vi Piper chorando e não entendo o motivo perguntei.

- Hey meu amor o que houve?

Ela riu de desespero e embora eu não quisesse vê-la chorando não deixava de admirar o quanto ela era linda.

 

 

And then I can tell myself


What the hell I'm supposed to do


And then I can tell myself


Not to ride along with you

- Não é nada! – Ela disse e saiu correndo dali. Eu não pensei duas vezes e a segui. Não antes de pegar meu MP3.

 

I had all and then most of you

Some and now none of you

Take me back to the night we met

I don't know what I'm supposed to do

Haunted by the ghost of you

Oh, take me back to the night we met

  Eu corri pelos corredores mas nada dela. Pensei em um lugar que sempre íamos quando queríamos beber, a piscina. Não pensava mais. Só queria estar perto dela e estar ali por ela.

  Eu corria o mais rápido que podia. Quando eu vi uma Piper com um olhar sem expressão olhando para a agua. Até aquele momento eu não esperava o que viria. Ela se jogou na agua. E eu permaneci estática por mais ou menos um minuto. Depois saí correndo para a água. Eu não sabia nadar direito. Ainda estava em processo. Fazia natação as terças e quintas. Mal enxergava. Meus olhos ardiam até que avistei seu corpo. Estático, parado e sem vida. A puxei antes que perdesse o ar. Assim que consegui levar ela para a escada sua pele começava a perder cor. Eu não sabia o que fazer, meu coração estava muito acelerado. Nem percebi as lagrimas começarem a escorrer pelo meu rosto. Fiz tudo o que meu professor de natação me ensinou. Tentei reanima-la e fazer boca-a-boca. Não era assim que imaginava tocar seus lábios. Eles estavam tão frios...

- Piper por favor! Reaja! Você é uma chata. Mas eu te amo! Por favor! – Eu praticamente gritava para seu corpo meio sem vida. Perdi as esperanças. Eu a peguei e coloquei em meus braços e comecei a chorar. Perdi a noção de quantos minutos fiquei ali sem saber o que fazer quando ela de repente começou a respirar e em seguida vomitar água e alguns pedaços de comida dentro da piscina. Pode parecer nojento mas eu só conseguia sorrir. E ao mesmo tempo chorava. A abracei assim que pude. Ela parecia não ter notado minha presença até que a abracei. E assim que o fiz ela se entregou aquele abraço como se dependesse daquilo. Ela chorava muito e eu não sabia o que fazer.

- Meu amor... calma...shiii – Eu falava em quanto alisava seus cabelos. Perdi mais ainda a noção de tempo. Só existia nós duas naquele momento. E ficamos ali.

- Al... por favor pega seu MP3

- Claro, está bem aqui. – Disse e peguei. Eu havia deixado um pouco atrás da piscina.

- Vou colocar algo tá? – Ela disse com uma voz tão pesada que não me permiti responder. Somente assenti.

 When the night was full of terrors


And your eyes were filled with tears


When you had not touched me yet


Oh, take me back to the night we met

Eu acariciava seus cabelos, eles eram tão macios e cheirosos. Me permiti beijar o topo de sua cabeça e dizer que tudo ficaria bem. Mas ela parecia muito distante. Ela estava diferente da garota de sempre. Estava tão frágil. Acabei me perdendo no porque de me apaixonar por ela.

 

Flashback on

Já era a noite quando comecei a me arrumar. Logo Lorna iria aparecer para me buscar. Passei uma maquiagem básica e fiquei esperando. Me vesti de preto e usei minha bota favorita. Uma preta de couro. Quando escutei a buzina de seu carro corri para a porta. Fechei rapidamente e entrei no carro. Sempre fui uma garota ansiosa. Por isso me arrumava uma hora antes. Mas hoje fiz tudo nas pressas. Talvez tenha sido aquela garota estranha. Odeio gente que gosta de se aparecer.

- Oie! –Lorna disse animada. Eu dei um beijo em sua bochecha e logo depois seguimos para buscar a Nicky. Ela era a única que morava mais distante. Assim que a pegamos fomos para o cinema.

- Oi gata! – Ela disse dando um beijo casto em Lorna. Nicky me respeitava e isso era algo que eu admirava e muito nela. – E aí minha gostosona preferida!

- Oi Nicky –Disse com uma voz meio irritada mas s-o para deixa-la com raiva

- Assim que você trata o amor da sua vida?

- Você não é o amor da minha vida Nicky

- Poxa! Achei que iria casar com você... –Ela disse fazendo biquinho. Achei tão fofo e ao mesmo tempo tão engraçado que comecei a rir.

-Vocês são duas estranhas. Graças a Thor chegamos!

- Desculpa Lorna. Mas a Nicky tem uma queda em mim

- Eu não!

- Gente cala a boca – Lorna nunca se incomodava com nossas brincadeiras. Eu e Nicky  somos amigas desde sempre. Somos praticamente irmãs, então não me preocupei em corrigir nada do que disse. Apenas dei um sorriso e saí do carro.

Assim que virei para a fila avistei a garota que gostava de se aparecer. Ela estava rindo de alguma piada que o tal de Larry dizia.

- Idiotas! –Pensei alto demais. As meninas me ouviram e eu fiquei vermelha.

-Que isso Vause?

-Não é nada.

-Estranha.

Passei uns quinze minutos ouvindo as piadas horríveis que o Larry dizia. Fiquei tão irritada que fui ao banheiro. Me olhei no espelho, retoquei a maquiagem e voltei. Só que esbarrei em alguém histérica. Eu havia derramado refrigerante na garota irritante.

-Sua idiota! Qual a porra do seu problema! Não sabe pra onde anda?

-Olha aqui eu ia até pedir desculpas mas agora que você me chamou de idiota vou deixar você falando sozinha. – Disse e voltei ao banheiro.

 Havia retirado a camisa e estava de sutiã preto quando aquela garota apareceu. Eu grunhi baixinho mas acho que ela ouviu.

- Se esta incomodada se retire.

- Quem você pensa que é? – Disse já indignada.

-Piper Chapman e você uma louca qualquer que ficou me olhando com a cara de merda a fila inteirinha.

-Eu não...

-Você sim. Esquitona!

-Olha aqui garota... –Disse e peguei em seu braço ela tentou puxar de novo mas não deixei. Quando nossos olhos se cruzaram eu perdi o ar. Eles eram tão azuis que por um minuto esqueci como não se respira. Ela estava muito brava e respirava pesadamente. Sua pele era tão delicada. Queria... abraça-la? O que? Isso não está certo! Eu a soltei e saí dali o mais rápido que pude. Assim que encontrei as meninas percebi suas caras de preocupadas eu apenas paguei os ingressos e entrei com elas na sala. Nem percebi que estava de sutiã. Estava muito puta pra isso. Elas pareciam estáticas. Começou o filme e eu só pensava naqueles olhos azuis...

-Moça esquisitona! –Senti um arrepio quando um hálito quente e uma voz familiar começou a falar em meus ouvidos. Ela falava baixinho mas o suficiente para pelo menos Nicky que estava do meu lado ouvir. Eu achei que ela pararia e falaria algo mas ela apenas jogou uma camisa gelada em mim. E foi embora. Me deixou ali mais perdida que qualquer outra coisa...

 Flashback off

 

 

 

 

 

 

 



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