História Até quando o sol se pôr... - Capítulo 1


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Palavras 788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdoem-me quaisquer erros de ortografia, sintaxe, coerência e coesão. Quanto à história, me sinto grato se gostarem, é algo que venho matutando por um tempo e decidi enfim "botar a mão na massa", espero me expressar de maneira correta. Vamos ao texto afinal?

Capítulo 1 - De que adianta tapar o sol com a peneira? Ato I


Fanfic / Fanfiction Até quando o sol se pôr... - Capítulo 1 - De que adianta tapar o sol com a peneira? Ato I

"Acabou?" Mesmo com o sol poente dando espaço pra noite que se seguia, olhar diretamente para o resquício de claridade que ainda vigorava no horizonte incomodava os olhos de Edmund. "Acabou?". O silêncio ditava ao ambiente um tom melancólico, ao passo que a escuridão noturna, retocava tal melancolia de forma bem macabra. Houve uma guerra. Mas para Edmund, aquilo era apenas uma batalha, pois sabia que a verdadeira guerra era travada ali, dentro de si. 

Sim, dentro de si. Para ele a guerra ainda não havia terminado. A batalha era disputada também nos recônditos do seu ser, neurônio contra neurônio, célula contra célula. Era difícil ter que aceitar. Era difícil ter que pensar que todo esforço feito para...

-Eddie?

A voz lhe pareceu familiar, mas seria...

E numa questão de segundos, voltou a si e virou-se rapidamente.

Silêncio.

Não conseguia encará-la.

-Eddie, eu sei que não é o melhor momento mas, tá tudo bem?

Não, enganou-se, novamente. Não era ela. Estaria delirando?

-Ah, é...

Tinha passado os últimos dias da mesma maneira, cercado deles. Devaneios. O tempo parecia passar infinitamente devagar e na maioria das vezes que caía em si, estava chorando.

-Eddie, olha... 

Como que num impulso ela o abraça. 

Edmund, ao sentir o calor do abraço, sente-se novamente acalentado. Fazia tempo que não se sentia assim. "Quando foi a última vez que recebi um abraço?". Espantou o pensamento. Queria dizer muitas coisas, gritar, fazer o que desse na cabeça, mas, por algum motivo, manteve-se imóvel. Fechou os olhos. Queria sair daquele lugar, queria poder mudar tudo. Queria talvez nunca ter passado por tudo aquilo ou apenas ter conseguido protegê-la. "Mas como?". Não sabia. E se tem uma coisa que o chateava de verdade era não saber o que fazer. Desde pequeno, na verdade. Lembrava-se de sempre ser decidido nas coisas que fazia. Era uma criança solitária, mas não porque não tinha amigos. Mas por decidir não fazê-lo. Sua mãe até reclamara no início. Mas foi essa mesma firmeza que a fez observar que o filho tinha uma personalidade peculiar. Sempre pareceu mais maduro que as outras crianças. Costumava brincar sozinho, em seu quarto. Saía ocasionalmente. Um pouco sisudo, até mesmo para sua mais tenra idade. Mas em contrapartida era generoso. Sim, generoso. Sua "maturidade precoce" teve esse certo aspecto positivo. A mãe sempre o acompanhava, naquelas tardes de domingo logo após a igreja. Aquele clima ameno no ar, que trazia uma paz limpa, sem preocupações, como se o mundo, por um instante, estivesse totalmente em paz. Iam caminhando lentamente até o orfanato mais próximo. Guardava todos os anos os brinquedos ganhos até a data do aniversário anterior para doar. Assim, lotado de sacos cheios de brinquedos fazia a felicidade de outras crianças com brinquedos que um dia fizeram a sua. Teve sorte, de certo modo. Criado pela mãe, perdeu seu pai quando ainda era apenas um bebê. Um acidente carro. Foi fatal. Era um palestrante famoso e um eximio escritor. Apesar de nunca ter chegado a conhecê-lo, sua mãe dizia que daria um ótimo pai. Era tão bondoso quanto ele. Talvez tal qualidade tenha vindo daí, quem sabe? Sua mãe o criou todo esse tempo sozinha, seus demais parentes moravam do outro lado do oceano. Porém, nunca tiveram problemas com dinheiro. Seu pai lhe deixara de herança o suficiente para que crescesse com toda educação que lhe fosse necessária e mais um pouco. Mas mesmo assim sempre preferiu nada muito excêntrico, nem simples demais. Um meio termo. É até uma ironia. Alguém tão decidido como ele gostar de algo dividido entre duas metades. Mas tinha escolhido tal opção, então não contrariava seu próprio princípio, afinal, tinha sua posição. Talvez essa também tenha sido outra característica herdada de seu pai.

Mas enquanto navegava em tantos pensamentos, não se tocara que ainda encontrava-se rendido ao abraço inesperado. Passou a desejar que durasse a eternidade. Não imaginara que um abraço, por mais simples que fosse, pudesse significar tanto assim, porém, já ia voltar a se perder em outro devaneio quando foi interrompido com um tímido sussurro:

-Acabou?

A noite já havia tomado toda a plenitude do céu, a claridade existente ficou a cargo das estrelas. Em sua sinfonia cósmica, brilhavam o céu revelando a imensidão do universo tão interessante e misterioso. Já se sentia as primeiras brisas noturnas carregando consigo o frio congelante que estava por vir. 

Silêncio.

Não queria admitir. Não queria. Edmund simplesmente queria não ter que responder àquela pergunta. Ou apenas houvesse outra resposta. Outra solução. Outra saída. Por mais decidido que fosse, fora pego de jeito. Era difícil admitir, mas precisava. Precisava seguir em frente. Ele sabia o que o esperava. E também sabia que fugir daquilo não mudaria nada, só tornaria pior o que tinha acontecido. Seria assombrado todos os dias. Precisava enfrentar. Precisava admitir. Admitir.

-Sim Agnes, acabou.


Notas Finais


Se você leu tudo, obrigado. Obrigado por investir seu tempo no meu esforço. Bom, se julgarem necessário, mandem um feedback, pra eu ter uma noção se continuo com a historia ou não. Dicas são sempre bem-vindas.


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