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História Até que a morte nos separe (vhope) - Capítulo 19


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Capítulo 19 - "É como ter uma filha."


TAEHYUNG ON


Ao ouvir da boca de Nayeon que os meus pais expulsaram ela de casa, fiquei apavorado. Eu estava me sentindo mal e ainda confuso, sem conseguir "digerir" tudo aquilo. Mesmo que Nayeon sempre tenha sido malvada comigo, ela ainda era a minha irmã, e não queria que ela passasse por isso... jamais. Aquilo doeu profundamente em mim, queria chorar mais, mais e mais até eu não aguentar mais. Mas jungkook estava no meu lado para me ajudar, porque é isso que amigos de verdade fazem. Eu olhei para jungkook esperando alguma coisa, mas ele apenas balançou a cabeça negativamente, querendo disser que não sabe o que fazer, assim como eu.


A barriga de Nayeon já estava grande, e ela estava chorando. Apenas ergui os braços para ela e a mesma veio correndo me abraçar, quase ela me joga pra trás, ela estava realmente precisando daquele abraço. Eu não sei o que eu estava sentindo, a Nayeon nunca me abraçou assim, acho que era porque isso agora era precisamente necessário. Mas eu estava lá; acariciando os seus cabelos enquanto abraçava, que pra ela, estava confortável.


Depois de alguns segundos (ou um minuto), desfiz o abraço me sentando no sofá, dando espaço para que Nayeon deitasse com a cabeça no meu colo para eu fazer carinho nos cabelos dela. Ela deitou ainda chorando. Pedi para que jungkook traze-se um copo de água para a minha irmã que estava ainda com traumas, e foi isso que ele fez. Também pedi para que Jungkook nos deixassem a sós, então ele saiu de casa deixando nós dois sozinhos. Ficamos um tempo sem falar nada apenas ouvindo os choros e nossas respirações, mas logo decidir dizer algo.



---- Nayeon, você quer ficar aqui comigo? Eu tenho um quarto para você ficar se quiser.

---- Tudo bem, eu quero ficar. ---- Depois que Nayeon aceita, começa a chorar. ---- Tá sendo mais difícil pra mim cada dia, Taehyung!

---- Eu sei que é difícil, Nayeon... Mas não podemos deixar que isso nos abale. ---- Levanto a mesma e seguro seu rosto, fazendo a mesma olhar diretamente para mim. ---- Nós vamos conseguir, eu e e você, juntos. ---- Ela me abraça mais forte.

---- Você promete? ---- Faz bico.

---- Eu prometo. ---- Dei um leve sorriso meigo e continuei a fazer carinho em seus cabelos. ---- Cadê suas coisas?

---- Estão no lado de fora. Quando eu tava vindo eu não aguentei o peso por causa da barriga...então deixei lá.

---- Deixa eu pegar e colocar em um quarto. ---- Me levantei indo para fora para pegar as coisas de Nayeon. Colocar coisas nisso! Parece que Nayeon havia trazido a casa inteira.



Subi com as coisas de Nayeon para um quarto disponível, onde ela ficará confortável, tanto pra ela quanto para o bebê. Deixei tudo organizado. Logo depois desci para ajudá-la subir para se deitar. Fui em direção à ela que estava no sofá e ajudei a mesma se levantar cuidadosamente para o quarto, e deixar ela deitada na cama. Eu tinha perguntado se ela queria algo, e ela disse que queria algo para comer. Então eu desci e fui para a cozinha para fazer a suposta refeição.



Eu ficava pensando naquilo: sobre a minha mãe e o pai de Nayeon ter expulsado ela de casa. Achei turo aquilo um absurdo, em fazer com que ela saísse daquele jeito de lá, sem ao menos pensar como ela ficará e como ficará o bebê que não teve culpa de nada. De repente, pensava que desde que o Jay casou com a minha mãe, ela começou agir estranha, ter decisões estranhas e muito mais coisas estranhas que estava nela, como se Jay fosse o principal suspeito disso. Quando eles se casaram estava tudo bem, mas quando passou mais um tempo até eu passar pela adolescência, as coisas começaram a mudar na minha mãe. Hoje ela estava muito mais estranha, bem mais estranha que o normal. Talvez, Jay seja machista, em não deixar a minha mãe dá a sua própria opinião sobre as coisas e querer que somente ele saiba o que fazer e falar. E se, de repente, poderia até bater nela por isso. Mas eu nunca vi isso, apenas brigas e discussões com gritos, e nada a mais. Mas mesmo assim eu me preocupava, com minha mãe e Nayeon.



Estava pensando tanto que nem reparei que já havia terminado de fazer a refeição da Nayeon. Levei até ela, que parecia está pensando em algo, mas não decidir interromper. Apenas deixei a comida lá e falei um "está aqui, do jeito que você gosta" e sai, deixando ela sozinha, refletindo e pensando.



Fui para a sala, me sentia no sofá e coloquei as minhas mãos no rosto. Eu estava completamente desesperado.


---- Eu tenho que cuidar da Nayeon com todos esses problemas. ---- Disse, fazendo uma promessa a mim mesmo. ---- É como ter uma filha. ---- Deitei no sofá procurando conforto. 



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