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História Até que a morte nos separe (vhope) - Capítulo 26


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Capítulo 26 - Decisão difícil




TAEHYUNG ON




Acordei e Nayeon estava ao meu lado passando um tecido úmido em minha testa, me levantei e a olhei sério e ao mesmo tempo assustado, enquanto ela me olhava da mesma forma.



---- Você está bem maninho? ---- Perguntava preocupada.


---- Minha cabeça ainda doi um pouco. ---- Eu fazia cara de dor, enquanto balançava a cabeça. Mas logo depois me lembrei o que fez eu desmaiar. ---- Nayeon, aquele homem na foto é o meu pai, né? ---- Perguntava nervoso.


---- Sim. ---- Respondia arrependida.


---- Então, por que não me disse isso? ---- Colocava minhas mãos sob a minha cabeça, com a intenção de tentar diminuir a dor.


---- Desculpa Tae... É que eu não tive motivo para falar isso...não tive o porquê. ---- Se explicava timidamente, espremendo o tecido em um balde.


---- Mas... Como pode não ter motivo?! Se você estivesse no meu lugar, iria querer saber quem é o seu pai! ---- Eu estava irado com aquilo e me alterei.


---- Desculpa Tae! Só que... ---- Ela estava chorando e deu uma pausa para limpar as lágrimas. ---- É que a mamãe disse que era pra manter isso quero, porque o vovô disse que ele não gostava do seu pai. E se você se envolvesse com ele, iria piorar, porque o seu pai iria se aproximar de você e se juntará perto da mamãe, já que sempre eles iriam se ver porque você é o motivo. Desculpa mesmo, mas eu não podia dizer isso. Mesmo que eu nunca conheci o vovô sinto medo dele. ---- Ela chorava ainda mais. Me aproximei dela arrependido, segurando suas mãos para consolar, alisando os meus dedos na costa das mãos dela, tentando ser mais compreensivo.


---- Ei. ---- Disse com o tom meio baixo, levantando seu queixo com uma das minhas mãos. ---- Tudo bem, isso acontece. ---- "Só que não". ---- Isso vai passar. ---- Puxei-a para mais perto até dá um abraço na mesma. Que irmão eu sou. Eu acariciava as costas da mesma sentindo suas lágrimas descerem ao meu ombro. ---- Está tudo bem, não se preocupe.



---- Me desculpa mesmo, Tae. ---- Ela limpava as lágrimas já separando o abraço.


---- Já disse que já está tudo bem. ---- Acariciava seu rosto. ---- Bom, mas cadê a minha sobrinha? ---- Saí do assunto para não fazer Nayeon se sentir mais culpada do que já estava.


---- Ela está com a CL no quarto brincando. As vezes eu acho que a CL seria uma ótima mãe e uma ótima babá. ---- Ela dizia sorrindo.


---- Por que você não diz isso a ela? Seria uma boa ideia ela trabalhar de babá. ---- Sugeri.


---- É, tem razão... ---- Ficou pensativa concordando. ---- Mas o que acha da gente ir falar isso pra ela agora? ---- Nayeon deu um sorriso alegre mostrando seus dentinhos fofos, se levantando da cama indo até a mulher.





No quarto, CL estava bricando com a nenê que sorria para ela. Ela realmente era boa com crianças. Olhei para ela que me encarou de volta.



---- Você tem emprego?



---- Infelizmente não. Eu não consigo ter. ---- Dizia ainda olhando para a bebê.



---- Olha, se você quiser a gente pode te pagar pra ser babá da Park. ---- Sugeri à moça que me olhou imediatamente.


---- Sério?! Isso seria um máximo! ---- Me surpreendi com a sua empolgação infatilisada, que logo depois a mesma disfarçou, limpando e mudando sua personalidade. ---- Acho que seria bom. ---- Dei uma risada da mesma que também ria.



---- Te pagarei 20 contos a hora, ok? ---- Abria a minha carteira e a mesma colocava uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. ---- Aqui está. Vou começar a te pagar desde agora. ---- Sorri para a mesma.



---- Obrigada. ---- Ela se curvava. ---- Talvez eu podia fazer isso com outras crianças. ---- Ela sorria.


---- Já pensou em ter filhos? ---- Dessa vez, Nayeon que diz.


---- Já, mas... sabe como é, não encontrei o cara certo. O Yoongi é irresponsável.


---- Então por que ainda está com ele? ---- Eu perguntei levantando uma sobrancelha.


---- Bom, no início eu achei que isso era porque ele se sentia novo demais pra isso, mas agora eu sei que com ele não teria futuro, já que ele foi capaz de fazer isso com você. ---- Dizia como se estivesse arrependida de ter ficado com o Yoongi.



---- Ele é um canalha mesmo. ---- Nayeon diz em um tom de raiva.


---- É. ---- CL finalizava.



---- Nayeon, e a nossa conversa sobre o meu pai? Ele é o delegado da delegacia onde Hoseok está preso. Se eu for lá, ele poderá tirar ele dali. ---- Nayeon se espanta.


---- Está louco?! Se o seu pai souber, ele vai querer ficar perto de você, e se isso acontecer, é o fim das nossas vidas. ---- Dizia nervosa.



---- Mas só ele pode pagar a pensão do Hoseok! ---- Disse.


---- Mas você quer que a vida da mamãe acabe? Quer que o nosso avô acabe com a vida dela? A mamãe disse coisas terríveis sobre ele. ---- Sentia medo enquanto dizia. Suspirei e pensei bem. Eu queria que Hoseok fosse libertado, mas também eu queria minha mãe bem, mesmo sabendo que eu e ela estamos brigados.



---- Tudo bem. ---- Supirei derrotado. ---- Mas eu não vou esconder isso pra sempre. ---- Avisei, vendo a mesma assentir.






[...]




Eu pensava muito pensativo a respeito do Hoseok. Eu estava meio que gostando dele com esses tempos que tinha passado. Gostei do Hoseok sem mesmo perceber, só não percebi por causa dos problemas que tinha com a gente. Mas a questão é: eu sou gay? Nunca tinha pensado dessa forma. Além do Hoseok melhorar a minha vida, que deixo os problemas de lado, ele também muda a minha sexualidade. Incrível! Eu achava que eu era hétero ou assexual, já que, primeiro: hétero; por causa que eu gostava de algumas meninas antes, e segundo: assexual; porque faz tempo que eu não gosto de alguém. Mas acho que isso era porque eu nunca achei alguém certa pra mim.




Mas eu ainda estava pensativo sentado em uma cadeira da cozinha com a mão no queixo.




"Se eu não disser para o Yuto que ele é meu pai, então como eu vou conseguir resolver isso?"




Pensava, ainda sem ideias para ter. Eu poderia pedi para a minha mãe ou pro meu padrasto, mas eles nunca fariam isso; Primeiro: eles não conhecem o Hoseok, então seria difícil ajudar alguém que não conhece; e segundo: mesmo que conhecessem, não fariam nada, porque Hoseok não é o "burguês" na história. Eram coisas que eu odiava neles, egoísmo.




"O que eu posso fazer?"




Ah! Tinha esquecido que tenho um melhor amigo. Jungkook. Peguei meu celular e liguei para ele, pedi para que ele viesse a minha casa, que antes era da minha avó. Mas espera...




"Será que o meu avô sabe que a vovô já se foi?"




Se ele ainda não souber? Como ele ficaria? Colocaria a culpa em alguém? Eram coisas ridículas, que pelo que sei o vovô faria isso.




Não demorou muito, e Jungkook já tocava a campainha da casa. Já que eu estava na cozinha, CL estava mais perto, então por isso ela mesma foi atender.




---- Pois não? ---- A mesma dizia gentilmente para o mesmo, que fechou a mão direcionando a boca e limpou a garganta antes de falar algo.



---- Meu nome é Jeon Jungkook, sou amigo do Taehyung. Ele está? ---- Seu modo educado foi ativado para a mulher e eu já sabia o porquê.


---- Sim, ele está. ---- Ela deu passagem para o mesmo que a olhava de cima à baixo indo até mim.




Jungkook se sentou de frente pra mim em outra cadeira da mesa e me olhou, juntando as mãos e cruzando os dedos.



---- Quem é aquela? ---- Sabia! Jungkook havia se interessado.


---- CL, uma garota que namora (ou namorava) o garoto que engravidou minha irmã. ---- Vi que Jungkook havia ficado com a boca aberta.


---- Essa mulher gostosa estava namorando esse canalha? ---- Perguntou como se fosse um "babado".


---- Uhum.


---- Mas e aí, por que me chamou? ---- Ele se encostava na "costa" da cadeira se confortando.



---- Preciso de um conselho seu. ---- Me ergui para frente o encarando. ---- Eu descobri quem é meu pai. ---- Não sei porquê, mas sussurrei como se ninguém pudesse saber.


---- Sério? Nossa! Quem é? ---- Sua curiosidade fez com que Jungkook fica se inquieto, balançando as pernas incansavelmente.


---- O delegado onde Hoseok está preso. ---- Nesse momento, Jungkook se levanta com um pulo.


---- Então você deve dizer isso a ele. Talvez ele dá um jeito de libertar o Hoseok. ---- Pensou o mesmo que eu, mas, infelizmente, não daria certo.



---- O problema é esse, eu não posso fazer isso. ---- Disse cabisbaixo.


---- Ué... Por que? ---- Ele se preocupa e se senta novamente.


---- É que eu tenho um avô, pai da minha mãe, que no início ele não aceitava o relacionamento da minha mãe com o meu pai, então ela fugiu com ele e me teve. Depois eles terminaram e veio o Jay, meu padrasto. Mas isso não é importante agora. O problema é que o meu avô quer achar a minha mãe pra dar uma lição a ela, já que ele é violento. Então se o meu pai souber disso pode piorar a situação da minha mãe, porque eles vão tem que se ver quase todo dia quando o meu pai querer me ver. ---- Explique para um Jungkook atento. Quem disse que esse não gosta de fofoca? Gosta, e muito!



---- Uau! Que pesadelo, Tae. Sua vida deve ser horrível. ---- O encarei com raiva, e ao perceber que eu estava o olhando assim, ele tenta dar uma disfarçada.


---- Nossa, Jungkook, você é muito bom com as palavras. ---- Ironizei batendo palmas.


---- Ah, vai! ---- Se aborreceu.



---- Mas então? O que eu faço?


---- Você deveria dizer a verdade, isso sim. Pois, se você guardar isso pode piorar, porque o prazo da fiança não é pra sempre. E se acabar, o Hoseok vai ser declarado culpado, já que não há provas que ele largou mesmo esse negócio. ---- Ele explicava sério. Fiquei pensativo nisso e me veio um desespero.




Jungkook olhou o seu celular e se levantou.



---- Eu tenho que ir agora. A gente se vê mais tarde. ---- Me levantei junto, comprimntando o mesmo (escolha a maneira)



Acompanhei o mesmo até a porta, ele sai e eu fecho indo para o sofá, onde fiquei parado, pensando.




"O que eu faço agora?..."





















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