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História Até que a morte nos separe (vhope) - Capítulo 27


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Capítulo 27 - "Se a vida não é justa, a torne-a!"




TAEHYUNG ON




Ainda na sala eu estava sobre o que eu faria em relação à Hoseok. Já sabia que meu pai era Yuto, o delegado, mas não sabia se eu devia ou não dizer isso. Se eu falar isso à ele, não seria bom pro lado dele, afinal, Hoseok não tem nenhuma prova que diz que ele é inocente, e ficaria feio pro lado do meu pai ajudar a pagar a fiança sendo um delegado e meu pai, seria como "Ele só ajuda esse garoto porque ele é filho, e aquele garoto não tem nenhuma prova!", e não seria bom pro lado de ninguém.



Também pensava em minha mãe e como estaria seu estado, se aquilo já estivesse parado. Eu me coloquei no lugar dela e soube sentir o desespero dela por causa do meu avô que era contra a esse relacionamento da minha mãe. Queira poder ir até lá e saber como ela está, e talvez eu poderia fazer as pazes com ela. Sei que ela vai me culpar pela morte da minha avó, já que quando ela passou mal nós estávamos discutindo. Mas, tirando isso, eu queria lê-la bem, e ela como mãe faria o mesmo comigo mesmo sendo rude e mimada como ela é, uma típica mulher rica que ama se exibir.



Me levantei e fui até Nayeon, mas já que CL já estava na minha frente primeiro, usei ela como "pombo correio", para dizer aonde eu ia.



---- CL, se a minha irmã perguntar por mim, você pode dizer que eu fui até a casa da nossa mãe? ---- Olhei a moça com uma mamadeira na mão e seu decote bastante atraente. CL tem um estilo bastante provocante, mas eu não a culpo, ela deve ter crescido em um ambiente de classe muito baixa e tinha pegado esse costume de usar roupas provocantes.




---- Uhhum. ---- Ela assentiu, me olhando sem expressão como se estivesse cansada saindo de perto de mim e indo para o quarto.




Fui em direção à porta logo saindo pela mesma. Andando pela rua vi um táxi, o chamei e o mesmo parou e eu entrei, pedi para me levar ao endereço que pedi e assim foi. No caminho até lá fiquei calado, olhando pela janela a paisagem, pensando sobre isso. O taxista me olhava de vez em quando pelo retrovisor e percebia a minha preocupação. Tudo estava calado, mas o silêncio foi quebrado com a iniciativa do taxista:



---- Está tudo bem, garoto? ---- Ele perguntava, olhando para o retrovisor e voltando a olhar para frente toda hora.



---- Sim, está. É só... estou pensando. ---- Olhei para ele e logo voltei a minha posição, mas parecia que eu não tinha feito ele acreditar.



---- Vamos, diga... sei que tem algo lhe preocupando. ---- Seus olhos me traziam sentimentos de confiança, mesmo que eu nem sei o nome dele.



---- Bom, eu... estou em uma situação que eu não sei como resolver. ---- O homem permanecia calado, só ouvindo com atenção, então continuei. ---- E não sei o que fazer.



---- Me diga qual situação. ---- Ele dizia concentrado no caminho.


---- Bom... tenho um amigo que foi preso mas ele não tem culpa de nada... porém não tenho provas que ele é inocente. O bom disso é que eles deram um tempo 'pra poder pagar a fiança, mas o tempo está acabando e não tenho dinheiro suficiente para fazer isso. E o delegado é meu pai mas ele não sabe, e eu quero muito falar, mas... ---- Suspirei fundo. ---- Mas não quero sujar a imagem dele fazendo ele me ajudar só porque eu sou filho, mesmo que o meu amigo não tenha provas. ---- fiz uma pausa e continuei. ---- E tem a minha mãe. Ela tem um pai, cujo meu avô, que não aceitava o relacionamento dela com o meu pai, então eles fugiram, mas mesmo assim o meu avô anda atrás dela. Ela não está mais com o meu pai, está com outro cara. Já tentei pedi ajuda 'pra ela para poder pagar a fiança pra mim, mas ela é egoísta. Então é isso, não sei o que fazer. ---- Cubrir meu rosto com as minhas mãos começando a chorar.




---- Esculta, garoto, a vida não é justa... Mas nessa situação temos que dar o melhor de si para que ela se torne justa através de você. A vida é como um volante de um carro, se não manter as mãos firmes nele e não souber o que fazer, vai ser uma cartrastofe, porque ela fazer que o carro vá pra qualquer direção por impulso dela. Mas, se você manter a suas mãos firmes e controlar, saber se deve ir pra frente, trás, esquerda ou direita, você vai conseguir chegar em tal lugar e sem se machucar com aquilo. Então eu quero disser, que se a vida não está justa, a torne-a! Pois dará tudo certo.



Me emocionava com cada palavra que aquele homem dizia. Pelo que eu via ele aparentava ter uns sessenta anos de idade, um idoso bastante experiente já que já viveu muita coisa nessa vida. Senti como se Deus estivesse usado um homem para me ajudar e me aliviar, porque acredito que ele faz isso. As vezes, Deus quer nos avisar várias coisas, mas já que que é um ser que não se pode ver, ele pode fazer isso através de pessoas, pensamentos, coisas, com tudo que houver, ele sempre estará lá, só basta tentar perceber isso.




---- Muito obrigado mesmo! Eu estou muito agradecido. ---- Digo com lágrimas de emoções nos olhos, que antes era de tristeza.



---- Tudo bem, não foi nada. Mas saiba de uma coisa: faça o que você acha que é certo e o que você acha que vai resolver. ---- Ele dizia em um tom bastante diferente do que das pessoas, de um modo que aliviava. Com certeza deve ser Deus.



---- Mas como eu posso saber se o que estou pensando é o certo? Estou tão confuso que nem sei o que fazer. ---- Disse.


---- Se algo que você quer vai resolver uma parte do problema, o faça! Porque será muito mais leve 'pra você quando for tentar resolver o resto. Não se deve tentar resolver todos os problemas de uma só vez, tem que pensar com calma e ir devagar. Só faz o que você acha que é certo. ---- Ele incentivou.



Apenas assenti e fiquei pensativo em suas palavras.



---- Mas se eu tentar resolver um problema e gerar outro? ---- Perguntei.


---- Você continua, pois com um tempo as coisas vai se ajeitando. ---- Mais um dos seus concelhos tocaram em meu coração.



---- Muito obrigado mesmo, senhor... ---- Forçava para fazê-lo fizer o seu nome.


---- Hui Kyeong. ---- Ele dizia firme.



---- Ah, claro. Muito obrigado!



---- Garoto, se você quiser, posso te dar o meu número para eu poder te ajudar. ---- Dizia de uma forma gentil.


---- Sério? Mas, por que esse desejo de me ajudar? ---- Fiquei curioso. Como uma pessoa vai querer ajudar a outra sem saber ao menos o nome da pessoa?



---- Porque eu gosto de ajudar. ---- Ele deu uma pequena pausa e começou a se explicar. ---- Eu já vivi muitas coisas, meu filho, e essas coisas não foram muito boas. Minha esposa e filhos morreram em um acidente de carro, quando minha esposa estava enfurecida comigo que perdeu o controle da direção. Então eu tive que pensar em muitas coisas para poder segui em frente, já que não é fácil perder alguém que ama. Então, com tantos pensamentos, comecei a me ajudar, mas não sabia de tudo o que eu precisava. Então pedi ajuda pra todas as pessoas ao meu redor, até que uma delas me disse: "Busque ao pai". De primeira não entendi. Antes, eu era uma pessoa que não tinha por onde ir, com dores dentro de mim que não sabia me livrar sozinho. Um dia fui à uma igreja e comecei a paricipar de cultos. Tinha um pastor que me dava concelhos sobre o meu sofrimento, e ele me disse que ele não podia me ajudar, mas somente um poderia, e era Deus. ---- Fiquei prestando bastante atenção. ---- Comecei a orar, ler a bíblia e me aproximar mais dele, até que ele aliviou a minha alma e me deu sabedoria, e uma delas era a frase " não turbe o coração", e isso foi me aliviando.




---- Mas por que aliviou? ---- Fiquei mais curioso.



---- Porque é assim: não tenta força-lo em algo que já está no passado. Tipo, minha esposa e meus filhos morreram, e tive que deixar para trás isso. Sei que é difícil, principalmente quando a pessoa é muito querida, mas com Deus fica fácil. Mesmo que não tenha forças para não turbar, peça à ele que ele vai te dar. Eu sou cristão e tenho a necessidade de ajudar as pessoas.




---- Nossa, isso... foi incrível. Obrigado. ---- Meus olhos brilharam, mas o carro havia parado.



---- Chegamos. ---- Ele dizia e eu sair. Me despedi do bom senhor e ele fui embora.




Cheguei na casa da minha mãe e meu padrasto e toquei a campainha. Enquanto ninguém atendia, fiquei pensando em tudo que aquele homem dizia e depois me senti aliviado. A porta se abriu, revelando minha mãe de frente pra mim com um olhar de orgulho.



---- Oi, omma. ---- Depois de ve-la com aquele olhar, senti um nevosimo.


---- Oi, Taehyung. ---- Ela me olhava sem expressão.


---- Você está bem? Eu soube sobre o vovô. ---- Ela arregalou os olhos.


---- O que?! Como soube?! ---- Ela segurava meus ombros com força.


---- A Nayeon me disse.


---- Aquela pirralha! ---- Ela estava me desespero.


---- Não a culpa, Omma. ---- Engoli o seco querendo dizer que eu já sei quem é meu pai, pensando nas palavras daquele homem. ---- Eu já sei quem é meu pai. ---- Disse firme, vendo ela se assustar.


---- Co-como é? ---- Sua perguntava vinha ofegante, ainda confusa.


---- É isso, eu sei. ---- Engoli mais uma vez o seco.


---- Entra aqui! ---- Ela puxa meu braço para dentro e fecha a porta.



Me sentei no sofá e ela foi à cozinha 'pra trazer um copo de suco pra nós.



---- Como você sabe quem é o seu pai? ---- Ela me perguntava mais calma.


---- Eu estava revirando as coisas da Nayeon, até que vi uma foto sua com o meu pai. ---- Vi que al virou o rosto e fechou apertando bem os olhos.



---- Eu disse para aquela garota que eu não queria que ninguém mais soubesse! Já não bastava ela está grávida de um filho... ---- Ela estava se contorcendo no sofá de raiva, fui até a ela e me abaixei alisando seus braços.


---- Omma, ela fez isso pra nos ajudar. ---- Disse calmo, mas ela me olhou com um olhar irônico.



---- "Ajudar"? Ajudar no que?! No que?!



---- Se o meu pai saber que eu sou o filho dele, ele vai poder impedi que o vovô te agrida, já que ele é delegado. ----- Disse à ela com um tom esperançoso.


---- Mas isso não é fácil, Tae... eu e seu pai não nos demos bem. Brigavamos várias vezes, e nenhuma vez tinha um final feliz. Acho difícil ele querer me ajudar agora. ---- Ela começava a chorar.


---- Mas por que? Por que ele não te ajudaria? ---- Ela chorava ainda mais.


---- Porque eu fiz algo muito errado com ele.


---- O que? ---- Eu já estava ficando assustado. Ela me olhou com um olhar arrependido.



---- Eu o trair... traí seu pai! ---- Admitiu, me deixando perplexo.


---- Como é? ---- Desacreditei.


---- E ainda eu o agredi com uma faca quando ele descobriu e começou a gritar comigo. ---- Eu não estava acreditando no que ela dizia.




"Não acredito que você fez isso" - pensava.














Notas Finais


Não sei de onde eu tirei essas palavras kkk


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