História Até Que O Feitiço Acabe - Capítulo 40


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bruxos, Bts, Feitiços, Jikook, Jikook Flex, Jimin, Jungkook, Kookmin, Magia, Taegi, Yoonkook Brotp
Visualizações 976
Palavras 4.120
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeee

Ultimo capítulo enfim :'''')
Ah gente, muito obrigada a todos que acompanharam até aqui, por todos os comentários e favoritos, agradeço muito mesmo <3

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 40 - Epílogo: Finalizações


Fanfic / Fanfiction Até Que O Feitiço Acabe - Capítulo 40 - Epílogo: Finalizações

6 ANOS DEPOIS

Jungkook’s POV

Respirei fundo pela décima vez, ainda encarando aquelas cortinas vermelhas que estavam prestes a se abrir assim que o meu nome ser chamado, tinha tantas pessoas importantes para mim esperando na platéia, assim como tantos outros que compareceram ali para parabenizar todos os seres do mundo mágico que seriam premiados e homenageados naquela noite.

Com certeza se o Jungkook de sete anos atrás recebesse alguém lhe dizendo que ele se tornaria um dos magos mais jovens a alcançar tanta importância para nossa comunidade, eu riria na cara dessa pessoa e a chamaria de charlatão, mas ali estava eu, prestes a receber condecorações pelos meus feitos.

Há seis anos atrás eu havia tido a ideia de criar um objeto que pudesse ajudar bruxos, feiticeiros e magos em treinamento, afinal controlar nosso poder nunca foi algo fácil, mas eu sabia que mesmo desejando muito fazer aquilo, esse instrumento não seria rápido ou simples de ser criado.

Com a ajuda de Willian, o meu instrutor de magia, eu comecei os planejamentos, muitos erros aconteceram, falhas vieram atrás de mais falhas e a vontade de desistir acabou aparecendo, porém eu tinha muito apoio, não apenas do meu namorado da época, mas de todos que acreditaram em mim fielmente, e isso me fez continuar tentando.

Quase seis meses depois o primeiro protótipo funcional do “filtro de poder” estava em minhas mãos, quase ao mesmo tempo em que eu me formava no ensino médio, e assim decidi o mostrar ao concelho, e felizmente o modelo foi muito bem visto por todos os conselheiros, que aceitaram fazer mais teste e confirmar que aquele instrumento poderia ser produzido em massa para todos os aprendizes.

Aquela foi apenas a primeira vitória para tudo que começou a acontecer em minha vida, menos de dois meses depois aquela criação estava sendo implementada aos instrumentos essenciais, os que iam para todo bruxo novato assim que o mesmo descobria seus poderes e iniciava o treinamento.

Hoje o filtro é apresentado em todos os tamanhos, desde um pequeno pingente, até mesmo algo grande que pode ser colocado numa parede como recordação, se tornou um dos objetos mais importantes no início do treinamento, pois além de controlar a força dos poderes, ainda era um ótimo aliado aos bruxos que assim como eu, tinham dificuldades na aprendizagem.

Naquele mesmo ano entrei no curso de engenharia, quase ao mesmo tempo em que meu segundo plano de criação surgiu, uma varinha portátil, sendo fácil de esconder em qualquer bolso ou até mesmo podendo ser colocada como pingente em um colar, ela tomaria o tamanho real quando acionada, facilitaria o transporte diário da mesma e não levantaria suspeitas.

Essa acabou sendo mais fácil de ser feita, porém com ela eu preferi fazer diferente, comercializando as mesmas invés de apenas entregá-las ao concelho, e assim nasceu o primeiro site de vendas para o mundo mágico da história.

O website era protegido por uma trava de segurança mágica, sendo assim ficava completamente invisível a internet humana comum, pois apenas poderia ser acessado por quem tinha poderes, já que um determinado feitiço deveria ser feito em seu computador ou celular.

E assim mais invenções acabaram surgindo, minha inspiração acabou se tornando diária e era fácil me ver com um bloco de notas na mão ou desenhando algo em meus cadernos, pois fabricar e arquitetar novas ideias se tornou meu trabalho, mal notei quando estava me tornando o primeiro empreendedor do mundo mágico.

Meu treinamento com Will durou cerca de três anos, quando retornei a minha casa sentia que as coisas estavam bem diferentes, e não falo apenas pelo tempo que passou, eu me via diferente, aquele Jungkook medroso e assustado com o mundo tinha retornado mais forte e confiante.

Não posso deixar de falar que outras falhas minhas não acontecendo, coisas que simplesmente nunca saíram do papel e outras que nunca funcionaram, porém eu tentei cada uma delas e tive diversos resultados, aprendi com os erros, pude melhorar, a magia continuaria tendo seus segredos não importasse o quanto eu me aprofundasse nela, e isso é o melhor de tudo, sempre poder conhecer mais e se surpreender.

Afirmo que a minha desconcentração ainda me pegava às vezes, isso era algo que eu tinha que aprender a controlar de certa forma, não que fosse necessário forçar uma atenção contra minha vontade, eu apenas tentava me firmar em algo quando via que realmente me traria resultados, porque mesmo que o cérebro não seja um músculo, ele deve receber exercícios de treinamento.

Hoje no total eu tinha cerca de doze invenções sendo vendidas em meu site e mais três que foram entregues diretamente ao concelho, o qual apenas crescia mais e mais a cada ano que passava, isso acabou se tornando contraditório, pois sempre que uma nova venda era feita, eu me lembrava do dia em que falei que ser um mago não trazia dinheiro.

Bem, não trazia até aquele momento em que percebi que nunca tinham tentado mudar isso, ser o pioneiro daquilo acabou abrindo portas para muitos outros inventores magos também.

Minhas criações eram divididas em dois grupos, os que iam para a mão do concelho e eram distribuídos aos bruxos eram aqueles realmente importantes, que ajudariam no controle e na aprendizagem, evitariam acidentes, trazendo mais segurança para o bruxo e quem estivesse à sua volta. E já para o site de vendas iam apenas os objetos supérfluos, aqueles que eram úteis e inteligentes, porém não essenciais.

Em quatro anos o meu nome já tinha se tornado conhecido no mundo mágico, e tratei de o deixar ainda mais falado ao decidir abrir um concelho para os feiticeiros, uma forma de os deixar amparados e mais seguros, regras que os organizariam foram criadas e assim eu pude os dar de presente o que era ser protegido, assegurado, apoiado e auxiliado.

Muitos disseram que aquilo não daria certo, que feiticeiros não eram confiáveis, mas eu tinha minhas esperanças e desejos de que aquilo fosse dar certo, hoje agradeço por nunca ter desistido da ideia, pois se tivesse, não poderia sentir a gratificação que é saber o que você mudou vidas e ajudou tantos.

Minha realização mais recente veio quando enfim pude receber o diploma de engenharia após cinco longos anos de percurso, mas não encarei aquilo como o fim de ciclo, apenas o início de coisas novas, e não digo só profissionalmente, afinal claramente mais coisas estariam em meu caminho.

Como o fato que havia me levado para traz daquelas cortinas naquela noite específica, esperando pacificamente até que meu nome fosse chamado, algo que parecia uma eternidade por toda a ansiedade que eu sentia.

— E agora recebendo as condecorações pelos seus feitos por toda nossa comunidade, as contribuições significativas e criações criativas, vamos receber nosso jovem Jeon Jungkook. — A voz feminina anunciou finalmente, ao mesmo tempo que as cortinas se abriam e eu era encandeado pela forte luz que vinha dos refletores e recebido por uma forte salva de palmas.

Caminhei devagar, me concentrando para não tropeçar e passar vergonha na frente de tantas pessoas, mas felizmente consegui chegar ao palanque central sorrindo confortavelmente e sem nenhum erro.

Pegar aquele prêmio da mão da anfitriã da noite me causou diversas emoções, fiz o meu máximo para conseguir segurar o choro, não por constrangimento, afinal todos ali sabiam o quanto aquilo era significativo para mim e que lágrimas apenas deixaria ainda mais claro a minha alegria, porém eu ia fazer um discurso de agradecimento e não queria ter a voz ficando embargada e confusa.

E minhas palavras saíram limpas, num tempo certo e sem gaguejar, estar com tantas luzes no rosto fazia com que a plateia se tornasse invisível, eu apenas via um clarão, então isso diminuiu um tanto a minha timidez, era como falar para um quadro em branco.

Desci do palco sendo aplaudido pelos presentes, minhas pernas tremiam e sentia como se meu corpo fosse derreter de tanto suor que escorria, mas tentei manter a pose até chegar nos camarins que ficavam num corredor atrás do palco, e só estando sozinho que enfim abracei aquele troféu e pude saltitar alegremente com o mesmo.

— Que constrangedor, Jeon. — Uma voz rouca me fez parar automaticamente aqueles pulos vergonhosos e olhar assustado em direção a porta, vendo Yoongi me encarando com um sorriso sarcástico, e mais quatro pessoas atrás dele soltando risinhos.

— Ah, oi gente. — Cumprimentei constrangido, colocando o troféu sobre uma das mesa presentes ali.

— Seu discurso foi tão motivador e emocionante, filho. — Minha mãe foi a primeira a entrar no camarim, vindo me dar um abraço forte.

Os anos apenas pareciam ter feito bem a Junghwa, minha mãe é uma mulher tão linda e isso parecia apenas aumentar a cada ano que passava, mesmo que minha opinião seja suspeita, já que ela é a pessoa que mais amo e respeito nesse mundo.

Assim como para mim, coisas haviam mudado na vida dela, o fato mais marcante com certeza foi ver ela dando certo com a senhora Park, admito que eu não levei muita fé quando ela demonstrou interesse na mãe de Jimin, entretanto as coisas aconteceram rápido entre elas e se mantiveram juntas até os dias atuais, tanto que já virou costume chamar a senhora Soyeon de mãe.

— Ah, você fica tão lindo de terno, querido. — A senhora Park elogiou sorrindo, sendo a segunda a me abraçar.

Acabamos tendo que contar a ela sobre o que realmente éramos, e como esperado sua reação foi de descrença, mas com a conversa certa e as explicações necessárias Soyeon conseguiu aceitar bem  o fato de que bruxos eram algo bem real, mesmo que tenha ficado chateada por ter sido a última a saber, afinal seu genro Hoseok era alguém que conhecia há anos, foi chocante saber que ele não era exatamente um simples humano.

— Fiquei achando que você cairia de cara no chão antes mesmo de descer do palco, até apostei com o Tae. — Veio Yoongi zoando com minha cara antes de me amassar num abraço de urso, nada tinha mudado entre a gente de qualquer forma. — Que orgulho do pequeno mago.

Mas com ele as coisas tinham mudado sim, e não digo apenas pelos cabelos assumidamente na cor natural que ele agora usava e as roupas mais sérias, meu amigo agora já era um psicólogo formado, e por mais surpreendente que seja para todos nós, ele e Taehyung continuavam juntos.

— Mas eu sou mais alto que você. — Retruquei já retribuindo o contato, passando os braços por sua cintura.

— Não fica jogando isso na cara porque ele fica todo revoltadinho. — Taehyung provocou enquanto se juntava no abraço, nos balançando para os lados.

Aqueles dois superaram a fase dos tapas e beijos quando enfim Yoongi se deu conta que a parte dos beijos era bem mais interessante e com certeza mais proveitosa, porém vamos deixar claro que isso não significa que ele parou de implicar com o Kim, ou que Taehyung parou de querer encher o saco do Min até ver o mesmo explodir consigo. Eu tinha minhas indagações sobre a relação deles, mas o importante era que funcionava.

Eles planejavam abrir um consultório juntos após se formarem, estavam próximos de conseguir tal feito, o empenho do casal era diário nisso e também no projeto beneficente que ambos tinham, visando ajudar pessoas que passaram por tortura psicológica, manipulação, opressão e outras diversas áreas, coisas bem parecidas com as que Taehyung havia passado com sua mãe.

E falando nela, há um tempo eu tinha tentado conversar com Hyojung, entretanto não havia comunicação com ela, a mulher parecia insana, nada tinha mudado em sua personalidade ou pensamentos, e isso me entristecia porque querendo ou não a Kim era a mãe de Taehyung, e mesmo que negasse saudades ou algo do tipo, eu sabia que o feiticeiro gostaria que as coisas tivessem sido diferentes na relação deles.

Há uns dois anos Taehyung até havia conseguido informações sobre seus verdadeiros pais, infelizmente ambos tinham sofrido um acidente de carro e falecido no local quando Tae possuía apenas três anos de idade, e por não ter mais parentes, acabou sendo enviado para um orfanato comum, algo que não aconteceria se já existisse um concelho para os feiticeiros na época, isso teria evitado tantos feiticeiros que acabam indo para famílias humanas que com certeza não saberiam lidar com os poderes do filho adotivo, mais uma coisa que consegui mudar ao fundar o concelho.

— Pensei que o Hoseok e o Jin também tinham vindo. — Proferi após quebrar o abraço com o casal.

— Eles vieram, mas após o seu discurso o Hoseok saiu para trocar as fraldas da Nayoung e o Jin foi junto porque a gente sabe bem como o Hobi se desespera quando inventa de trocar fraldas. — Soyeon respondeu rapidamente, já sorrindo por falar da neta.

O casal havia conseguido a guarda da pequena Nayoung há menos de quatro meses, a menininha que sequer tinha completado seu primeiro ano de vida ainda era a alegria da casa, não tinha como não ser conquistado por aqueles olhos curiosos e sorriso doce, não era apenas os papais que ficavam bobos com a presença da menininha.

— Ah, e eu tinha que te entregar isso, querido. — Minha mãe se pronunciou, pegando um caixa enfeitada de dentro de sua bolsa.

— Não precisa me comprar nada, omma. — Falei sorrindo enquanto pegava o pequeno pacote em minhas mãos.

— Não fui eu que comprei, é um presente de seu tio, ele lamenta não poder estar aqui, mas mandou que eu lhe entregasse isso. — Explicou me deixando um tanto mais curioso para saber o que havia ali dentro.

— Pensei que ele estava num retiro onde poderes não eram permitidos. — Murmurei, estranhando minha mãe ter recebido o presente hoje sendo que tio Sun tinha viajado a mais de uma semana para um lugar onde não poderia usar seus poderes para transportar nada, um dos principais motivos por ele não ter podido estar presente na cerimônia de honra.

Tio Changsun estava de lua de mel, seu casamento tinha acontecido há menos de duas semanas atrás e agora era seu tempo de curtir com sua esposa, a qual conheceu enquanto trabalhava novamente para o concelho, ambos namoraram por cerca de quatro anos até enfim decidirem que era hora de partir para o próximo estágio, e eu estava muito feliz pelo meu tio e por toda a sua superação pessoal.

Fiquei bem feliz ao receber aquele presente, a presença de tio Sun fazia falta, pois mesmo que pareça algo bobo, eu estava cercado pelas pessoas que importavam para mim, que faziam parte da minha jornada, queria ele ali também, naquele união, então perceber que Changsun se lembrou e preparou algo para mim mesmo de longe foi muito significativo.

E não apenas ele, naquela manhã eu havia recebido um vídeo de felicitações de Willian e Alicia, pois mantínhamos contato mesmo depois da minha “formação” como mago, também tinha recebido uma chamada de vídeo de meu pai, que mesmo não podendo estar presente, fez questão de ligar e me parabenizar, pequenas coisas que fizeram meu dia ainda melhor. 

— Eu não recebi hoje, o Sun me entregou essa caixa no dia que viajou, sabia que não iria poder estar presente de qualquer forma. — Ela informou, deixando as coisas mais claras. — Ele pediu que você abrisse enquanto estivesse sozinho, então…

— Melhor sairmos para que Jungkook tenha o momento a sós com seu presente. — Taehyung brincou, porém os outros apenas assentiram e começaram a caminhar em direção a porta.

— Não precisam sair agora, eu posso abrir em casa. — Falei a eles, mesmo que meus olhos ainda estivessem presos a caixa.

— Posso sentir sua curiosidade berrando daqui. — Yoongi comentou rindo soprado. — A gente te espera lá fora.

— Tudo bem. — Respondi os vendo se retirar um por um.

Voltei a encarar a caixinha, a estudando minuciosamente, ela era média, porém baixa, parecia uma caixa onde se embala gravatas, me fazendo questionar se tio Sun estava apenas brincando com minha cara e fazendo mistério somente para me deixar curioso enquanto na verdade não havia nada surpreendente naquele presente.

Franzi o cenho enquanto balançava a caixa, escutando algo se mover dentro dela, me provando que pelo peso e som, não poderia ser uma simples gravata, era um objeto sólido e duro, porém bem leve, e isso limitava a lista para outras milhões de coisas, eu não descobriria nada apenas agitando o presente.

Logo decidi parar de tentar investigar e abrir aquilo, mas antes que desfizesse o laço que fechava a tampa, senti um perfume conhecido tomar o ar do ambiente, o mesmo cheiro doce começou a ficar mais forte e pude ouvir passos lentos vindo em minha direção, e antes que me virasse tive dois braços circulando minha cintura, abraçando meu tronco enquanto lábios beijavam a parte de trás de minha orelha.

— Pensei que não iria poder vir. — Murmurei sorrindo por ter meu noivo ali num dia tão importante para mim.

— Não poderia faltar a premiação do meu bruxinho. — Respondeu enquanto eu virava de frente para si, até me esquecendo da caixinha.

— Chegou a muito tempo? — Indaguei curioso, já que não tinha o visto na platéia.

— Não muito, apenas tive tempo de ouvir seu discurso e depois me perdi um pouco antes de encontrar os camarins. — Sorriu de lado, antes de descer suas mãos por todo o meu peitoral lentamente. — Você fica um tesão quando veste ternos.

— Pensei que preferia o momento em que você os tira de meu corpo. — Provoquei lhe acompanhando no sorriso ladino.

— Amo quando isso acontece também. — Mordeu o lábio inferior e dançou seu olhar por meu rosto atentamente. — Não me faça ter vontade de fazer agora.

— Foi você quem começou. — Brinquei lhe lançando uma piscadela rápida.

— Me beija logo, Jungkook! — Exclamou revirando os olhos e me puxando pela gola da camisa. Jimin continuava a ser tão ansioso e libidinoso.

Não exitei em juntar nossas bocas logo após, acolhendo de bom grado o corpo que se juntou ao meu enquanto nossas línguas faziam um contato já tão conhecido, fazia cerca de uma semana que quase não nos víamos, mesmo vivendo na mesma casa, o novo trabalho de Jimin estava ocupando todo o seu tempo, mas não tinha como negar o quanto eu me sentia orgulhoso por tudo que ele havia alcançado.

Jimin estava estrelando em seu quinto dorama, pegando enfim o papel principal que tanto almejava. Durante a faculdade o Park tinha feito comerciais para a tevê e conseguido alguns pequenos papéis em participação breves, às vezes com menos de dez falas e nem creditado, porém foi só após terminar sua universidade que ele se empenhou realmente em fazer testes, e assim ganhou seu primeiro papel como coadjuvante num dorama, a atenção veio para ele imediatamente, assim como novos convites.

Nosso noivado já durava dois anos, o pedido havia partido de mim no mesmo dia que me mudei para Seul, pois iriamos morar juntos lá, já que estava começando a se tornar muito cansativo para Jimin ter que ficar viajando o tempo todo para fazer testes e trabalhar, pois ele se negava a aceitar que eu ficasse usando magia consigo para nos teletransportar, afirmando que queria ter uma vida o mais normal possível, sem regalias, então decidimos em conjunto que mudar para capital seria mais proveitoso e prático.

— Como conseguiu sair mais cedo das gravações? Seu diretor não era super exigente e rigoroso? — Indaguei assim que partimos nosso beijo.

— E ele ainda é, mas consegui com Namjoon que o diretor me dispensasse mais cedo. — Fez um leve careta ao citar o nome do Kim, Jimin continuava a ter uma certa implicância com Namjoon mesmo depois de tanto tempo, foi uma surpresa quando descobrimos que ele era filho do diretor do dorama em que Jimin está atuando, mas uma hora esses dois vão acabar se dando bem, só falta o Park admitir que já se tornou um amigo de Namjoon. — Então depois de sair, eu usei aquela poção de teletransporte que seu tio nos deu de presente de noivado, mesmo ainda tendo medo de usar essas coisas, mas foi num momento realmente necessário.

— Não precisa se preocupar, sabe que é apenas manter o pensamento centrado. — Falei rindo baixinho da expressão dele, mesmo que tivesse razão em sentir um pouco de medo.

— Uma vez você foi parar na Guatemala, sendo que o plano era ir no meu dormitório da faculdade. — Jogou na minha cara enquanto cruzava os braços.

— Eu não sou exemplo de pensamentos centrados, ok? — Brinquei ganhando um risinho dele.

— Ei, vocês dois vão ficar ai namorando até quando? Meus pés estão doendo de tanto tempo em pé. — A voz reclamona de Yoongi gritou na porta do camarim, me fazendo lembrar que minha família e amigos ainda esperavam lá fora.

— Acho melhor irmos. — Jimin murmurou segurando minha mão.

— Eu já vou, tenho que fazer algo antes. — Respondi recordando também da caixinha que precisava ser aberta.

— Claro, te espero lá fora. — Sorriu enquanto soltava minha mão, porém não sem antes de dar um selinho e deixar nossos rostos bem pertinho para que pudesse sussurrar por fim: — Te amo, Jungkookie! Não tem ideia do quanto fiquei orgulhoso de lhe ver em cima daquele palco recebendo o reconhecimento que merece.

— Te amo, Jiminie. — Declarei de volta, selando nossos lábios mais algumas vezes antes de finalizar. — Obrigado por permanecer e me fazer alguém tão feliz.

— Aish Jungkook, não me faz chorar agora. — Riu emocionado, sem distanciar nossas faces, as pontinhas dos narizes roçavam levemente. — Eu que agradeço, afinal são sete anos.

— O tempo passou tão rápido... E falando nisso, é nosso aniversário amanhã, não pense que me esqueci. — Comentei me lembrando do fato, tinha em mente o presente especial que daria ao meu noivo, talvez recordar nossa época de namoro e o levar para ver o pôr do sol num voo de vassoura e um jantar no parque seriam boas pedidas.

— Então vamos fazer como no ano passado, certo? Você planeja a primeira etapa da noite e eu a segunda, porque já pensei em algumas coisas. — Arqueou uma das sobrancelhas, sorrindo malicioso.

— Vamos fazer assim sim! — Exclamei já tendo as memórias dos anos passados vindo, Jimin sempre tinha novas fantasias e novidades para trazer, cada ano ele ousava um tanto mais. — Devo sentir medo do que você preparou? Porque no último ano ser pego vestidos de Homem de Ferro e Capitão América numa piscina abandonada não foi tão agradável, quase fomos presos.

— Bem, não se preocupe que dessa vez eu vou me certificar de não correr riscos, mas continue deixando ativo o seu lado exibicionista, meu anjo. — Respondeu mantendo seu sorriso sádico, aquilo apenas me enchia de excitação e curiosidade, Jimin sabia bem como jogar com minha sanidade. — Agora vou lá acalmar o Yoongi antes que ele venha aqui te buscar arrastado.

— Ok, prometo que vou ser rápido aqui. — Proferi e ele assentiu, logo se afastando e caminhando para a saída do camarim.

Voltei minha atenção ao presente de tio Sun, me aproximando novamente para pegar a caixa, dessa vez não esperando nada e nem criando teorias, apenas desfiz o laço e retirei a tampa, sendo recebido primeiramente por uma grande quantidade de papéis que cobriam seja lá o que estivesse em baixo.

Tirei os papéis um a um, até finalmente ver o fundo da caixa e o meu presente, que se tratava de uma caneta de pena azul escura, com pequenos detalhes em verde, ri soprado ao constatar o que era, Changsun havia me presenteado com uma afanasy, e ao seu lado vinha um pequeno cartão branco, onde algumas coisas estavam escritas, o qual tratei de ler rapidamente:

“Espero que tome as melhores decisões dessa vez”

Sorri nostálgico enquanto pegava a caneta e a analisava, um objeto tão pequeno e bonito que poderia causar uma bagunça imensa, apenas uma frase escrita por ela conseguia mexer com toda uma vida, ter uma daquelas em mãos poderia ser uma honra ou uma grande maldição, e eu com certeza sabia o que precisava fazer com ela dessa vez.

Voltei a guardar a afanasy na caixinha, de onde ela possivelmente nunca mais sairia, e por fim peguei o meu troféu acima da mesinha, caminhando em direção a porta de saída em seguida, afinal todos ainda estavam me esperando.

 

FIM


Notas Finais




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