História Até que o ódio nos aproxime - Capítulo 78


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Categorias Naruto
Personagens Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze
Tags Minakushi
Visualizações 36
Palavras 1.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Coml sempre queria ter postado antes, mas fazer o que né, detesto ser uma adulta responsável kkkkk
Boa leitura 😊

Capítulo 78 - Capítulo 10: Era uma vez Kushina Uzumaki


Fanfic / Fanfiction Até que o ódio nos aproxime - Capítulo 78 - Capítulo 10: Era uma vez Kushina Uzumaki

Minato estava muito preocupado Kushina não parava de sangrar, e se ela estivesse com uma hemorragia interna? Intensificou o aperto em sua testa.

― Ai ta doendo – ela reclamou.

― É melhor sentir dor agora do que morrer daqui a pouco - logo se arrependeu pela escolha de palavras.

― Como é, eu vou morrer? – ela disse apavorada - ah não, não, não eu sou jovem de mais para morrer, eu nem fiz tudo que eu queria fazer, comer até passar mau pular de paraquedas ttebane! – ela tagarelou.

― Você não vai mo..

― Eu não quero morrer sem encontrar meu lugar no mundo, sem ter filhos que vão me dar netos que eu vou assombrar com histórias de terror e... - Minato a interrompeu, ele sabia que poderia simplesmente tapar a boca dela mais preferiu beija-la.

― Se acalme – ele sussurrou.

― Eu morrendo e você se aproveitando de mim – ela reclamou.

― Vamos esclarecer isso – ele tentou parecer mais calmo que estava - você se machucou, está sangrando. Talvez leve um ponto ou dois, mas você vai ficar bem.

― Você é um mentiroso nem você acredita no que esta dizendo?

― Você vai ficar bem – ele afirmou.

― Eu estou falando do processo – ela disse - Se machucar, sangrar, levar pontos esqueceu as cicatrizes – ela sorriu - estou falando de você.

― Não estou entendendo – ele a olhou preocupado – acho que a pancada que você levou foi bem forte...

― No passado, você se machucou muito levou pontos no processo de se curar ficou com varias cicatrizes que fizeram de você outra pessoa.

― Você não pode falar de mim, nem ao menos me conhece. – apontou, mesmo sabendo que tudo que ela havia dito era verdade.

― Sabe eu vi uma foto sua mais novo. Ok sei que vai brigar comigo – ela disse antes que ele dissesse qualquer coisa – Mas não vá pensar que eu estava xeretando suas coisas de proposito, foi um acaso – ela suspirou – Aquela menina ruiva era a Shizuka né? Você parecia muito feliz com ela.

Minato não soube o que dizer.

― Acabei percebendo que que você não era assim, o problema da dor é que nem todo mundo sabe lidar com ela.

― E você com que direito você diz isso você não sabe pelo que eu passei...

― E nem você sabe pelo que eu passei – ela deu um sorriso sem humor – Acorda gracinha você não é o único que sofre nesse mundo, mas quer saber de uma coisa eu não vou dar o gosto para o destino de me ver chorando.

― Eu não estou chorando – ele apontou.

― Não, mas seus olhos são vazios - ela disse, ele ficou calado um minuto e falou.

― Você fala de mim, mas também há um espaço vazio nos seus.

― É verdade. – ela concordou – Sabe Minato, me disseram que eu tinha que falar com você para saber sua história por que dizem que nos parecemos, mas eu não vou fazer isso, eu vou te contar a minha.

― Isso não é da minha conta – disse com convicção – e depois quando passar o efeito da pancada você vai se arrepender por ter me contado.

― Não vou – ela garantiu – e se depois você quiser me contar a sua bem, se não eu também não vou me importar. Você não tem nada melhor para fazer - ela brincou.

Minato não podia acreditar ela iria contar tudo mesmo, sentia que isso sim era como se aproveitar dela, pois Kushina estaria lhe contando algo realmente íntimo e tinha certeza que ele não era a pessoa indicada para ouvir. Porém mesmo assim queria saber.

― Era uma vez Kushina Uzumaki, eu nasci sendo muito querida e amada pelo meu pai – ela começou – era um cara legal, mas gostava de tomar umas ou melhor dizendo todas uma vez numa dessas noites de porre ele me contou que minha mãe era uma drogada e que nunca me quis. Não foi algo fácil de ouvir, é claro que quando passou o efeito da bebedeira ele tentou desmentir ele queria me proteger da verdade – ela disse triste Minato pensou por isso ela havia dito que não curtia nenhum tipo de droga – Um tempo depois meu pai morreu o fígado dele não aguentou e eu fui para o orfanato. Lá todo mundo me detestava, não posso dizer que fui uma criança obediente, mas parecia que havia um perseguição contra mim, os outros órfãos não me deixavam em paz as professoras diziam que eu nunca seria adotada com o temperamento que eu tinha, então fugi de lá quando tinha 13 anos. Foi pior quando estive na rua, com medo de que me fizessem mal, com frio, tentando sobreviver.

A ruiva respirou fundo e viu que para ela era difícil falar sobre aquilo, se para ele já estava difícil ouvir conseguia ter uma ideia do que havia sido para ela viver tudo aquilo.

― Me meti com muita gente que não prestava e um tempo depois eu conheci o Ren. Quando eu tinha 15 anos eu era o próprio diabo bem pior que agora – ela sorriu com ironia cravada nos lábios - Naquele dia eu salvei o senhor Hiabata de ser assaltado, porque achei que poderia ganhar uma recompensa.

― Poderia tê-lo jogado aos tubarões. – Minato resmungou.

― Ah se eu soube-se, eu teria deixado – ela suspirou – Eu era tão bobinha, e ele era tão lindo. Ele disse que faria de mim uma modelo famosa.

― Ele disse isso?

― Disse para me iludir é claro e você sabe bem para que que caras como ele querem iludir garotas como eu – ela se encolheu.

Minato sentiu o ódio mortal ao se dar conta do que ela queria dizer.

― Não me diga que aquele desgraçado...

― Quando eu percebi o que ele queria - ela disse baixo - quando eu finalmente abri os olhos, eu dei uma surra nele e é claro que ele jurou que ia me colocar num reformatório, mas ele não fez isso, estava com medo do escândalo, mas isso não foi o pior – ele pode ver as lágrimas escapando por seus olhos – Eu gostava dele de verdade ele foi capaz de fazer alho tão baixo comigo, eu me senti tão burra por tanto tempo, não só isso me senti um lixo como ser humano, no entanto aprendi minha lição, eu não mesma teria que lutar por mim, conquistar tudo com minhas garras eu não iria mais acreditar em qualquer rostinho bonito que aparecesse por ai.

― É por isso que você me odeia - Minato perguntou finalmente entendendo tudo.

― Eu não te odeio exatamente – ela sussurrou – u sou precavida não leve para o lado pessoal – ela estava falando cada vez mais baixo.

― Kushina o que foi? – ele perguntou preocupado.

― Eu estou com sono – ela murmurou.

― Você tem que esperar a ajuda chegar.

― Me acorde quando eles chegarem - ela pediu.

― Não – ele respirou fundo – brigue comigo me chame de idiota convencido ou seja lá mais de quantos nomes você me chama pelas costas.

― Você já sabe eu não preci... - ela se interrompeu quando a luz começou a brilhar forte e a porta do elevador se abriu.

― Vocês então bem?

― Dois pontos - A loira bonita disse a Kushina – não se preocupe não vai ficar com a cicatriz por muito tempo.

― Isso não é nada – Kushina bufou - mas ficar duas horas presa num elevador é foda.

― Sorte sua que o Minato estava com você – ela sorriu.

― Não sei se foi sorte mas – ela olhou para loira – senhora Tsunade, a quanto tempo conhece o Minato?

― A muito tempo – ela pensou - eu era medica no orfanato em que ele estava.

― E a senhora conheceu a Shizuka – ela perguntou hesitante.

― Sim, ela era uma menina bem alegre brincalhona Minato gostava muito dela – a expressão dela foi se anuviando.

― Não precisa contar o resto – Kushina disse rápido - hum eu já posso ir?

― Pode mas vá com calma você teve uma contusão leve mas não vá abusar.

― Sim senhora – ela sorriu então percebeu que Tsunade a olhava com certa insistência - Olha é serio eu vou ficar quieta.

― Não é isso menina é que você.... – ela se interrompeu – esqueça é só impressão minha, pode ir.

Kushina saiu e tomou um susto quando deu de frete com Minato.

― Ah pelo amor de Deus não me assuste assim – ela reclamou, ele fez uma careta.

― Eu fiquei preocupado você estava demorando - ele disse ela riu.

― Preocupado – ela repetiu – vou fingir que acredito.

― Pelo que eu vejo o efeito da pancada já passou não é.

― Olha eu... – ela se interrompeu quando ele afastou a mexa do cabelo que escondia os pontos, ele estava com uma expressão mais estranha do mundo.

― Pelo menos eu não morri – ela tentou brincar ele arregalou os olhos então colocou um casaco que ela nem sabia da onde havia saído em seus ombros.

― Pare de falar bobagens e vamos – ele a segurou pela mão a conduzindo para fora.

Kushina não tirou os olhos dele. Se tivesse deixado Tsunade falar saberia qual era o seu problema, mas tinha que colocar sua nobreza na frente, agora morreria de curiosidade pois sabia que ele não iria contar nada porque havia aberto seu coração. Agora havia deixado de ser um mistério para ele e o mais provável era que ele perdesse o suposto interesse que tinha por ela, mas não sabia se isso era bom ou ruim.

Depois de chegarem em casa da um foi para seus respectivos quartos sem dizerem absolutamente nada. Minato estava esgotado, depois de todo aquele aperto no elevador era um milagre que conseguiram esconder aquele pequeno incidente da imprensa, mas afinal era de Jiraiya que estavam falando. E ele era excelente com abafar esse tipo de coisa.

Porém o acidente não era a única coisa em que Minato pensava e sim em tudo que Kushina havia lhe dito.

Todas as vezes que ela o havia tratado com desprezo, que havia sido grossa e que o havia xingado, ela não estava errada, era apenas instinto de proteção, por que Minato era exatamente como Ren. Desde que a conheceu só queria se aproveitar dela a diferença era que ela sabia bem quem era Minato Namikaze.

Ou não?

― Eu sou um idiota completo - ele murmurou para si mesmo.

― Idiota, idiota, idiota! – Kushina gritou em seus ouvidos

― Se o Jiraya adiou o comercial por causa do seu acidente não foi culpa minha, não precisa me deixar surdo – ele reclamou.

― Minha é que não é!

― Por acaso foi eu quem saiu correndo para o elevador como se estivesse correndo da policia?! Eu mandei faltar luz?!

― Não, mas você bem que podia ter me dito para segurar a barra de segurança você segurou e não aconteceu nada com você!

― E você por acaso teria me ouvido?! - Ele gritou.

― Não! – ela gritou nervosa – e cala essa boca, a culpa é sua e pronto - ela deu as costas e foi para o quarto.

Ele respirou fundo e caiu no sofá, ela nunca confiaria nele e eles nunca teriam uma convivência pacifica, nunca... seus pensamentos foram interrompidos quando ele ouviu que alguém batia na porta foi até lá e viu Mikoto.

― O que... – ela o interrompeu o puxando para fora e fechando a porta.

― Fale baixo tenho uma coisa para te mostrar – ela disse toda cheia de mistério.

― Se for problemas não quero saber – ele foi logo dizendo.

― Não é isso – ela sorriu – lembra que você me mandou cuidar da documentação da Kushina pois é, olha só – ela apontou para a data no documento – e então vai fazer o que?



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