História Até você chegar - Capítulo 9


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Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Ahri, Ashe, Caitlyn, Darius, Draven, Ekko, Ezreal, Garen, Irelia, Janna, Jhin, O Virtuoso, Jinx, Katarina, Kayn, Lux, Sona, Talon, Zed
Tags Ahri X Yasuo, Kayn X Zoe, Talon X Lux, Zed X Syndra, Zoyn
Visualizações 78
Palavras 3.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi! Então, é.... Como eu explico a demora de quatro meses? Bom, é complicado, mas vou tentar resumir:

> Enem.
> Cansaço escolar.
> Falta de criatividade.
> Sem tempo algum.
> Fiquei muito tempo jogando lolzinho no tempo livre pra poder me distrair, ocupando meu tempo "livre".

Bom, em resumo, foi isso. Pra falar a verdade, esse capítulo está pronto faz dois meses, mas, como eu escrevo em um caderninho pra só depois passar para o word e, por fim, quando estiver corrigido, passo pra cá, eu acabo demorando bem mais. Nos últimos capítulos, eu notei uma grande quantidade de erros que eu não corrigi por causa da pressa e acabou ficando meio feio de se postar dessa maneira e, por conta disso, preferi fazer algo mais caprichado pra postar aqui ao invés de sair postando de qualquer jeito só pra postar logo!

Enfim, se você esperou por todo esse tempo pelo capítulo e ainda está aqui... Oi de novo! Eu espero que você goste desse capítulo e que continue acompanhando minha história com o mesmo êxtase, mesmo que sua autora seja um pouco... atrasada çwç"

Perdão por quaisquer erros! Provavelmente eu não os vi .w.

Sem mais delongas e sem mais desculpas, aqui vai o capítulo pra vocês! Boa leitura!

Artista da Capa: Ficakes-Ilus.

Capítulo 9 - !Nineth! - Fantasmas do Passado.


Fanfic / Fanfiction Até você chegar - Capítulo 9 - !Nineth! - Fantasmas do Passado.

Capítulo Nove - Fantasmas do passado.

Kayn abriu os olhos lentamente. A luz forte do sol entrou pelo quarto, juntamente com o calor que atravessava o vidro da janela. Respirou fundo, apertando os olhos. Não se lembrava de nada do dia passado, com exceção da pequena ruiva ajeitando seu traje do festival.

Tentou levantar o corpo, mas sentiu um peso que o impediu de fazê-lo, olhou para baixo e notou a garota deitada sobre si, cochilando inocentemente.

Assustou-se, passando a olhar a posição na qual ela dormia. Pensou na possibilidade de ela ter bebido um pouco também, acabando por adormecer ali mesmo, mas descartou essa ideia depois de não ter conseguido lembrar dela beber.

Não se lembrava ao certo que dia era, mas jurava que era fim de semana, o que significava que o festival estava próximo. Voltou a olhar para a pequena ruiva ainda deitada sobre ele, pensando nos possíveis conflitos que arranjaria com ela caso fossem encontrados daquela maneira. Não sabia se tinha feito algo, mas se desculparia de qualquer forma.

Afastou-a com delicadeza, deitando sua cabeça sobre o travesseiro e cobrindo-a logo em seguida, deslizou os dedos para afastar alguns fios de cabelo do rosto dela e acabou prestando demais no rosto de Zoe.

Toda sua face era contornada por uma linha tênue, o rosto era cheio de sardinhas, os lábios pequenos e carnudos, as bochechas rechonchudas. Cada detalhe minucioso parecia encaixar-se perfeitamente nela.

Balançou a cabeça quando notou que estava encarando demais. Agarrou suas coisas e disparou para casa, perguntando-se de onde tinha vindo aquele calor que subitamente subiu para seu rosto.

(...)

— Tudo pronto? — perguntou Zed, trazendo o teclado de Yasuo para os bastidores do palco montado na quadra.

— Aparentemente sim. — respondeu Yasuo, que logo direcionou seu olhar para Kayn. — O que houve com você? Parece abatido.

— Eu não dormi direito, só isso. — retrucou, passando as mãos no rosto.

— Certo. — o grisalho respirou fundo. — São 10h, nossa apresentação é às 14h, vocês têm esse tempo para aproveitar o festival, estejam aqui pelo menos quinze minutos antes.

(...)

A escola estava tão colorida que Kayn mal a reconhecia, a quantidade de faixas decorativas, de barracas, de concursos e de propagandas dos clubes era tão grande que o local mais parecia uma feira do que um colégio.

— Olá, você tem interesse em aprender esgrima? — Kayn virou-se, era Riven.

A garota tinha cabelos curtos brancos, seu físico era algo chamativo pois existia músculos tão saturados que era quase impossível desviar o olhar.

— Uhm, não, obrigado.

— Ah, espera! — ela pareceu surpresa. — Você é o Kayn, certo? Um dos melhores amigos de Yasuo? — sorriu.

— Ah, sou? — coçou a nuca. — Bom, eu o conheço, isso serve?

— Bom, acho que sim. De qualquer forma, acha que pode fazer um favor para mim? — perguntou enquanto o entregava uma carta, selada por um adesivo em forma de coração. — Pode entregar isso para ele?

— Okay, eu acho...

— Obrigada! É muito importante, então entregue hoje, ok? — saltitou para longe.

Kayn suspirou, tentou cogitar o conteúdo da carta, mas logo notou que não era de seu interesse, afinal.

(...)

—Você está devendo. — grunhiu a voz por trás do telefone.

— Eu sei! Só me dê mais um tempo, ok?! Eu te dou até o dobro se você quiser!

— Cansei dessas suas promessas, engraçadinho. Por que não aproveita sua amizade com aquela tal de Luxanna e coloca aquele cofre da família no bolso, hm?

— Jamais. — respondeu de forma curta.

— Bom, então tudo bem. Você tem até segunda feira para entregar o dinheiro, caso contrário, é melhor ficar bem longe da loira, não vai querer que aconteça nada com ela, né?

(...)

— Te encontrei, campeão. — Akali pulou em Kayn, passando um de seus braços ao redor de seu pescoço e o puxando para baixo. — Como anda com a ruiva? Já estão namorando?

— Você com isso de novo. — respirou fundo. — Já disse que não.

— Mas você gosta dela.

— Já disse que não! — bufou. — Quantas vezes vou ter que repetir?!

— Fala sério. — ela colocou as mãos dentro dos bolsos da calça. — Ninguém passa tanto tempo com uma pessoa sem gostar dela.

— Isso é o que você pensa.

— Eu e todo mundo. — sorriu. — Sem problemas, você logo vai perceber a verdade.

Ele revirou os olhos.

— Vai participar do festival?

— Vou. — ela sorriu, confiante. — Você vai babar com os meus passos de dança.

— Provavelmente vou.

Ela parou, subitamente.

— Escuta, você não viu nenhum homem alto, com cabelo curto castanho e olhos azuis andando por aí, né?

— Não, por que? — Kayn parecia confuso.

— Só para saber. — ela piscou. — Prefiro manter distância desse tipinho.

(...)

— No festival? — Zed pareceu surpreso. — Achei que viria só semana que vem.

— Ela quer vir aqui, eu comentei sobre e ela pareceu interessada, já que pretende mudar de escola de qualquer forma.

— Entendi. — suspirou. — Não sei se “ela” vai ficar contente com isso.

— Provavelmente não vai.

— Zed! — o grisalho escutou a voz de Syndra não muito longe de si. — Pode me ajudar um minuto?

— Tenho que ir, Syndra está me chamando.

— Use proteção.

— Seu...! — antes que pudesse completar, Shen desligou a ligação.

Ele suspirou, caminhando para trás da cortina, procurando-a atrás de um cenário pintado por alunos anteriormente.

— O que foi? — disse enquanto se aproximava.

— Pode amarrar essa faixa em minha cabeça? Eu não consigo sozinha.

E então ele a olhou, dos pés à cabeça: estava linda. A fantasia que Syndra vestia fazia parte da apresentação das guardiãs estelares, na qual ela atuaria como a estrela que era mais fechada, dark e extremamente poderosa. Os olhos cor sangue passearam por todo o corpo da garota, cheios de desejo.

— Certo. — ele suspirou. — Vire-se.

— Vai participar da apresentação?

— Duas. — segurou as pontas das faixas com as mãos, passando-as lentamente pela testa da garota e amarrando-as em seguida. — Como vilão em Odisséia e tocando guitarra depois.

— Vou assistir.

— Obrigado. — apertou o nó. — Está bom assim?

— Sim, obrigada. — ela o olhou e sorriu.

Novamente, os olhos do garoto passearam pelas curvas de Syndra. Sentiu uma vontade quase incontrolável de segurá-la e deliciar-se com sua pele macia, mas, conteve-se. Acreditava que ela não tinha vontade de ser tocada da mesma forma que ele queria tocá-la.

— Certo, eu vou andar pelo festival.

— Ah, certo. — ela sorriu timidamente, encolhendo-se um pouco.

Zed se afastou, mas antes que saísse, virou-se para a grisalha agora fantasiada:

— Ah, ei.

— Hm?

— Ficou boa em você.

— Hã? O quê?

— A fantasia. Ficou boa em você. — e saiu, deixando a pobre garota constrangida ao ponto de ser possível notar o rubor em seu rosto.

(...)

Era 12h, Kayn deliciava-se com um cachorro quente feito por Leona, que era dona da barraca. Não tinha visto Zoe desde que tinha chegado, pensou na possibilidade de ela estar tão irritada com ele ao ponto de não querer assisti-lo, ou talvez nunca mais falasse com ele depois daquela situação.

— Kayn! — a voz aguda da ruiva pôde ser ouvida de longe. — Eu estava te procurando!

Ficou surpreso por ela não estar o ignorando, mas não reclamou.

— Por que não me ligou? Eu pedi para que me avisasse quando chegasse!

— Achou mesmo que eu ia ligar para você?

— Rude! — bufou. — Bom, de qualquer forma, preparado para as apresentações?

— Mais ou menos. — deu outra mordida no lanche.

— Bom, está melhor que a Akali.

— Akali? Ela parecia bem confiante.

— Bom, “parecer” é diferente de “estar”.

Durante as duas horas restantes, Zoe e Kayn andaram por todo o evento, aproveitando cada divertimento concedido por ele, desde brincadeiras bobas à lanches enormes feitos pelo clube de culinária. Quinze minutos antes da apresentação, Kayn estava no palco, ajudando os outros a montar o equipamento.

— Ugh, merda. — reclamou Talon.

— O que foi? — questionou Yasuo.

— Perdi minhas baquetas.

— Estão em cima das caixas de som, você as largou lá quando foi conversar com a Luxanna.

— Ah, sim. — Talon pareceu constrangido.

— Tudo pronto? — Zed perguntou assim que voltou para trás das cortinas. — Tá cheio de gente lá fora, não podemos falhar.

Em poucos minutos, eles já estavam em suas posições, prontos para tocar.

A música começou enquanto as cortinas se abriam. Kayn pode notar a imensidão de pessoas que o assistiam. A gritaria começou assim que as garotas do primeiro ano os viram. O moreno respirou fundo antes de soltar sua voz, tratava-se de um cover, mas ele cantava como se a música fosse dele. As palavras saíam de sua boca quase que instintivamente.

O nervosismo que tinha foi se dissipando aos poucos, a medida que ele parava para respirar. Por um momento, seus olhos se encontraram com os de Akali, causando-lhe uma súbita dor no peito.

“But he’s taking her hands now, he takes off her dress now, let me go...”

Apertou os olhos com força, o tom de sua voz tornou-se mais forte e melodiosa, ficando na altura dos instrumentos tocados pelo restante da banda.

“I just can’t look, It’s killing me...”

Continuou a cantoria, muitas vezes seu peito doía ao segurar uma nota por muito tempo, mas ele não pararia. Por mais que não estivesse pensando naquilo no momento, ele sabia que aquela apresentação estava sendo como a libertação dos sentimentos ressentidos por Akali.

Ela pareceu ter notado, os olhos da rebelde o acompanharam por todo o palco, talvez ela finalmente compreendesse seus sentimentos? Talvez não.

Talon estava tão enturmado com a música que balançava sua cabeça no ritmo dela, chacoalhando seus longos cabelos pelo ar. Yasuo e Zed pareciam concentrados demais em seus instrumentos para notar a emoção dos dois.

(...)

A garota andava entre as barracas, sem interesse algum. Acreditava que aquele colégio recomendado seria um bom partido, mas aparentemente não era.

— Algo errado, senhorita? — Braum, seu guarda costas, questionou-lhe quando viu que tinha parado subitamente. — Se quiser, nós podemos voltar para a mansão agora.

— Sem necessidade. — ela suspirou. — E eu disse que você não precisava vir comigo.

— Ordens do seu pai.

Ela revirou os olhos.

Subitamente, ela escutou uma voz berrar nos microfones.

— Agora nós temos a principal atração do dia: a banda dos garotos do segundo ano!

E a música começou. Ela não deu muita atenção, mas acabou por reconhecer a voz que cantava.

— Braum, está escutando isso?

— O que, senhorita?

— Parece ser... Ele!

A garota disparou entre a multidão de pessoas, procurando o local onde “ele” estava se apresentando. Perguntou para várias pessoas durante o trajeto, afim de chegar no local. Não demorou muito para conseguir. Algumas vezes escutou a voz de Braum atrás de si, implorando para esperá-lo.

Passava rapidamente entre o público até chegar em um ponto em que ela pudesse enxergá-lo melhor. Era ele, depois de sete anos, ela estava o vendo de novo.

Mal podia acreditar na figura em sua frente, segurando o microfone e cantando como se sua vida dependesse daquilo.

Os olhos dela brilharam, estava encantada. Seu coração batia rápido ao ponto que parecia que ia pular para longe e correr na direção dele. Em meio a toda aquela multidão, a garota sorriu e murmurou:

— Te achei, Kayn.

(...)

O moreno se jogou no chão assim que a apresentação acabou, virando sua garrafa de água em um gole só.

— Parabéns. — Zed estendeu a mão para ele. — Parecia que a música era sua.

— Valeu. — ele sorriu. — Você também não foi tão ruim. Espera, onde o Talon foi?

— Onde você acha? Foi garantir o lugar para a apresentação da Lux. — respondeu Yasuo.

— Ah, eu devia fazer isso também, Syndra também vai se apresentar. — suspirou. — Vejo vocês segunda-feira. — disse e saiu rapidamente.

— E depois tem coragem de dizer que não está apaixonado por ela. — Yasuo revirou os olhos.

— Aliás, tenho uma coisa pra você. — Kayn disse enquanto o entregava a carta. — É da Riven.

— Riven? — ele parecia confuso. — Estranho, ela nunca fez algo parecido.

— Só estou fazendo a minha parte.

— Obrigado.

(...)

A apresentação de Akali estava no final, juntamente com Ahri, Evelynn e Kai’sa, elas dançavam a música Pop Stars, que as mesmas desenvolveram para o festival.

Os passos eram tão leves que ela se sentia nas nuvens, como se aquela dança não fizesse parte apenas da apresentação, mas também de um fruto do fluxo sentimental momentâneo.

Em meio àquela multidão de pessoas para quais se apresentava, notou uma presença estranha. Os olhos da garota percorreram por todos os rostos e seu coração quase parou quando viu um em específico: o de Shen.

Imediatamente sentiu-se enjoada e, em meio à um pequeno surto, disparou para longe do palco, abandonando sua apresentação. As garotas com as quais dançava perceberam a situação e tentaram acompanhá-la, sem sucesso, entretanto.

Não pensava enquanto corria para longe, estava assustada demais. Era difícil acreditar que ele estava cumprindo a promessa depois de tantos anos, ainda mais naquele dia específico. Enquanto corria, seus pensamentos ficavam mais embaralhados, “Por que agora? ”, “Por que hoje? ”, “Por que ele voltou? ”, eram perguntas que rondavam sua mente sem parar.

Teve que parar quando sentiu seu peito doer, mostrando que estava no seu limite, mas assim que o fez, ouviu passos atrás de si. Em um movimento defensivo, acabou por virar-se na direção do indivíduo, mas se arrependeu quase que imediatamente.

Shen a encarava, as mãos grandes dentro dos bolsos de sua jaqueta, o costumeiro cigarro pendurado na ponta dos lábios, o cabelo desarrumado, nada nele havia mudado.

Sentiu seus olhos marejarem, não queria vê-lo e já não sabia se a dor no seu peito era de saudades, raiva ou falta de ar.

— Você não mudou nada. — a voz calma dele atingiu seus ouvidos como uma canção de ninar para um bebê sonolento, quase sentiu sua raiva dissipar imediatamente, mas a espera fazia isto não ser recompensador.

— Você também não, continua o mesmo babaca de sempre.

Para sua surpresa, ele sorriu de canto, desviando o olhar, passando a analisar o ambiente ao redor.

— Por que esse parque? Normalmente você fugiria para lugares pouco movimentados ou para casa.

Ela engoliu o seco, para falar a verdade, não sabia o porquê de ter corrido até ali, seu corpo parecia ter se movido sozinho.

Olhou ao seu redor, vendo o banco no qual ela e Kayn tinham se beijado e, por algum motivo desconhecido, sentiu conforto.

— Eu beijei um garoto aqui. — falou sem pensar, tinha intenções de causar ciúmes no maior. — Esse lugar acalma ele, suponho que me acalma também.

— Garoto? — Shen mostrou-se impassível. — E desde quando você está saindo com alguém?

— Desde que você me fez aquela promessa e nunca mais voltou.

O moreno abriu a boca para responder, mas recuou rapidamente. Essa atitude fez o peito de Akali doer mais, quase sete anos se passaram e ele ainda não tinha uma justificativa.

— Tem razão. — ele deu uma risadinha. Akali notou um tom de desapontamento nela. — E vocês já estão namorando?

— Ainda não. Mas não duvido que logo iremos, afinal, estamos completamente apaixonados.

— Entendi, e faz quanto tempo que vocês se conhecem? — perguntou enquanto se aproximava.

— Uns seis meses? Ele chegou faz pouco tempo na cidade.

— Hm, você realmente gosta dele, não?

— Gosto, muito.

— Eu percebi. — o corpo de Shen já estava quase colado no de Akali, mas ele não parecia disposto a recuar. — Posso saber o nome dele?

Akali congelou, estava encurralada. Não queria meter Kayn nisso, mas também não queria passar por mentirosa. Engoliu o seco mais uma vez, ela sabia que ele duvidava daquilo que ela havia contado, e só por isso mantinha o interrogatório.

No fim, não podia arriscar. Tomou a postura mais confiante possível, olhando para ele.

— Shieda. Shieda Kayn.

Shen pareceu extremamente surpreso, como se já conhecesse esse nome, mas voltou para sua seriedade para não perder a compostura.

— Kayn, entendi. — sorriu. — Espero que vocês sejam felizes, então.

— Seremos.

Ele manteve o sorriso, aproximando-se mais, os braços envolveram o pequeno corpo da rebelde em um abraço apertado. Ele não disse nada, mas a garota sentiu os sentimentos dele sendo transmitidos por meio daquele ato carinhoso: arrependimento, saudade, tristeza e inveja. Obviamente ele não diria, nunca foi de falar, mas sempre demonstrou muito bem o que sentia por atitudes e, quando ele a soltou, Akali teve certeza que o brilho de seus olhos desapareceu.

— Eu senti sua falta, mas parece que você está bem sem mim, e isso é bom.

Antes que pudesse responder, escutou o som de pneus gritando contra o asfalto. Virou-se quase que imediatamente, um carro, não, uma limusine cor preta estava estacionada ali. Uma das janelas traseiras desceu vagarosamente. O rosto de uma belíssima garota de cabelos longos e negros fora mostrado, ela parecia impaciente.

— Shen, que droga, você não queria uma carona para casa? Sei que está de férias, mas isso não significa que vai me fazer de boba e te procurar por aí.

— Perdão. — ele passou reto pela rebelde. — Estava resolvendo umas coisas, mas já acabei.

Ele seguiu para dentro do veículo, sem dizer mais nenhuma palavra. Akali o observou se afastar mais uma vez, dando as costas para ela, igualmente à última despedida que tiveram. Teve que se controlar muito para não o impedir de ir embora.

O automóvel deu partida, indo para longe. A garota sentiu seus joelhos fracos, caindo no chão. Ela havia deixado ele ir, de novo.

“O que eu fiz?! Que merda eu fiz?!”

(...)

Kayn se jogou sobre as cadeiras largadas no palco, sua última apresentação finalmente havia terminado.

— Mandou bem, bad boy. — a voz da ruiva ecoou pelo local. — Eu sabia que você ia se encaixar no papel!

— Eu ainda quero te matar por isso, mas até que não foi tão ruim.

— Ah, deixa disso! Você foi ótimo!

Ekko subitamente entrou correndo no local.

— Ei, casal, vocês viram o Yasuo?

— Casal?! — Kayn exclamou de forma indignada e irritada.

— Não vejo ele desde a apresentação “Odisseia”, por que? — Zoe respondeu.

— Ah, merda. — Ele bateu a mão na testa. — Eu ia pegar carona com ele, mas tudo bem. Valeu, pombinhos! — Ekko teve que se esquivar de um pedaço do armário sendo arremessado por Kayn enquanto saía.

— CORRE para caralho, antes que eu te pegue! — berrou Kayn, irritado.

— Isso é estranho. — Zoe ponderou. — Yasuo não é de sumir, onde ele pode estar?

(...)

Ahri finalmente estava vestindo roupas comuns. Amava o conceito das guardiãs estelares, mas todo o adornamento a incomodava muito. Em passos cansados, chegou à sala de aula, onde todos os seus pertences estavam guardados. Para sua surpresa, o espadachim estava ali, lendo algo que ela não sabia o que era.

— Yas! — ela sorriu e correu até ele. — Eu amei a sua apresentação! Você viu a minha?! Ah, eu queria que estivéssemos no mesmo grupo...

— Não... — ela o ouviu murmurar.

— Hã? — confundiu-se. — Não o que?

— Não posso deixá-la ir. — e levantou-se rapidamente, disparando para fora da sala.

— Yasuo?!

Ela o seguiu. Ele saiu da escola, correu entre milhares de pessoas e passou por vários estabelecimentos, não parecia ter percebido que ela o seguia, obviamente há alguns passos de distância.

Ele correu até a estação de trem, aproveitou que os guardas estavam distraídos para pular as catracas e seguir em frente. A raposa quase perdeu o fôlego durante a perseguição e, quando viu que Yasuo conversava com alguém, escondeu-se atrás de uma enorme placa com o nome da estação.

Suas orelhas não humanas conseguiram captar a conversa:

— Você não pode ir.

— Ah, Yasuo. — a risada era feminina, e isso chamou a atenção de Ahri, que imediatamente esgueirou-se para ver com quem ele falava. — Perdão por não ter dito isso frente a frente, eu fiquei com vergonha.

— Não, não é por isso. — ele suspirou. — Você é minha parceira.

Ela gargalhou.

— Eu não posso recusar o convite, é uma chance única.

— Mas...

— Eu sei o que vai dizer. — ela sorriu, mas estava triste. — Eu realmente não posso, entretanto.

Ela se aproximou dele e levou as mãos até seu rosto, obrigando-o a olhar nos olhos dela.

— Eu vou ao menos fazer você nunca esquecer de mim.

Em poucos segundos, os lábios de Riven estavam colados nos de Yasuo, que estava chocado demais para se afastar.

Os olhos da raposa transbordaram em lágrimas. O peito doía tanto que chegava a ser insuportável. Ela se via parada no tempo, presa, apenas sendo possível ver aquela cena que havia partido seu coração.

— Ahri? — a voz dele havia tirado-na do transe. Os dois a encaravam, claramente assustados.

— Eu... — esforçou-se, mas nenhuma palavra saiu, apertou os olhos e fugiu dali, desejando nunca ter o seguido.

(...)

Já eram seis da tarde e Kayn finalmente estava voltando para casa depois de ter passado tanto tempo apresentando na escola e aguentando as baboseiras de Zoe. Estava exausto.

Carregava sua mochila como se estivesse cheia de tijolos e mal prestava atenção por onde andava, nem se incomodava com isso também.

A rua estava vazia e silenciosa, poucos carros passavam por perto e dificilmente ouvia-se latidos de cachorros ou qualquer outro ruído. Definitivamente nada poderia arruinar essa paz momentânea.

— Achei você. — uma voz familiar ecoou pela rua, mas o moreno a ignorou, acreditando que não se tratava dele. — É você mesmo, Kayn.

Virou seu corpo todo para olhar para quem o chamava: uma garota de longos cabelos negros e um olhar penetrante o encarava. Arqueou uma sobrancelha, por algum motivo sentia que já tinha a visto antes.

— Quem é você?

Ela gargalhou, como se já esperasse essa pergunta, e se aproximou até manter uma distância saudável entre eles.

— Não se lembra de mim? — sorriu. — Te conheço desde criança.

— Conheci muitas pessoas. — ironizou. — Por que eu deveria me lembrar de você em específico?

— Eu imaginei que diria isso. — ela disse, enquanto colocava a mão dentro da gola de sua blusa. — Por isso eu vim com isso!

Puxou uma corrente pendurada em seu pescoço, preso a ela encontrava-se um pingente prateado em formato de um pequeno pombo voando.

Ele arregalou os olhos quase instantaneamente ao imediatamente reconhecer aquele pingente.

Os flashbacks voltaram para lhe amaldiçoar, causando-lhe dor de cabeça.

— Espera... Você é...

“A partir de agora, você é livre, nunca mais deixe ninguém te aprisionar. Voe como esse pequeno pombo para longe daqui. ”

Ela sorriu, o corpo da garota em frente ao crepúsculo fazia ela parecer uma obra de arte, como um quadro recém pintado.

Ele não podia acreditar.

— Irelia?!


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui! Eu espero vocês no próximo capítulo!



Kido.


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