História Atear-me-iria - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Adolescência, Angst, Bts, Jimin, Misantropia
Visualizações 31
Palavras 265
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - As condolências á-toa


Fanfic / Fanfiction Atear-me-iria - Capítulo 1 - As condolências á-toa

Deveria ter desconfiado quando entrei na maldita adolescência, será uma boa fase, eles diziam com um sorriso cúmplice pingando veneno pelos cantos. Minhas tendências sofreram tantas mutações, do emo ao incrédulo para o hippie leitor de voz serena. Às vezes, ponderando sobre, eu sinto que todas essas máscaras de nada serviram.

Os 14 anos foram conturbados, meu ser sofreu modificações, tornei-me o que sempre desprezei aos 15. Ano seguinte já chorava na escada ou nas barras que separavam o andar da gravidade, vendo os meus amigos entorpecidos pelas drogas e o álcool. Dizíamos que o nosso fim seria em conjunto, porque a verdade era que nenhum de nós queria estar vivo.

Conheci as lâminas, mas de nada elas serviram a não ser deixar marcas embranquecidas em meu pulso esquerdo e o repúdio de mim mesmo. Fracassado, eu dizia frente ao espelho.

Era uma cachoeira ambulante, chorando em ônibus e nas aulas de química até ter que sair antes que a pedagoga viesse encher o meu saco. Dormir na casa do amigo até os efeitos dos remédios passarem e à noite chorar sem imitir nada.

Então passei a ter medo da escola, quantas vezes faltei aos turnos. Fingia de tudo, nas aulas sentia o desespero corroer-me como ácido em meu interior apodrecido, desejava fugir.

Logo, anos depois me encontro na mesma merda, desejando ficar frente a um carro em movimento, engolir as pílulas rosadas da garagem, pedir por um fim onde explodo feito uma estrela insignificante ao Cosmos. 

Eu sou tão vil por odiar tudo, especialmente a mim mesmo. Desejo atear-me ao fogo e virar meras cinzas sob o barro imundo.


Notas Finais


Eu sou uma idiota, vou apagar isso


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