História Atelofobia - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), BLANC7
Personagens Jean Paul, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Shinwoo, Spax, Suga, Taichi, V
Tags Abo, Jikook, Lobos, Namjin, Songfic, Sugahope, Yoonseok
Visualizações 20
Palavras 1.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão pelo atraso.
Perdão se tiver alguns errinhos. Estou sem tempo pra quase nada, e por isso não pude revisar. Mas em breve tudo estará perfeito ^^
Boa Leitura.

Capítulo 2 - Medalha


- Só um minuto Senhor!

Eu já nem contava quantas vezes pedia educadamente por calma, naquele pequeno período de tempo em que a bebida era produzida atrás do balcão. E também já me sentia levemente estressado por tamanha pressa e desespero por parte daquele garoto alfa que batia seus dedos finos freneticamente sobre a pequena mesa de madeira, oque me causava um enorme incômodo.

Quando por fim ouvi o leve som do bipe anunciando que o café estava pronto, caminhei rapidamente até a máquina, colocando a xícara sobre a bandeja de prata, levando-a em seguida até a mesa do garoto estressado que me encarava com tamanho desdém.

Tentei inutilmente sorrir amigavelmente enquanto lhe servia, sendo agraciado por um obrigado que eu custei a acreditar ter ouvido vindo de alguém tão grosseiro, porém que me deixou de certa forma feliz.


Viver todos os dias sempre da mesma forma, era de fato muito cansativo.

Eu vivia apenas em função da pequena cafeteria e de meu irmão Jeon.

Desde que nossos pais se foram, eu fiquei responsável não só pelo estabelecimento, como também pelos estudos do menor que era pago todo o mês parte por mim, parte pelo dinheiro que os mais velhos nos deixaram.

No início foi mais difícil fazer o garoto aceitar minha ajuda, pois ele alegava que eu também tinha sonhos e planos e que assim como ele, eu deveria realiza-los.

E de fato eu tinha, mas não podia me dar ao luxo de pensar em mim. Pelo menos não naquele momento em que eu tinha que assumir tantas responsabilidades e uma delas, era jamais abandonar aquele pequeno ômega à quem eu chamava com tanto orgulho de irmão.

A verdade é que eu sempre estive cuidando e protegendo o ômega que apesar de parecer maduro e responsável, não passava de uma criança doce e amável que acabou infelizmente conhecendo a dor do abandono e rejeição enquanto ainda era um bebê.

Os pais biológicas do Jeon eram apenas estranhos para mim. Na verdade nunca fiz questão de conhece-los desde que soube oque fizeram com ele através de minha querida omma.

Eu prometi em frente a sua lápide que iria cuidar para que ele nunca mais pudesse  se sentir sozinho, e que sempre estaria ali para ajudá-lo a ser um alguém que certamente deixaria ambos orgulhosos. Eu sempre seria o seu porto seguro.


Um barulho estranho foi ouvido me tirando de meus devaneios, e só então notei pela vidraça extensa da janela, que pequenas gotas de chuva molhavam o vidro anunciando o início de uma chuva.

Eu adorava a chuva por muitos motivos, e um deles era o fato de me fazer lembrar de memórias tão felizes que criei junto ao pequeno Jeon, anos atrás quando nossos pais ainda podiam nos ver brincar sobre a densa neve que cobria o imenso jardim de nossa casa.

O som que as pequenas gotas produziam ao tocar o telhado me acalmava de tal forma que nem ao menos pude notar quando mais um cliente havia chegado um pouco molhado devido a chuva.

Porém reconheceria seu típico cheiro de laranja, a quilômetros de distância, e foi inevitável não sentir toda aquela raiva voltar aos poucos me fazendo grunir baixinho, oque não passou despercebido pelos clientes que reclamavam, e que passaram a me olhar com certo medo.

Imediatamente me desculpei com um sorriso amarelo, me amaldiçoando internamente  por ter tido aquele tipo de atitude, e também me surpreendi com audácia dele voltar aqui depois de tudo que fez.

Rapidamente e um tanto quanto incomodado, caminhei até o garoto alto de capuz cinza que acabou por sentar-se na mesa próxima a janela que à pouco eu observava, focando assim sua visão na rua que lentamente começava a escurecer devido ao horário.

Me curvei minimamente retirando do bolso o pequeno bloco de anotações, juntamente a caneta, e após tossir levemente consegui sua atenção.

- Boa tarde senhor, o quê deseja? - Talvez estivesse explícito demais o quanto a presença dele me deixasse incomodado, tanto que nem ao menos me dei o trabalho de lhe cumprimentar como antes fazia, enquanto pronunciava tais palavras com tamanho desinteresse.

Eu não fazia questão de ser gentil, ou amigável com ele e isso pareceu ter lhe incomodado também, já que o mesmo se atreveu a tocar minha mão após retirar o capuz que cobria seu rosto, sorrindo de uma forma me causava ainda mais vontade de lhe chutar para fora.

- Yooni-ah, por favor... Poderia pelo menos me dar um oi? Nós temos que conversar. E eu preciso muito te contar algo importante. 

Eu não queria ser grosseiro com ele, mas acabei retirando minha mão de forma brusca de seu contato, revirando os olhos em seguida.

Realmente ele só deveria estar testando minha paciência como deveria gostar de fazer sempre.

Uma risada um pouco alta demais, acabou deixando meus lábios, irritando o de fios rosados que bateu na mesa, completamente irritado me perguntando oque tinha de tão engraçado ali, oque acabou fazendo o meu sangue ferver imediatamente.

- Pare de agir como um imbecil Yoongi! Por acaso acha que sou algum palhaço?

Seus gritos já ecoavam pelo recinto me instigando a querer avançar sobre sua jugular.

 - Talvez se não fosse tão idiota assim eu ainda estivesse ao seu lado. Mas não! Você se acha o melhor cara do mundo,  somente por proteger aquele outro idiota do seu falso irmão que nem ao menos tem o seu sangue.

E de todas as coisas que ele poderia fazer para me irritar, ele usou a pior de todas elas que era usar o Jeon. Aquilo era o estopim para mim. E ele pagaria por ter pronunciado o nome dele.

- Como ousa.... Oque você pensa que está fazendo seu babaca? -E por fim eu acabei chutando para fora os últimos resquícios de sanidade e paciência que existia em mim, fazendo-me desejar lhe socar o rosto, ao levantar seu corpo magro de uma vez da cadeira em que estava sentado.

- Qual é a droga do seu problema?, não me venha com essa de novo! Você não se cansa de ser chutado? - Eu podia sentir o cheiro de medo que cobriu toda aquela estrutura, e os pequenos murmúrios que me pediam inutilmente para parar, no momento em que eu movido completamente pela raiva acabei usando minha voz de alfa.

Meu sangue praticamente fervia em minhas veias enquanto eu apertava o colarinho da blusa do garoto que não estaba diferente do restos dos ômega e alguns poucos betas que se encontravam ali.

- Yoongi... Por f-avor... não grita... Isso dói... -O menor levou ambas as mãos até as orelhas, na intenção de abafar aquele som, mas o seu gesto somente me deixava ainda mais furioso.

Porque ele simplesmente pedia por aquilo, toda vez que voltava a me procurar depois de ter me traído com alguém que me jurou uma amizade e acima de tudo lealdade, a tantos anos atrás.

A situação parecia que iria sair do controle a qualquer momento. E enquanto uma parte racional de mim me mandava parar e apenas coloca-lo para fora, a outra, o lúpus, me mandava machuca-lo e lhe dar uma lição por ter ousado levantar a voz para mim.

E em meio aquele caos, algo me roubou totalmente a atenção daquele momento.

Do outro lado da rua, através da vidraça da janela, mesmo com toda aquela neblina que cobria parcialmente a vista de fora, eu pude ver que três homens altos e aparentemente fortes, batiam em um garoto um pouco mais baixo cujo rosto era coberto por um boné. E então em um lapso de memória, eu lembrei de tê-lo visto andando mais cedo pelos arredores enquanto falava no celular.

O mesmo trajava um moletom preto e calça da mesma cor e parecia segurar algo em sua destra, que logo em seguida lhe foi arrancado com tamanha brutalidade. E oque veio em seguida foi apenas uma série de espancamento conta o menor que nem ao menos fazia o mínimo esforço para se defender, ele apenas recebia golpe após golpe como se seu corpo estivesse apenas morto.

O garoto acabou caindo sobre o chão sujo e molhado, e antes de irem embora, um deles acabou desferindo um último chute contra o abdômen do menor que se contorceu devido a dor.

Eu não sabia oque estava fazendo quando larguei o garoto que antes havia me irritado,e apenas corri o mais rápido que pude até onde seu corpo continuava jogado.

Acabei sendo notado pelos homens que rapidamente sumiram de vista após adentrarem um veículo aparentemente sem placa, oque me deixava mais intrigado ainda à cerca do que tinha acontecido ali.

Meu coração palpitava freneticamente, enquanto as gotas da chuva que se tornava cada vez mais forte encharcavam todo meu cabelo e roupa.

Com um pouco de cuidado me ajoelhei próximo ao corpo encolhido sobre o chão que estava virado de costas para mim.

Seu cheiro estava muito fraco, e eu praticamente não podia senti-lo. Temia que o pior tivesse acontecido já que o mesmo não demonstrava nenhum sinal que pudesse me fazer pensar o contrario. Então com mais cuidado ainda, levei minha mão até seu ombro no intuito de toca-lo, mas antes mesmo que pudesse fazê-lo fui surpreendido por dedos finos e gelados que agarraram minha mão me impedindo de chegar mais perto.

- Alfa...V-você não ouse tocar em mim... -Eu não sabia de onde, mas sentia que conhecia aquela voz, que mesmo tão fraca me trouxeram algumas lembranças.

- Quem é você? oque fez para aqueles homens?

O silêncio foi tudo que recebi, então pensei que ele talvez só não tivesse escutado, porém antes mesmo que pudesse voltar a insistir sobre quem aquele garoto era, senti o aperto antes um pouco forte de seus dedos sobre minha mão se afrouxar e cair sobre o asfalto molhado, me causando tamanho desespero.

- Hey? Hey você está me ouvindo?

Puxei seu corpo para meu colo, e durante o processo notei que uma pequena corente com uma medalha dourada estava presa à seu pescoço, e movido pela curiosidade, acabei lendo as pequenas gravuras sobre a mesma.

Para o meu pequeno garoto ♡ Jung Hoseok.

- Hoseok?... Então esse é o seu nome...



Notas Finais


Bye ;u;


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