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História Atemporal - Capítulo 1


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Notas do Autor


então anjos, voltei com essa estória nova e espero que gostem. vou tentar não demorar tanto pra atualizar pq quero concluir logo e nem quero prolongar muito a fic.

Capítulo 1 - (Re)encontro


Era relativamente cedo quando Baekhyun fora obrigado a abandonar os braços de morfeu naquela manhã ensolarada de Segunda-feira.

O chorinho ainda calmo de bebê que mesclava-se à contente sinfonia dos pássaros e a longuiqua algazarra produzida pelos motores dos carros da grande cidade, o fizeram despertar rapidamente e seguir a passos desengonçados em direção ao quarto da coisinha mais preciosa de sua vida. Byun Yuan. Ou como o próprio Baekhyun adorava apelidá-lo, seu despertador natural.

Apesar de não ser uma pessoa matutina, o Byun mais velho tivera que se adaptar a rotina de pai solteiro e aos horários de sua cria, que nem mesmo aos fins de semana deixava-o dormir até um pouco mais tarde. Yuan parecia ter uma espécie de relógio biológico, mesmo sendo tão novo, que não o permitia prolongar seu sono e sempre o despertava às seis da matina. Desta forma, o loiro via-se sujeito a acompanhá-lo, uma vez que, o pequeno geralmente acordava esfomeado e por vezes com a fralda cheia.

Sendo o pai coruja que era, o Byun nem mesmo conseguia ficar estressado ou algo do gênero quando ouvia o choro manhoso ecoar pelo apartamento de tamanho modesto, muito pelo contrário, ele até sorria meio bêbado de sono, pois sabia que ao chegar no cômodo pouco espaçoso a carinha de choro daria espaço a um sorriso largo e cheio de dentinhos. E no momento presente foi exatamente o que veio a acontecer.

Ao adentrar o quarto tomado pela temática do céu azul, os breves soluços e fungadas que outrora podiam ser ouvidos cessaram-se instantaneamente, para então um sorriso quente e receptivo nascer nos lábios carnudinhos.

Ah, e como Baekhyun amava assistir aquele ato simplório. Era como se o próprio sol tivesse lhe presenteado com um pedacinho de sua energia. Por outro lado, aquele sorriso lindo também lhe aquecia o coração por enviá-lo diretamente à lembranças ligadas a uma única pessoa. Ao homem que mesmo involuntariamente, lhe deu a maior benção de sua vida.

— Bom dia, meu amor. — O progenitor saudou ainda preguiçoso e aproximou-se da mini cama montessoriana. Num piscar de olhos seu pinguinho de gente colocou-se de pés sobre o colchão e moveu-se para agarrar as pernas levemente torneadas do maior.

— Bodia, papai. — Respondeu de forma carinhosa e meio abafada no momento em que fora pego no colo e espremido pelo abraço caloroso do loiro.

— Acordou com fominha, num foi? — O garoto assentiu freneticamente. — E o que meu bebê quer comer?

— Sovete de molango... — Ditou em tom alto e animado, levando o homem que o espectava a rir baixinho.

— Mas o papai já explicou pra você que não podemos comer bobagens no café da manhã, amor. — Tornou a explicar enquanto dirigia-os em direção ao banheiro, a fim de escovar os dentes do menor e os seus também.

— Não pode? — Questionou com um bico presente nos lábios cheinhos.

— Não, mas talvez eu deixe a senhora Naomi te mimar com sorvete de morango e outras porcarias na hora do lanche.

A animação do pequenino duplicou-se com a recente notícia. Além de poder comer aquilo que mais gostava, iria passar o dia inteiro sendo paparicado pela vizinha de meia idade, que mesmo sem ter a intenção acabou por ocupar o lugar de sua avó biológica.

Na verdade, se Baekhyun fosse parar e refletir, todos os membros de sua família, exceto Yuan, eram provindos de laços do coração, sem nenhum vínculo com DNA. Porém, de certa forma, relações assim lhe pareciam melhores e muito mais gratificantes do que as biológicas.

Nenhum familiar de seu sangue havia feito por si o que as pessoas presentes atualmente em sua vida tinha feito. Muito pelo contrário. O escorraçaram de casa no momento em que mais precisou de apoio, não tendo nem mesmo a preocupação de perguntar se o loiro tinha um teto para abrigá-lo ou se tinha como se manter e ao bebê que esperava.

Baekhyun não esperava que seus pais passassem a mão por sua cabeça e lhe dissessem que aprovavam sua situação, claro que não, ele sabia que havia errado, ainda mais por ter engravidado do cara que iria se casar com seu amigo de infância. Entretanto, o Byun mais novo sempre fora um filho e um aluno exemplar. Cursava em uma das melhores universidades da Coréia e ainda mantinha um emprego de meio período para ajudar seus pais com as despesas de casa, então no mínimo ele deveria ter recebido pelo menos a compaixão dos progenitores. Contudo, recebeu apenas o título de vergonha da família.

Atualmente o loirinho via-se sendo eternamente grato pelas pessoas que o receberam de braços abertos e sem cerimônias em Tóquio. Se não fosse por elas estaria vivendo em qualquer sarjeta juntamente a seu filho, isso se estivessem vivos.

Adachi Yuto, que antes era um simples amigo do meio virtual, mostrou-se ser um irmão e amigo de todas as horas. Foi pro japonês que Baekhyun legou desesperado quando não tinha mais a quem recorrer, e este pegou o primeiro voou para Coréia sem nem pestanejar e foi ao seu encontro. Ao encontrá-lo não houve questionamentos, repreensão ou julgamentos, Yuto apenas amparou-lhe e prometeu ajudá-lo e a criança que iria nascer.

Sem muitas alternativas de escolhas, o Byun aceitou ir morar no Japão juntamente ao mais novo que na época havia acabado de assumir os negócios de sua família. Já no país obteve o emprego de secretário que pagava mais do que deveria, fora presenteado com um pequeno apartamento no centro e de brinde um companheiro fiel.

Conhecer Naomi e as outras pessoas que eram próximas de si e do filho fora uma feliz consequência de sua vivencia em Tóquio. Sendo assim, Baekhyun podia dizer que nada lhe faltava. Tinha uma mãe portiça que lhe dava broncas quando errava mas também o acalentava em momentos de fragilidade, esta mesma paparicava seu filho e o tinha como seu neto; tinha amigos verdadeiros e uma vida estável, mas seu coração lhe dizia que ainda faltava um peça em seu quebra-cabeça. E tal peça talvez já estivesse casado e planejando sua própria família, sem ter o conhecimento de que uma noite de bebedeira e muitas revelações gerou uma consequência linda, que atendia por Byun Yuan.

Mesmo que ainda fosse perigoso e Baekhyun tivesse muito medo do que os progenitores do outro pai de seu filho pudesse fazer contra si e seu pequeno, ele ainda sonhava que um dia Park Chanyeol recebesse a notícia de que ele havia ido embora do país carregando um fruto de ambos na barriga.

Faltava um pouco mais de meia hora para o seu horário de trabalho quando batidas leves foram depositadas em sua porta. Já sabia de quem se tratava do outro lado então Baekhyun nem mesmo preocupou-se em olhar através do olho mágico, simplesmente abriu e sorriu para a mulher que aguardava do lado de fora.

— Oh, bom dia querido. — Mulher de quase fios grisalhos aparentes saudou e adentrou a sala que fazia divisa com a cozinha. — Me atrasei?

— Na verdade não, a senhora chegou um pouco antes até. — Ditou relaxado e sorriu quando a mais velha se aproximou de seu pinguinho de gente e o pegou no colo, para então enchê-lo de beijos e cócegas.

— Que ótimo, então. — Ela sibilou ao mesmo tempo em que dedicava a fazer o neto rir. — Está bonitão hoje... — Comentou, desta vez analisando-o com um sorriso. — Acontecerá algo de diferente na empresa?

— Sim. — Suspirou dramático antes de prosseguir. — Hoje conheceremos o novo sócio e acionista majoritário. Tive que tomar cuidado com a escolha de roupa, não quero passar uma má impressão ou fazê-lo pensar que sou tratado diferente dos outros funcionários só porquê o chefe é meu melhor amigo.

— E não é? — Indagou ela, ainda sorrindo e com uma sobrancelha levantada.

— Um pouquinho só, mas ele não precisa saber disso agora. — Disse catando suas coisas, para logo sair. A mais velha riu. — Mas eu não estou nada exagerado, né? Também não quero que ele pense que trato o trabalho como uma passarela de moda.

— Você está ótimo, meu bem. Aliás, lindo como sempre. — Um leve rubor vermelho tomou conta das bochechas pálidas do Byun e ele agradeceu o elogio com um sorriso meio envergonhado. — E não pense tanto na primeira impressão que irá passar ao novo sócio, impressões mudam. Não se chateia com isso.

— Obrigado, Naomi. — Aproximou-se para deixar um beijo de despedida na mulher e em sua cria. — Vejo vocês mais tarde.

— Até a noite, querido.

.......

Quando as portas metálicas do elevador enfim se abriram, Baekhyun as atravessou apressadamente com os olhos presos em seu relógio de pulso. Cumprimentou superficialmente as poucas pessoas que cruzaram seu caminhou e seguiu em direção a sala da presidência.

Anunciou sua entrada com leves batidas na porta e quando finalmente adentrou a vasta ambiência, suspirou aliviado por apenas encontrar o amigo sozinho ali.

— Dez minutos atrasado, Baekhyun. — Yuto murmurou e logo o menor fechou a cara. — Confesso que estava rezando para que você se atrasasse ainda mais e apenas chegasse quando o nosso novo sócio estivesse aqui. Seria bom vê-lo passar vergonha na frente de mais um sócio.

— Rezou pro santo errado, otário. — Revirou os olhos. — E o trânsito essa manhã estava uma loucura, não tive culpa.

— Uma pena pra mim.

— Odeio você. — Murmurou já sentado na cadeira de fronte a mesa que o outro ocupava.

— Poupe-me com suas falsas declarações de ódio, Byun. Nós sabemos que você não viveria sem a minha ilustre presença. — O menor bufou em resposta. — E quanto a Yuan? Com quem ele está hoje?

— Com a senhora Naomi. Ela é a única pessoa em que ele se sente bem para ficar sem mim. — Ditou estando um pouco pensativo. — Até agora ele não se adaptou a nenhuma creche e a nenhuma babá. Eu não sei mais o que fazer e a senhora Naomi não pode olhá-lo todos os dias.

— Você sabe que pra mim está tudo bem se você resolver trazê-lo todos os dias, certo? — O homem voltou a frisar seu consentimento quanto àquilo. — O Yuan nunca nos atrapalhou por aqui, muito pelo contrário, ele é uma criança comportada e todos gostam muito dele. Podemos até mesmo contratar uma babá para cuidar dele aqui se for o caso.

— Eu não sei... Já abusei e abuso demais da sua boa vontade Yuto.

— Não existe abuso, Baekhyun. — Interrompeu-o antes que ele negasse totalmente sua ideia. — Se estou sugerindo é porquê não tenho problema algum com isso.

— Mas o novo sócio pode não gostar de ter uma criança de dois anos aqui presente.

— Se ele não gostar, deixe que com ele eu me resolvo. O sobrinho é meu, a empresa também e ninguém tem nada haver com isso.

Ambos sorriram com a resposta dada e quando Baekhyun resolvera agradecer o japonês pelo apoio que ele sempre vem lhe dando, batidas novamente foram depositadas na grande porta de madeira.

— Oh, deve ser ele. — O empresário murmurou e então ambos colocaram-se de pés para receber o mais novo integrante daquela empresa. — Entre.

No instante em que a porta fora aberta, o Byun esperava qualquer tipo de homem rico e mesquinho. Esperava até mesmo um velho ranzinza e viciado em café. Mas não estava preparado para receber um homem lindo e tão jovem quanto si próprio. E estaria tudo bem se o novo acionista minoritário da empresa fosse apenas bonito e juvenil, mas a situação toda tomara uma proporção monstruosa no momento em que reconhecera que aquele homem alto era nada mais, nada menos que o pai de seu filho e personagem principal de seus sonhos mais felizes.

Assim que fechou educadamente a porta da sala espaçosa e dirigiu seu olhar aos presentes, o sócio também pareceu reconhecer uma daquelas figuras, uma vez que, seus olhos naturalmente grandinhos dobraram de tamanho e o corpo que outrora desfilava com confiança estagnou no meio da sala.

Ambos encaravam-se completamente surpresos e descrentes que voltaram a se encontrar no momento e lugar mais inesperado. Mas de toda forma o Byun já imaginava que o Park tivesse se tornado um empresário bem sucedido, afinal os pais dele haviam o chutado da vida do maior exatamente para não atrapalhar seu futuro promissor.

Porém Chanyeol, bem... Ele imaginava topar com o loiro em qualquer canto da terra menos em seu recém local de trabalho e no país em que ele imaginou poder arrancar Byun Baekhyun de uma vez por todas de seus pensamentos.

Baek?

Fora a única palavra que atraveu-se e conseguiu dizer enquanto fitava os olhos castanhos e levemente marejados do menor.


Notas Finais


Tentem relevar qualquer erro, apenas dei uma lida rápida no capítulo então deve haver vários erros nele, mas prometo revisar em outro momento.

E se não for pedir muito, pfv deixem um comentário dizendo o que vcs acharam até então da história.

obg por ler e até a próxima att


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