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História Atenção! Procura-se o amor da minha vida! -Universo ABO - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Desde já agradeço pela sua atenção e peço, antecipadamente, desculpas por qualquer erro aqui cometido.

Capítulo 9 - Eu odeio isso.


               -Dia seguinte-


Cain acorda com o som do celular tocando e o atende sem ver quem era.

-Que foi? -Pergunta sonolento.

~Cain? Você tá bem?

-Quem é que tá falando?

~O teu namorado. Por que não respondeu minhas mensagens? -Indagou com preocupação na voz.

-Eu tô bem. É que eu acabei de acordar. -Fala sentindo seu corpo esquentar ao saber que era Peter. -Bom dia, à propósito.

~Cain, já é quase uma da tarde. Você dormiu a manhã toda?

-Uma?! Nossa...

~Eu posso ir na tua casa?

-Aqui? Hoje?

~Sim, hoje. Você tá bem?

-Eu tô. Eu tô. Só que... Pode ser outro dia? -Pergunta correndo para o banheiro.

~Mas eu quero te ver hoje... Só alguns minutinhos, por favor. -Pede manhoso e o corpo de Cain esquenta ainda mais.

-O-olha... Não é uma boa. T-tem que ser outro... dia. Haa... -Suspira sentindo a água fria bater em sua pele.

~O que você tá fazendo?

-Tomando b-banho. -Fala num sussurrou devido ao choque da água fria com a pele quente.

~É? Então quer dizer que você tá sem nada de roupa? -Indaga com voz maliciosa e sensual, fazendo o ômega ficar com a respiração acelerada.

-Peter, não fala... isso. -Suspira tentando controlar seus hormônios.

~Por que não? Você já tá duro? -Pergunta com voz rouca e solta uma risada baixa.

-E-eu... Eu vou desligar! -Fala desperado e encerra a ligação em um impulso. -Oh, deus...

O ômega termina seu banho demorado e vai até seu quarto, logo pegando uma muda de roupas e os supressores e desce para o porão, encontrando com sua mãe entrando na residência.

-Mãe, eu tô indo pra o quarto! Não deixa ninguém vir aqui de jeito nenhum! -Fala desesperado e desce assim que sua mãe concorda.

-Ah... Me dói o peito ver ele assim. -A beta suspira trancando a porta da casa e logo descendo até o porão. -Filho? Quer alguma coisa?

~Tranca. Por favor, tranca a porta por fora também! -Pede em frente à porta de vidro temperado do quarto.

-Tem certeza? Já fazem anos que isso não é necessário. -Pergunta receosa.

~Sim! Por favor, mãe.

-Tudo bem. -Suspira em concordância e logo tranca a porta. -Vou fazer um café para você, querido. -Fala sorrindo ternamente e logo deixa o ômega sozinho.

Cain toma um supressor e se deita na cama, logo pegando seu celular e abrindo suas mensagens.

-Nossa. Ele mandou muita mensagem. -Fala admirado ao ver a quantidade de mensagens que Peter enviou. -Só coisa inútil. -Suspira com um sorriso de canto.



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Cain estava completamente desnudo e com o corpo em chamas. Sentia tanto tesão que não conseguia aguentar. Suas orelhas já tinham dado lugar as do lobo e sua calda havia aparecido, junto com garras afiadas e os olhos amarelos.

Essa era a parte que Cain mais detestava; não poder se controlar e ceder ao seu lobo interior. E o pior era que ele estava recém no primeiro dia de quase duas semanas.

O ômega começou a se tocar com rapidez e força, tentando buscar seu prazer logo. Aquilo tudo sempre acabava consigo...

Ter que se trancar em uma cela de metal durante todo seu cio sem poder ver nenhuma pessoa, ter que aguentar as dores de seu interior e o tesão incessante que o fazia queimar. Era tudo tão doloroso. Nesses momentos, Cain desejava ser um ômega normal. Nunca gostou de como seu corpo reagia à determinadas coisas. Se sentia alheio a todos ao seu redor.

Com um gemido alto e arrastado, o ômega chegou ao seu ápice mais uma vez naquela tarde, caindo exausto na cama e com marcas por todo seu corpo.



            /Quebra de dias/

     -Duas semanas depois-


O ômega estava finalmente bem e podia sair daquele quarto. Sentiu-se extremamente aliviado quando pôs os pés fora de casa e inspirou o ar puro da rua.

-Você tá bem, filho?

-Ótimo! -Diz sorrindo para a beta e beija sua bochecha. -Viu meu celular?

-Sobre isso... Tenho uma boa e uma má notícia. Qual você quer primeiro?

-A boa.

-Tudo bem, a ruim. Você quebrou seu celular enquanto estava no quarto. Mas, a boa notícia, seu pai comprou outro no dia seguinte. Aqui. -Diz lhe entregando o aparelho.

-E meu chip e cartão de memória?

-Já os coloquei aí. Está tudo em ordem. -Fala sorrindo.

-Eu te amo, mãe. -Diz a abraçando.

-Eu fiz café. Deve estar morrendo de fome.

-Muito!

-Vamos comer, então.

Cain segue a beta para dentro da casa e se senta à ilha da cozinha.

-Ah, seu namorado veio aqui todos os dias em que você esteve no quarto. Ele parecia tão preocupado... Mas aí eu disse o que você estava passando e ele se acalmou, mas ainda vinha todos os dias. -Fala o servindo de café.

-Meu deus! Como eu esqueci?! Eu não avisei ele... Droga! -Pragueja dando um soco no mármore da ilha.

-Ei, só não vai quebrar! Está tudo bem, filho. É só ligar para ele depois... Mas agora trate de comer! E coma tudo, hein! Eu tenho que ir trabalhar, meu amor. Até mais. -Fala beijando sua cabeça e sai.

Cain liga o novo celular e vê diversas mensagens de Gabriel, Marcos e, principalmente, de Peter.

-Caralho! Já é dia vinte e oito! -Exclama surpreso. -Eu odeio isso... -Suspira abrindo suas mensagens.


#Gabriel

*E aí, Cain! Eu sei que você deve tá trancado e ocupado agora, mas é só pra avisar que o trabalho foi remarcado. Ah! Você pode fazer a prova quando voltar, a professora falou.*

*Cain, mano, você não vai acreditar na merda que teu primo fez! Quando tiver descocupado, manda uma mensagem que eu te falo.*

*Você perdeu o torneio de futebol, só pra avisar.*

*A cafeteria agora vende sorvete!*

*Uma semana já foi... Advinha quem começou a aparecer todo dia e comer com a gente na cafetaria? Isso mesmo, o Peter. Ele trouxe até um amigo.*

*Cara, eu quero matar teu namorado. O amigo dele tá dando em cima da minha irmã!*


...


#Marcos

*E aí, primo! Eu usei aquilo com ele. Foi muito engraçado! Quando der, eu te conto como foi!*

*Se o Gabriel te falou alguma coisa sobre mim, esquece que é mentira.*

*Nossa! O Gabriel vai matar esse Edu, amigo do Peter! Ele tá dando em cima da Lizzy descaradamente! Depois eu te conto como tudo aconteceu.*

*Agora tem sorvete na cafeteria, esqueci de falar antes.*


...


#Peter

*Cain? Por que desligou a chamada? Desculpa se eu fiz algo que você não gostou.*

*Ei, não vai ver nem as mensagens?*

*Cain, eu tô ficando preocupado.*

*Cain?*

*Eu vou aí na tua casa.*


...


*Sua mãe me contou o que houve... Espero que você fique bem. Ela parecia tão aflita.*


...


*Espero que tenha uma boa noite, meu amor. Tô com saudades.*


...


*Bom dia, meu pequeno. Sonhei com você.*


...


*Boa tarde, pequeno. Vou passar aí na tua casa.*


...


*Boa noite, pequeno. Eu conheci teu pai. Ele é legal, mas me assustou um pouco. Te amo.*


...


*Bom dia, meu amor. Quero te ver...*


...


*Boa tarde, pequeno. Eu tenho passado mais tempo com teus amigos, sabia? Descobri todos teus podres. Hehe...*


...


*Boa noite, meu amor. Hoje eu fiz um trabalho bem chato na faculdade, mas tirei nota máxima. Te amo.*


...


*Bom dia, Cain. Eu tô morrendo de saudade.*


...


*Queria ouvir tua voz.*


...


*Eu te amo, meu pequeno.*


...


*Hoje eu vi um gato muito fofo! Ele me lembrou você.*


...


*Eu não sei se consigo aguentar tanto tempo sem te ver.*


...


*Meu amigo se apaixonou pela irmã do Gabriel quando a gente se esbarrou no shopping. Teu amigo quer me matar. Beijos, te amo.*


...


-Nossa... Ele é tão fofo. -Fala num sussurro para si e sorri bobo. -Vou avisar que já tô melhor.

Cain envia uma mensagem para cada um e termina de comer, mas ainda fica com fome.

Assim que o ômega termina de arrumar as coisas que sujou, ouve batidas na porta e vozes dentro de sua casa.

-Não esperam mais, não? Mal educados. -Braveja indo até a sala e dá de cara com Gabriel, Marcos e Peter.

-Cain... -O alfa sussurra e sente seus olhos úmidos, logo correndo para o menor e o abraçando. -Eu senti tanta saudade! Meu peito doeu tanto!

-Eu também! Eu te amo! -Fala com voz chorosa e aperta ainda mais o abraço.

-Então... Vamos na cafeteria ou não? -Gabriel pergunta cortando o clima.

-Gosta de estragar o momento, néh?! -Cain braveja revirando os olhos.

-Também é bom te ver... Agora vamos, porque eu sei que você tá morrendo de fome. -Gabriel fala abrindo a porta. -Consegue caminhar até lá ou quer ir de carro?

-Acho que dá pra ir a pé. -Fala passando pela porta.

-Carro, então. -Marcos e Gabriel falam ao mesmo tempo. -Então o Marcos vem comigo e você vai com o Peter. A gente se encontra lá.

-Aham.

O ômega entra no carro de Peter e Marcos no de Gabriel e partem na direção da cafeteria.

-Eu tava com saudades. -O alfa fala e beija o menor carinhosamente.

-Eu também. -Sorri ternamente para o maior e inicia outro beijo.


Notas Finais


Novamente agradeço pela sua atenção e peço desculpas por qualquer erro aqui cometido.


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