História Atípico - Capítulo 10


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Categorias EXO
Tags Cartas, Chenmin, Menção Chanbaek, Misofobia, Toc, Xiubaek, Xiuchen
Visualizações 84
Palavras 3.120
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eai guys, já estamos na reta final dessa história, hm? Oq estao achando?

Esse capítulo é polêmico em vários sentidos, espero que gostem, meus diabinhos.

Boa leitura

Capítulo 10 - Capítulo Nove


Eu tinha roupas contadas e organizadas. As camisetas, as blusas de frio e calças.

As camisetas eram separadas pelos dias da semana e concordando com os dias de lavar a roupa. De quinta a domingo eu usava branco e cores mais claras, segunda a quarta eram os tons escuros. 

Seul, Coreia do Sul

Sábado, dia 8 de abril de 2017, 20h07min51s

Eu lia, lia e relia, mas a minha mente voava para outros cantos. Aquele livro numa época passada da minha vida, talvez no final de 2016, eu estaria completamente entretido e feliz. Eu leria com um sorriso no rosto, faria um resumo maravilhoso com duas canetas e minha régua de metal maravilhosa e continuaria relaxado.

Só que isso é primavera de 2017 e mesmo sendo próximo um do outro, muitas coisas mudaram. 

Quando cheguei em casa ontem e liguei completamente angustiado, chateado e cansado para minha mãe, ainda tive que escutar um discurso de 5min08s de que eu tinha mudado muito, me dispersado com as novas amizades e ela tinha certeza que eu virei amigo do Baekhyun. Eu deveria me esforçar nas minhas atividades diárias, minha faculdade, para fazer meu estágio, procurar algum emprego em Bucheon e voltar assim que tudo terminasse; não havia motivo algum de manter amizades e me distrair com isso. Mamãe sempre esteve certa, não seria agora que as coisas mudariam, ela queria o meu melhor, sempre quis.

Proteger, eu tinha que me proteger das pessoas e também tinha que prestar atenção na minha apostila para estudar nesse final de semana. Eu tinha que esquecer das coisas, do Byun, Kim, Do e das cartas... Aish, essas cartas.

Onde minha investigação tinha chegado? Onde a pessoa que me mandaria uma carta por semana estava? Essa semana eu não recebi nada, o que aconteceu? No que Baekhyun e JongDae ajudaram? 

Nada, absolutamente nada. Tudo tinha resultado num grande vazio, eu já não sabia mais o que deveria fazer, se fosse para fazer. Sei lá, era frustrante, eu me sentia, de certa forma, mal. Ok, com ela veio o JongDae, eu consegui pensar de uma forma mais liberal com as coisas, descobri que eu beijei dois homens e que talvez as coisas continuarão dessa forma... Mas ainda era uma coisa que irritava.

E se eu conseguisse me livrar disso de uma forma mais fácil? Como a Taeyeon se livra? E se o mistério ficasse? 

Aish, não, sem condições nenhuma de não descobrir quem é. Quer dizer, o Baekhyun... Espera, em que eu deveria confiar, no final?

O Byun é um caso extremamente peculiar e, se eu disser que não passei essas horas pensando nele, seria mentira. Por que um sentimento de chateação me veio ontem com o grupo da república? Era o mínimo de se esperar dele, uma atitude idiota, quando que minhas opiniões mudaram? Eu não podia confiar, ele era o mais desequilibrado para que me apoiasse. Será que meu subconsciente já considerou ter uma amizade com ele? 

Aish, por que o Baekhyun não era uma pessoa educada e respeitosa? Tudo ficaria bem mais fácil, meus sentimentos talvez estivessem mais claros; mas ele só sabe me confundir e me deixar mal, angustiado. Seguindo a lógica, eu deveria me sentir aliviado por ter me livrado dele, ter desistido de descobrir as cartas por ele. 

Até porque minha confiança nele chegava num ponto onde ele mencionava as cartas e eu me afastava... Agora, por que está tudo tão embaraçado? Por que eu continuei com ele? 

Uma coisa era certa: ou o Byun sabia quem escrevia, ou ele era o próprio remetente. Só que o medo de saber a resposta disso, o medo da decepção, o medo de ter me iludido... Não sei, acho que eu acabei sonhando um pouco de quem poderia ser, e com o tempo o Baekhyun pareceu se encaixar nas pistas. Inteligente o suficiente para saber que eu suspeitaria da república, inteligente o suficiente para me deixar sem rumo e por onde começar. Confesso, eu não sei lidar com tudo isso. 

Não fui exatamente preparado e criado para descobrir esse tipo de mistério tão... Humano. Digo, alimentar esses desejos mais irracionais e inconsequentes nunca foi algo de minha educação. Eu seguia regras, escutava minha mãe e obedecia; isso de longe era algo que me desse experiência com relações externas e de outra vida, outros costumes. E agora as teorias giram em torno de absolutamente tudo, porque meu raciocínio não consegue competir com o mundo social. 

Poderia ser o Chanyeol escrevendo aquelas cartas, poderia ser meu professor de Desenho Geométrico maldito, até o Yixing doidinho pensando que não somos amigos... E não tinha nada que eu pudesse fazer a respeito. Por medo. Simples e puro medo. Sem falar que tinha um pequeno detalhe que eu, de propósito, adorava esquecer: talvez a pessoa não quisesse só a minha amizade, que nem Baekhyun disse. 

Aí que as coisas se lascavam mesmo.

Escutei minha campainha tocar e estranhei, minha mãe costumava vir no começo do mês para discutirmos sobre as contas, mas ela sempre avisou e, sempre chegou bem mais cedo do que agora. Até acelerei meu passo para ver se estava tudo certo com EunHee.

Assim que abri a porta, minha expressão se suavizou mas, ao mesmo tempo, fiquei um pouco irritado.

— O que você ta fazendo aqui, Baekhyun?

O atrevido passou por mim e entrou na sala, ficando no meio dela e olhando em volta. Como se o indivíduo nunca tivesse vindo, tirado minha roupa e me jogado de qualquer jeito na minha cama.

— Vim te buscar para a festa — comentou ainda distraído.

Precisei de um certo tempo para raciocinar e ver se ele falava sério, mas não haveria outro motivo dele estar ali. 

E são por essas atitudes um tanto quanto invasivas que me fazem desistir dele e não lutar para agradar uma besteira do meu subconsciente, que ainda deve acreditar na bondade das pessoas.

— Desculpe, o que você disse? — perguntei só para confirmar mesmo. — Eu acho que você tem algum problema de perda de memória recente para ter esquecido a conversa de ontem, certo?

Fui me aproximando dele, ele de um lado da mesa de centro e eu no outro.

— Algumas coisas eu gostaria que fossem deletadas, mas não tem como — deu de ombros e falou normalmente. — Enfim, vamos.

Baekhyun deu a volta e pegaria no meu braço para  me arrastar, mas eu desviei e o encarei furioso.

— Cara, eu não vou para lugar algum, vou ficar aqui em casa estudando, tive um teste ontem e não me senti seguro, quero estudar. Tchau — apontei para a porta que continuava aberta por um descuido meu.

O Byun não pareceu se alterar nem nada, aliás, continuou com um semblante calmo.

— Não, mas Minnie... Vamos conversar, ficar na festa um pouquinho — tentou insistir.

Aquela atitude era completamente nova e diferente. Ele queria conversar? Ficar na festa um pouquinho? Do tipo casalzinho? Ou pior, amiguinhos?

Vermelho, rosa, branco, rosa. Rosa, vermelho, rosa, branco. Rosa, branco, rosa, vermelho. Branco, rosa, vermelho, rosa.

— Baekhyun, não. Que negócio é esse agora? — estranhei, colocando as mãos na cintura e arqueando a sobrancelha — Somos amigos? Você quer conversar? Já disse para pararmos com qualquer relação que tínhamos.

— E qual o problema de eu querer conversar, Min? Eu só estou me aproximando, a gente "parou" de ter o negócio dos beijos, mas isso não quer dizer que não somos amigos — Baekhyun respondeu na hora.

— Na verdade quer dizer sim que não somos amigos. Eu não quero você perto de mim — expliquei bem direto e claro.

Agora seu rosto tinha mudado. Foi como se o Byun tivesse travado, parado por um momento, e pensado no que falaria. Ele respirou fundo, olhou para porta e depois para mim, demonstrando-se meio chateado.

— Minseok, você vive falando que eu sou um idiota, mas você já olhou para si mesmo? — Seu tom de voz alterou. — Você nunca tentou perguntar para a sua alma o porquê do cara das cartas não ter falado com você ainda? Porra, você não enxerga o quanto consegue machucar as pessoas com o seu jeito ignorante e insensível.

Baekhyun simplesmente jogou as palavras na minha cara, e eu quem travei dessa vez. Ele estava me criticando, e aquilo não era nenhum tipo de provocação, era real. Sua feição irritada, a sinceridade nas palavras... Foi um desabafo que aparentemente não tinha terminado, pois continuou:

— Eu cansei, cara! Juro que cansei! Tentei por um mês te fazer me ver de outro jeito, te fazer me ver como gente. Sabia, Minnie? Sabia que eu sou um ser humano? Tenho sentimentos e fico triste grande parte das vezes em que você me xinga? Você sabia que eu não sou só um mecanismo para você descobrir quem manda as cartas?

Ele estava claramente decepcionado comigo, do jeito que eu o tratava, mesmo sabendo que eu sentia exatamente as mesmas coisas por si. Nós nunca nos gostamos e eu acabei me envolvendo por uma carta estúpida, mas não é como se o sentimento tivesse mudado, certo? 

O Byun queria que eu o visse de outra forma? Queria que eu o tratasse melhor? Mas eram só pelas cartas de qualquer forma, não havia outra intenção naquela relação, pelo menos de minha parte, e eu ainda fui burro por ter me iludido num cara que não prestava, pensando que seríamos amigos. Era impossível, não passava de um drama para me manipular.

— Por que esse escarcéu todo? — falei baixinho, visto sua alteração.

Vermelho, rosa, branco, rosa. Rosa, vermelho, rosa, branco. Rosa, branco, rosa, vermelho. Branco, rosa, vermelho, rosa.

Minha pergunta pareceu ligar um búfalo no garoto, eu juro que vi fumaça saindo pelo seu nariz e seu olhar mostrava o quanto ele queria me matar naquele momento. O único problema era que eu não entendia o que se passava dentro de mim nem dentro dele! Como ele ousava exigir uma interpretação tão profunda de mim? 

Para mim, eram só as cartas e um sonho bobo que ele poderia ser um remetente... Talvez sem as brincadeiras.

— VOCÊ É CEGO?! — gritou. — Seu idiota! Acho que eu te seguindo que nem um retardado, brigando com o carente de pau do Chanyeol já tinha deixado bem claro o que está acontecendo aqui — apontou para nós dois.

Franzi o cenho.

— Não tem nada acontecendo aqui, é tudo com você — esclareci.

Eram só pelas cartas, ainda era o idiota do Baekhyun, sempre seria. 

Ele pareceu nervoso, andou de um lado para o outro e ficou quieto. Eu acompanhava aquele tique, mas pensando no meu chão sujo que tinha limpado hoje de manhã, sei que estávamos num momento talvez importante, mas eu gostaria que ele tirasse seus sapatos.

— Eu gosto de você — soltou, me fazendo paralisar. — É isso. Eu sempre gostei de você, acho que até antes do Chanyeol. Não me lembro de ter estudado aqui sem pensar no jeito engraçado que você andava e tudo. No começo eu tinha medo de me aproximar, então eu era um idiota... Mas as cartas me deram essa oportunidade de nos aproximarmos... Só que você continua um idiota! Eu não sei mais o que fazer! Você não se abre.Você só fica de besteirinha com o Park também! Tem como você não olhar para ele? Parece uma desculpa.

Ok, eu não poderia surtar, mas tudo dentro de mim parou de funcionar. Minha vontade de começar a chorar e angústia, raiva, ansiedade, crescendo dentro de mim só denunciavam que eu iria surtar. Minhas pernas até chegaram a bambear. Primeiro, eu sou um insensível idiota, depois eu virei seu objetivo romântico? Tinha alguma coisa errada.

Vermelho, rosa, branco, rosa. Rosa, vermelho, rosa, branco. Rosa, branco, rosa, vermelho. Branco, rosa, vermelho, rosa.

Eram as cartas, só por elas. Era o Baekhyun, o que me humilhava, queria me incomodar, me deixar sujo. Mais sujo. Mais confuso.

A sua seriedade, aqueles olhos tristes, não podia ser... Como alguém se declarava daquela forma? Realmente, o Byun pode ser uma pessoa explosiva e me ofender em qualquer momento, se bem que eu...

— ME DIZ! O QUE EU FIZ DE ERRADO?! — Ele bateu os pés no chão, esperando por respostas.

Ele queria que eu falasse alguma coisa diante daquilo? Ele queria me ver reagindo? Acreditando? Não podia brincar com coisas dessa intensidade. 

Eu nunca tinha experimentado qualquer resquício de paixão, de atração, e de repente alguém esfregava na minha cara que gostava de mim? Kim Minseok? Era muito estranho. Eu nunca tinha experimentado, mas o meu coração batia extremamente forte e não fazia a mínima ideia do que fazer! Até porque, eu não faria nada! Era o Baekhyun! Ele queria minhas respostas? Depois de tudo isso?

Toda essa confusão?

— Você está mesmo me perguntando isso?

— Claro! — vociferou, desviando o olhar e passando a mão pelos cabelos suados. — Eu... Eu não sei mais o que fazer, eu cansei de sofrer, quando eu vou ser mais do que uma ferramenta?

Era vergonhoso, minha vontade de entrar no quarto e começar a chorar crescia ao mesmo tempo que um bolo na minha garganta. Não, não, não e não. O Baekhyun perguntava quais eram os meios, mas não. Era o Baekhyun, aquele Baekhyun, aquele que deve ter dito alguma besteira para o KyungSoo, que ficava com aquela mão nojenta perto de mim.

Não. Não. Não. Vermelho, rosa, branco, rosa. Rosa, vermelho, rosa, branco. Rosa, branco, rosa, vermelho. Branco, rosa, vermelho, rosa.

Aquilo era impossível, não estava acontecendo, ele não queria nada comigo. Comigo não, Baekhyun namorava Chanyeol, enchia meu saco por cartas e acabou. Não tinha nada mais do que isso, absolutamente nada.

— Baekhyun... — sussurrei, completamente confuso.

Eu tinha que ser sincero, tinha que falar o que se passava dentro de mim. As cores se repetiam na minha mente, um sentimento de surpresa — na verdade, o ápice interminável dele, a adrenalina — se repetia. Baekhyun. Baekhyun. Baekhyun. Tudo se repetia. Me irritava, me deixava extremamente nervoso, sem o que fazer.

— Acho que desde o começo você sempre foi um idiota para mim — comecei, abaixando a cabeça por vergonha. — Sempre foi. Ficou gravado, instalado, tatuado na minha mente que tu era ruim, uma pessoa que sempre me desagradou com essas brincadeiras para chamar atenção.

Olhei para o Byun e ele prestava atenção, meio chateado. Talvez fosse a primeira vez que ele realmente me escutava, talvez fosse a primeira vez que eu realmente me escutava, que eu conseguisse desabafar esse sentimento estranho sobre tudo isso, nossa relação. 

Algo maior cresceu dentro de mim, vê-lo daquele jeito, entregue, me deu uma chance de começar a falar tudo que eu pensava, e eu faria.

— Não sei, acho que você nunca entendeu como as coisas funcionam aqui dentro — apontei para minha cabeça. — Na verdade, nem eu entendo, mas se tem algo coerente que sempre fez sentido é que você nunca foi bom para mim.

Respirei fundo e ele continuou quieto, esperando.

— Sujeira é um terror na minha vida. Você não tem ideia de como é horroroso e deprimente você acordar e se sentir sujo, tomar banho e se sentir sujo, fazer qualquer coisa e se sentir a coisa mais nojenta do mundo, isso incomoda demais, sabe? — falei calmo, mas a raiva era presente. — E, me diz, Baekhyun, como que a gente começou esse negócio? Quais eram as suas piadas? No que você mais me provocava?

Eram questões, mas ele não respondia, sua cabeça até abaixou... E eu me senti, de certa forma, bem por vê-lo entender o quanto era frustrante ter sua ferida cutucada por uma espada.

— Desculpa, ok? — aumentei meu tom de voz. — É involuntário! Eu não consigo conviver com isso! Não consigo conviver com as bactérias que você tanto gostava de brincar. Aquilo me irritava, me dava um ódio, um pavor, não tinha como seguir o drama de um romance adolescente. Não era me irritando que você conseguiria qualquer coisa minha, Baekhyun. Não haveria conquista alguma e eu já tinha em mente que você não era bom. Nunca foi — tentei deixar claro. — Minha mente só fala: Baekhyun não. Baekhyun não. Baekhyun não.

Nada dele, aquele momento era todo meu e quanto mais eu falava, mais eu ficava bem. 

— E agora você diz que gosta de mim? Que tentou se reaproximar das cartas? — continuei. — Quer dizer, essa era sua "chance de reconquista" — fiz aspas com as mãos —, mas o que foi isso? Você me levava para casa e me beijava, arrancava uns beijos meus durante o campus e... Que tipo de impressão eu teria senão a mesma? Porque, para mim, tudo isso era uma zoeira sua, alguma chance que tu tinha ganhado para me humilhar de outra forma. Eu sempre pensei assim. Baekhyun mau continua mal. Eu não gosto de mudanças, isso aumenta as possibilidades de eu me sujar e vieram as cartas, algo que eu odeio, tudo que ela me causou, que eu também odeio. Tive que encarar Chanyeol, tive que atrapalhar a vida de JongDae, eu... Eu tive tanta sujeira, pequenos micróbios metidos nessa nova idiotice que me apareceu... — parei um pouco para encará-lo irritado. — E no meio de tudo isso você só me levava para casa, falava qualquer besteira e me beijava. E quando você teve oportunidade? Deve ter falado alguma coisa perturbadora para KyungSoo e me expôs na frente dos meus amigos.

Baekhyun pareceu reagir pela primeira vez, me olhando triste, com os olhos molhados e um biquinho que talvez fosse fofo em outro momento. 

Eu tinha soltado o que aconteceu, fui sincero e não me importo em como ele se sentiu, da mesma forma que ele nunca se importou.

— Então não. Eu não gosto de você, eu não quero nada com você, não quero sua amizade, não quero você perto porque tu se tornou aquela poeira, aquela sujeira que não importa o quanto você lave, o quanto você chore, esfregue, reze para que não exista, tu vai estar lá na minha mente, atrapalhando tudo — disse com o mesmo veneno que ele me ofendeu. — Não pense que vá nascer qualquer tipo de carinho nessa relação de ódio. Acorda para vida.

Era só o Baekhyun, e ele me olhava com a decepção estampada em sua face. Eu não me sentia mal por ele e sim por tudo que essa encenação me fez passar, se ele gostaria de algumas verdades de minha parte, era só pedir.

Vi uma lágrima única cair de seus olhos, e fiquei numa mistura de vergonha e desconforto lá. Mesmo duvidando de Baekhyun, a briga foi séria, nós dois estávamos expostos e chateados com as ofensas. Ele parecia triste, e eu ainda era um insensível idiota.

Sempre fui um insensível idiota. 

Respirei fundo, lembrando da camiseta branca e gigante que eu tinha no meu armário, olhei para minha calça que parecia limpa e também havia tênis preparados. 

— Você ainda quer ir para a festa? — questionei, tentando mudar aquele clima e tentando parecer, pelo menos uma vez, humano.


Notas Finais


Eu disse que seria um cap meio esquisito, esse Baekhyun se declarando, sempre ficou claro, não?

Bom, meio estranha essa declaração, mas quem sou eu né. Vejo vocês próxima próxima quarta, muito obrigada pelo apoio, pelos favoritos e comentários.


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