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História Atípico(Reescrevendo) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente!!!
Tudo bom com vocês?
Espero que sim, caso não esteja, pode me chamar na MP, adorarei conversar com você.

Bem... Eu já tinha postado essa fic em uma antiga conta, se alguém a viu, não é plágio, sou mesmo!
Ela estava finalizada, mas... como perdi aquela conta e muita aconteceu... estou reescrevendo, por isso, vai ter muita coisa diferente, a começar pela personagem principal que agora é a nossa amada rosadinha, Sakura Haruno!

Mas a fic segue a mesma linha da anterior!

Eu espero ver muito dos que estavam lá, aqui... Tive muita dificuldade em voltar para essa história, mas k está e espero agradar!

É Sempre bom ressaltar:
Plágio é crime!
Não copie, seja criativo!
Você é capaz!


Boa leitura a todos!!!!

Capítulo 1 - Balada, despedidas e grosseria!


Lá estava Sakura em sua última noite no internato e como sempre, estava desobedecendo uma das principais regras do lugar. - Não sair durante à noite - principalmente para ir à uma boate. De fato à rosada de olhos cor de esmeralda não ligava pra isso, -seguir as regras- sendo esta sua despedida, achou que era seu dever encerrar com chave de ouro e fazer algo marcante, por isso ali ela, juntamente com as amigas Ino e Hinata, balançando seus corpos sensualmente ao ritmo da batida R&B que era tocada, estavam tão envolvidas com a música que nem notaram que estavam sendo observadas por alguns olhares desejosos, exceto quando um deles arriscaram interrompê-las se aproximando, mas as amigas não queriam nenhum tipo de companhia, exceto as delas mesmas, o que chegou mais perto de conseguir algo, foi um certo grisalho de exóticos olhos vermelhos...

 

~Pov Tobirama~

  

  Minha mãe me arrastou praticamente para o outro lado mundo,essa era minha opinião já que tive que dirigir para ela por pelo menos quatro horas, para buscar sua afilhada que viria morar conosco, algo que eu desaprovava com todas as minhas forças, mas infelizmente para mim, isso não era o suficiente para fazer com que meu pais mudassem de ideia. Só de lembrar daquela pirralha entrando no meu quarto e mexendo em minhas coisas… já me tira do sério. Reviro os olhos com estas lembranças.

 — Que saco! — Digo virando minha bebida de uma vez ao lembrar que teria que aturar aquela loira irritante bagunçando minhas coisas, e sinto o líquido descer queimando por minha garganta. Se bem que agora ela não é mais uma criança. Pondero. Mas deve ser à mesma irritante de sempre. Concluo olhando ao redor à procura de um garçom. Como não precisaria acordar tão cedo no dia seguinte pois o internato só abriria suas portas domingo à tarde para as despedidas e chegadas, resolvi dar uma volta pela cidade, liguei para um amigo que não via a alguns anos e ele me arrastou para essa boate… Que também esta um saco para dizer à verdade.

  — Aí Kankuro!— Digo me levantando e indo até o parapeito da área vip onde ele estava observando à pista de dança.— Eu não tenho mais saco para esse tipo de noitada.— Reclamo.— Quando sugeri que dessemos uma espairecida, era pra parar em um barzinho e colocar o papo em dia, e não…—  Paro de falar quando percebi que ele não estava me dando à mínima atenção, me aproximo mais dele e sigo seu olhar, rapidamente encontrando o motivo de sua distração. Três garotas dançavam na pista de R&B bem abaixo de nós, uma de longos cabelos loiros com uma franja cobrindo parte de seu rosto, a outra de longos cabelos em tom azulado bem escuro com seios fartos e uma de cabelos rosados e que possui o mesmo sinal “Yin” na testa igual ao de minha mãe de, seu rosto angelical exibia um belo sorriso e  esbanjava alegria, de fato elas chamavam atenção, dou uma olhada mais minuciosa e os movimentos sensuais da que possui longos cabelos róseos e usava um vestido tipo blusa com botas até o meio das coxas me chamou atenção. 

“Cara, como ela mexe!” Pensei.

   Minha mente viaja e à vejo dançando para mim. Sacudo a cabeça espantando meus pensamento pervertidos. Hoje nem que eu quisesse poderia ficar com alguém, por chegar tarde da noite no hotel acabei tendo que ficar no mesmo quarto que minha mãe, e por falar em mãe, esta na hora de ir ou ela me mata se eu à fizer perder a hora.

— Qual a graça de ir para um barzinho se aqui à visão é bem melhor!— Disse Kankuro com um sorriso ladino, não pude negar, à visão era melhor mesmo, mas eu não estava afim de ficar com ninguém e tinha que ir embora...

— Tenho que ir.—  Falei sem muita animação.—  Kankuro me olhou com certa indignação. —  Cara, se minha mãe perder a hora porque eu dormi demais, ela vai encher a paciência.— Disse tentando fazê-lo entender que isso seria um saco.

 —  Vai dizer que nenhuma delas te chamou atenção?—  Ele perguntou ignorando completamente o que havia dito sobre minha mãe, e olha que ele a conhece e sabe bem do que estou falando. Dona Senju é uma fera quando perde a hora por culpa dos outros!

— Não vim aqui para conhecer alguém.— Disse voltando à meu humor habitual. Péssimo. —  Só queria colocar o papo em dia e beber alguma coisa pra relaxar.

— Cara, vamos lá… vai ser rápido, só dar um "oi"quem sabe pegar um telefone?—  À vai por favor?

    À expressão no rosto dele era de um certo desespero e até mesmo de súplica, ele queria muito descer e ir falar com as garotas, mas nunca fora muito bom nisso. Falar com mulheres o deixava nervoso, por isso ele me queria junto. O olho mais uma vez… bufo lentamente.

— Tudo bem cara!— Concordei em descer.— Mas não vou me demorar, amanhã vou ter que dirigir por mais de quatro horas.—  Reviro meus olhos lembrando disso. Minha só me trouxe para ser seu motorista particular!

— Perfeito!— Falou ele animado. 

  Dou um meio sorriso vendo sua alegria e o sigo escada abaixo, desviamos aqui e ali e finalmente as encontramos. Notei que elas não estavam dando chances à ninguém, vi dois se aproximaram rapidamente e saíram com a mesma velocidade, olhei para Kankuro para ver se ele tinha notado isso, mas ele não tinha percebido.

  A rosada saiu indo até o bar, então conversei com ele e à segui, já que ela me chamou mais atenção daria o primeiro passo, nunca tive problemas em falar com mulheres, é algo bem natural para mim, mas não ligo muito, não sou do tipo galinha. Se tiver uma já esta bom, mas hoje em dia ando tão ocupado que nem tenho tempo para pensar nisso. Enfim… chegou ao bar e a observo por um momento enquanto o garçom não se aproxima e logo deduzo seu tipo de bebida, então seguro um dos garçons que andava pelo lugar e peço à ele que à entregue e para ter mais agilidade, dou uma boa gorjeta à ele, foi certeiro. Sentei ao lado dela, pedi minha bebida e notei que ela me olhou, em seguida o garçom que paguei à entrega à bebida e eu estava certo. Um cosmopolitan. Era seu favorito!

— Quem foi?— Ela pergunta ao garçom e este me olha ladino e ela segue o olhar dele com a cabeça.— Adivinhou minha bebida favorita que belo golpe de sorte. Interessante.— Ela comenta e depois dá um pequeno gole na  bebida vermelha, sorri ladino e me aproximei.

— Não vejo como um golpe de sorte.— Falo em seu ouvido e à sinto arfar sutilmente.— Você é uma garota diferente, com certeza beberia algo diferente.

— Porque você acha que sou diferente?— Perguntou bebendo mais um gole.

— Não sei… talvez seu jeito de dançar e o jeito que você dispensa todo mundo que se aproxima, mostra que você sabe o que quer. Isso é bem diferente.— Sorri ladino e ela me acompanhou no sorriso. — Isso sem mencionar os exóticos cabelos rosados.— completei, mas ela apenas continuou me observando.

— Acho que conheço você de algum lugar.— Comenta bebendo mais um pouco.

— Me conhece?— Franzi o cenho. Nunca à vi antes, com certeza me lembraria de alguém assim.— Acho que não.— Digo, mas ela já estava se levantando.

— Obrigada pela bebida!!— Me dá um beijo demorado no rosto e se afasta voltando pras amigas e em pouco tempo some de vista. Apenas ri com a situação. “Me conhece?” pensei balançando a cabeça negativamente. “Talvez esteja perdendo jeito,” penso ainda rindo de tudo isso…foi uma ótima desculpa para me dar o fora. Volto para meu amigo e lhe conto o ocorrido, mas ele ainda não queria desistir e tentou ir atrás delas...

..........

 

— Foi mau cara!— Digo vendo sua cara de frustração após um tempo às procurando sem sucesso. — Agora eu realmente preciso ir. — Vejo sua expressão cabisbaixa e não consigo conter um certo sorriso, era trágico para ele, mas não deixava de ser um tanto cômico. Saímos da boate e seguimos até o estacionamento e lá nos despedimos, ele subiu em sua moto e eu entrei em meu carro, por um breve momento lembrei dos movimentos da rosada e minha mente vacilou, foi impossível não imaginá-la mais uma vez dançando daquela forma só para mim, orri com aquilo, no entanto agora isso não seria mais possível, pois nunca mais a veria.

 

~*~

    — Vamos logo com isso Tobirama saia dessa cama ou chegaremos atrasados!— Acordo com os berros de minha e seus socos quase derrubando à porta do quarto. Suspirei cansado. 

“Eu realmente não deveria ter saído.” pensei.

— Acorda Tobirama! Anda logo!— Mais uma vez aquela mulher que amo, mas que às vezes me tirava do sério esmurrou a porta. Não teve jeito, não dava mais para fingir que não tinha escutado.

— Já vou mãe!— Olhei à hora em meu celular e eram quase onze horas da manhã e o internato abriria suas portas exatamente às doze horas, e minha mãe odeia chegar depois da hora em qualquer situação, então teria que me apressar.  Arrastei meu corpo para fora da cama e me dirigi ao banheiro, menos de meia hora depois já estávamos na recepção pagando o hotel e indo embora.—Próxima parada, Internato!— disse deixando bem claro meu descontentamento com essa decisão.  Minha mãe bufou, mas permaneceu calada, sentou no banco do carona abriu o jornal e desapareceu atrás dele.

— Não vou falar mais nada com você!— iniciou ela, e eu já sabia que falaria muitas coisas.— Escute bem Tobirama Senju!— Ela começou a fazer exatamente aquilo que havia acabado de dizer que não faria. - Falar comigo, e muito! - — Eu quero que você a trate bem, ela agora é um membro oficial de nossa família e não vou admitir suas grosserias, ela será sua onee-san. —  Minha mãe parou pensativa por uns segundos e então prosseguiu um pouco mais calma.— A menina acabou de fazer dezoito anos, não tem mais o pais presente, sem contar aquele energúmeno do irmão dela, que só serve para dar trabalho. Graças à kami ele desapareceu! Ela não precisa que alguém, ou melhor, ela não precisa que você a faça se sentir uma intrusa. Entendeu bem?

  — Tudo bem Sra Senju, serei eu mesmo, sabe como eu sou. — Disse sentindo uma certa dó da garota,  e vi minha mãe me lançar um olhar fulminante. Ser eu mesmo, não significava que seria algo bom.

 

~ Pov Sakura ~

 

— Você tem certeza que era ele?— Pergunta Hinata deitada atravessada na cama com seus longos cabelos encostando no chão e seus pés na parede.— Quer dizer, tem o que? Nove anos que você não vê esses seus… — Hina para de falar e se ajeita na cama.— O que eles são seus?— Pergunta curiosa, e pela primeira vez paro para pensar nisso.

— Sabe que eu não sei...— franzi o cenho pensando.— Os pais deles são meus padrinhos…

— Eles não são nada seu, só os filhos dos seus padrinhos. — Disse Ino fechando sua mala e se jogando em sua cama.— E não dá pra ter certeza que era mesmo ele, como Hina falou, tem nove anos que vocês não se veem...

— Mas eu tenho certeza, aquelas três marcas no rosto dele sempre estiveram ali, nunca vi ninguém com nada igual.— Penso, e à imagem do homem que flertou comigo na boate noite passada me vem à memória. — Nossa… ele esta muito lindo! Não lembrava disso.

— Você tinha uns oito anos na época, não era à pervertida que é hoje.— Ino me joga o travesseiro na cara e iniciamos uma guerra de travesseiro.

— Por kami! Vou morrer de saudades de vocês.—  Falei com voz chorosa quando paramos nossa pequena bagunça, e abraçei minhas amigas.

— Há vai, não viaja! Vamos para à mesma faculdade.— Falou minha loira favorita me encarando com seus grandes olhos azuis esverdeados, um tanto marejados. 

— Mesmo assim sentirei falta. — Me sentei na cama, que agora estava organizada de uma forma que nunca consegui deixar. (É talvez eu seja um pouco bagunceira.)

— Pelo menos você sabe onde vai ficar, já eu...— Hinata disse desanimada.— Meu pai já me disse que vai ser transferido, mas ainda não decidiram para onde, então, ainda estou sem rumo.— Lamentou ela. Seu pai era do exército e estavam sempre mudando, por esse motivo ela foi para internato. O senhor Hyuuga é rígido e não queria que sua vida, controlada pelo exército, atrapalhasse os estudos de sua primogênita. Lhe dei um grande abraço apertado e confortador e joguei seus lindos cabelos azulados quase preto para trás.

— Me prometa que não vai cortar esse cabelo, como você vem dizendo!— falei e ela riu.

— Não posso prometer isso. — sorriu fraco, mas em seguida uma lágrima escorreu de seus olhos perolados.

  Ino e eu, a abraçamos fortemente e saímos do quarto com nossa malas. Ao chegarmos no pátio, vimos outros alunos de nossa idade que se encontravam na mesma situação. Era hora de deixar o internato, muitos estavam felizes, outros bem tristes, mas à despedida era inevitável, ao completar dezoito anos sua estadia ali chegava ao fim. Um misto de emoções tomava à todos, e nós nos abraçamos novamente. 

  Desde que cheguei ao internato, elas eram minhas companheiras de quarto, somos como irmãs, grudadas até alma.

Suspirei!

Isso era muito difícil, essa coisa toda de se despedir. Foram anos fazendo tudo juntos, até as broncas e castigos eram em conjunto, até os namorados já dividimos! Ri lembrando disso.

 

— Senhorita Haruno!— Me chamou à diretora, que usava aquele terninho preto super perfeito, que eu super amava.

— Sim. —  Respondi.

— Venha sua madrinha já chegou.— Apontou com a cabeça para à mulher loira com fartos seios que estava parada ao lado de um belo carro, acompanhada pelo homem da balada, e de fato ele é lindo, com aqueles cabelos brancos desgrenhados, aquelas três marquinhas em seu rosto, sendo duas sob os olhos e uma no queixo, que definitivamente complementavam sua beleza.

Suspiro novamente, mas dessa vez de desejo.

 Ele é sério, parece ser bruto… “deve ter pegada” pensei ajeitando minhas malas e com minha mente um tanto pervertida, meu pensamento criou vida própria e resolveu dar um passeio por cenas impróprias.  me deixando com cara de idiota até Ino me despertar ao falar em meu ouvido.

— Onee-chan, precisa me chamar pra te vistar o quanto antes. Ele é mesmo um pecado de tão lindo! Acho que vou errar à porta do seu quarto.— Rimos e meu pensamento voltou à seu lugar de origem. Ino não tem jeito, é aquela garota descolada que já fez tudo um pouco, seus pais eram separados, sendo ele piloto de avião e à mãe uma atriz um tanto famosa. Sua avó paterna que a mandou para lá com a desculpa de que a garota não tinha que ficar sofrendo com as brigas intermináveis dos pais. Balela! Só queria se ver livre de criá lá.

Olhei minhas "duas metades nada haver", pois somos muito diferentes,  já sentindo saudades e me despedi pela última vez seguindo à diretora.


 

— Senhora Senju, aqui esta!!— Disse à diretora me apresentando a mulher, e eu a cumprimentei.

— E meu padrinho?! —Perguntei ansiosa, ele que tinha dito que iria me buscar e já fazia um bom tempo que não o via, não que não goste de madrinha, mas estou mais acostumada com ele, pois sempre estava com meu pai, então eu o via mais. Não me lembro muito da dela, sei que ela era bem ligada à minha mãe, mas...  para por aí.

Suspirei desanimada.

 Ela abriu um sorriso largo e acolhedor e me puxou para um abraço.

— Jiraya teve que viajar à trabalho com urgência, por isso eu vim. Sei que você nem deve se lembrar muito de mim, acabei me afastando um pouco após… bem...

Tenho certeza que ela falaria da morte de minha mãe, mas não concluiu.

— Eu era a melhor amiga de sua mãe... — Ela suspirou parecendo saudosa e me olhou de cima à baixo com seu largo sorriso.

— Eu lembro da senhora. — Falei meio sem jeito e ela permanecia sorrindo...

— Você é cópia fiel de Mebuki!— Disse à mulher que se afastou me olhou de um jeito acolhedor.— Era apenas uma criança à última vez que te vi, e olha agora. Uma linda mulher e com os cabelos rosas!— Ri um tanto sem graça com suas palavras e tenho certeza que corei,coloquei uma mexa de meu cabelo para trás da orelha por não saber o que fazer e Senti uma sensação incômoda de estar sendo observada,  levanto  meus olhos e nosso olhar se cruzou por uns segundos, era ele que me fitava com uma certa perplexidade na face.

 

~Pov Tobirama~

 

  Chegamos ao bendito internato e logo fomos recebidos por uma mulher que usava um terno feminino preto muito bem alinhado. Logo ela se apresentou como sendo à diretora, já havia conversado com minha mãe pelo telefone, então só nos pediu um momento informando que buscaria à menina. Alguns minutos se passaram  e logo ela voltou com uma garota de estatura mediana, longo cabelos rosados que eu reconheci imediatamente, era a mesma da boate. 

 

  “Mas que merda eu flertei com uma criança!” Fiquei surpreso, havia até sonhado com ela mexendo lentamente para mim…

 Me bati mentalmente por conta do sonho. “Como não percebi que ela era tão nova? Como não percebi quem ela era?”

 Respiro fundo tentando controlar minha mente.

Tudo bem que ela esta muito diferente, os cabelos estão bem maiores e roas, o corpo… e que corpo! Sua sensualidade é anormal, até agora ela parece sensual pra mim ajeitando os cabelos atrás da orelha e corando levemente com o elogio que minha mãe lhe fez. 

“Droga o que eu estou fazendo?”

“Acorda Tobirama ela é uma criança, você precisa parar com isso.” Digo à mim mesmo e percebo que já estou olhando muito e acho que ela notou, nosso olhos se encontraram por segundos então fechei a cara. 

 

— Esse é Tobirama, meu filho.Você também não deve se lembrar muito dele… — Minha mãe nos apresentou e ela estendeu uma fina e pequena mão para mim, fiz o mesmo e minha mão engoliu à dela, quando nos tocaram senti meu corpo acordar e puxei a mão rapidamente. 

— Eu lembro dele?— Disse ela e eu entendi perfeitamente bem do que ela se lembrava. Fiz um apenas um aceno de cabeça e permaneci sério.

 

— Vou pegar os papéis com a diretora e já volto. Por favor filho, coloque as malas dela no carro.— Disse minha mãe acompanhando à diretora. 

  

  Mantive minha postura séria de sempre e à olhei pensando na noite anterior… Essa definitivamente não é aquela pirralha que ficava me enchendo o saco mexendo nas minhas coisas e querendo jogar play… estava tão diferente… Sakura era tão magra naquela época que parecia que ia quebrar se caísse, e agora, tem esse corpo cheio de curva… e como dança… Mais uma vez não consigo evitar meus pensamentos impuros. Mas isso teria que parar. Preciso me manter sério.

 

~Pov Sakura ~

 

Definitivamente ele era aquele chato que nunca me deixava jogar, ele esta bem diferente, exceto por esse cabelo e essas marquinhas,  mas esta forte, costas largas, início em meus pensamentos, mas sou tirada deles pela voz do grisalho…

 

— Então você lembra de mim de quando você era uma pirralha, ou lembra de mim de ontem à noite?—Perguntou ele pegando minhas malas e levando até o porta malas do carro. O encarei por alguns segundos antes de responder

— Eu disse que te conhecia de algum lugar.  O cara chato que ficava me chamando de pirralha!— Disse cruzando meus braços e erguendo uma sobrancelha.— Ele riu anasalado entortando a boca levemente.

— O que fazia naquele tipo de lugar?— Me perguntou— Pensei que fosse proibido sair do internato, principalmente à noite.— Ele estava me passando um sermão? é sério isso? Reviro os olhos.

— Eu dançava ué, você viu!— Respondo o óbvio.— E viu bastante.— O encaro com minha sobrancelha ainda erguida. Ele me encarou em silêncio por curto tempo, parecia me analisar.

— Aposto que não tinha permissão para sair.— Falou após o silêncio.

— Como se eu precisasse de permissão para fazer algo.— Dei de ombros e ele fez um bico aborrecido.

— Minha mãe não vai gostar muito dessa história, ela é à favor das regras.— Disse ele em um tom que não me agradou. Estaria ele me ameaçando? Semicerrei os olhos o encarando.

—  Olha… não acho que seja uma boa ideia você me ameaçar assim… Não se esqueça que você pagou uma bebida alcoólica para mim e se eu não tivesse ido embora... Teria me levado pra cama. — Falei com simplicidade.

Nos encaramos de forma séria...

 Mas antes que pudéssemos falar mais alguma coisa, madrinha chegou.

 

 —  Já podemos ir.—  Falou ela e todos entramos no carro, Tobirama  iria dirigir, sua mãe sentou a seu lado e eu atrás, o clima estava estranho, não sei se madrinha percebeu, mesmo assim olhou de um para o outro e logo iniciou uma conversa me contando algumas coisas sobre Konoha… Ela parecia estar bem animada e eu sorri com sua empolgação.

— Espero que você goste de Konoha, é uma cidade muito pequena, muito aconchegante e alegre!

  Não soube o que dizer, não lembrava do lugar, “mas cidade pequena… deve ser tedioso o que será que tem pra fazer à noite? Talvez isso não seja tão legal assim..." Viajei nos meus pensamentos enquanto ela continuava falando... 

 

—  Sei que vai se dar bem com meus meninos, eles vão fazer o possivel.— À vi lançando um olhar ladino e severo para Tobirama.— talvez se lembre pouco deles...Tem o Kakashi que é o mais tranquilo, o Hashirama que é um ano mais velho que você, então dele você deve lembrar, vocês viviam correndo pela casa. — Riu ela—  Mas ele quase não vai em casa, foi morar próximo à faculdade. — Informava ela, falando dos filhos com um certo orgulho.— E tem este aqui, que é meio difícil de lidar, mas também é gente boa quando quer.— À vejo apertando o braço dele carinhosamente. 

  De fato eu me lembrava pouco de Kakashi, mas de Hashirama eu lembrava bem, era sempre eu e ele que imaos para o quarto dos mais velhos mexer no play… 

Ri  lembrando disso. E este aí, querendo me dar lição de moral, era de quem eu menos lembrava.

 

  À viagem seguiu tranquilamente e dado determinado momento acabei adormecendo após à longa conversa onde madrinha me contou tudo que conseguiu lembrar e considerou importante sobre sua vida… 

   Me falou a profissão de todos. Sendo ela Médica chefe no hospital central da cidade, Tobirama estava terminando a faculdade de gastronomia e abrindo um restaurante, Kakashi havia terminado educação física e juntamente com o pai trabalhava e administrava uma academia de luta e às vezes ajuda no restaurante do irmão, já Hashirama iniciou à faculdade de medicina este ano e mora próximo à universidade em uma república.

  Também me disse que eu teria um quarto só para mim e isso me fez dar pulinhos internos.  Não que eu não gostasse de dividir o quarto com minha amigas, eu adorava, mas ter um lugar só meu era um sonho, e agora eu teria este sonho realizado…

  Paramos para um lanche em um shopping e madrinha foi atender um telefonema de uma de suas pacientes, ela é pediatra e obstetra, então sempre tem alguém ligando pra ela, principalmente próximo à dar à luz…

 

 Tobirama não falou comigo nem por um segundo, evitou meu olhar e estava com uma cara péssima. Parecia que me odiava.

— Você e Kakashi são gêmeos né?— Tentei puxar assunto. Ele apenas balançou a cabeça afirmando.—Pelo que me lembro...— Fui interrompida.

— Olha só.— Iniciou ele.— Vamos fazer assim… você fica na sua e eu fico na minha, não precisa puxar assunto, não precisa tentar ficar minha amiga. O.K.?

— Por mim tudo  bem.— Iniciei no mesmo tom que ele.— Só vai ter que me aturar por dois anos, mas até lá pode deixar que vou manter distância de você, e farei isso com muito prazer… — Disse debochando.

Pensei em me levantar e sair da mesa, mas não daria à ele o gostinho de pensar que eu choraria… Não mesmo, já passei por coisa bem pior….   Mas à verdade era que eu temia que isso acontecesse, ficar na casa de pessoas estranhas… Não pelos meus padrinhos, sei que eles se preocupam comigo e talvez não por Hashirama, apesar de ter muito anos que não nos vemos, sempre nos demos bem, Mas ainda tinha Kakashi, e seria muito ruim ter duas pessoas me odiando dentro da casa a qual eu estava confinada à ficar até meus viente um anos… bufei e para minha sorte madrinha chegou...

 

  Demorou mais umas duas horas e finalmente chegamos… Tobirama estacionou de frente à casa e notei que à mesma parecia estar vazia, mas ao me aproximar um pouco mais logo pude ouvir o som da televisão constatando que não estava. 

— Mãe!— Chamou ele sério.— Pede pro Kakashi pegar as malas dela, tenho algumas coisas para arrumar sobre à faculdade.— disse ele me lançando um olhar sério. Mas logo ignorei e ele entrou.

 

 

 

~Continua...

 


Notas Finais


É isso gente linda!!!
Desculpem os erros o cap não foi betado!!!!

Agradecimento: @Deusa_Amaterasu - pela capa. Amei!!!

Bem, seus comentários são bem vindos e isso me incentiva, então fiquem a vontade!!!


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