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História Atlanta - La Casa de Papel - Capítulo 12


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Notas do Autor


Hey pessoal, capítulo novo pra vocês! Eu sei demorou pra sair, mas tem uma explicação. Eu fiquei doente quando estava terminando de escrever, então tive que dar uma pausa. Além disso, tinha a escola. Mas enfim, aqui estamos. Aproveitem, boa leitura 💖

Capítulo 12 - Capítulo 12: Sentimentos


Fanfic / Fanfiction Atlanta - La Casa de Papel - Capítulo 12 - Capítulo 12: Sentimentos

A reunião tinha acabado a algumas horas atrás, os outros já tinham voltado para suas próprias tarefas e eu fiquei com uma dor de cabeça insuportável depois de tudo que aconteceu. 

Georgie tinha ido ver como Moscou estava indo com o túnel, então aqui estava eu, sozinha com meus pensamentos. Decido ir até o escritório de Arturo, a fim de beber um pouco de água e ficar descansando até a dor de cabeça passar. 

Quando chego ao escritório, pego uma garrafa de água e me sento na cadeira giratória. Bebo um pouco da água e então encosto a cabeça na mesa, fechando meus olhos e ficando em silêncio. 

De repente, ouço passos mas não levanto minha cabeça até que a porta do escritório é aberta. Vejo Berlim entrar e me olhar então solto um suspiro fraco. 

- Ei, eu estava te procurando. Você está bem? - ouço ele perguntar enquanto fecha a porta.

Levanto minha cabeça da mesa e apenas olho para ele encolhendo os ombros.

- Estou com dor de cabeça. - explico simplesmente e vejo ele assentir.

O homem caminha até mim e me analisa silenciosamente, antes de cruzar os braços e franzir o cenho.

- Você está pálida. - ele diz devagar e eu olho para as minhas mãos.

- Aquilo que a inspetora disse não é verdade, certo? - pergunto de forma hesitante.

- Você ouviu aquilo? Sinto muito, eu queria te contar mas ela chegou e tivemos que ir cuidar das provas de vida. Eu não... - ele começa a falar sem parar mas eu o corto.

- Berlim, é verdade ou não? - pergunto voltando a olhar para ele.

Berlim suspira e passa as mãos pelo rosto estressado e então volta a falar.

- Sim, é verdade. Eu estou morrendo, tenho uma doença que atinge uma entre cem mil pessoas, então nós podemos dizer que eu sou especial. - ele diz enquanto solta um sorriso falso.

Antes quando era apenas a inspetora falando, parecia tão distante e impossível. Agora, com as palavras saindo da boca de Berlim, tudo parece tão real e próximo de acontecer. 

- Isso é besteira, você não pode morrer. - digo balançando minha cabeça freneticamente.

- Atlanta... - ele tenta falar mas eu apenas respiro fundo tentando não chorar e continuo falando.

- Deve existir uma cura, certo? Podemos procurar quando sairmos daqui. Berlim, nós podemos dar um jeito nisso. - digo o encorajando enquanto ele balança a cabeça negativamente.

- Atlanta, pequena. Não tem cura. - ele diz enquanto pega as minhas mãos e da um sorriso triste.

Olho para as nossas mãos unidas e sinto a tristeza me invadir novamente, tem que ter um jeito. Antes que eu possa perceber, começo a chorar outra vez.

- Não querida, não chore. - Berlim caminha até o outro lado da mesa e se agacha esfregando os meus braços e tentando me confortar. - Vai ficar tudo bem, seja forte.

Puxo o homem para perto e o abraço com força, como se o mundo dependesse disso. Encosto a cabeça no peito dele e choro baixinho, enquanto ele esfrega suavemente as minhas costas.

- Não morra, por favor. Berlim, não morra. - imploro com um soluço e sinto ele beijar o topo da minha cabeça.

- Está tudo bem, eu não vou a lugar nenhum. Já passou. - ele diz baixinho em meu ouvido.

Ficamos alguns minutos assim, apenas sentindo a presença do outro, até que eu afasto meu rosto do peito dele e o encaro. O homem rapidamente começa a limpar as lágrimas perdidas no meu rosto e eu encosto a cabeça no ombro dele.

- Você não vai morrer. Nós vamos sair daqui todos vivos, depois vamos ir atrás de uma cura e você vai ficar bem. - digo de forma decidida voltando a encara-lo.

- Querida, não tem cura. - o homem tenta me lembrar mas eu apenas ignoro e balanço a cabeça.

- Pare de dizer isso, você precisa ter esperança. Nós vamos ficar bem. - digo franzindo o cenho e sinto ele afastar uma mecha de cabelo do meu rosto.

Berlim me observa em silêncio por alguns minutos, ele parece estar pensando no que eu disse, mas então ele sorri e se levanta me puxando com ele. Quando ficamos de pé, nos olhamos e eu quase não percebo que ele está se aproximando, isso até que nossos lábios se encostam.

O beijo é calmo e lento, e por um momento, eu esqueço a doença de Berlim e sinto que vamos ficar todos bem. Sinto ele colocar as mãos em volta da minha cintura, enquanto coloco as minhas em sua nuca acariciando o seu cabelo.

Depois de alguns segundos, nos afastamos e encostamos nossas testas respirando fundo. Ouço passos apressados e me afasto devagar de Berlim, e então a porta é aberta e um pequeno corpo corre até nós com um grande sorriso.

- Mamãe! titio Berlim! O vovô Moscou encontrou terra. - Georgie diz enquanto bate palmas animado e começa a pular.

Dou um sorriso ao ver o entusiasmo dele e então o pego no colo, rapidamente saio do escritório e sigo até nossa real rota de fuga com Berlim logo atrás de nós. Quando chegamos lá, vemos Moscou, Tokio e Helsinki celebrando alegremente enquanto Bella Ciao toca em um rádio ao lado deles. 

Coloco Georgie no chão e caminho até o trio dando um abraço apertado em cada um, sentindo a felicidade deles me contagiar. Começamos todos a cantar junto com o rádio, até que Denver e Nairobi chegam devido a todo o barulho e quando descobrem o motivo por trás de tudo aquilo, ficam tão animados quanto o resto de nós.

Em pouco tempo, perdemos todo o controle da situação e começamos a pular e girar em círculos abraçando uns aos outros, enquanto Tokio joga uma chuva de dinheiro em nossas cabeças e Georgie pula no meio de nós. Foi nesse momento, que eu percebi que estava exatamente onde deveria estar e que amava todos esses idiotas. Tínhamos virado uma família, e eu não deixaria ninguém machucar minha família como da última vez.

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Após nosso momento de comemoração e calmaria, cada um de nós precisou voltar para nossas obrigações. Berlim decidiu chamar Alison para uma conversa, por conta de toda a rebeldia da garota quando a inspetora esteve aqui.

Concordei que era uma boa ideia, então nós seguimos caminhos separados. Pego na mão de Georgie e começo a subir de volta lá pra cima, logo ouço a voz suave do pequeno ao meu lado.

- Mamãe, estou com fome. Podemos comer algo? - ele pergunta docemente e eu sorrio.

- Claro meu amor. Só precisamos ir no banheiro e lavar as mãos antes, ok? - pergunto de volta e vejo ele balançar a cabeça concordando.

Caminhamos até o banheiro e então abro a porta, mas assim que entramos a porta de uma das cabines é aberta e Rio sai dali com um celular nas mãos. Solto a mão de Georgie e observo o garoto com preocupação.

- Rio, está tudo bem? O que aconteceu? - pergunto preocupada e vejo o garoto olhar para o pequeno e eu com surpresa.

- Ei Atlanta, ei Georgie, não se preocupem. Estou bem. - ele diz em voz baixa me fazendo revirar os olhos.

- Rio, qual é. Eu já disse que te conheço, você não consegue me enganar. Vamos, me diz o que aconteceu. - digo enquanto cruzo os braços e vejo ele suspirar.

- Eu sinto muito. - o garoto diz com a voz quebrada se jogando nos meus braços e me abraçando com força.

- Rio, tudo bem. Isso tem algo a ver com o microfone que estava com a inspetora? - pergunto lentamente e sinto ele balançar a cabeça concordando.

- Aquele microfone estava com o apelido que a minha mãe tinha me dado quando eu era criança. Dentro dele, tinha uma mensagem pra mim dos meus pais. A polícia queria que eu fizesse um acordo com eles, sinto muito. - ele diz baixinho e eu suspiro fazendo carinho no cabelo dele.

- Está tudo bem, carinha. Eu já sei, você queria aceitar. - afirmo e então ele se afasta e encolhe os ombros.

- Eu não posso negar, é tão complicado as vezes. Eu só... - ele para de falar e então balança a cabeça.

- Confie no professor, está bem? Ele vai nos tirar daqui, mas a polícia só quer que você saia para te colocar na cadeia. Você é inteligente, sei que sabe disso. - eu digo calmamente e vejo ele balançar a cabeça concordando.

- Eu sei, só me deixa confuso. Eu queria ter aceitado. - ele diz baixinho olhando para as mãos.

De repente, a porta é aberta e Tokio aparece. Ela olha para Georgie e eu e então para Rio, ela o encara interrogativamente até que percebe o celular nas mãos dele e fica atônita.

- Rio, que merda você fez? - ouço ela perguntar com os olhos arregalados.

- Tokio, fica calma. O Rio só está confuso, ele precisa de apoio agora. Fiquem aqui e conversem, ok? Ok. - digo empurrando ela para perto do garoto.

Pego a mão de Georgie novamente e saio dali, nós então caminhamos até o outro banheiro e eu finalmente consigo lavar as mãos dele, sem interrupções.

A polícia tinha feito mais uma coisa que o Professor disse que iam fazer, eles foram atrás do elo mais fraco do nosso grupo. Rio, o jovem e inocente Rio. O único que ainda tinha algo a perder lá fora, os pais dele.

Georgie e eu caminhamos até o nosso escritório, quando chegamos entrego a ele um sanduíche, pego um para mim e então nos sentamos no sofá. 

- Mamãe, eu não entendi. O Rio confia nos homens maus? - ouço o pequeno perguntar confuso e dou um sorriso.

- Não é isso, meu anjo. Ele está confuso, porque os homens maus estão usando os pais dele para mexer com ele. - explico enquanto vejo ele balançar as pernas distraidamente.

- Então, eles estão usando os pais dele como um tipo de ponto fraco? - o pequeno pergunta parecendo estar tentando entender.

- Sim, é isso mesmo. - confirmo e ouço ele bufar.

- Isso não parece bom, o Rio vai ficar bem? - ouço meu garotinho perguntar preocupado e então balanço a cabeça com segurança.

- Sim, não se preocupe. Ele vai ficar bem, anjo meu. - respondo calmamente beijando o topo da cabeça dele.

Após isso, como meu sanduíche e deixo Georgie no escritório para ele comer o dele, então desço até a zona de carga com alguns reféns e Oslo. Nós dois deixamos sanduíches e copos de Cola Cao Shake na frente de cada um deles, que comem e bebem em silêncio.

Helsinki desce com o resto dos reféns após mais um par de minutos, os reféns se sentam e então ele caminha até Oslo e eu em passos rápidos. 

O homem ergue o punho e então eu sorrio e bato o meu punho no dele, olho para Oslo que nos observa com uma expressão séria e então ergo meu punho o olhando com expectativa. O homem alterna seu olhar entre seu primo e eu, até que se rende e então bate seu punho no meu.

Eu e Helsinki compartilhamos sorrisos orgulhosos, ultimamente estávamos tentando fazer Oslo se enturmar mais e até que estávamos indo bem. Ele ainda não gostava muito de conversar, mas estava se acostumando aos poucos.

- Peguem alguns sacos e recolham tudo isso. Logo vem o jantar. - Helsinki diz se virando e começando a andar na frente dos reféns.

Alguns reféns se levantam e começam a recolher, enquanto outros permanecem sentados. Começo a recarregar minha arma até que ouço sussurros, olho para os reféns sentados e vejo Arturo e o atleta discutindo sobre algo.

Ok, isso é estranho. Dou alguns passos à frente e a dupla rapidamente fica em silêncio, cruzo meus braços e ergo minhas sobrancelhas.

- Tem algo errado, rapazes? - pergunto inclinando a cabeça.

A dupla não responde e vejo como os dois abaixam a cabeça, reviro os olhos quando vejo o atleta começar a tremer.

- Arturo, tem algo errado? Vocês querem alguma coisa? - pergunto mais alto tentando não perder a paciência.

- Não, estamos bem. Obrigado. - ele responde baixo e eu solto um sorriso falso.

- Ótimo, então fiquem quietos. - me preparo para sair dali mas vejo que o atleta continua tremendo. - Pare de tremer como um bebê assustado, garoto.

Me afasto deles e volto ao meu lugar, guardo minha arma e encosto a cabeça na parede fechando os olhos. Começo a refletir sobre tudo que tinha acontecido e ainda está acontecendo, as vezes é bom desacelerar e parar pra pensar um segundo. De repente, penso na minha mãe e no canto dela que sempre me fazia dormir com tanta tranquilidade.

As vezes é assim, a saudade é tanta que apenas esses tipos de pensamentos vêm à mente. É sempre a mesma coisa, as várias possibilidades. "E se eles não tivessem morrido?" "E se estivessem seguros?" Parece estúpido, mas nunca se sabe... Certo?

Em outras vezes, eu apenas penso que aconteceu tudo como tinha que acontecer. Quer dizer, eles eram a minha família e eu os amava, mas se eles não tivessem morrido talvez eu nunca teria conhecido pessoas incríveis como Benny, Professor, e todo mundo que com ele veio pra minha vida. Deus, talvez eu nem teria o meu garotinho agora.

Saio dos meus pensamentos ao ouvir a voz do atleta, Pablo. Abro meus olhos e vejo como o garoto está com a mão erguida, eu o encaro e ele olha para o chão rapidamente.

- Me desculpe, posso ir ao banheiro? - ele pergunta devagar e eu franzo o cenho.

Suspiro dando alguns passos a frente, então balanço a cabeça em concordância e o garoto se levanta. Faço um sinal para Oslo que rapidamente saí com o garoto até o banheiro, então termino de preparar o jantar dos reféns enquanto Helsinki os observa. 

Oslo não demora para voltar com o garoto, o garoto então se senta novamente e os outros reféns que terminaram de recolher se sentam logo depois. Nós então, damos a todos eles o jantar finalmente terminado e eles comem em silêncio.

Depois disso tudo parece tranquilo, Oslo, Helsi e eu começamos a preparar o lugar para os reféns dormirem. Pegamos sacos de dormir e alguns dos reféns, escolhidos por nós, se levantam e nos ajudam.

De repente, a voz de Arturo se faz presente. 

- Com licença, vocês podem me levar até a Monica? - o homem pergunta e eu o encaro desconfiada.

- O que foi, Arturzinho? Depois que tomou um tiro, você se tornou um homem completamente apaixonado? - pergunto com ironia.

- Não é isso. É que antes, quando eu vi a Monica, viva e bem...eu me desesperei. E depois o companheiro de vocês, Denver, levou ela para descansar e eu apenas acho que não reagi como ela queria. Sinto falta dela, só isso. - ele diz abaixando a cabeça e eu apenas bufo.

Todo aquele discurso não me convenceu nem um pouco, algo parecia muito errado. Olho para Helsinki que apenas sorri e encolhe os ombros, suspiro e balanço a cabeça. Talvez seja só paranóia.

Eu e Helsi pedimos a Oslo que fique de olho nos reféns e então saímos com Arturo. Caminhamos em direção aos cofres e, assim que estamos perto o bastante, ouvimos gemidos. Gemidos femininos. 

Franzo o cenho confusa e troco um olhar com Helsi, então ouvimos outro gemido, seguido por outro e outro.

- É a sua mulher? - Helsi pergunta com uma expressão séria para Arturo.

- Não. A Monica não faz escândalos, deve ser uma das suas companheiras. - o homem responde me dando um rápido olhar.

Ignoro o que o estúpido disse e caminho até a porta, Helsi vem ao meu lado e então nós dois a abrimos juntos. Arturo entra primeiro que nós, eu e Helsi ficamos alguns passos atrás dele.

O que vemos lá dentro é surpreendente, para dizer o mínimo. Denver e Monica estão juntos e bem, digamos que os gemidos femininos vieram dela. 

Cubro minha boca pra me impedir de rir e vejo como Helsi observa a cena com um sorriso, Arturo está imóvel observando a dupla sem sequer piscar. Os dois finalmente percebem nossa presença e rapidamente tentam se cobrir, o que só me dá mais vontade de rir.

- Merda! Que porra vocês estão fazendo aqui? - Denver pergunta tentando se cobrir desesperadamente.

Os dois começam a se vestir, enquanto nós apenas observamos em silêncio. Dou uma risada silenciosa, e então Arturo parece finalmente acordar de seu transe.

- O que aconteceu, Monica? Esse selvagem estava te estrupando? - o homem pergunta encarando a loira.

- Arturzinho, cuidado com o que fala. - eu digo lentamente e vejo Monica balançar a cabeça incrédula.

- Não foi nada disso, não fala besteira Arturo. - ela responde e então troca um olhar com Denver.

- Vista-se amor. E saia daqui, por favor. - o homem diz lentamente e eu ergo minhas sobrancelhas.

- O quê? - Monica pergunta parecendo estar tão confusa quanto eu. 

- Se vista e saia. - ele repete e a loira balança a cabeça negativamente.

- Não, eu não vou sair. - ela diz com rapidez. 

Arturo se vira e olha para Helsi e eu, o ódio em seus olhos é claramente direcionado a Denver.

- Tirem ela daqui, agora. - o homem diz estressado.

- O que você quer fazer? - Monica pergunta hesitantemente.

- Não faça cena, Arturzinho. Podemos resolver isso na conversa. - Denver diz com um sorriso e Arturo o encara com raiva.

- Eu não quero sair. - Monica diz começando a ficar assustada. 

- Eu falei pra vocês, tirem ela daqui! - o homem volta a falar mas Helsi e eu não nos movemos. - Saiam daqui, me deixem sozinho com esse merda!

Denver caminha em nossa direção e encara o homem, enquanto Monica, Helsi e eu observamos a cena atentamente.

- Sim, vamos lá. Só você e eu. Agora, só você e eu. Filho da puta. - o homem diz com raiva sem tirar os olhos de Denver.

Denver dá uma risada e então balança a cabeça, ele olha pra Monica atrás dele e depois para Helsinki e eu. Ele então caminha até a loira e diz algo para ela, provavelmente tentando acalma-la. Entretanto, não parece funcionar.

Caminho até os dois, com Helsi ao meu lado e então o rapaz olha pra nós. 

- Atlanta, Helsinki, tirem ela daqui. Não quero que ela se estresse. - ele diz dando um rápido toque na barriga da loira.

- Você quer que a gente te deixe aqui com ele? - pergunto incrédula apontando para Arturo.

- Sim, não se preocupem. Está tudo bem. - ele responde me fazendo cruzar os braços.

Olho para Arturo, então balanço a cabeça e volto a olhar para Denver.

- Tem certeza? - pergunto novamente apenas para ter certeza. 

- Sim, eu vou ficar bem. - ele repete e eu apenas encolho os ombros derrotada.

Eu e Helsi nos olhamos, então caminhamos até Monica e começamos a puxa-la conosco. A mulher tenta resistir, mas é em vão. Saímos de lá e fechamos a porta, subimos e levamos Monica para o salão principal com os outros reféns.

Após isso, Helsi e eu nos separamos. Caminho até o nosso escritório e quando entro me sento na cadeira, encosto a cabeça na mesa e ouço passos e então ouço a voz de Georgie.

- Mamãe, você voltou. - ele diz e eu levanto a cabeça e sorrio pra ele.

- Ei meu amor. - digo devagar colocando uma mão em meu rosto.

O pequeno ergue seus braços e eu pego ele no colo e o abraço forte. Beijo o topo da cabeça dele e ficamos em silêncio, até que ouço a voz dele novamente.

- Mamãe, eu acho que algo ruim vai acontecer. - o pequeno diz com um suspiro.

- Por que diz isso, meu anjo? - pergunto preocupada mexendo no cabelo dele.

- Tudo está muito calmo, quando as coisas ficam calmas, algo ruim sempre acontece. - ele diz com tristeza e eu balanço a cabeça e olho para ele.

- Nada vai acontecer, estamos bem e vamos continuar assim. - digo sorrindo para ele tentando conforta-lo.

O pequeno sorri e encosta a cabeça no meu peito, parecendo mais calmo.

- Eu acredito em você, mamãe. - ele diz e eu fecho os olhos relaxando.

Quem dera eu soubesse que enquanto eu estava tentando dar esperança para Georgie, alguns dos nossos reféns estavam fugindo. As coisas teriam sido diferentes se soubéssemos. 

É como dizem, aproveite os momentos de calmaria antes que a verdadeira tempestade comece.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, eu prometo que vou tentar não atrasar mais pra postar. Nós vemos no próximo capítulo, se cuidem e lavem as mãos. 🌟🤗


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