História ATLANTA - That's my Girl. - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Personagens Originais
Tags Daenerys Targaryen, Game Of Thrones, Pedra Do Dragão, Westeros
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Palavras 3.114
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Incesto
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores! — Essa é primeira One-Shot de um Projeto que tem como objetivo contar histórias de Girl Power! — That's my Girl n°1


• Eu espero realmente que gostem, e me desculpem por algumas cenas 💙

• A história se passa na época que os Targaryens reinavam em Westeros, bem antes da Daenerys nascer.

Capítulo 1 - You are my light.


Fanfic / Fanfiction ATLANTA - That's my Girl. - Capítulo 1 - You are my light.


        Uma luz, pareceu que uma luz resplandecente se acendeu no Castelo de Pedra do Dragão no dia do nascimento da pequena Atlanta. Todos aguardavam ansiosos para saber se a Rainha Maryon daria a luz á mais um garotinho tímido como Ehragon, ou, se era hora de vir ao mundo uma donzela delicada como as irmãs Targaryen.
Lilaena, irmã de Maryon, observava a comoção de todos ao saber o sexo da criança, ela sentia certo ciúme, não podia negar que o sangue do Dragão borbulhava levemente em suas veias, não deu tempo da jovem sentir inveja, uma criada disse que sua irmã a chamava e ela se dirigiu até o aposento da mesma, de onde antes vinha um choro de bebê. Ela observou a pequena criança que retribuia um olhar igualmente confuso, a bebê curvou os lábios levemente, dando um sorrisinho com ausência de dentinhos, aquilo aqueceu o coração de Lila, e ela não conseguiu sentir mais ciúme ou inveja, só amor.
Todos sentiram alegria com o nascimento da filha do meio dos três monarcas, Maukar, o Rei, estava encantado pela pequena garotinha de olhos lilases, a partir daquele momento, ela seria a menina de seus olhos.
    Ela cresceu correndo pelos corredores do Palácio, deu ali, seus primeiros passos e enlouqueceu os primeiros criados, correndo de suas amas acompanhada dos seus irmãos gêmeos, Alekf e Alekssandr, Ehragon era quieto e parecia nunca querer brincar com ela, ela não entendia o motivo, talvez fosse por ser o mais velho de seus irmãos. Cerca de 5 anos depois, veio Daemon, mais um dos filhos gerados por Maryon, agora, o Rei Maukar tinha cinco herdeiros e tudo parecia bem, era um bom número para quem tinha duas esposas. Ehragon, Atlanta e Daemon eram filhos de Maryon, enquanto Lilaena tinha os gêmeos, eles partilhavam apenas o pai, ainda assim, eram irmãos.

Eles eram uma família que se amava, entretanto, os olhares trocados de sua segunda esposa e irmã, Lilaena com a sua ''Mão'', provocava ciúmes e desconfiança em Maukar. Enquanto isso, sua outra esposa, Maryon, adoecia, definhando lentamente, logo, aquela família deixaria de ser o que era.

Um dia, quando Atlanta tinha aproximadamente 7 dias de seu nome, ouviu barulhos estranhos e uma discussão á qual não entendia, sua tia Lilaena, ou como ela gostava de dizer, sua outra mamãe, percebeu sua presença, e os gritos cessaram, ela foi até a criança e a pegou em seu colo, o rosto de Lila estava machucado, um corte feio sangrava em sua bochecha e lágrimas escorriam de seus olhos. A garota foi levada até o quarto, e adormeceu, enquanto ouvia a entonação embargada da voz de sua tia, que cantava para ela.

Alguns dias depois, a vida de Maryon Targaryen teve fim, dar a luz á Daemon a havia deixado mais frágil do que já era, e desde então, ela não era a mesma, passava dias sem forças na cama e tossia sangue, ninguém sabia o que ela tinha. O Rei ficou amargurado, havia perdido a sua Rainha, a única ao qual o coração era dele.

   Um tempo depois, Voltando da Guerra, vitorioso, Maukar e sua Mão, Kristoff, pararam para beber, juntos em uma taberna, depois de muita conversa, o homem cometeu um deslize ao citar Lilaena, e o Rei, percebeu que o amigo embriagado falava a verdade, e concluiu, que ela a traia com ele. Ele não hesitou, com espadas em mãos, lutaram, a espada atravessou Kristoff, não sem antes deixar uma cicatriz no Olho do oponente. Maukar subiu em seu Dragão, que cuspiu seu fogo escaldante no estabelecimento, queimando tudo, inclusive o corpo do homem que o havia traído. Ele confrontou sua esposa, se vangloriou por ter matado o homem que ela amava como punição, a estuprou e espancou, a mulher abafou seus gritos com um travesseiro, não queria que seus filhos ficassem assustados, ou que fossem punidos por tentar intervir, não deixaria que ninguém mais sofresse.

Ela se tornou triste, uma sombra de quem já fora, enquanto seu marido, estava mais feliz do que nunca, com uma esposa submissa e outro herdeiro á caminho, mas Balon nasceu diferente, seus olhos eram azuis como os de seu pai, Kristoff, e não lilases como de sua mãe, era uma diferença que nenhum dos filhos legítimos possuia,e isso logo foi notado, Maukar sabia que aquela criança não era filho dele, entretanto, fingiu ignorar aquele fato, enquanto torturava o garoto durante toda a infância, o ridicularizava e maltratava, ele era tratado diferente por todos, como se ali não fosse seu lugar. Atlanta tentava ser solidária, e toda vez que o fazia, era castigada.

Anos se passaram e a adolescência chegou para eles, Alekf e Alekssandr se mudaram para King's Landing para cuidar de Red Keep, Maukar sempre fora um Rei á distância, vivia em Pedra do Dragão com sua Família,os gêmeos prefiriram auxiliar o Pai no cuidado de seu reino e assim, partiram. Daemon era culpado por seu pai, frequentemente, de ter sido a causa da morte de sua mãe, quando a idade chegou, fugiu, tornou-se um andante. Atlanta, Ehragon e Balon eram os únicos que optaram por ficar ali.

Lilaena arrumava uma espécie de mala, seu Dragão a esperava no pátio-    Ela, Maryon e Maukar eram os únicos que possuiam Dragões, o de sua irmã havia morrido junto com ela, e agora, só restavam o seu que chamava-se Astarote e Balerion, de Maukar.- Ela parecia em pânico, inquieta, e quase não percebeu quando o garoto de cabelos brancos entrou em seu quarto.

   — Mamãe, o que está fazendo?  — Balon perguntou, curioso, ele tinha por volta de 11 anos, lhe doía deixa-ló, mesmo que fosse necessário.

   — Venha cá. — puxou o garoto pelos ombros e beijou sua testa, o abraçou depois, apertando-o contra seu peito com o coração batendo forte, ela o amava, mas sabia o quanto ele havia sofrido, e não faria isso novamente.    — Lembre-se, eu sempre estarei com você.

Quando o Sol se pôs, Lila se foi, montada nas costas de um dragão de escamas marfim, rumo ao horizonte. Os guardas procuraram a mulher por toda Westeros como foram ordenados, nada foi achado, ela sumiu, virou apenas uma lembrança boa na mente de todos, só deixou uma coisa para trás: O filho do homem que amava.
Com a fuga de Lilaena, Maukar mandou Balon para King's Landing com os irmãos, a presença daquele garotinho o incomodava e lembrava a traição de sua esposa.

Atlanta, Maukar e Ehragon moraram juntos por anos até o primeiro conflito entre eles, a mente perturbada de alguém abandonado e traído fez com que o homem começasse á sentir desejo por sua filha, como ela era de certo modo, inocente, inconscientemente, era manipulada pelo pai.
Ele a beijou e acariciou com malícia algumas vezes, e como a garota não compreendia muito bem, não tinha muito o que fazer. Ele achava que ela seria dele, não havia sido o suficiente se casar com suas duas irmãs? Ele não se importava, e estava disposto á desposar sua filha também, mesmo que parecesse um tanto incorreto, até para um Targaryen.
Atlanta já trocava olhares tímidos e suspirava por Ehragon, mesmo achando que ele nunca daria a mínima pra ela, tentou, disse palavras bonitas e sedutoras a ele, tentando convencê-ló a ser dela. A atração era mútua, a garota também cativava o irmão, eles eram apaixonados um pelo outro, e sufocavam isso, um dia, Ehragon pegou Maukar com Atlanta em seu colo. Ele insistiu que aquilo era errado e brigou com o pai, pegou a garota pelo braço e a afastou dele, Maukar ordenou que os guardas o segurassem e Ehragon foi jogado nas masmorras, até que aprendesse "á não se meter no que não é da sua conta.".
Ela foi visitar ele, durante toda a dolorosa semana ao qual ficou confinado, eles jogavam jogos de adivinhação e conversavam, aquilo passou, como tudo passa.
O Elo dos dois ficava mais forte, eles haviam se tornado amigos também, Maukar achava que Atlanta era dele e o Castelo era um lugar sombrio ao qual ele mandava. Ela evitava ficar muito próxima do pai, especialmente quando ficavam á sós, seu irmão a havia instruído de fazer isto para sua segurança. Ele queria seu bem, ela sabia.
Ambos não conseguiam mais esconder o sentimento, ele a queria, ela o queria, eles dariam um jeito, ansiavam um pelo outro. Começaram á se encontrar na Torre do Meistre, onde conversavam, aproveitavam a presença um do outro, era perfeito, tudo lá fora era cruel e controlado por Maukar, mas aquela Torre, era o paraíso particular dos dois, O Sol nascendo, as estrelas no céu azul, tudo parecia mais bonito ali, Ou pelo menos era assim, até o Pai deles descobrir. Eles estavam sentados em uma mesa de madeira, de pernas cruzadas, conversando e rindo, Atlanta sempre tomava cuidado para não ser seguida, contudo, naquele dia, acho que ela não teve o cuidado necessário.

   — Ei, você sabe, né?    — Ehragon disse, ficando sério derrepente.

   — Hmm? O que? — Atlanta o olhou, com um sorrisinho ainda nos lábios.

Ele se inclinou, deu um beijo nela, terno, e casto. O céu estava rosado, com uma mistura de amarelo, era lindo, tão lindo quanto aquele primeiro beijo.
   — Eu amo você. — Ele disse, e tocou a nuca dela, acariciando os cabelos dali.

Um momento bom, seguido de um acontecimento horrível, Maukar adentrou a Torre, em fúria, chamou alguns guardas que já estavam com ele antes, os guardas conteram Ehragon, que gritava para a garota correr, debatia-se tentando se soltar para ir até ela. Ela sentia seu mundo desabar, seu coração parecia que ia explodir, a agitação do ambiente, logo se transformou em quietude. Maukar a olhou com olhos famintos, e se aproximou dela com um sorisso malicioso nos lábios.

   — Papai, Não! — Ela gritou, se afastando, ainda em cima da mesa, ele não recuou.    — Por favor!

Ele ficou quieto, abriu o cinto, que emitiu um barulho metálico ao colidir com o chão, a puxou pela cintura, áquela altura só havia os dois na Torre, ela estava com muito medo do que viria a seguir. Atlanta se debateu, tentou empurra-ló, ele segurou seus pulsos e a imobilizou, pegou sua adaga e rasgou as amarras de seu vestido.

   — Garotas infiéis precisam ser castigadas.    — Disse, baixo, com a voz sombria.

Arrancou o resto do tecido, a puxou para si, não foi consensual, ela chorou o tempo todo, ela gritou com a dor e implorou para que ele parasse até que a voz faltasse, sua garganta queimava, lágrimas eram derramadas e parecia que tudo estava se desfazendo. Ele não se importou com nada, ele havia tirado a pureza da própria filha, massacrado sua ingenuidade e manchado sua inocência. Depois do ato, o homem foi embora, satisfeito com o "castigo", o mesmo que ele deu á sua tia Lilaena, ela ficou no chão, chorando, no lugar que antes era seu Paraíso pessoal, e agora, havia se tornado o inferno.
Criadas foram até lá, para a ajudar, prepararam-lhe um banho e roupas lhe foram dadas. Haviam marcas de hematomas em seus braços e pulsos, arroxeadas como os olhos marejados e inchados.
Maukar, surpreendentemente, foi embora dali, expulso por Ehragon, se mudou para King's Landing.  

         Ehragon ajudou sua amada á se recuperar do trauma causado por seu pai, e ambos permaneceram felizes como estavam, até que, ele resolveu tomar uma atitude.

     — At? — Chamou, ela direcionou o olhar para ele, estava sentada no Jardim do Palácio, embaixo de uma árvore alta e antiga, nela, estavam gravadas suas iniciais, lembravam-se do dia que fizeram isso, ela tinha por volta de 8 anos, e ele, 15. Os dois correndo pelo lugar, brincando de pega-pega, Ehragon se aproximava dela rápido, se ele a tocasse, ela perdia, mas, Atlanta era mais esperta...subiu a árvore rápido, o que causou alguns ralados em seus braços finos e mãos macias, entretanto, foi uma vitória merecida. Ela o forçou á gravar suas iniciais bem alto, e a desenhar uma coroa em cima da dela, simbolizando que era ''A Rainha do Jardim''.    — Eu queria...

   — O que?   — O interrompeu, curiosa.    — Tá, desculpa, fala... 

Ele riu, como ela conseguia ser tão cativante? Amava sua garota.

    — Eu sei que você é a Rainha desse Jardim...    — Fez uma pausa, provocando ainda mais curiosidade na jovem. — Tenho uma proposta, gostaria de ser...

Ela o olhava com um olhar que dizia ''prossiga'', ele parecia ter congelado pelo nervosismo, aquilo era raro.

   — A Futura Rainha de Westeros? — Sorriu, olhando-a, que agora estava confusa.

   — Se você é o herdeiro, como é que...    — Pensou por um momento    — ATA!   — Riu de sua própria tolice.    — Isso é sério?

   — Nunca falei tão sério.  — Fez uma cara de mal, na tentativa de parecer sério e logo suavizou a expressão, ajoelhando-se.    — Princesa Atlanta Maryon Targaryen, aceita se casar comigo?

   — É claro que sim!    — Ela levantou e o puxou pra cima, fazendo-o levantar, e pulou em seu colo.

   Ehragon se desequilibrou um pouco pelo ato repentino, e acabou encostando na árvore.

     — E a árvore me salva novamente.    — Ela disse, rindo, antes de beija-ló.

   Algumas semanas depois, eles casaram-se em Pedra do Dragão mesmo, somente alguns Lordes e Nobres foram convidados, optaram por algo mais íntimo. Os próximos anos foram felizes e memoráveis, até Atlanta ter a ideia de ter uma criança, Ehragon também estava ansioso para ter um herdeiro, Não demorou muito tempo para que ela engravidasse, afinal, era jovem, seria algo fácil para os dois que já haviam passado por tanta coisa.  

   Era o que eles achavam, na primeira vez, ela sofreu um aborto instantâneo enquanto velejava com o marido, ambos ficaram devastados e depois de algum tempo, resolveram seguir em frente. Na segunda vez, eles tomaram muitos cuidados, Atlanta  não fazia quase nenhum esforço e tentava passar o tempo fazendo coisas que seu marido classificava não perigosas como ler e bordar, tudo estava bem, entretanto, semanas depois, ela acordou com os lençóis manchados de vermelho. Ele sentia a tristeza em sua esposa, ela estava tão esperançosa e tudo que ela queria era um pequeno Targaryen correndo pelos corredores, então, eles não desistiram, mas todas as vezes, ela sofria um aborto instantâneo, independente do que fizessem para tentar impedir. Ehragon chegou até a admitir um Meistre para cuidar dela, apesar de tudo, nada mostrava eficácia. Sua garota estava deprimida, triste e se sentindo uma inútil que não podia lhe dar uma criança. O tempo passou, e mesmo assim, ele não media esforços para que ela se sentisse uma Rainha, que era o que ela seria em breve.

Daemon chegou meses antes da carta, o irmão deles, que havia se tornado andante.  Teve suas expectativas destruídas quando percebeu que Atlanta e Ehragon haviam se casado.

  A carta chegou, enfim, ela dizia que Maukar estava abdicando da coroa e que Ehragon deveria se apresentar em King's Landing para assumir a coroa de seu pai. E assim, partiram os três rumo á Red Keep, deixando Pedra do Dragão.

  Ao chegar lá, inúmeros eventos inesperados aconteceram, descobriu-se que Maukar tinha uma filha bastarda chamada Catelyn Rivers no meio de uma festa, ele se envolveu com uma GreyJoy chamada Elkywin que era particularmente irritante e parecia ter um ego incrivelmente inflado, Daemon acabou encantando-se por uma Martell sedutora e ardilosa e indo com ela para Dorne.  

   No dia da coroação de Ehragon, todos estavam presentes, Atlanta tinha uma notícia incrivelmente animadora para contar ao marido, seria o seu presente, digamos. 

  Antes de entrar no Salão ele estava nervoso e ela o confortou dizendo ''Está tudo bem, Eu amo você, vai dar certo.'' ela estava mais nervosa que ele, mesmo tentando não demonstrar, foi para o centro do Salão para espera-ló, alguns Lordes e Ladys conversavam e a olhavam comentando algo incompreensivel por ela. A Greyjoy se aproximou, aparentando ser amigável.

   — Deve demorar...    — Comentou, recebendo só um aceno de cabeça da garota.    — Toma, vai ajuda-lá a conter a ansiedade.    — Se referiu a inquietação que ela emanava.

   — Obrigada.    — Ela disse, pegando a taça de Vinho que a mulher oferecera, e bebericando um pouco.

Ela lembra bem o que aconteceu depois, a Mulher se afastou e ela ficou observando o marido sentar no Trono de Ferro e depois receber os juramentos dos Lordes, resolveu que falaria com ele depois e foi procurar alguém para conversar, ela gostava de fazer amigos. Acabou conversando com uma Lannister por um bom tempo, até que começou á sentir uma tontura, suas pernas tremiam e tudo ao seu redor parecia mover-se rápido, se escorou na parede, tentando manter-se de pé e uma Serva a socorreu.

    — Vossa Graça, não é melhor a Senhora ir deitar-se?

   — Ehragon...    — Ela disse, com a voz trêmula.

   — Tenho certeza que Vosso Rei entenderá.    — Tentou argumentar, contudo, a Rainha era insistente e a convenceu á leva-lá até o Rei.

   — ATLANTA!   — Ele correu até ela e a segurou pela cintura, ajudando-a á se manter de pé, percebendo que seu estado não era dos melhores.    — O que houve? Alguém chame um Meistre!

   — E-eu não sei...    — Ela passou a mão delicada pelo rosto dele, deu um sorriso meigo, puro.   — Meu Amor...Eu tinha um presente pra você...

 Ehragon não entendia nada, estava tudo bem, não é? o que havia acontecido com a sua mulher? Logo ele viu, os sinais eram claros, ela havia sido envenenada. Ele abaixou-se no chão, segurando-a em seu colo e colocou sua cabeça apoiada em sua perna. O vestido esvoaçante estava espalhado no chão, ele mergulhou seus dedos nos cabelos platinados dela, fazendo carinho, com os olhos cheios de lágrimas. A visão dela estava ficando escura e desfocada, uma lágrima escorreu de seus olhos lilases, ela sentia frio, suas mãos estavam trêmulas e seus lábios, sem cor, sentia o estômago revirar. 

      — Desculpe...    — pediu, sua voz era um fio.    — Eu ia contar, mas, agora, o tempo está passando rápido demais, receio que logo acabe...   —segurou uma das mãos dele, e a  levou até sua barriga. Ele entendeu, deu um sorriso de canto. E só aí, percebeu, que não estava perdendo apenas sua esposa, irmã e amor de sua vida, mas também, o seu filho.    — Você é a minha luz, Eu amo você. - disse, pela última vez.    — Eu também te amo.   — respondeu, com pesar, com o corpo frágil dela nos braços.

     Ela sempre foi sua Rainha, e ele a perdeu quando tornou-se um Rei. 

   No dia daquela coroação, ele perdeu tudo que realmente importava para si, ele se inclinou, lhe dando um beijo doce, o último, e viu seus olhos fecharem-se, agora, para sempre.

                                          


Notas Finais


Espero que tenham gostado, caso queiram comentar, vou amar responder! ☘💙


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