História Atlantis (Romance Lésbico) - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Cigarro, Comedia, Drama, Lgbt, Morte, Musica
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Palavras 977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Feelings


 Engulo em seco e respiro fundo, abro os olhos e vejo Atlantis me olhando, ela parecia ansiosa, creio que esperava a minha resposta. Aproximo meu rosto do dela e a beijo, sei que isso não era o mesmo que eu dizer que a amava, mas eu não conseguia dizer. Pego o maço de cigarro que sempre está no bolso da calça dela e me levanto para fumar, Atlantis fica deitada em silêncio olhando para o teto.

Sento em frente a mesa do computador e fico escutando algumas músicas, reação estranha para uma situação estranha. Atlantis se levanta, pega o maço de cigarros que eu havia deixado na mesa e sai do quarto. Deito a cabeça na mesa e fico nessa posição durante um tempo e Rodrigo entra no quarto.

- Quer conversar? - ele pergunta e olho para ele.

- Não sei.

- Você e Atlantis brigaram?

- Não.

- Por que ela saiu rápido e sem falar com ninguém? - respiro fundo e viro a cabeça para o outro lado.

- Ela disse que me amava e eu não consegui responder. - conto baixo e ficamos em silêncio durante uns segundos.

- E você a ama?

- Claro que amo.

- Então por que não diz a ela?

- Eu... não sei. - bufo frustrada e ele ri. - O que foi?

- Eu amei uma vez, eu estava com 16 anos, ensino médio. - ele dá um sorriso triste. - Eu não tive coragem de contar a ela, tudo indicava que ela sentia o mesmo e nossos amigos diziam que ela gostava de mim. Eu sempre pensei ela é tão linda, nunca vai se apaixonar por alguém como eu. E bem, foi a única que amei. Até hoje eu não sei o que teria acontecido se eu tivesse criado coragem e dito.

- O que isso tem a ver comigo e com a Atlantis?

- Atlantis teve coragem de contar o que sentia e ao não ouvir você dizer o mesmo deve ter achado que você não retribui. - Rodrigo dá de ombros. - Ela deve estar se sentindo rejeitada e com toda razão. Agora vou te dar um conselho, se você a ama diga antes que a perca. - ele se levanta e beija a minha testa. - Atlantis é o tipo de garota que aparece em nossa vida para marcar, ela vai embora, pode ter certeza disso. Mas enquanto ela ficar faça de tudo para marcar também. - ele mexe no computador e coloca uma música. - Escute e pense no que fará. Essa música irá ajudar. - Rodrigo sai do quarto e assisto ao vídeo que ele havia posto, era Feelings da Hayley Kiyoko.

Fiquei escutando a música até dormir, não era mais uma música, era um tipo de mantra. Eu já sabia a letra dela toda e já sabia como conversar com a Atlantis no dia seguinte.

Só que não falei com ela no dia seguinte e nem no outro e nem no depois do outro. Eu ligava para ela que não atendia, fui a casa dela e ela não estava. Isso estava me deixando paranóica, eu precisava saber se ela estava bem, mas eu não tinham nem um sinal dela.

Paro em um bar perto da casa dela para comprar um maço de cigarros, acendo um e vejo Atlantis indo para a casa em sua moto. Vou correndo atrás dela que ao me ver fica tensa.

- Oi.

- Oi. - ela responde insegura e pulo nos braços dela.

- Não some assim. - ela passa a mão em meus cabelos devagar e fico relaxada.

- Precisamos conversar. - Atlantis fala baixo e trinco o maxilar, me afasto devagar e a olho nos olhos.

- Sim?

- Bem, eu sei que não sou o tipo de pessoa que os outros costumam confiar e nem depositar seus sentimentos. Sei que sou uma pessoa apaixonavel. - ela ri baixo. - As pessoas se apaixonam fácil por mim, mas nenhuma delas chega a me amar. - Atlantis fica quieta um pouco e passa a mão no próprio cabelo jogando-o para o lado. - Não sou do tipo de pessoa que as outras amam, sou difícil de lidar e ninguém quer se entregar de corpo, alma e mente a uma garota encrenca. Não precisa explicar nada, eu sei que todos que surgem em minha vida uma hora vão embora.

- Mas...

- Eu sei que o que rolou entre a gente foi bom. Eu gostei, você gostou, houve descobertas e eu soube que eu tenho a capacidade de amar alguém e isso é bem legal. Eu realmente esperava que você ficasse, que talvez eu pudesse ter um final feliz para sempre. Mas eu não estou surpresa que você esteja indo embora também, afinal todos vão.

- Agora posso falar? - Atlantis arqueia uma sobrancelha e eu abro um sorriso. - Posso?

- Pode.

- Ótimo. Eu ando por este mundo, apenas tentando ser legal. Eles dizem que vou me machucar, se eu não for fria como gelo. Esse olhar em seus olhos, eu quero que você me abrace, desculpe se me importo. Na verdade, não é justo, não posso deixar de me importar. Eu falo e sinto demais, apenas complico quando falo demais. Eu dou risadas sobre isso, sonho com esse toque casual. Sexo, fogo, doente e cansada de agir com toda força. Estou entusiasmada com todos esses sentimentos. Eu sei exatamente o que estou sentindo. - vou até ela e seguro suas mãos.

- Eu conheço essa música. - ela ri e eu a beijo.

- Atlantis, eu não vou embora. Só se você quiser que eu vá. - passo a mão em seu rosto devagar e a beijo novamente. - Eu te amo. - ela me pega no colo e dá um giro comigo.

- Você nunca vai sair dos meus braços.



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