História Atlantis (Romance Lésbico) - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Cigarro, Comedia, Drama, Lgbt, Morte, Musica
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Palavras 896
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Atlantis?


 Acordo abraçada a Atlantis e começo a distribuir beijinhos para desperta-la. Ela esfrega a mão nos olhos e abre um sorriso.

- Acorde. - falo baixo e ela geme baixinho.

- Não, deixe-me dormir. - rio da resposta dela e a aperto.

- Tudo bem, irei fazer o nosso café e te acordo quando terminar. - tento levantar, mas ela me puxa e põe o braço e a perna em cima de mim para me impedir de sair.

- Fique comigo. - ela pede baixo e a abraço.

- Como queira. - sorrio e ela abre os olhos, ficamos nos encarando por alguns segundos antes de começarmos a nos beijar.

Passamos o dia deitadas nos beijando, paramos apenas para comer e tomar banho, Atlantis me fazia tão feliz que eu não preferia estar em outro lugar.

- Sabe, podíamos dar uma volta. - ela diz enquanto colocava uma roupa minha emprestada.

- E onde você quer ir?

- Podemos ir a um parque, nos beijar no topo da roda gigante. - Atlantis me olha sorrindo, eu amava o sorriso dela, ele a fazia fechar os olhos, o que era a coisa mais fofa do mundo.

- Não acredito que tenha rodas gigantes por aqui. - falo pensativa e ela faz um bico.

- Aceito beijos no topo da barca. - ela pisca um olho para mim e sorrio, levanto as mãos me fingindo de vencida.

- Faremos tudo o que quiser. - respondo e ela me abraça pela cintura.

- É bom porque poderemos ver como você vai pilotar, hoje a moto é sua. - ela conta e fico tensa. - Relaxa, eu confio em você. - sorrio meio desanimada, mas Atlantis me beija e esqueço que eu estava nervosa.

Terminamos de nos arrumar e saímos de casa, eu vestia uma calça jeans rasgada, botas e uma camiseta branca. Atlantis vestia calça de couro, salto alto e uma camiseta preta, ela me lembrava minhas ídolas rockeiras como Taylor Momsen e Lzzy Hale, mas de uma forma mais única. Era dela ser assim, uma rockstar, mesmo sem uma banda. Algo que me deixava surpreendida já que ela tinha tudo para isso.

Ligo a moto e começamos a andar pela cidade indo em direção ao parque, eu estava indo devagar com medo de que algo acontecesse e qualquer coisinha que eu fazia errado Atlantis me ajudava, o que me deixava mais tranquila.

No parque a primeira coisa que faço é comprar algodão doce, afinal qual é a graça de um parque de diversões sem algodão doce? Atlantis divide comigo e decidimos ir brincar em coisas mais tranquilas no início. Então ela me ensina a atirar, parecia algo bobo, mas eu tenho pavor a armas de fogo e só de pensar em uma fico taquicardia. Atlantis foi paciente e não me forçou a brincar, mas eu insisti e tentei. Depois fomos atirar argolas, devíamos ter começado por aqui, era mais fácil e menos perigoso. Atlantis ganha um ursinho para mim e depois decidimos comer. Eu me encho de cachorro quente, amendoim e refrigerante, Atlantis chama a minha atenção porque ainda iríamos na barca, mas eu não me importava, eu sabia que nada aconteceria.

Na barca nos conseguimos sentar na ponta traseira, ela não demora a pegar impulso e pouco depois lá estávamos nós parecendo que seríamos lançadas para o céu e Atlantis me beija. Eu sempre achei que um beijo no alto da barca seria patético, mas foi muito pelo contrário, foi mágico. Não sei se foi a situação, ou o lugar, na verdade acho que foi Atlantis, ou talvez o que eu sentia por ela, mas aquela noite estava perfeita.

Decidimos voltar para casa quando o relógio marca 3 horas e 23 minutos, então subo na moto sem esperar que Atlantis me pedisse e pego as chaves, espero-a colocar o capacete e dou a partida.

As ruas estavam desertas, mas ainda assim eu estava indo devagar, respeitando todos os sinais, afinal nunca sabemos o que pode acontecer e quem dera eu soubesse, os céus sabem o quanto eu queria saber, talvez eu evitasse tudo.

Estávamos a 5 quarteirões de distância da minha casa, fico ansiosa para chegar logo e acelero um pouco, nada demais, apenas uns 5km/h a mais. Atlantis deita a cabeça em meu ombro, ouço as batidas do meu coração acelerarem e então sinto a batida que arranca a gente da moto. Rolamos pela rua pelo o que parecia uma eternidade, tento me levantar e quando consigo vejo Atlantis mais distante, um carro estava mais a frente com a parte dianteira amassada. Vou até Atlantis e me ajoelho ao seu lado, ela não estava de capacete, ele estava a uns metros de distância e Atlantis sangrava. Sinto as lágrimas caindo e ouço um motor ligar, quando olho para o carro ele se afastava em alta velocidade.

- Atlantis? - tento sentir o pulso dela e ele estava forte, fico mais tranquila e pego o celular. - Alô? Emergência? Houve um acidente. - conto onde estávamos e fico ao lado de Atlantis esperando socorro. Minha cabeça estava explodindo, eu mal conseguia manter meus olhos abertos, eu estava sentada no chão, com os braços cruzados em cima dos meus joelhos, Atlantis sangrava ao meu lado e minutos depois, quando vejo no fim da rua a ambulância se aproximando eu não aguento mais ficar acordada e fecho os olhos.



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