História Atração perigosa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Forte atração


Carolina esperou uns quinze minutos depois que a família inteira havia saído para iniciar a procura. Como a casa era muito grande e a busca teria que ser minuciosa, ela decidiu começar pelo escritório para só depois, talvez em outro dia, verificar no quarto do casal. O escritório era um cômodo grande, como todos da casa, com cerca de doze metros quadrados e muitos móveis onde podiam estar guardados os documentos importantes. Havia duas estantes de livros, mais oito prateleiras com os romances, um armário de arquivos, a mesa com quatro gavetas, duas cômodas com seis gavetas e as poltronas, que também poderiam ser esconderijos.

Após analisar atentamente o cenário, ela observou que atrás da mesa do senhor Gustavo pai havia um quadro enorme com uma pintura da família, onde por um instante ela se deteve na figura do filho mais velho. Não era a beleza do rapaz que lhe chamava atenção, mas sim uma certa protuberância naquela área da tela em relação às demais. “Um cofre”, pensou.

Ela sentiu uma imensa vontade de saber o que poderia estar guardado ali, mas perder tempo tentando descobrir uma combinação para depois encontrar apenas dinheiros e jóias era  o que ela considerava mais provável caso tentasse insistir no cofre. Certa de que não havia por que o homem esconder documentos fiscais que procurava com tanto zelo na própria casa, ela começou a procurar cautelosamente entre os papéis sobre a mesa.

Já no início das buscas ela encontrou papéis que comprovavam desvios de altos montantes feitos ainda naquela semana, e já estava para começar a analisar os arquivos do armário quando ouviu o barulho do portão. Carolina sentiu o sangue do rosto lhe faltar, se atrapalhou deixando cair algumas pastas e as recolheu o mais depressa que pôde, se esforçando para deixar tudo do jeito que encontrou.

Ela não imaginava quem poderia ter chegado, mas sabia que para voltar ao seu quarto nos fundos da casa precisaria atravessar a sala e passar pela cozinha, o que seria praticamente impossível de fazer sem ser flagrada no trajeto por quem tivesse chegado. Mas ficar ali seria pior, então ela resolveu sair e arriscar a única desculpa que tinha: um barulho.

Ela saiu o mais tranquilamente que pôde, esperando encontrar os patrões e as duas crianças, e já estava estranhando o silêncio quando se deparou com Gustavo o filho. Ela não gostava de admitir que o achava bonito, mas naquele momento de surpresa não pôde refrear os próprios pensamentos e se odiou pela atração que sentiu.

-Boa noite, senhor.

-O que está fazendo aqui? –Ele perguntou desconfiado

-Ouvi um barulho na janela do escritório.

Houve alguns instantes de silêncio que para Carolina pareceram horas. Ele parecia mais irritado do que surpreso ou desconfiado, como se já estivesse aborrecido com ela por outro motivo. Lentamente ele foi se aproximando sem tirar os olhos dos dela, como se quisesse intimidá-la ou fazê-la reconhecer a mentira.  

-Você é uma moça muito inteligente, não é, Carol?

-O suficiente para fazer meu próprio café da manhã. –Ela respondeu com firmeza, embora as pernas quisessem desesperadamente tremer.  

Estava sozinha com um homem alto e forte que não só estava desconfiado de sua presença naquele espaço da casa, como visivelmente irritado com o problema que ocorrera mais cedo. Ela então decidiu desviar a atenção dele para o que parecia menos grave no momento, mas isso piorou mito o humor do jovem.

-Quem você pensa que é para falar assim? –Ele estava tão perto que ela podia sentir o perfume caro que ele usava.

-Quem o senhor pensa que eu sou para falar assim comigo? –Ela devolveu sem recuar. –Se o senhor tem algo contra mim, é só me demitir, mas se eu ficar, exijo respeito!

 

_________

 

 

Gustavo vinha se esforçando bastante para ser um homem mais calmo e compreensivo, diferente do adolescente problemático que havia sido.  Além do judô e da natação agora também praticava yoga e buscava tratar melhor os subordinados do que sempre vira os seus pais fazendo. Eram coisas que ele vinha aprendendo com uma tia com quem passara uns tempos, após ser preso por dirigir embriagado aos 19 anos.

Mas agora estava ali, diante da mulher mais insolente que já vira na vida, que fazia parecer estar certa mesmo com toda uma situação jogando contra ela. Ele teve que se controlar muito para não agir como o garoto  mimado e estúpido de cinco-seis anos atrás e dizer aquela caipira que ela não era ninguém e que se recolhesse a sua insignificância. Mas em vez disso, se viu desejando loucamente aqueles lábios fartos que lhe falavam com tanta petulância.

Ela não era o tipo de moça com quem ele costumava sair, era mais baixa e tinha a pele morena, quase negra, alem de olhos muito escuros. Os cabelos ele só vira soltos uma vez, quando ela estava chegando em casa de uma folga: eram cacheados e cheios, na altura dos ombros, de um tom castanho claro bem comum.  Era mais petulante ainda da parte dela ser tão atraente com uma beleza simples como aquela.

-Vá para o seu quarto. –Ele disse se controlando para não agarrá-la.

-Desculpe se me exaltei, não foi minha intenção.

Sem responder mais nada, ela se virou para ir embora e ele se viu fazendo um esforço enorme para não seduzir aquela moça. As conseqüências possíveis seriam ou ela continuar com aquela postura e denunciá-lo por assédio (o que lhe parecia mais provável) ou se mostrar tão vulnerável aos seus encantos quanto a maioria das mulheres que ele conhecia.  De qualquer forma havia ainda sua namorada Vivian a quem não queria trair.

Gustavo não se lembrava de já ter sentido tanta tensão sexual na sua vida, e apenas dez minutos de banho frio conseguiram relaxá-lo um pouco mais. Mas era difícil não pensar em Caroline quando estava sozinho em casa com ela, quando poderia ir até o quarto dela se desculpar e aproveitar para puxar uma conversa qualquer, como outras que já haviam tido enquanto ela tomava conta da irmã. E depois quem sabe...

Por fim acabou decidindo ficar no quarto, assistindo filme como havia planejado. Dormiu em pouco tempo e teve sonhos eróticos com a empregada, onde ela se contorcia sob o peso do corpo dele e gritava de prazer.

 

_______

 

Quanto à Carolina, além da frustração de ter chegado tão perto dos documentos que agora não arriscava voltar para pegar, tentava entender o que havia acontecido naquela sala. A atitude de Gustavo deixou-a confusa, ele parecia irritado como ela previra, mas havia algo a mais que ela não sabia identificar. Ela temia que fosse desconfiança, mas achava difícil que ele a deixasse ir enquanto ainda estivesse suspeitando de alguma coisa.  

Restou a ela passar o resto do dia estudando e se lamentando da falta de sorte. 



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