História Atração Rosa - Capítulo 2


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Categorias Steven Universe
Personagens Connie, Lars
Tags Intrigas, Netorare, Steven Universo, Traição, Voyeur
Visualizações 27
Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


+18

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Vodka


O galpão era o espaço reservado por Nanefua para abrigar os moradores de Beach City quando a cidade estivesse sendo atacada. Em tempos de paz ele também era usado como local para shows e competições de luta profissional. Naquela noite, especificamente, ele parecia vazio conforme Connie se aproximava, pelo menos do lado de fora.

Ela apertava os próprios braços, sentindo-se terrivelmente consciente de cada passo que dava, uma pilha de nervos da ponta do pé até o último fio de cabelo. Por que se sentia assim? E por que estava sendo tão imprudente? Sua mãe ficaria furiosa se soubesse que estava indo pra um galpão vazio nos limites da cidade. Se bem que ela estava de plantão no hospital naquela noite, então não seria um problema se Connie chegasse antes e fingisse que esteve em casa a noite inteira... Mas por que ela estava pensando em mentir?! Isso é péssimo!

— Espada legal essa que você tem aí — Lars disse, de repente, a pegando de surpresa.

De uma vez Connie se lembrou da espada pesada nas suas costas, do cabelo bagunçado por lutar o dia inteiro e das roupas de treino que ainda estava usando, e sentiu-se mal por estar tão desarrumada.

— É da mãe do Steven, na verdade. Ele me deu de presente.

— O Steven é um cara muito bacana. Vocês dois estão juntos mesmo?

Lars a olhava com interesse, como sempre. Da forma que sempre fazia o seu estômago se contorcer. Ela desviou o olhar.

— Estamos, sim.

— E vocês dois já...?

— Não — disse, de repente, falando muito rápido. — Nós nunca... Quer dizer, às vezes, eu... Nós nos beijamos só umas duas vezes, no máximo. É complicado com o Steven. Às vezes ele parece não se importar com esse tipo de coisa. Às vezes parece que sempre tem uma guerra acontecendo, ou alguém pra ser resgatado em algum lugar, ou qualquer coisa mais importante do que...

O silêncio recaiu sobre os dois, de forma que Connie só conseguia ouvir seu próprio coração batendo, esganiçado, assombrada pela sensação de que tinha falado demais.

— Sabe, eu ia perguntar se vocês dois já tinham planos para o dia dos namorados — Lars disse, rindo.

Connie xingou alguma coisa baixinho, tampando o rosto com as mãos. A vergonha que sentia parecia capaz de derreter todo o seu corpo e transformá-la em uma poça no chão.

— Eu deveria voltar pra casa — murmurou.

— Relaxa. Olha só, nós já chegamos.

O galpão parecia muito maior agora, a passos de distância. Uma construção quadrada imensa. Lars forçou a pesada porta para dentro, abrindo espaço o suficiente para os dois passarem.

O lugar parecia ser ainda maior do lado de dentro, com todo aquele espaço vazio. Estava escuro, iluminado apenas pela luz da lua cheia entrando pelo teto onde pedaços do telhado pareciam estar faltando. Por algum motivo parecia mais frio, também. Connie passou a mão pelos próprios braços, sentindo o frio gelado de dentro do galpão, e um súbito peso se fez sobre seus ombros. Era a jaqueta de Lars.

— Steven não me perdoaria se eu te deixasse pegar um resfriado — disse, com as mãos nos seus ombros, soando extremamente próximo do seu ouvido novamente, fazendo com que Connie formigasse por dentro. Ele fazia isso de propósito?? Antes que pudesse pensar melhor ou agradecer, Lars seguiu para dentro da escuridão. — Vem, já tá todo mundo aqui.

Os dois passaram por uma barreira de caixas que impediam a visão do grupo reunido logo embaixo de onde a luz do luar entrava. Caixas com mantimentos e agasalhos foram organizadas em roda para servirem de bancos, e em um dos cantos Jenny, Buck e Creme Azedo se revezavam tentando descobrir como fazer uma caixa de som funcionar.

— Ei, o Lars chegou! — Jenny anunciou, com uma latinha na mão. — E trouxe um lanchinho!

Connie enrubesceu com a ideia de ser chamada de “lanchinho” antes de se lembrar do pacote de papel cheio de rosquinhas que Lars trouxe durante o caminho. Respirou fundo chegando à conclusão de que, nossa, realmente precisava relaxar um pouco.

— Oi, pessoal — disse, atraindo a atenção.

— Nossa, Connie, você veio! — Jenny a abraçou, empolgada. — O Lars mandou mensagem dizendo que você vinha e eu super duvidei. Que bom que veio mesmo! Vamos nos divertir um pouquinho! Uhuuul!!!

— Ignora a Jenny, ela já tá meio bêbada — o rapaz de jaqueta vermelha e óculos escuros disse, e acenou com a cabeça. Ele era Buck, não era? O filho do ex-prefeito. — Bom te ver, Connie.

— E aí, Connie — Creme Azedo cumprimentou, por detrás da caixa de som. — Você por acaso não trouxe um cabo de áudio com você, trouxe?

— Acho que eu deixei na minha outra roupa de treino — disse, um pouco mais à vontade. O ambiente descontraído e o carisma daqueles três tornava fácil que se sentisse querida e confortável, o que era um alívio. Talvez tenha sido uma boa ideia ter vindo com Lars, afinal de contas.

— Você vai beber comigo, não vai? — Jenny entoou, ainda pendurada no seu pescoço, oferecendo a latinha que estava segurando. — Garotas que bebem juntas, permanecem juntas!

Connie aceitou a latinha e, meio incerta, notando a crescente expectativa de Jenny, deu um gole na cerveja gelada. A bebida desceu amarga pela sua garganta enquanto Jenny comemorava gritando “garotas unidas para sempre!!” com os braços pra cima.

— Cerveja não é a sua bebida preferida, não é? — Lars comentou ao seu lado e só então Connie percebeu que estava fazendo uma careta enquanto bebia. Ele lhe estendeu uma lata diferente, roxa. — Acho que você vai gostar mais dessa aqui.

Connie trocou de latinhas, recebendo a colorida que ainda estava molhada do gelo derretendo no isopor de onde tinha sido pega. Percebeu que tocou na mão de Lars por acaso no processo, sem entender exatamente porquê registrou essa informação, ou porquê isso foi o suficiente para fazer seu coração voltar a acelerar.

Deu um gole na bebida, sentindo o gosto açucarado de fruta invadir seu paladar, consciente de que Lars estava a assistindo e esperando sua reação, da forma que sempre a deixava desconcertada. Ansiosa para voltar para o clima tranquilo em que estava antes, e, percebendo agora, morta de sede, bebeu a latinha toda de uma vez. Lars arqueou as sobrancelhas.

— Bem melhor — Connie disse, limpando a boca com uma mão e amassando a latinha com a outra.

— É isso aí, garota! — Jenny comemorou dando gritinhos.

Música começou a soar da caixa de som, ruidosa e muito baixa de primeira, mas melhorando conforme Creme Azedo ajustava os botões. Era a última coisa que faltava e os meninos se juntaram aos outros, comemorando o triunfo do funcionamento da caixa de som e compartilhando as latinhas do isopor cheio.

A noite passou de forma agradável. Jenny pediu a espada para tirar selfies, o que Connie se preocupou por um instante que pudesse causar algum acidente, mas logo estavam todos tirando fotos juntos. Creme Azedo e Buck fizeram uma batalha de dança, da qual não houve o menor consenso quanto ao vencedor. Comeram as rosquinhas sentados no chão, conversando sobre os seus filmes preferidos, ouvindo histórias de Jenny sobre a pizzaria, de Buck sobre o prefeito e de Creme Azedo sobre a evolução da música techno.

Connie estava feliz. Era a primeira vez que se sentia tão acolhida em um grupo desde que conheceu as cristal gems. E elas não eram realmente humanas, então, era diferente. Lars esteve a noite inteira ao seu lado, e ela já não se sentia mais desconfortável com o seu olhar e conseguia rir de verdade quando conversavam.

— Cara, acabou a cerveja — Buck anunciou, tirando as mãos vazias de dentro do isopor.

— Eu vou comprar mais — Lars se ofereceu, levantando das caixas onde estava.

— Eu vou com você! — Jenny anunciou, rodando o molho de chaves no dedo. — Trouxe o pizzamóvel comigo. A gente volta rapidinho.

— Acho que eu deveria ir também... — Connie disse, levantando-se e sentindo-se um pouco zonza. — Já tá ficando tarde.

— Connie — Lars se inclinou e colocou as mãos em volta do seu rosto, obrigando-a a lhe olhar nos olhos. O rosa da sua pele e do seu cabelo pareciam brilhar sob a luz do luar, como se fosse uma criatura mágica. E a forma como ele falava o seu nome... — Eu volto daqui a pouco. Será que pode me esperar? Eu quero muito que você fique.

Connie sentiu-se amolecer por dentro. Geralmente aquela proximidade lhe causava um desconforto profundo dentro do estômago, como se estivesse prestes a vomitar, mas agora sentia-se extremamente leve, como se seu corpo fosse uma nuvem de algodão, e concordou, molenga.

— Ótimo — Ele sorriu. Com o rosto perto do seu. Tão perto...

Ele a soltou e se dirigiu à porta, onde Jenny esperava.

— Nós já voltamos.

Connie sentou de volta em seu lugar. Ainda se sentindo um pouco zonza, pegou a lata que estava bebendo e virou o resto do conteúdo na boca, amassando a latinha em seguida e deixando escapar um arroto. Creme Azedo riu.

— Até que você aguenta bem o álcool, garota Maheswaran — Buck disse, enquanto acendia um cigarro pendurado nos lábios. — Tem meu respeito.

— Não, não, eu não estou bebendo cerveja. — Connie sentia a sua língua muito mole dentro da própria boca, de um jeito engraçado. Por um momento se perguntou se estava falando direito ou se só entoava “blablabla” e eles fingiam que entendiam. Riu um bocado, porque a ideia lhe pareceu hilária, e continuou: — Estou bebendo suco!

— Isso não é suco — Creme Azedo respondeu, pegando o cigarro de Buck e dando uma tragada longa. Fumaça de cigarro costumava incomodar muito à Connie, mas dessa vez quase não sentia o seu cheiro. — É um drink. Com vodka.

— Tem mais teor alcóolico nele do que em umas três latinhas de cervejas — Buck completou. — E você bebeu o que... Uns seis?

Connie olhou para todas as latinhas amassadas que tinha bebido até então, sentindo subitamente a cabeça rodar. O pânico se instaurou gradualmente no seu corpo, formando um grande incômodo ácido no estômago. Ela estava bêbada? Como isso foi acontecer? Como iria voltar pra casa? Meu deus, a minha mãe vai me matar!!

— Quer? É um pouco forte — Buck ofereceu o cigarro aceso, segurando-o na frente do seu rosto. Connie balançou a cabeça.

— Não, obrigada — disse, com a mão no estômago, o enjôo aumentando. — Onde fica o banheiro?

Buck apontou para uma porta à direita e Connie seguiu, sentindo como se estivesse dando voltas dentro de um carrossel ao invés de andando em linha reta. O chão estava molenga sob os seus pés e o ar parecia estagnado, difícil de respirar.

Entrou no banheiro de três cabines batendo a porta atrás de si e se segurando nela para não cair no chão. A luz vermelha de emergência estava acesa, e aquela cor a deixou ainda mais sufocada e desesperada. Molhou o rosto na pia para tentar se acalmar, mas não foi o suficiente. Encarou seu rosto no espelho, vendo os olhos grandes e assustados que quase não reconhecia e seus cabelos curtos bagunçados revoltos para cima, lhe dando uma aparência meio maluca.

Do outro lado do banheiro encontrou uma segunda porta que dava para o lado de fora. Era pesada, como a porta que tiveram que abrir para entrar no galpão, e Connie teve que forçar o corpo inteiro contra ela para conseguir abrir alguns centímetros. O vento frio do lado de fora atingiu o seu rosto de forma agradável quando conseguiu e Connie se escorou na parede externa do galpão, ofegante, absorvendo o ar puro.

Só então viu. O carro de Jenny estava parado há alguns metros de distância. Em cima do capô, Jenny estava deitada, as pernas em volta de Lars. A sua blusa estava levantada e seus seios apontavam para o céu, balançando com a força de cada estocada. As calças de Lars estavam amassadas, o zíper aberto apenas o suficiente para o seu membro rígido poder sair e mergulhar dentro de Jenny, de novo e de novo. Connie viu, hipnotizada, Jenny gemer discretamente em cada investida, uma melodia harmoniosa, regular.

 Demorou a perceber que os olhos de Lars estavam sobre os seus. Os cabelos dele caiam bagunçados sobre o rosto, mas seus olhos definitivamente estavam a olhando de volta. Da forma como ele sempre fazia. Da forma que deixava Connie nervosa.

Lars levantou o corpo de Jenny, abraçando-o ao seu, e aumentou a força das estocadas. Naquela posição Connie podia ver claramente a forma como seu membro pulsava. Podia ver seu formato grosso e comprido todas as vezes que entrava e saia de dentro dela, escorregadio, bruto. Ele passou a mover os quadris com mais rapidez, fazendo todo o corpo moreno da garota sacudir nos seus braços.

Jenny passou a fazer mais barulho, gemendo alto, tão alto que o efeito sob Connie se quebrou e ela finalmente voltou para dentro do banheiro, com o coração disparado dentro do peito.

Ele sabe que eu vi.

O seu peito subia e descia, em uma respiração pesada.

Ele queria que eu visse.

As sensações percorriam os quilômetros da sua pele em um frenesi difícil de ser compreendido. Sentiu pânico, sentiu desorientação, e por último, sentiu raiva.

Connie disparou pra fora do banheiro até onde os garotos estavam.

— Buck — chamou. — Você pode me passar o cigarro, por favor?


Notas Finais


Me avisem se acharam o capítulo comprido demais e preferirem que seja mais curto como o anterior, vou levar isso em consideração na postagem dos próximos! :)


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