História Atração Rosa - Capítulo 8


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Categorias Steven Universe
Personagens Buck Dewey, Connie, Creme Azedo, Jenny, Lars
Tags Connie, Drama, Hentai, Hot, Intrigas, Lars, Netorare, Porn, Steven Universo, Traição, Voyeur
Visualizações 38
Palavras 1.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um pouco de drama para manter as coisas equilibradas

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Couve-de-bruxelas


— Connie, você está bem? — A voz ecoou pelo cômodo, preocupada. — Nem tocou na sua couve-de-bruxelas, filha.

Sentada à mesa, Connie continuou passando o garfo pelo conteúdo do seu prato, sem muito interesse.

— Deve ser porque a sua comida continua uma bela porcaria — sua mãe comentou, ríspida, cortando um pedaço de berinjela e colocando na boca.

                Seu pai dirigiu um olhar ofendido para ela por sobre a mesa, mas não respondeu. A sala de jantar voltou a cair no silêncio, quebrado apenas pelo som dos talheres se chocando contra a porcelana.

O almoço era um dos poucos momentos em que toda a família Maheswaran se reunia devido ao conflito de horários entre os turnos no hospital de Priyanka e o trabalho de Doug como vigia noturno, e esses momentos eram sempre carregados de tensão. Connie se sentia extremamente desconfortável quando ficava no mesmo ambiente que os dois, que já quase não conversavam mais um com o outro. Seu pai parecia sempre muito ressentido e sua mãe sempre muito ácida. O divórcio parecia a saída mais digna daquela situação miserável, como um tiro de misericórdia em um animal que está sofrendo, mas nenhum dos dois falava sobre aquilo.

— Não estou com muita fome — soltou, por fim. — Tudo bem se eu sair agora? Eu disse ao Sr. Universo que o ajudaria no lava-carros.

— Coma pelo menos o purê, querida — Doug insistiu.

— Deixe a garota ir — Priyanka cortou, incisiva. — Essa cara de desânimo está matando meu apetite. Além disso é trabalho comunitário, fica ótimo no currículo.

                O homem a dirigiu um olhar sentido, como muitas vezes fazia quando estavam juntos. Ao invés de lhe responder, apenas soltou um longo suspiro cansado.

— Tudo bem, Connie, pode ir — disse. — Mas leve uma fruta com você.

Connie pegou suas coisas e saiu de casa, sentindo como se estivesse saindo de uma área cheia de despejo ilegal de lixo tóxico. Montou na bicicleta e foi em direção à praia.

                O ar fresco e o céu limpo do dia não a deixaram melhor. Contando com hoje, já faziam quatro dias desde a insólita noite em que Connie se aceitou como voyeur e, apesar de no momento aquilo ter parecido ser um grande marco na sua vida, todo o resto parecia mundanamente normal desde então.

                Não tinha mais encontrado com Lars desde o ocorrido. Na verdade, nem mesmo tinha o número dele no seu telefone. Achou que ele encontraria uma forma de entrar em contato se realmente quisesse, o que não aconteceu. Poderia ir à pizzaria e pedir seu número para Jenny ou Kiki, mas achou que seria estranho. Ao invés disso, passava os dias treinando na praia ou andando por Beach City, fingindo pra si mesma que estava apenas cuidando da vida quando na verdade esperava esbarrar com ele por acaso. Será que ele cansou de perturba-la? Ou que finalmente perdeu o interesse nela? As opções rondavam sua cabeça.

                Chegou no lava-carros onde um grande ônibus preto estava estacionado e checou seu celular: nenhuma nova mensagem. Naquela noite, logo depois de chegar em casa, tinha se sentindo tão invadida pela culpa de estar traindo Steven que o mandou uma mensagem dizendo “precisamos conversar, por favor volte logo”. A mensagem continuava lá, sem ser recebida. Claro, quem teria internet no espaço? Connie às vezes a encarava, arrependida de ter enviado.

— Oi, Connie! — Greg acenou para ela assim que a viu. Carregava um balde com sabão e uma esponja. — Muito obrigado por ter vindo. Eu recebi esse ônibus enorme para dar uma lavada e iria levar o dia inteiro se fosse trabalhar sozinho.

— Sem problemas, senhor Universo — Connie disse, deixando a bicicleta de lado.

— Eu pediria ajuda às gems, mas... — ele se explicou, sem graça. — Eu não sei. É meio esquisito quando o Steven não está aqui.

— Também me sinto assim — Connie sorriu em solidariedade, enquanto se aproximava e pegava a mangueira ligada no chão. Não era a primeira vez que os dois se uniam com suas questões humanas colidindo com o exotismo das mulheres alienígenas.

— Você parece um pouco pra baixo — Greg disse, preocupado. — Está tudo bem?

                Era estranho que as pessoas estivessem perguntando isso à ela com tanta frequência, especialmente porque Connie não se sentia extraordinariamente diferente. Na verdade, quando tantos dias começaram a passar sem que ela ouvisse de Lars, começou a se sentir até um pouco vazia. Abandonada, talvez. Provavelmente não seria apropriado conversar com seu quase-sogro sobre seus sentimentos por outro cara.

— Sei bem como é — Greg disse de repente, a pegando de surpresa. Sua feição era de compreensão total. Ele olhou para o céu. — Também fico super preocupado quando o Steven sai em missão. Não dá pra evitar. Mas vai ficar tudo bem, Connie. Steven é muito forte. Temos que confiar nele. Então, bola pra frente! Vamos jogar sabão nesse ônibus!

                Connie se obrigou a parecer mais animada, culpada demais para corrigir Greg. Claro que ela deveria estar preocupada com Steven no espaço e não com Lars na Terra. Já fazia quase uma semana que ele tinha saído em missão. Ela era uma péssima quase-namorada.

                A lavagem do ônibus foi trabalhosa, especialmente devido ao calor extremo do dia, mas Connie achou a tarefa agradável, porque ajudava a manter a sua cabeça ocupada. Juntos, ela e Greg levaram umas boas horas jogando sabão em tudo e limpando os pneus. O sol começava a baixar quando Connie terminava de jogar água com a mangueira e Greg saiu para comprar uma bebida gelada para os dois.

— Ei, Connie! — Ouviu seu nome ao longe e viu Jenny se aproximar, balançando papéis nas mãos.

— Oi, Jenny — cumprimentou, virando a mangueira para o outro lado para não molhá-la. — Você viu o Lars por aí?

                Jenny franziu a testa e Connie teve vontade de desaparecer no ar. A pergunta saiu da sua boca tão naturalmente que sequer percebeu o que tinha realmente falado, ou o quão abrupta tinha sido. Parecia ser outra pessoa falando, dentro da pele dela.

— Não, por que? — Jenny respondeu, rindo. — Ele tá te devendo dinheiro?

                Connie balançou a cabeça, ansiosa por mudar de assunto imediatamente. Seu olhar foi para os papéis que a outra segurava e Jenny separou dois e esticou na sua direção.

— Entrega isso aqui pro Greg pra mim?

                Connie aceitou o papel: era um panfleto roxo anunciando um show especial no galpão de Beach City que aconteceria no dia dos namorados durante o fim de semana. A atração principal era Sadie Killer e a foto da garota loira com uma maquiagem de caveira estampava a metade da folha.

— Vai ter um show da Sadie lá no galpão? — Connie leu em voz alta, ligeiramente surpresa pela novidade.

— Alô-ôu, é claro que vai — Jenny disse, com a voz de alguém que constatava o óbvio. — Foi por isso que nós passamos o último final de semana lá consertando as caixas de som e as luzes. Não achou que éramos só uns adolescentes desocupados enchendo a cara em um prédio abandonado, achou? Porque isso seria super, mega irresponsável.

Connie piscou algumas vezes, tentando não expressar que aquela era a exatamente a ideia que tinha dos últimos dias. Balançou o panfleto.

— Isso significa que a Sadie já voltou?

— Me diz você. Passou o dia inteiro lavando o ônibus da turnê dela.

                Levantou os olhos para o ônibus em um sobressalto. Tinha passado o dia inteiro escovando o exterior da lataria escura, mas só agora percebeu o logo “Sadie Killer” estampado no vidro da frente. Então, a Sadie estava mesmo de volta. Isso explica porque não tinha encontrado com Lars durante toda a semana. Eles deviam estar passando tempo juntos. A informação lhe desceu amarga.

— Tá com a cabeça no mundo da lua, né, garota? — Jenny deve ter visto o espanto no seu rosto, porque riu.

— Acho que sim — Connie concordou, sentindo-se subitamente desanimada, como se de repente a gravidade estivesse com uma força extraordinária puxando seu corpo pro núcleo da terra.

— Ele já te comeu?

                A pergunta veio tão do nada que Connie recuou, como se tivesse tomado um tapa, e deixou a mangueira ligada se voltar contra ela, jogando água na sua cabeça. Voltou a mangueira pro chão, meio atrapalhada, pensando que talvez tivesse ouvido errado, mas a expressão repentinamente séria no rosto de Jenny não dava margem para outra interpretação.

— O Lars. — A morena repetiu devagar, revirando os olhos. — Ele já te comeu?

Connie sentiu o rosto queimar de vergonha. Balançou a cabeça negativamente, desconfortável demais para conseguir falar.

— Entendi. Então é melhor você tomar cuidado — disse, e de alguma forma aquilo soou como uma ameaça. — Aquele cara... — Começou, mas deixou a frase suspensa, caindo no ar entre as duas. — Ele vai te deixar viciada.

                A forma como ela lhe olhava fazia Connie se sentir minúscula. Jenny, que sempre lhe pareceu tão alegre e animadora, de repente soava quase cruel. Ela deu de ombros.

— Mas é você quem sabe. Depois não diz que eu não avisei.

                Jenny se afastou e Connie acompanhou sua silhueta com os olhos até ela desaparecer. Greg se aproximou às suas costas, segurando dois sorvetes e um panfleto.

— Olha, Connie, a Sadie vai apresentar um show de dia dos namorados! Não é legal? Será que o Steven volta a tempo pra vocês irem juntos? Acha que eu deveria arrumar um encontro pra ir também? Minha nossa, mas quem eu iria chamar? Estou meio enferrujado pra essas coisas. O que acha, Connie?

                Ele continuou tagarelando, mas Connie não prestou atenção. Estava com a cabeça em outro lugar.


Notas Finais


Logo mais faz um mês que comecei a escrever e postar essa história aqui no site. É a primeira coisa que escrevo em muitos anos.
Por muito, muito tempo achei que nunca mais fosse capaz de criar nada, que minha capacidade de escrita tinha secado e morrido, mas de repente a ideia me veio, e as coisas acabaram acontecendo.
Eu agradeço demais à todos que tem me acompanhado aqui, que se interessaram pela história e me deram uma chance de leitura. Tô em um momento meio ruim da minha vida e ser capaz de construir algo, mesmo que seja uma fanfic de sexo de Steven Universo, isso tem me ajudado a me sentir menos inútil e a esquecer um pouco de todo o resto. Por isso agradeço muito à vocês, que são também uma parte disso. Obrigada, vocês são fantásticas <3


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