História Atraentes. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Originais, Romance
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Palavras 3.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoas. Tudo bem? Eu estou ótima.
Realmente foi um pouco difícil lutar contra a preguiça para escrever esse capitulo. Mas, eu consegui. Uhuuuul. Bora fazer festa pela conquista!
Heuheuheu brincadeiras a parte.
Espero que gostem desse capitulo e que fiquem comigo no desenrolar desse história!!!
Amo vocês desde já!!!
Me perdoem caso haja erros meus amores. Mas, eu ainda não sou uma maquina de correção perfeitamente perfeita. Heuheuehuehu
Amu vucêis!!!

Capítulo 2 - Jardim.


Fanfic / Fanfiction Atraentes. - Capítulo 2 - Jardim.

-*-*-

A manha tinha chegado com seus incríveis raios de sol que adentravam meu quarto pela janela acima de minha cama. A noite anterior não havia sido tão difícil para dormir como eu havia pensado e o incomodo que se tinha no meu peito já não estava tão presente. Enfim, era hora do café da manha e minha barriga suplicava por essa refeição.

Levantei-me espreguiçando e bufando um pouco já que estava mesmo muito melhor debaixo daqueles edredons quentinhos. Fui em direção ao banheiro, tomando um banho quente e revigorante para poder dizer que finalmente eu estava acordada.

Fui até a cozinha, passando pelos ambientes que eu havia limpado no dia anterior e sorrindo vitoriosa com o bom trabalho feito nos locais. Fiz um café quente e algumas torradas para que eu pudesse saciar a fome que se instalava em meu estomago. Aproveitei o bom sol e fui para o jardim que tinha ao fundo, apreciar um café junto de uma bela manha ensolarada era tudo para me dar coragem para o que viria mais tarde.

Estava mais feliz ainda porque meu pai havia conseguido alguns aparelhos que ele consertava para me dar, alguns clientes de sua loja de consertos já não necessitava deles e meu pai acabou comprando-os por um preço justo, já que alguns estavam quebrados. Enfim, eu necessitava de uma televisão nova e microondas, junto de um aparelho de DVD e música, eu não vivo sem.

Passei mais alguns minutos naquele local quentinho, mas eu precisava me levantar logo, eles chegariam com as coisas para arrumar. Meu pai viria para me ajudar a colocar algumas prateleiras que eram de meu quarto e arrumar outras coisas que precisavam de reparos. Minha mãe me ajudaria a retirar as roupas e minha irmã nos ajudaria a descarregar o caminhão.

Blake viria também para ajudar, ele era como filho de meus pais, como meu irmão mais velho. Realmente éramos bem grudados, éramos melhores amigos e em todo esse plano de vir para cá, ele sempre esteve em cogitações de vir comigo. Mas, suas escolhas foram outras, mesmo assim, continuávamos melhores amigos como sempre.

Ele não tinha uma estatura alta, mas mesmo assim chamava atenção com seu jeito espalhafatoso. Sempre sorrindo, mas os humores eram sempre demonstrados em sua face, como um livro. Seus cabelos castanhos claros eram de dar inveja, já que o brilho natural sempre estava presente. Um corpo forte, mas bem magro. Enfim, nós éramos como os três mosqueteiros, sempre unidos e bem exagerados.

Por fim, decidi sair dali logo já que se eu ficasse pensando eu ficaria muito mais tempo. Lavei a pequena louça que usei e enfim, esperei a mensagem de minha mãe chegar para que eu fosse para a varanda esperá-los. Decidi ir comprar algo para fazer no almoço, já que minha família não media esforços quando se tinha algo para comer.

Passei pela mesma rua que ontem, comuniquei minha mãe que havia ido ao mercado e que se chegassem e eu não estivesse, era somente me esperar um pouco. Adentrei ao mercado com um sorriso e recebendo outro em resposta de Seu Roger, hoje sua esposa também estava fazendo algumas compras para sua confeitaria e ela correu para abraçar-me.

Passamos alguns minutos conversando e logo os comuniquei que meus pais estavam vindo me ajudar com o quesito mudança, eles não hesitaram de se posicionarem e virem comigo, eles me ajudariam e mataria as saudades dos antigos amigos. Enfim, ele comunicou para um dos funcionários e o gerente que não estaria por hoje e caso algo acontecesse, era para comunicá-lo imediatamente.

Assim, paguei as coisas que peguei e me dirigi à saída junto do casal. Seu Roger pegou seu carro, um Chevrolet Silverado vermelho, realmente era um carro dos sonhos e algo que eu amaria ter, mas futuramente. Entramos no mesmo e fomos direto para a minha casa, durante o caminho Dona Anne comentava sobre seu filho Thomas, como havia crescido e como estava trabalhando. Até me mostrou uma foto do mesmo.

Thomas é três anos mais velho que eu, sempre foi quieto ou calado em seu canto, mas quando eu e minha irmã nos juntávamos para atazaná-lo, ele não hesitava em vir brincar conosco. Ele sempre teve um sorriso bem aberto, olhos castanhos e cabelos loiros, mais alto que eu e minha irmã, e provavelmente está bem mais alto agora. Continua com o mesmo sorriso e com o mesmo olhar chamativo de sempre, bem é o que mostra a foto. Pelo que Dona Anne falou, está trabalhando em uma construtora como auxiliar do engenheiro chefe, já que ainda está fazendo a faculdade.

Chegamos a minha casa e logo entramos na mesma, ninguém queria ficar ao sol quente. Eles relembraram os momentos em que todos vinham fazer algumas festas aqui, era realmente nostálgico entrar nesta casa. Seu Roger se impressionou com os meus dotes de limpeza e Dona Anne me elogiou pelo trabalho bem feito, não sem o comentário de querer ter uma nora assim. Ignorei tal fato e fui à cozinha servir-lhes um café, já que não iria deixá-los sem nada.

Seu Roger se ofereceu em levar a TV antiga para o lixão -já que eu havia falado algo durante o caminho- que tinha na cidade e eu concordei, não iria recusar já que eu não tinha um carro para ajudar. Dona Anne foi logo adentrando o jardim de minha avó, além de ser uma ótima confeiteira era também boa com jardinagem.

Enquanto Seu Roger retirava a TV da sala e colocava em seu carro, eu aproveitei para aprender, ou melhor, relembrar como era cuidar de um jardim. Meu celular continuava no bolso para quando meus pais chegassem e com o casal em minha casa, as coisas ficariam mais animadas.

Seu Roger lembrou-me das sacolas de compras que eu havia esquecido no carro e se voluntariou para guardar os alimentos na geladeira. Era bom tê-los por perto, era como se meus pais estivessem comigo me ajudando. Enfim, eu e Dona Anne estávamos tão entretidas naquele jardim mal cuidado que não conseguíamos distinguir o que Seu Roger falava ao telefone, mas sabíamos que era alguém conhecido por ele já que sua risada alta nos fazia olhar para a janela da cozinha e vermos o mesmo balançando as mãos no ar como se estivesse chamando alguém.

Eu e Dona Anne somente conseguíamos dar risadas do mais velho.

-Ele foi o que mais sofreu com a ida de sua avó. –Ela comentava enquanto retirava as plantas mal vindas com uma luva grossa em tom avermelhado. –Ele realmente tratava Dona Dirnne como uma mãe. –Ela suspirou e sorriu olhando-me. –Ele sempre vai naquele parque que sua avó costumava ir e eu sei que ele chora todas às vezes.

Correspondi ao olhar da mesma e pude sentir algumas lagrimas teimosas caírem de meus olhos e escorregarem livremente pelas minhas bochechas. Ela também tinha algumas acumuladas em seus olhos, mas preferia deixar o sorriso mais a mostra do que suas lagrimas. Bem, naquele momento. Abaixei minha cabeça permitindo as lagrimas terem mais liberdade e senti seus braços passarem por minhas costas me abraçando e consolando-me.

Não demorou a que nos recompuséssemos e voltássemos a cuidar do jardim tão amado por minha avó. Jogávamos conversa fora e nem lembrávamos o ocorrido, até que ouvimos uma buzina na frente de casa. Minha mãe não era porque ela me avisaria para que eu fosse de encontro aos mesmos e eu não tinha falado com mais ninguém que estava morando ali.

-Uhuul! Thomas chegou! –Seu Roger pulou nos degraus da frente da porta em que estava sentado apreciando um doce que tinha pegado das sacolas de compras de Dona Anne.

-Você o chamou, querido? –Dona Anne nem se moveu de onde estava e continuava a tirar as plantas para poder plantar outras.

-Você acha que seria quem, mulher? –Ele respondeu brincalhão, mas Dona Anne o olhou reprovando seu tom.

-Olha, você me respeita seu velho. –Logo ela riu se enturmando com a brincadeira e eu somente pude rir da situação. –Vá lá trazê-lo pra dentro querida.

Concordei e entrei na cozinha para lavar minhas mãos. Seu Roger deu um grito avisando que já estávamos indo e eu somente pude gargalhar com o tapa que o mesmo recebeu de Dona Anne depois de sua resposta. Era de se admirar o relacionamento dos dois. Assim que terminei de retirar a terra de minhas mãos, já que Dona Anne retirava as plantas e me entregava para colocar num montinho que a mesma havia feito. Fui de encontro à porta da sala, mas não sem antes ouvir um “Sou velho, mas você me ama.”

Continuei rindo até chegar à porta de entrada de casa, me deparando com o mesmo sorriso nostálgico de sempre. Thomas estava mais bonito, admito, seus cabelos arrumados em um topete caído para o lado e sua roupa em um conjunto de blusa social branca e calça social preta faziam com que ele parecesse mais maduro. Realmente havia ficado, já que o tempo havia se passado.

-A pequena continua pequena. –Ele deu sua famosa risada alta, mas não tão extravagante como do pai.

-Para quem é um Cristo Redentor, os outros sempre serão pequenos. –Ele fechou a cara como se estivesse bravo, mas sua risada não permitia que seu esforço fosse bem sucedido. Abri o portão e ele logo se jogou em mim me abraçando, nos fazendo andar um pouco para trás também.

-Você está incrível para uma garotinha.

-Vocês está muito bem para um moleque. –Dei minha famosa risada exagerada e ele deu um peteleco em minha testa, não nos desgrudando de nosso abraço. –Vamos entrar que sua mãe já está fuçando em casa.

-E provavelmente meu pai está comendo. –Ele se soltou de mim e nos dirigimos à porta para que pudéssemos nos encontrar novamente com o casal.

-Ele é um dos meus. –Ele riu e assim, adentramos o local.

-*-*-

-Filha!!! –Minha mãe correu para abraçar-me e beijar-me.

-Mãe, não faz nem dois dias! –Falei tentando não me sufocar com o abraço de urso que a mesma me dera.

-Não estou nem ai. –Ela respondeu e todos a nossa volta começaram a rir.

-*-*-

Carrie, minha irmã mais nova estranhou um pouco ao Thomas, mas pude ver que logo depois de umas trombadas que os mesmos deram, eles já estavam sorrindo e conversando normalmente como antigamente.

Carrie era mais alta que eu, mesmo sendo dois anos mais nova ela parecia ser a mais velha com seu jeito serio. Ela tinha cabelos castanhos escuros longos que chegavam perto de sua cintura, ela falava que era sua relíquia. Com seus famosos óculos vermelho e azul e seus olhos verdes que eu tanto queria ter, mas a genética de minha mãe estava em meu sangue.

Meu pai logo colocou o papo em dia com Seu Roger e começou a consertar as coisas junto do mesmo. Minha mãe com Dona Anne, Carrie com Thomas, que mais pareciam um casal do que apenas amigos. Enfim, eu via que nos olhos dos mesmos algo a mais iria acontecer.

Eu e Blake continuávamos nossas idiotices, já que era nisso que éramos bons. Mesmo distantes um do outro, nossa amizade continuava a mesma e os objetivos parecidos. Ele me ajudava a descarregar o caminhão e colocar as caixas nos lugares, já que Carrie e Thomas estavam mais ocupados indo comprar algo no mercado para comermos. Mas, eu sabia que era uma desculpa para se pegarem.

Dona Anne e Dona Leila, minha mãe, estavam ocupadas em retirar as coisas das caixas e organizarem. Ou reclamarem do que eu tinha e o que eu deveria jogar fora, já que achavam que não era tão útil.

As horas se passaram Thomas e Carrie mais estavam fora de casa do que nos ajudando, meu pai já estava se remoendo de ciúmes da mesma, já que achava que ela era jovem demais para ter algo com alguém. Bem, ela já tinha seus 17 anos e já não era a mais santa. Dona Anne e mamãe estavam gostando da idéia de que os dois poderiam ficar juntos e já estavam até dando nome aos futuros netos que poderiam vir. Eles eram sábios por não estarem em casa para ouvir os nomes que as mesmas davam.

Eu e Blake estávamos mais no sótão do que ouvindo as histórias dos mesmos, já que ele tinha coisas sobre sua namorada a me dizer. Kristen estava dando suas crises existenciais que deixavam Blake irritado e eu, que era o cupido e o salva vidas do casal, tinha que tentar acalmá-los.

-Hilary, você não sabe o que eu estou passando com a Kristen. –Ele se jogou no tapete felpudo do sótão e começou a rolar por ali, fazendo barulhos que eu não sabia distinguir o que eram. –Já fazem cinco anos que estamos juntos e ela não muda. E nem parece que quer.

-Blake, ficar aqui rolando e esperneando não vai resolver seu problema. –Ele me olhou com cara de tédio e fez uma careta de “você acha mesmo que eu não sei?”. –O que eu estou querendo dizer é: Vocês estão felizes um com o outro?

-Sim... Mais ou menos... Eu já não sei. –Ele suspirou e deitou de bruços no chão. –Nunca tinha pensado, será que estamos só empurrando com a barriga? –Peguei uma das almofadas que se tinha ali e me sentei ao seu lado vendo que o mesmo estava com os olhos fechados. Obviamente, reprimindo as lagrimas.

-Você a ama? –Eu perguntei sem muito hesitar.

-Sim, Hil. Mas, acho que estou cansado de ela achar que eu estou a traindo. –E por fim, as lagrimas já rolavam e eu sabia, a discução dos dois foi mais séria do que qualquer outra. –Ela desconfia de tudo. Sei que por ela ser acima do peso, pode ser que influencia na auto-estima, mas eu provei tantas vezes que eu gosto dela como ela é.

Ele se levantou do chão, sentando-se e abraçando suas pernas. Realmente sabíamos que os dois se amavam, as coisas sempre foram difíceis, já que ela sempre se menosprezou na frente dos outros. Blake havia a ajudado nesse quesito, mas vejo que não mudou tanto assim como tínhamos esperado.

-Lembrem-se das coisas boas que passaram e tentem deixar as coisas tristes de lado. –Eu olhei para fora da janela enquanto ajeitava meu cabelo com a mão direita. –Minha mãe sempre me disse: Se for pra ficar olhando somente os defeitos e coisas ruins, as coisas boas serão cobertas por elas e tudo o que passaram seria jogado fora. Momentos ruins existem, mas temos que deixar as coisas boas sobressaírem elas.

-Você tem razão, mas conversar com ela é difícil. –Ele fez um biquinho fofo com os lábios enquanto suspirava. –Você deveria estar lá comigo!

-Você tem que aprender a consertar seus erros sozinho, Blake. –Sorri para o mesmo, estendendo minha mão para que eu pudesse acariciar sua cabeça. –Somos adultos agora. –Dei uma risada e continuei a acariciar seus cabelos. –Temos que achar novas formas de consertar as coisas, se as que estamos usando não estão dando certo.

-*-*-

A noite já estava presente e o relógio marcava 21h47min. Seu Roger e Dona Anne continuavam nos ajudando a arrumar as coisas e jogavam conversa fora com meus pais. Minha mãe resolveu ir fazer algo para jantarmos, já que o almoço foi algo que Thomas e Carrie compraram no mercado.

Blake estava no quintal conversando com Kristen fazia cinquenta minutos e eu estava em meu quarto colocando meus produtos em cima do armário e organizando algumas coisas do meu jeito. Pensar que estaria mudando totalmente minha rotina era algo totalmente diferente e um pouco assustador, mas nada que eu não podia encarar com minha cara limpa e meu sorriso.

-Se você precisar de ajuda para arrumar um emprego, é só me chamar. –Thomas entrou em meu quarto e logo se jogando em minha cama.

-E você e minha irmã? –Ele riu e se sentou olhando para mim. –Se vocês queriam ser discretos, acho que não conseguiram não.

-Não acho que nossa intenção foi essa. –Ele coçou a nuca e olhou para o chão. –Nós começamos a conversar mês passado. Por incrível que pareça, um grupo de amigos meus tinha o contato dela e acabamos por voltar a conversar. Enfim, acho que você entende o que aconteceu. –Ele tossiu coçando a garganta e sorrindo forçadamente. –Espero que você não esteja brava.

-Eu? Por quê? –Comecei a rir e me sentei ao lado do mesmo. –Acho vocês dois fofos juntos. –O abracei brincando com o mesmo e dando uma longa risada da preocupação desnecessária com o fato de eu estar ciente dos fatos.

-Ela me contou que você vinha e dei um jeitinho de te ajudar também. –Ele sorriu convencido. –Te recomendei para um escritório no centro. Enfim, eles querem uma garota como você pra ser a secretária de um dos diretores dali. –Ele colocou o dedo indicador do lado de seu rosto, sorriu vitorioso com a noticia e cruzou as pernas parecendo, ou melhor, tentando parecer alguém importante. –Mas...

-Claro que eu quero! –Falei sem hesitar e o cortando totalmente, era uma ótima oportunidade para conseguir um bom trabalho e se era no centro, com certeza era um bom local.

-Faça seu currículo que eu mandarei. O CEO é meu amigo, ele vai dar um jeitinho de te por ali dentro facilmente. –Ele me abraçou e riu de minha empolgação. Realmente era bom ter ele como meu amigo e futuro cunhado. Se já não é.  –Mas...

-Obrigada, Thom!! –Me levantei pulando e quase saindo do quarto para dar as noticias para o pessoal que descansava e esperava o jantar na sala.

-Espera! –Ele levantou um pouco o tom tentando me acalmar e chamar minha atenção. Conseguiu.  –Tem só um problema. O cara pra quem você será secretária é um completo babaca e encrenqueiro. –Me dirigi para perto do mesmo e coloquei minhas mãos em seus ombros com um largo sorriso nos lábios.

-Você sabe com quem está falando? –Ele riu de minha disposição e convicção de que eu era capaz de qualquer coisa. –Não há muralha que eu não possa passar.

-Você realmente não mudou nada, pequena. –E nisso, ele tinha completa razão.

-*-*-

O jantar estava pronto, todos estavam saciando suas fomes na sala enquanto assistíamos a TV aberta, já que eu ainda não tinha contratado uma em assinatura e nem a internet. Enfim, riamos com o programa de variedades que passava e as idiotices que os participantes faziam.

Depois de raparmos as panelas que existiam no fogão, comentei aos mesmos sobre o que Thomas havia me falado em relação ao trabalho. Os mesmos deram parabéns a ele que se convenceu ainda mais, somente revirei os olhos e ri com a cena.

Thomas havia pegado uma boa amizade com Blake e o mesmo com o casal mais velho da casa. Enfim, as coisas já estavam em seus devidos lugares. Somente algumas caixas que precisavam ser abertas e organizadas, mas isso era por minha conta. Seu Roger e Seu Joe, meu pai, conseguiram reparar o que era necessário e instalar outras coisas. Dona Anne conseguiu arrumar o jardim e aproveitou e plantou algumas sementes que se tinham na casinha ao fundo.

Minha mãe e minha irmã separaram as caixas em seus devidos lugares e organizaram em suas devidas gavetas. Blake e Thomas ajudavam no que conseguiam, ou melhor, quando Carrie e Thomas estavam, eles ajudavam. Mas, enfim, tudo estava em seu lugar e eles já podiam ser liberados desse trabalho pesado.

-Muito obrigada Seu Roger e Dona Anne. –Minha mãe agradecia aos mesmos que já estavam dentro de seu carro para poderem ir para casa.

-Não se preocupe, Leila. Amanha passarei aqui para dar uma olhadinha em como ficou e ajudar mais um pouco no que der. -As duas se despediram com um beijo na bochecha e sorriram pelos momentos divertidos de hoje. –Tenham uma ótima viajem e venham mais vezes!

-Adeus, come-boi. –Seu Roger gritou para meu pai.

-Até logo, suga-geladeiras. –Os dois tinham seus apelidos que eu realmente não estava afim de entrar para participar.

Enfim, o casal se foi ficando somente Thomas, já que o mesmo estava com um Honda Accord estacionado bem ao lado de casa. Blake estava babando pelo carro, mas tentava manter a postura diante ao dono do mesmo.

Mamãe resolveu arrumar suas coisas para irem direto para casa, pois seria uma viagem de três horas para voltar para lá. Enfim, Thomas e Carrie estavam se despedindo do lado de fora de casa, enquanto minha mãe tentava entreter meu pai com algo para que ele não ficasse olhando o que rolava entre o mais –possível- novo casal. Eu e Blake estávamos sentados –jogados- no sofá da sala enquanto ele dizia que tinha se consertado com sua namorada tão amada.

Depois de alguns minutos, os mesmos resolveram partir. Papai olhava para Thomas com seu olhar intimidador, ou tentava, já que Carrie era sua filhinha mais nova, os cuidados eram maiores.

-Rhum, espero que não machuque o coração de minha garotinha. Se não eu...

-Sim, querido. Ele sabe. Agora vamos. –Mamãe cortou meu pai, pois ele sempre fez um show para coisas relacionadas a isso. –Tchau querida. Se cuide.

Assim, meus pais se despediram de mim, Blake chorou um pouco e Carrie me abraçou se despedindo. Ficou somente eu e Thomas em minha casa. Eu estava acabada e queria um banho mais do que nunca, porém Thomas parecia querer falar algo importante.

-Desembucha. –Eu falei lhe entregando uma xícara com café, enquanto o mesmo se ajeitava no sofá e mandava mensagem para alguém, provavelmente Carrie.

-Quero ter algo serio com a Carrie, mas você acha que Seu Joe vai surtar? –Ele bebericou o café, já que estava quente e bem, a conversa no celular estava mais divertida.

-Não acho. Ele não poderá dizer nada se for o que vocês dois querem. –Falei fechando meus olhos enquanto encostava minha cabeça no encosto do sofá. –Mas, veja se é isso mesmo que você quer. Pra não se arrepender depois.

-Sim, eu sei. Mas, enfim. Vamos sair amanha para eu te mostrar onde é o local. –Ele começou a beber ao café, já que já estava esfriando e tinha guardado o celular no bolso. Ele fazia um barulhinho todas as vezes que terminava um gole do mesmo, não que me incomodasse, mas era engraçado ver esse costume do mesmo. –Já que minha mãe virá, pede ajuda para ela pra fazer seu currículo. Vai que você indo lá o CEO te aceita e faz uma entrevista.

-Sim. Agora, vai pra sua casa que eu to morrendo de sono.

-Nossa, estou sendo expulso dessa forma? –Ele fez uma cara de indignado com minha ação, somente pude rir. –Que agradecimento.

-Sim e muito obrigada.

Assim, o mesmo terminou seu café e logo se dirigiu até a saída e se foi. E mais uma vez, eu estava sozinha naquela casa. Minhas coisas estavam já no lugar, somente faltavam algumas caixas, mas por fim, eu poderia finalmente iniciar minhas aventuras.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Me perdoem caso haja erros.
Não esqueçam de favoritar e comentar o que acharam, por favor. Espero vocês no próximo capitulo e até lá, uma abraço apertado em seus corações!!
Amo muito vocês
De Pup_Park!!!<3


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