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História Atraídos. - Capítulo 2


Escrita por: QueziaSouzaMG

Capítulo 2 - Sim.


Daniel:




Ele também queria.

Eu podia sentir a tensão do corpo dele.

Vibrando com o meu contato.

Quando verbalizo a ideia de sairmos juntos daqui, sei que ele entende a que me refiro, por que vejo ele engolir em seco.

Nervoso.

Sensível a minha presença.

Coloco minha mão em sua perna e ele quase da um pulo.

Seria engraçado se eu não estivesse me sentindo quase no mesmo nível de ansiedade.

Vanessa e eu não éramos um casal, estávamos mais para amigos com benefícios.

Não era sempre que tínhamos esse tipo de interação com estranhos, mas quando nós dois nos sentimos atraídos pela mesma pessoa, homem ou mulher, aproveitamos.

Nem sempre o flerte dava certo. Não era todo mundo que era adepto desse tipo de sexo casual... carnal.

Mas em suma,  a maioria com quem tentávamos  sim.

Nós dois éramos uma dupla imbatível.

E o sexo selvagem e louco era sempre compensador.

Eu queria muito que o Henrique aceitasse nossa proposta. Ele havia me atraído em um nível muito maior do que qualquer um até agora.

Então eu iria me esforçar para que ele fosse meu hoje...

Minha mão continua em sua perna, alisando  suavemente o deixando mais tenso ainda.

O fato dele não se esquivar e não tirar minha mão dali me dava esperanças de que ele aceitaria.

Mas eu ainda via dúvidas em seu olhar.

Ele era um músico.

Estava no auge da carreira, ganhando dinheiro e fama.

Com certeza ele seria como os outros, sempre em busca de conquistas e satisfação.

Ele era tão lindo. Exalando aquela aura de masculinidade que com certeza atraia a todos ao seu redor.

— O que você acha Henrique? - Vanessa insiste, usando seu tom de voz mais sedutor. Qualquer um sucumbiria a ela.

— Eu não...

— Olha, será uma noite apenas para nós três. Eu vi como você olha para ele...- Ela aponta para mim.- Se caso você não quiser que eu participe... Eu posso apenas observar.

Céus... As palavras dela são como fogo aquecendo cada pedacinho do meu corpo.

Eu já conseguia vizualizar a cena.

Ele se remexe debaixo da mesa demonstrando estar tão excitado quanto eu.

Ele não nega que se sentiu atraído por mim.

E isso mexe comigo de um jeito que não sei explicar.

— Por favor... - peço em seu ouvido. - Prometo fazer você se sentir bem.

Ele se vira para me olhar melhor.

E quando nossos olhares se encontram assim tão de perto, é como se um choque percorresse todo meu corpo.

Não preciso de palavras para saber que ele aceitaria. Por que o desejo refletido naqueles olhos era o mesmo que o meu.

Minha mão sobe, chegando em sua virilha.

Ele ofega e fecha os olhos.

Estava rendido. Assim como eu....

Ele abre os olhos e apenas movimenta a cabeça em concordância.

Meu coração que já estava acelerado, erra uma batida.

Ele pega seu copo e tenta beber o conteúdo tudo de uma vez.

Não o quero bêbado, então seguro sua mão e o impeço.

— Quero, você bem lúcido essa noite.- Digo, bem próximo dele. - Talvez não nos vejamos novamente, mas quero que você se lembre de tudo que vamos fazer.





Henrique:

Eu estava em colapso.

As palavras dele aumentaram meu desejo exponencialmente.

Era uma loucura? Sim.

Mas eu estava disposto a isso.

Talvez algo assim exorcisasse toda aquela angústia em meu peito.

Já estava na hora de deixar aquela dor para trás.

E começar a sentir tesão por outra pessoa, era prova de que eu estava superando o Renato.

Saímos dali rapidamente, e nem me lembro de avisar meus amigos.

Minha cabeça estava inundada apenas dele.

Do homem a minha frente.

Vanessa era linda. Mas não era atrativa para mim.

Eles estavam com as mãos dadas.

Eu já havia escutado muito sobre isso.

Casais liberais que querem apimentar a relação e inserem uma terceira pessoa no jogo.

Penso comigo mesmo que jamais teria um relacionamento assim.

Eu já havia me humilhado uma vez, implorando outra chance a alguém que havia me traído.

Como se a culpa de eu ser traído fosse minha.

Jamais faria isso novamente.

Quando eu me interessasse por alguém de novo, eu gostaria que fosse apenas meu.

Só meu.

Mas hoje, agora, a situação era diferente.

Era puro e simplesmente desejo.

Quando chegamos ao estacionamento, meu instinto fica aguçado.

Começo a cair em mim, me perguntando que tipo de loucura eu estava prestes a fazer.

Vejo Vanessa se ajeitar no bando da frente ao lado do motorista.

Minha coragem se esvai, e Daniel se aproxima de mim.

— Por favor, não desista agora.

Ele diz bem perto e com a voz baixa.

Seus olhos refletem um brilho que me deixa mole. Como se meu corpo tivesse a consistência de uma gelatina.

A situação piora quando ele me beija.

Sei que o intuito daquele beijo era para me deixar mais a vontade.

Mas o que ocorre é totalmente ao contrário.

Eu fico mais nervoso ainda, por que o desejo que percorre meu corpo agora transcende tudo que já vivi sexualmente até agora.

O beijo era quente, suave.

O gosto dele em minha língua invadindo todo meu sistema nervoso.

Ele aperta meu corpo contra o carro e aprofunda o beijo, me deixando desesperado por mais.

Sinto meu pau pulsar em minha calça e tudo que eu quero é tê-lo dentro de mim.

— Eu estou amando essa cena, mas acho melhor vocês deixarem isso para o quarto, por que aposto que os jornalistas iriam amar fotos de vocês assim. - Vanessa quebra o clima, e eu me afasto um tanto assustado.

Ela estava mais do que certa.

Por anos eu não quiz expor minha sexualidade, por que meu agente dizia que prejudicaria não só a minha carreira, como a dos demais membros da banda.

Droga.

Eu estava sendo tão descuidado agora.

O que havia de errado comigo?

— Vem... Por favor.

Daniel pede novamente.

Seus olhos luxuriosos e quentes.

Suplicantes. E eu não resisto.

Ele abre a porta para mim e eu entro.

Durante o trajeto, Vanessa e ele trocavam algumas palavras, mas meu cérebro não registrava nada.

Eu sentia o olhar do Daniel sobre mim pelo retrovisor, e por mais que eu tentasse, nao conseguia evitar meu olhar de ser atraído para ele.

Não demoramos muito e logo chegamos ao local escolhido. Era um motel.

Daqueles que eu só havia visto em filmes.

O lugar era incrível. Com até uma piscina acoplada ao quarto.

Olho para a cama enorme, e do nada me sinto constrangido.

Vanessa vai até o Frigobar e a vejo encher três  taças de champanhe e nos servir.

Ficamos lá, os três de frente um para o outro.

— Um brinde a essa noite. - nós batemos as taças, meu coração pulando tanto que parecia um tambor.

— Que essa noite seja inesquecível.

Daniel completa o brinde, olhando fixamente para minha boca.

Vanessa bebe um gole e se aproxima de mim.

— Não fique nervoso ok? - ela pede com a voz suave.- Caso você não se sinta confortável com algo, basta dizer. Estamos aqui apenas para nos satisfazer. E se você não gostar nós paramos, tudo bem?

Não encontro minha voz, então apenas balanço minha cabeça, em sinal de confirmação.

Ela retira a taça da minha mão e entrega ao Daniel.

— Você é lindo sabia?  - ela diz, começando a desabotoar minha camisa.

Olho para o Daniel e ele me encara, sério.

Quando fico exposto da cintura para cima, vejo ele engolir em seco.

Vanessa me toca, com aqueles dedos pequenos e delicados.

Passa a mão gentilmente por toda a base do meu tórax.

— Perfeito. - ela diz deixando um suave beijo em minha pele.

O tempo todo os olhos do Daniel não saem dos meus.

Quando ela começa a desabotoar minha calça, ele  vira toda a taça de uma vez e se aproxima de nós.

— Deixe que eu faço isso... - ele diz, segurando a mão dela.

Ela o olha indagadora, mas sorri e se afasta um pouco.

Eu não consigo dizer uma palavra, apenas me deixo ser levado pelo momento.

— Posso?- ele me pergunta, mas suas mãos já estão descendo meu zíper.

Antes de abaixar minhas calças, sinto os dedos dele tocarem meu pau e todo meu corpo estremece.

Ele sorri, percebendo o efeito que causa em mim.

Agora não tinha mais volta...

Eu já não encontrava mais em mim o desejo de parar.

Eu só pensava em levar essa loucura até o fim...

E se amanhã eu me arrepender, foda-se.




Vanessa:

Eu estava tendo algum tipo de delírio só pode.

Dois homens lindos e sexys em minha frente.  Deus que imagem maravilhosa.

Era comum Daniel e eu termos esse tipo de divertimento as vezes, mas ele nunca se conectou com ninguém assim antes.

Sorrio internamente, ao ver como os dois se olham ávidos e famintos um pelo outro.

Daniel, estava possessivo em relação ao Henrique, e eu achei o máximo, pois pela primeira vez, o rendido aqui era ele.

Em todas nossas noites de tesão louco, ele era o mais frio. Sexo, apenas por nessecidade fisiológica e diversão.

Não era esse o caso agora.

Ele nunca foi tão compassivo com nenhum dos nossos amantes de uma noite.

Nunca o vi pedir por favor a ninguém, principalmente por  uma noite de sexo.

Meu corpo estava em chamas enquanto eu observava os dois.

Dois homens lindos e gostosos, se beijando deliciosamente.

Eu estava excitada demais... Louca por mais.



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