História Atrás da Porta - Livro dos Pesadelos - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Anjo, Demônio, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 48
Palavras 1.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Segundo Pesadelo - Acontecidos (parte 1)


Fanfic / Fanfiction Atrás da Porta - Livro dos Pesadelos - Capítulo 2 - Segundo Pesadelo - Acontecidos (parte 1)


O por do sol era lindo visto da varanda de casa. Eu era apaixonada por aquele tom alaranjado, era uma das poucas coisas que me acalmava, que me traziam paz. Era quinta-feira, e eu estava em casa, sozinha. Sentada na varanda também podia ver o movimento da rua, que naquele momento era pouco, afinal todos estavam em seus compromissos. Inclusive minha mãe. 

Eu me encontrava suspensa, literalmente. Perdida entre pensamentos, procurando detalhes nas lembranças que me atormentavam igual a uma sarna. 

Mamãe sempre me amou demais, demais até demais. Sempre compreensiva, sempre passiva, com o mesmo sorriso no rosto todas as manhãs enfeitado pela mesma cor de batom. Sempre o mesmo rosa claro nos lábios. As vezes levantava pela manhã a procura dela e a encontrava frente ao espelho do quarto, penteando seu longo cabelo loiro, cantarolando baixinho uma musica qualquer. Eu a observava atraves do vão na porta e me encantava com seu jeito feminino. Ainda aparentava ser uma adolescente.

Me dava tudo que podia, até quando não podia. Sempre dava um jeito, mesmo que isso de algum modo a deixasse sem nada. E isso me intrigava muito, não sei dizer o porque. Além de minha mãe, aquele por do sol fazia-me lembrar dele, e de quando entrou em minha vida. Foi em uma tarde assim, calma e quente, que se aproximou de mim pela primeira vez. Não de forma direta, mas acredito que tenha sido nosso primeiro contato. 

Como disse, foi numa tarde como esta, calma e quente, que eu o encontrei. Ou ele me encontrou, e não sei o que teria sido de mim se aquele encontro não tivesse ocorrido. Eu estabalada demais para qualquer coisa, com o rosto encharcado por lágrimas e ofegante pela corrida desenfreada. Onde eu estava? Não sabia. Havia corrido demais. Olhei para trás na esperança de reconhecer o caminho que percorri, mas tudo parecia estranho e confuso. Sera que havia virado para a direita , ou para a esquerda? Ou talvez eu não tivesse dobrado nenhuma esquina. Olhava para as casas ao meu redor, para as árvores, e nada ali eu havia visto antes. 

Tudo me parecia um tanto diferente, e monótono. Não havia pessoas nas calçadas,  nem carros nas ruas. Tudo era estranhamente calmo. Tentei me recompor de alguma forma enxugando as lagrimas na manga de minha blusa e comecei a retomar meus passos, caminhando e em pensamento. Caminhava observando ao meu redor, numa tentativa - falha - de reconhecer algo que me fizesse lembrar o caminho de volta para a escola. Logo minha mãe estaria na porta me esperando, e eu não estava lá. 

As casas eram esquisitas, pareciam velhas. A maioria de uma madeira verde escura e outras de um tom marrom avermelhado. As janelas eram de um vidro negro, o que as deixava com aspecto sombrio. As portas então, não eram nada convidativas. 

Eu andava, e andava, atravessa uma rua, andava mais uma quadra, atravessava mais uma rua. Quantos quarteirões eu havia andado? Já não sabia mais. As casas, em sua maioria iguais, pareciam de algum modo me acompanhar. E eu apertava o passo. Há quanto tempo eu estava andando? Não sei, mas parecia ser muito tempo. O sol estava alto no céu,  e não havia nuvem alguma a perder de vista. Meus pés ja doíam e eu estava ficando cansada. Comecei a me perguntar se eu realmente havia corrido tanto. 

Talvez se eu pudesse pedir ajuda, pudesse voltar para a escola, onde com certeza minha mãe já devia estar a minha procura. Mas depois de tanto andar, ainda não tinha visto ninguém nas ruas. O que era algo estranho, afinal neste horario varios pais iam a escola buscar seus filhos. E não havia nada, nem ninguém. Foi quando parei de andar e reparei o total silencio que me cercava.

Não se ouvia nada. Não havia canto de pássaros,  nem ruido de brisa. Só havia o som do bater dos meus sapatos no concreto da calçada. Ao meu redor as casas de vidros negros me deixavam apreensiva. A esta altura, depois de tanto tempo e de tanto caminhar, o melhor mesmo seria pedir informação. Mas não havia ninguem nas ruas, o que significava que as pessoas deveriam estar dentro de suas casas. Olhei para tras na esperança de encontrar alguem que pudesse me ajudar, que pudesse me dizer onde eu estava e como voltar, para que assim não precisasse bater em alguma daquelas portas, mas de novo não havia ninguém. 

Sem muitas opções, e ja assustada com tudo aquilo, resolvi pedir ajuda em alguma casa. Mas não fui na primeira que encontrei. Andei e passei por mais algumas casas até encontrar uma que me desse menos medo. E na ultima casa do quarteirão, chegando a mais uma encruzilhada, suspirei derrotada. Estava cansada, teria de ser aquela casa mesmo. E eu estava torcendo para que além de informação,  tambem me dessem um copo com água. 

O portão, feito de uma madeira velha, baixo e curvado, parecia que ia se desfazer ao minimo movimento de abrir-se. O ranger de suas dobradiças foi escandalosamente alto. E quando se fechou, o barulho foi de um baque seco. A grama parecia recem cortada, com trevos de três folhas dispersos aqui e ali. As janelas daquela casa eram como grande olhos que me fitavam, que me deixavam inquieta. Aproximei-me da porta e com receio, dei tres batidas. Passou-se um tempo, e nada. Bati novamente. Começava a achar que de todas as casas que poderia ter batido tinha ido justo na que não tinha ninguém. E realmente ninguém me atendeu. 

Desapontada com minha falha tentativa, já ia me retirando quando um som baixo de um trinco me chamou a atenção para um canto do pequeno quintal. Era uma portelinha, pouco menor que o portão de entrada, consideravelmente mais baixa, mas da mesma madeira velha. Estava entreaberta, e aquilo me fez pensar que talvez, a pessoa que morasse naquela casa não tinha me atendido porque talvez não tivesse me ouvido, porque estava na area dos fundos. 

Cheia de esperança cruzei aquele mibi portão e passei por um estreito corredor da casa, não muito comprido, que no final deu em um quintal de fundo, onde haviam duas madeiras que sustentavam um varal com algumas peças e lençóis. E qual não foi a minha surpresa ao notar uma silhueta atras de um dos lençóis. Feliz por finalmente encontrar alguém que pudesse me ajudar corri até lá. Parei diante da sombra, que em nenhum momento se moveu. Os braços estavam estirados para baixo, imóveis e esestavam. Impaciente falei:

- Desculpa entrar assim na sua casa moça, mas estou perdida. Conhece alguma escola aqui perto? - mas aquela sombra, aquela mulher, não se moveu um centimetro. Nada ali se movia, nem havia vento ou brisa. Tudo estava parado. 

De novo perguntei:

- Moça pode me ajudar? Por favor... - supliquei chorosa. Mas ela parecia não me ouvir, como se eu não esticesse ali. Ela continuava inerte atras do lenços branco. Então decido me mostrar. 

Dei a volta no lençol e como se tudo ficasse em camera lenta, eu a vi. Suas mãos, sua pele era muito branca, tao branca quanto aquele pano pendurado no varal. Seu vestido estava em trapos, desbotado e rasgado. O cabelo todo desgrenhado. A cada passo que eu dava, mais apreensiva eu ficava. Próxima a ela eu ainda não podia ver seu rosto, pois seu cabelo não me permitia. 

Aproximei-me, e chamei por ela. Mas ela não se movia. Quando estava a poucos passos dela, quando ia toca-la, ela virou a cabeça em minha direção causando um estralo de ossos, e eu travei no lugar, impossibilatada de não encara-la. 

Em seu rosto não havia olhos, mas sim dois buracos negros e enormes, que não pareciam ter profundidade, que sugavam todo o meu ar, pois não conseguia mais respirar de pavor. Não havia nariz, nem boca. Apenas um risco tortoque partia sua feição pela metade. Ela só me encarava, e eu encarava ela. Sentia meus pés presos a grama do chão. Eu queria sair dali, correr novamente, não importava para onde, mas aquele buraco negro me magnetizava e depois de um tempo que me pareceu a eternidade,  senti-me tonta. Meus joelhos fraquejavam a cada segundo, e não demorou muito mais para que tocassem o chão. Mas os olhos, estes eu não conseguia deixar de olhar. Estava me afundando naquele mar negro, conpletamente consciente de que queria fugir, e que meu corpo não me correspondia.

Pouco antes de sentir meus dedos formigarem e aquela sensação subir preguiçosa por meus braços, a vi de algum modo forçar aquele traço em seu rosto. Parecia ser um esforço enorme, que aos poucos revelava sua bocarra negra e torta, e que se abria por completo., jogando parte de sua cabeça para trás. 

Eu estava apavorada, mas presa. As lagrimas desciam em silencio quando eu percebi que meu peito doia pela falta de ar. A quanto tempo eu estava ali? Estava desistindo de lutar, ja a procura de um alivio para aquela dor, quando algo cobriu meus olhos, e me tirou do chão. Eu só podia sentir o peso do meu corpo e a dor de aos poucos levar ar de novo para meus pulmões. 

Alguém me carregava, e eu não tinha sequer forças para abrir os olhos e ver quem era. Mas conforme eu respirava, inalava seu perfume de madeira fresca, terra molhada e chuva. A fornicação lentamente desaparecia, conforme aquele perfume me acalmava. Ao mesmo tempo que parecia que tinha sido carregada por quilometros, tudo tinha acontecido muito rapido. 

E então fui colocada no chão, e aquele perfume foi se afastando. Aos poucos consegui abrir os olhos, mas seja quem for que tivesse me carregado, não estava mais ali. Invés de ver meu salvador o que eu vi foi minha mãe correndo em minha direção. A senti amparar minha cabeça em.seus braços e a ouvi perguntar o que tinha acontecido. Estranho foi sentir mais presenças ao meu redor. Seja como for, eu parecia estar de volta. Não havia mais casas estranhas e intimidadoras, e eu podia sentir a brisa quente da tarde no rosto. 

Depois daquele dia, em certos lugares, as vezes duramte a madrugada em meu quarto, sinto aquele perfume por perto mas que rapidamente se dispersa. E eu lembro de alguem que me ajudou a encontrar o caminho de casa. E até então aquilo era uma coisa boa. Algo que eu não sabia o que era, ou quem era, mas que tinha me ajudado em um momento de dificuldade.

Com o passar do tempo as coisas mudaram, embora o perfume fosse o mesmo. Coisas ruins apareciam para mim em meus sonhos, e aquele perfume sempre estava presente quando eu despertava, geralmente assutada e coberta por um suor frio que escorria de minha testa. Tantas foram as experiencias pavorosas que decidi de vez me afastar, ainda mais depois que quebrei o espelho da minha mãe.....


Continua








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