História Atrás da Porta - Livro dos Pesadelos - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Anjo, Demônio, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 37
Palavras 1.298
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Terceiro Pesadelo - Acontecidos (o povo das sombras)


Fanfic / Fanfiction Atrás da Porta - Livro dos Pesadelos - Capítulo 3 - Terceiro Pesadelo - Acontecidos (o povo das sombras)

Foram dias e noites dificeis. O medo me acompanhava e por muitas vezes eu só dormia na base da exaustão. Aqueles olhos negros e profundos ficaram gravados na minha mente de varias formas, me impactando de muitas maneiras. Eu não tinha mais paz. O que eu sentia por muitas vezes era um magnetismo descontrolado de saber mais sobre o que tinha acontecido comigo e um medo pavoroso de descobrir. Era como pegar um livro de uma estante esquecida e empoeirada e se interessar por ele apenas pelo titulo da capa, mas depois de ler a primeira página,  apesar do receio de saber da verdade, a curiosidade sempre falava mais alto.

E naquela tarde, quando fui levada ao hospital pela ambulância, e o medico perguntou se eu lembrava de algo antes de apagar por completo, o que eu dizia era que não me lembrava de nada. Por fim, acabou por dizer a minha mãe que foi somente um quadro de insolação,  e recomendou que eu usasse protetor solar e chapéus, além de evitar o sol nos horarios mais quentes do dia. Regra que minha mãe segue a risca até os dias de hoje. 

Porque eu não disse a verdade? 

Apesar de ter somente seis anos na época,  eu não era boba, e sabia que medico só acreditava no que aprendia nas faculdades e nos livros. De que me adiantaria discutir com um adulto que eu estava em algum outro lugar bem longe da escola onde uma mulher estranha e palida tentou me devorar? Seria provavel que ele me passasse remedios para mim e preocupações para a cabeça de minha mãe. No fim, antes de irmos para casa, passamos em uma farmácia e em uma loja de chapéus. 

Como disse, mamãe fazia de tudo por mim, mesmo quando eu sabia que não podia, afinal eu ja sabia o que eram contas e que o era dinheiro. 

Quando chegamos em casa e ela deixou a chave da porta sobre o balcão,  decide que era melhor guardar tudo aquilo pra mim, pelo menos por hora. Naquela noite, enquanto mamãe fazia o jantar, eu assistia qualquer coisa na televisão,  mas sem realmente prestar atenção. Na verdade meus olhos estavam voltados para o vidro da janela. 

Eu observava meu reflexo no vidro, encarando a mim mesma e a escuridão do lado de fora. A imagem daqueles olhos negros não saia mais da minha cabeça, e talvez por isso projetei isso em meu proprio reflexo. Por um segundo pensei ter visto a mim mesma com aqueles olhos negros, e assustada me escondi atrás da almofada que abraçava. Mas a curiosidade estava la, e me enchendo de coragem lentamente abaixei a almofada. E vi a mim mesma, completamente normal.

Pensei estar de cabeça cheia, por isso de estar vendo coisas. Entortei a boca chamando a mim mesma de boba em pensamento. De imediato o barulho do apito da panela de pressão tomou conta do apartamento. No susto olhei na direção da cozinha, onde vi minha mãe pelas costas debrussada na pia. 

Mas susto maior foi quando voltei a olhar para a janela. Foi questão de segundos, segundos suficientes para me pegarem de surpresa. Uma desagradavel surpresa. Pois naquele reflexo ja não era mais eu, e sim a mulher de olhos negros e boca torta. Assustada pulei do sofa e corri até a cozinha bem rapido, onde agarrei uma das pernas de minha mãe,  que se tambem se assustou no processo.

- Nossa Sakura!! Que susto menina!! O qie aconteceu? 

Agarrada à aquela perna eu olhava oara a sala, e só o que eu vi era o desenho passando na tv e mais nada. Não havia mais nada. Teria sido apenas minha imaginação perturbada? 

- ahhnn... estou com fome... - ainda olhava desconfiada para a sala - a comida ja ta pronta? 

E depois de jantar veio a pior parte. A hora de dormir. Como eu esperava de mim, eu não adormeci. Passei a noite em claro, encarando o teto sob nossas cabeças. Pelo apartamento ser pequeno e de apenas um quarto, mamãe e eu dormiamos juntas. Mas naquela noite nada aconteceu. E nem na noite seguinte. Na terceira noite, quando eu não aguentava mais manter meus olhos abertos, foi quando ele apareceu pra mim.

No fim do terceiro dia eu havia decidido que esqueceria tudo que tinha me acontecido,  e com sorte teria mais tranquilidade. Decidi ignorar meu medo. E quando a noite caiu fui dormir. 

Na madrugada, a sede me acordou. Eu queria um copo d'água, e minha mãe estava em sono profundo, não queria acorda-la. Então fui ate o banheiro onde eu meio que alcançava a pia, e com um banquinho subi para pegar minha agua. Quando meus olhos correram pelo espelho o que tive foi a impressão de não ser o meu reflexo, então me voltei para o espelho rapidamente. E la estava somente o meu reflexo. 

Fiquei me encarando por um tempo. Tava com uma cara de sono... E cansaço... Tomando minha agua comecei a pensar:

"Nada disso teria acontecido se ela não tivesse feito aquilo." 

Foi por causa dela que eu sai correndo e chorando sem rumo, por causa do que ela fez que eu quase me dei mal, e agora estou com essa cara horrível porque não consegui dormir direito nas ultimas noites. Então pensei enquanto me olhava no espelho:

" Porque você não aparece pra aquela chata? " - eu pensava na mulher de cor palida e rosto assombrado, mas o que apareceu diante de mim foi um homem. Fiquei imovel na hora, não por sentir medo, mas por ser um completo estranho no espelho do banheiro as duas? Três da manhã? 

Olhos negros e vibrantes, magnéticos e hipnóticos,  emoldurados por fios negros densos até o queixo. Uma postura rigida e seria o faziam um rapaz muito bonito, mas fosse o que fosse, ainda era estranho. Passaram-se o que? Cinco segundo? Aquela bela imagem que fitava através do espelho me encarava sem nenhuma expressão aparente, mas algo começou e escorrer de sua pele. Algo vermelho, viscoso e escuro, sem.motivo para estar ali. E em minha frente um glorioso corte foi se abrindo em sua garganta, e ele não demonstrava estar sentindo dor nenhuma. Eu me apavorei. 

- Para! - comecei a gritar - Não faz isso! - No entanto, ele não me ouvia. Continuava a cortar a propria garganta sem desviar os olhos de mim - Porque esta fazendo isso? 

Automaticamente minhas mãos foram para o espelho, como se eu pudesse de fato para-la. E levei um susto quanto toquei o vidro e percebi seus olhos se moverem bruscamente acompanhando meus movimentos. Parei no mesmo instante, mãos coladas nas bordas do espelho. E em um segundo seu rosto se modificou. 

Olhos profundamente negros, sem fundo e sem fim, acompanhandos de uma boca negra assustadora que emitia um grito assustador e agudo. Magicamente suas mãos atravessaram o vidro e me agarraram pelos cabelos, até então longos. Naquela hora me arrependi amargamente de te-los deixado crescer. Ele me puxava com certa força e eu, invés de gritar, fiz o que qualquet um faria no meu lugar. Com o copo em mãos esmurrei o espelho, o quebrando em varios pedaços, rasgando minha mão no processo. Agora eu chorava e gritava, não de medo, mas de dor pelos cortes feios que jorravam sangue para todos os lados, sujando a pia e o chão do banheiro. 

Sem saber ao certo qual sentimento eu carregava me virei rapido para descer daquele banquinho e dei de cara com ele. Seus olhos negros estavam diante dos meus, na mesma altura. Com o susto perdi o equilibrio, e por fim cai. O que aconteceu depois?

No hospital...

- O que aconteceu? 

- Não me lembro. - respondi, com o ze pontos nas mãos e sete na testa, por ter batido a cabeça em.algum lugar do banheiro. 






Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...