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História Casa de Atena: Através do Tempo - Capítulo 13


Escrita por: SumireHikari_14

Notas do Autor


Espero que gostem!
Desculpe a demora para postar, semana que vem é semana de provas, então eu tenho que estudar😅

Capítulo 13 - Capítulo 13


"Não há utilidade para você".


Coloquei as mãos sobre os ouvidos, numa tentativa de  silenciar aquelas palavras que ecoavam na minha cabeça. Senti vontade de chorar, e me odiei por isso. Eu sempre fazia isso; não importava qual fosse o desafio, se eu não conseguisse enfrentá-lo sozinha, eu só chorava, fosse de frustração, tristeza, raiva ou humilhação... Eu só sabia chorar.


Encolhi os ombros e abracei meus joelhos, observando Calíope e Yuno treinarem. Inconscientemente, os invejei por isso. Invejei a boa saúde que eles tinham, o bom físico, a autoconfiança que possuíam, o controle sobre o próprio cosmo.


Ri, sentindo-me ridícula. Ali estava, outro problema meu: a inveja.  Uma covarde chorona inútil que só sabia invejar os outros. Era inevitável. Quisera eu ter herdado a autoconfiança de minha avó, ou o talento em combate da minha mãe. Elas eram duas mulheres tão maravilhosas, com certeza saberiam o que fazer se estivessem aqui no meu lugar.


Me levantei, sacudindo a poeira das vestes, e saindo do Coliseu. Eu precisava esfriar a cabeça, então decidi voltar para o 13º Templo, para meditar. Não era muito bom fazer isso na cama, mas era melhor do que ir para a floresta de novo. Não havia superado o acontecimento de dias atrás.


Estava tão imersa em meus próprios pensamentos, que nem percebi ter chegado à Casa de Virgem. Somente quando seu guardião se dirigiu a mim, eu percebi aonde estava.


- O que lhe aflige, Homura?


Virei a cabeça na direção dele. O charme esnobe e imponente que ele possuía, mas ao mesmo tempo gentil e amável, estava ali, amaciando o ar e deixando o local mais agradável. Os cabelos loiros e extremamente lisos movimentariam-se ele se movesse um centímetro, porém, como uma pedra lapidada, ele se manteve.


- Asmita... - dei um sorriso fraco e abaixei a cabeça. - Não quero incomodá-lo com um assunto tão trivial.


- Qualquer assunto se tornaria interessante se você o dissesse. - ele apontou para algumas almofadas que haviam próximas à ele, em um pedido silencioso. Me aproximei dele e sentei-me ao seu lado. - Quer me contar o que aconteceu?


Fechei os olhos, pensando em como deveria começar.


- Asmita, você já... Se sentiu um incômodo?


- Perdão?


- Já sentiu como se as pessoas realmente gostassem de você, mas te achassem um fardo em certos momentos? Como se você fosse apenas um peso? Como se fosse alguém inútil? - perguntei.


Ele ficou em silêncio por alguns instantes e soltou um baixo suspiro.


- Para começo de conversa, eu não acho que há pessoas que gostem de mim neste Santuário. - falou.


- Hm?


- Sou um estrangeiro, com uma religião estrangeira e mesmo estando aqui, no Santuário, ao lado de Atena, me recuso a deixar minhas crenças de lado. É claro que não sou muito bem-vindo ou visto com bons olhos por aqui.


- Oh... - abaixei a cabeça, me sentindo envergonhada. Havia sido tolice dizer aquilo quando Asmita com certeza não se identificava com o que eu estava passando.


- Continue. - ele falou. O olhei, confusa. - Tenho uma leve impressão do que está falando, mas continue.


Encolhi os ombros.


- Eu estou morrendo de inveja. Eu olho para Calíope e Yuno treinando e só falto me remoer de inveja. Eu tenho esses pensamentos maldosos, sobre como queria trocar de lugar com eles, mas se eu fizesse isso, meus amigos iriam passar pelo mesmo que eu passei! E eu não quero isso! Mas eu ainda não consigo parar de pensar em como eu só os atrapalho. Eu sempre estou em perigo, não importa a época ou o que esteja acontecendo e eles sempre se machucam para me salvar. E ontem mesmo a Calíope disse que eu não tinha utilidade no momento. Sei que ela não o fez por mal, mas mesmo assim... Mesmo assim, eu só sinto vontade de gritar com ela!


Soltei tudo de uma vez. Por um momento, me senti bem por ter desabafado, mas logo o alívio foi substituído pelo medo e eu olhei exitante para Asmita, esperando alguma reação negativa da parte dele, mas tudo que recebi foi um leve sorriso e uma mão no meu ombro.


- Você é admirável, Homura. - Asmita falou. O encarei, confusa.


- Por que pensa isso? Eu acabei de te dizer as coisas terríveis que penso! - falei.


- E é exatamente por isso que a considero admirável. - ele disse, sorrindo calmamente. - Você admite seus erros e falhas, se repreendendo por causa deles. A única coisa que lhe falta é a força mental necessária para seguir em frente e superar a si mesma. Quando o fizer, poderá ser diferente dos outros, poderá ser superior.


- Mas eu não quero ser superior aos outros. Se eu o fizesse, apenas me distânciaria ainda mais deles! - falei, não gostando das palavras que ele havia dito.


- E esse é apenas mais um dos motivos pelo qual a considero admirável. Você é tão frágil como uma rosa, mas até mesmo rosas possuem espinhos. Você apenas precisa aprender a fortalecer os seus. Se não conseguir, então fortaleça o seu veneno.


- Você falando assim, parece algo fácil. - retruquei, inflando uma das bochechas.


Olhei para Asmita e ele virou o corpo na minha direção, se sentando na minha frente. Para a minha surpresa, ele abriu os olhos e sorriu.


- Não será fácil, acredite, mas com o tempo, você pode conseguir.


Sorri, me sentindo um pouco mais aliviada ao ouvir as palavras de Asmita. Eu não deveria interrompê-lo quando passasse pela Casa de Virgem, afinal, sabia a importância de sua meditação para o Santuário, mas eu adorava esses momentos em que ele parava para conversar comigo.


Asmita franziu o cenho, em uma expressão confusa e eu o encarei sem entender o motivo.


- Asmita?


- Oh, perdão. - ele apressou-se em dizer. - É que eu não entendi o que você quis dizer com "passar pelo mesmo que eu passei".


Arregalei os olhos; o desespero que se abateu sobre mim deve ter ficado evidente tanto na minha face, quanto na minha cosmo-energia, pois Asmita imediatamente enrijeceu o corpo, com uma expressão tensa.


- Eu não quis...


- Homura! - olhamos para a entrada, vendo Calíope e Yuno entrando na Casa de Virgem. Calíope sorriu; alguns arranhões em seu rosto começavam a avermelhar e seu cabelo estava levemente bagunçado, mas ela parecia radiante.


- Calíope... - comecei, mas fui interrompida pela exclamação animada dela.


- Eu esfreguei a cara do Yuno no asfalto! Nunca me senti tão realizada! - ela ergueu os braços para cima, com um sorriso vitorioso nos lábios. - Eu vou te contar tudo no quarto! Vamos, Homura!


Senti a mão dela se fechar em torno do meu braço e ela me puxou na direção da saída, rindo da feição de ódio e das pragas que Yuno rogava para ela a plenos pulmões.




Notas Finais


Vou postar o próximo capítulo em breve!


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