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História Attempts. - SaMo. - Capítulo 12


Escrita por: alexzord

Notas do Autor


A garota que escolhe. 😭😭😭

enfim, tá bom esse cap porém pesadinho tb-

notem que pra Momo, pra Sana e pra Jeong a contagem regressiva aparece, porém pra Tzuyu não....

Capítulo 12 - The girl who chooses. (Special!?)


Fanfic / Fanfiction Attempts. - SaMo. - Capítulo 12 - The girl who chooses. (Special!?)

JEONGYEON.


20 de setembro de 2020.

Faltam três meses e dez dias.



Andei desanimada pela rua, imaginando que desculpa eu teria que dar para Nayeon dessa vez, por não ter dinheiro para sustentar o meu vício, como ela mesma diria. Pus as mãos no bolso da minha habitual jaqueta de couro. Está frio...


Que desculpa, afinal? Eu sou uma fracassada que nunca vai ter sucesso algum na vida, e não tenho grana nem pra comprar a porcaria dos meus próprios cigarros. Sabe, sempre dizem que as pessoas que fumam sofrem várias coisas, como ter os dentes amarelados, ter a língua áspera, envelhecimento precoce e etc. Mas cara, eu tenho quase 20 anos, e fumo desde os 16. Má influência paterna. E nunca tive uma sequer mudança na minha aparência, se não contar o meu constante crescimento, já que eu atualmente tenho um pouco mais que 1,69 de altura. 


Dizem que eu tenho sorte, ou que isso não me afeta pois está no meu sangue. Minha mãe e meu pai fumavam, antes mesmo de eu pensar em existir. Acho que faz um pouco de sentido… Mas eu não fumo muito, como certas pessoas que parecem mais uma maria-fumaça, o máximo que eu consegui em todo esse tempo foi um em um dia..


Apesar disso, algo que o meu gene anti-consequências não consegue evitar é o cheiro de fumaça. Eu odeio. Odeio pensar que quando passam por mim podem sentir o notável cheiro de queimado. Nayeon disse uma vez que eu sou cheirosa. Talvez seja pelos perfumes e até cremes que eu passo para evitar que esse maldito cheiro prenda em mim. Odeio estar com algum cheiro ruim e odeio mais ainda estar suja. 

É, eu odeio muitas coisas. 


Mas eu venho tentando parar com isso. Não é nem por mim, já que eu pouco me importo comigo mesmo, mas pela Nayeon. Ela diz que seria bom… Para nós duas. Ela é uma das poucas coisas que eu não odeio.


Cheguei a porta da minha.. Amiga? E bati. 

Era cedo, cerca de oito da manhã, mas eu sei que ela está acordada. 

Logo a porta abriu, revelando uma Im bem sonolenta. Eu ri um pouco, me aproximando dela. Tirei as mãos do bolso e a puxei para um abraço. Ela não retribuiu na hora, mas logo o fez. 


— Por que está aqui tão cedo? Aconteceu algo? 


Respirei fundo, aproveitando aquele momento. A abracei mais forte. Não gostava de ficar sem a minha parada, eu fico um pouco mais agressiva e eu sei que isso assusta ela. Eu devo parar por isso também. Para parar de assustar as pessoas. Separei o longo abraço, a olhando nos olhos. Tinha sentido saudades, mesmo que não tenhamos ficado muito tempo sem nos vermos…


— Eu senti a sua falta. 


Ela arqueou uma sobrancelha. Sabe que eu não sou de dizer coisas assim, por mais que fosse verdade.


— Ok, e o que mais? 


— Preciso de 2.500 won… — Encolhi os ombros e desviei o olhar, um pouco envergonhada. Ela quem respirou fundo, agora. Não era a maior quantia que eu pedia, era a menor. Exatamente o preço de um maço de cigarros...


— Tudo bem… Entra, vai. Não age como se fosse a primeira vez que veio me pedir dinheiro, você sabe que não é. 


Ela saiu da porta, me dando passagem para entrar. Entrei rápido, porque apesar de tudo não sou idiota. Provavelmente não teria ninguém em casa além dela, já que quase nunca tem.


— E pelo amor de Deus, para de me acordar tão cedo aos domingos… — Ela disse, não tão sonolenta quanto antes. 


Segui caminho até o quarto da garota, à vontade como se estivesse em minha própria casa.

Abri a porta, vendo um laranja e branco sair apressado de lá. Era Rajah, o gato da Im. Ele me observou meio desconfiado. O olhei de volta. Ele parecia mais gordo que da última vez que o vi… Nayeon deve estar dando comida demais pra ele de novo. Já avisei que ele está ficando velhinho e que precisa de mais cuidado, mas ela parece não querer me escutar…


A mais velha entrou no seu quarto e começou a mexer em suas coisas. A segui, observando os detalhes do quarto que eu conhecia bem. As coisas ainda estavam em seus devidos lugares, e até o cheiro insistente do perfume adocicado de Im parecia estar o mesmo. Sorri involuntariamente, mas o meu pequeno momento de felicidade foi cortado por um empurrão em meu peito. Por reflexo, olhei e percebi que a coreana mais velha havia empurrado uma caixinha branca. A abri rapidamente e notei que faltavam alguns. 


Meu olhar subiu novamente, um pouco preocupado. Ela tinha…?


— Você…? 


— Não, Yoo, eu não fumei. Você esqueceu isso aí da última vez que nós nos encontramos. 


Suspirei aliviada, buscando pelo meu isqueiro nos bolsos da minha calça e da minha jaqueta.


— Ei! Você sabe as regras, nada de acender esse troço fedido dentro de casa! 


Resmunguei derrotada, guardando a caixinha em algum dos meus bolsos. 

A observei, e ela sorriu. Sério, como ela consegue ser tão bonita? Dizem por aí que eu sou a ladrazinha mais "malandra" da cidade, mas a garota de olhos e cabelos castanhos me roubou uma coisa, e desde então eu ando simplesmente caidinha por ela. 

Qual é, Im! Devolve o meu coração… 

Ela voltou a mexer em suas coisas.


— Eu vou trocar de roupa. Vai ficar aí? 


— Hmm… Vou.. — Dei um sorriso malicioso de brincadeira. Ela pegou uma roupa da gaveta e me bateu com ela, de leve. — Aí! — Resmunguei, começando a rir junto a ela.


— Sua palhaça, não vem com essas brincadeiras que eu sei que sempre tem um pingo de verdade. São oito da manhã, sua safada!


— Eu não ligo para o horário! 


Ri mais, recebendo um olhar de aprovação dela. A puxei para um abraço mais uma vez. Não durou muito, dessa vez, mas continuamos com os corpos colados. Ela parecia observar com atenção cada detalhe do meu rosto. Minhas mãos foram inocentemente das suas costas para a sua cintura, e as dela subiram aos meus ombros. Eu a olhava como uma boba apaixonada. Por mais que não tenhamos nada sério de verdade, eu não consigo evitar gostar dessa garota com um sorriso contagiante. Não precisamos de palavras nesse momento, para expressarmos o que sentimos. Só sei que nos aproximamos mais e mais, até que eu pude sentir nossas respirações se juntarem em só uma. E então aquela mistura de fôlegos se cessou, quando nossos lábios finalmente se juntaram. Fechei os olhos. Senti como se eu nunca tivesse feito aquilo antes. Com Nayeon é sempre assim, tudo parece a primeira vez. Mesmo que eu provavelmente já tenha beijado ela dezenas de vezes… Foi um beijo calmo, eu e ela não desejávamos nada além de aproveitar aquele momento… 


Voltei a me sentir uma babaca incompleta, quando ela separou o contato. Ainda estávamos exageradamente próximas, então voltei a olhá-la nos olhos novamente. Não consegui evitar dar um pequeno sorriso, enquanto ela se manteve séria. 


— Percebi que você cortou o cabelo de novo. Eu gostei… — Ela disse, baixinho. Eu tinha mesmo cortado o cabelo, recentemente. 


— Eu sei que você gosta dele mais curto… Só não sei ainda o porquê… 


— Deixa mais fácil chegar aqui… — Não entendi muito bem… 


Ela riu baixo, e se aproximou mais de mim. Mas não foi em direção a minha boca, e sim ao meu pescoço. Me arrepiei, quando senti a boca alheia começar a distribuir chupadas e até leves mordidas no meu frágil e despido pescoço. Ela sabe como me provocar, que droga… 


— N-Nayeon… São oito da manhã… — Eu disse, com uma certa dificuldade. 


— Quem disse que eu ligo pro horário, hm? Hoje os vizinhos vão acordar cedo também, meu bem… 


Minhas mãos fizeram um pequeno deslocamento, parando na barra de sua camiseta. Era mais um pijama, mas tudo bem. Ela parou o que estava fazendo e me olhou, como se dissesse para continuar o que eu queria. Eu puxei a camiseta para cima, a retirando de sua dona. Olhei a sua pele, um pouco mais pálida que o normal. Estranho. Mas infelizmente, aposto que quem vai sair cheia de marcas hoje sou eu… 


Pois é galera, sou bandida má na rua, mas entre quatro paredes sou mais conhecida como cadelinha dessa aí. 

Analisei seus detalhes, e ela parecia um pouco envergonhada. Não que eu nunca tenha visto, mas nunca é demais reparar… Me aproximei novamente, a beijando de novo, dessa vez mais rapidamente. 


Foi ela quem afastou o nosso contato desta vez, terminando de puxar o zíper da minha jaqueta, e tirando o meu braço esquerdo da manga. Então, entrei em choque por alguns segundos. Não, eu não podia. Não podia deixar ela tirar a minha jaqueta. Principalmente a manga direita. Não, ela não podia ver. Que eu a decepcionei novamente. Não hoje… Não agora…


Segurei a manga da minha jaqueta com uma certa força, me afastei, rapidamente colocando o outro lado de volta e a fechando com o zíper.


Nayeon parecia confusa. Ela se aproximou de mim lentamente… Tinha uma feição preocupada no rosto. 


— Jeong? Tá tudo bem? — A mais baixa levou ambas as suas mãos para as laterais do meu rosto, para que eu olhasse para ela. — Você pareceu mal por um instante… 


Minhas mãos foram até os seus pulsos, apenas segurando lá. Não movi as mãos alheias de onde estavam. E então, eu voltei a me sentir a completa fracassada que eu sou. Queria ser ao menos metade da imagem que eu passo lá fora… Eu só sou uma fracote, na real… Eu não mereço a Nayeon… Ela… Ela não merece ter alguém como eu ao seu lado…


Apertei os pulsos dela involuntariamente, essa que fez suas mãos irem parte em minhas bochechas, parte em minha mandíbula. Eu não aguentei. A velha Jeongyeon aproveitaria até o último grão de energia da Im agora… Mas eu não consigo… 


Não consegui conter as lágrimas, afastando Nayeon e colocando as mãos em meu rosto. Não queria estar sentindo isso. Só queria aproveitar o meu tempo com a pessoa que eu gosto… 


— Jeongyeon?? — Ela se aproximou, e eu sentei na cama próxima a mim, ainda com as mãos em meu rosto. 


Um curto tempo passou, e ela sentou ao meu lado, me envolvendo em seus braços de uma forma cuidadosa. Puxou minha cabeça a direção da curvatura do seu pescoço, eu tentei resistir, mas era inevitável.

— Tá tudo bem, certo? Eu respeito o seu tempo, se você não se sentir preparada pra fazer isso agora. Eu entendo… 


— N-Não, Nay…É que… Eu fiz aquilo de novo… Me perdoa, por favor…


Ela apertou mais o abraço, respirando fundo. Deixou um beijo no topo da minha cabeça, tentando me passar conforto. 


Finalmente retribui o abraço, me sentindo realmente confortável novamente. Depois de alguns minutos, separei nossos corpos, para olhar Im nos olhos. Já tinha parado de chorar, e ela me lançou um sorriso. Sua feição era calma. Se aproximou e deixou alguns beijos no meu rosto. Ri fraco com o ato da mais velha.


— Passou? Já se sente melhor? 


Confirmei com a cabeça, e ela levantou, buscando por algo em seu armário. Trouxe uma grande faixa e alguns remédios. Ou seja lá o que for. Eu tirei minha jaqueta, ainda um pouco receosa, revelando os inúmeros cortes feitos no meu braço direito, na área entre meu pulso e meu cotovelo. Ela os olhou com uma expressão calma, mas triste. Suspirou.


— Me desculpe, eu acabei te decepcionando de novo…


— Não, Jeongy, está tudo bem, ok? Eu não estou decepcionada, estou orgulhosa por ter me mostrado, sim? 


Mais uma vez, confirmei com a cabeça, aceitando o fato de que ela iria querer cuidar de mim por um bom tempo… Percebi que ela vestia um moletom vermelho. Eu gosto dessa cor...


••• 


Sai da casa de Im, já era quase hora do almoço. Minha barriga roncava, já que não comi nada desde ontem. Peguei o maço de cigarros no meu bolso, logo o acendi com o meu isqueiro. 


Encostei no pequeno muro que dividia a casa de Im com a casa de seus vizinhos. Os Minatozaki. Ela me disse que eles estão muito barulhentos esses dias… Estranho. 


Soltei fumaça, escutando um xingamento de uma pessoa que passava um pouco longe de mim. Ri. Em silêncio, pude ouvir uma conversa vir de dentro da casa dos vizinhos de Nayeon. 


— Quantas vezes vou precisar te falar, Sana? Ou vou ter que te mostrar do pior jeito, uhm?


A voz que eu ouvia era de um homem. Ele tinha um tom passivo-agressivo, o que me fez me perguntar o que ele "mostraria" a Sana. Eu conheço ela, só de convivência. Ela é amiga da enjoada da Hirai. Soltei um pouco mais de fumaça.


Então escutei outra voz. Começou a suplicar. Implorar piedade e perdão. Não entendi muito bem. 


— Cale a porra da boca, Sana. Eu vou te mostrar que um homem e uma mulher são feitos pra ficar juntos. E não aquela sua nojentisse de se envolver com outras mulheres, sua vadia. Já que quer tanto isso, eu vou te dar…. 


A voz masculina saiu bem mais irritada. Senti meu sangue ferver. Ele queria dizer o que eu estava pensando? Ele faria mesmo aquilo com a garota? 


Não. Pelo menos não sem passar por cima do meu cadáver antes. Joguei o resto do meu cigarro no chão e pisei em cima. Não, não ia. 


Eu parei em frente a porta, encostando um dos meus ouvidos na superfície de madeira. Escutei a voz de Sana novamente, parecia aterrorizada. Senti um ódio inexplicável tomar o meu ser, enquanto lembranças de algo que me ocorreu muito tempo atrás invadiam minha mente. Eu só queria evitar que aquela garota sofresse o que eu sofri. Eu não posso deixar isso acontecer com outro alguém. Não enquanto eu puder evitar. 


Girei a maçaneta, percebendo que a porta estava aberta. Se não quisesse que eu entrasse, estaria trancada, certo?


•••


Tudo que eu consigo lembrar depois de entrar lá, é estar sobre um homem adulto, apoiando quase todo o meu peso sobre ele. Meus joelhos se chocavam contra o chão quando eu tinha movimentos bruscos demais. Meus punhos ardiam, e eu pude sentir algo escorrer pelo meu nariz. Provavelmente sangue. 


Eu não tinha controle das minhas ações, só via tudo um pouco embaçado. E sentia tudo. Escutava uma voz abafada e distante. Não entendia nada.


— Morre, seu nojento desgraçado!!!


Eu falei, mesmo não querendo. Então parei. Minha respiração estava descontrolada, e as minhas mãos estavam vermelhas pelo sangue e pelos impactos.


Eu me levantei, olhando assustada a pessoa jogada no chão. Seu rosto era quase tomado pelo vermelho. Ele tossiu. 

Voltei a olhar minhas mãos, agoniada pela sujeira e pelo fato de ser sangue de um imundo como ele. Olhei em volta, meu rosto ardeu. 


Meu olhar se encontrou com o de uma bela, e bem ferida, garota de cabelo castanho escuro. Quase preto. Ela parecia muito assustada, mas em estado de choque. Segurava uma espécie de lençol, que tampava toda frente do seu corpo. Ela estava nua, muito provavelmente. Senti um aperto no peito, ao ver seus olhos se encherem de lágrimas. 


Obrigada… — Ela murmurou, enquanto as lágrimas começaram a descer pelo seu rosto surrado. 


Levei as mãos ao meu rosto, e percebi que minha visão se embaçava por lágrimas, um pouco antes. 


— Você… Pode se vestir, certo? Eu te espero lá fora, se você quiser. Você po-


— Não! — Ela me cortou. — Não me deixe sozinha com ele, por favor… 


Assenti, por mais que o homem desacordado no chão do quarto não fosse levantar muito cedo. Me virei para a parede, esperando que ela fizesse o que devia ser feito. 


… 


Algum tempo se passou, e eu acendi outro cigarro, mesmo dentro da casa da Minatozaki. Ela não pareceu se importar muito. 


Ficamos em silêncio um bom tempo. Soltei a fumaça, decidindo se devia falar algo ou não. Eu me lembrava de ter visto Sana antes. Ela sempre me pareceu um pouco quebrada por dentro. Agora, ela parece destruída. Por dentro e por fora. Eu… Só devo respeitar o tempo dela. Quando ela quiser que eu vá embora, eu vou. Joguei o que estava em minha mão no chão e pisei em cima. Ela não deve se importar muito também, considerando a bagunça de coisas destruídas que tinham pelo quarto… 


Eu vi um taco de baseball no chão, tão manchado de sangue quanto eu. Não lembrava de onde tinha pego aquilo, mas sabia que tinha. O segurei em minhas mãos, era um pouco pesado. Mas qualquer coisa assim se tornaria uma arma enquanto eu estivesse naquele estado.


Antes mesmo que eu pudesse fazer alguma coisa, ou reagir, a casa foi tomada por policiais. Sabia que eram eles. Alguém tinha chamado a polícia. Eles gritavam pra mim colocar as mãos onde eles podiam ver. No meio deles, vi alguém que era a última pessoa que queria. O pai de Nayeon. O policial que mais me odeia entre todos eles. 


Me mandaram largar a arma. Eu estava em choque, e eles colocavam luzes na direção do meu rosto. É, a casa era meio escura, mas não era pra tanto. Larguei o taco, e gesticulei para Sana dar o fora dali. Ela pareceu entender, esperando uma brecha. Levantei as mãos, me virando pra eles o mais lento que consegui. Qualquer coisa que eu fizer agora vai dar brecha para mim levar um tiro no meio da minha fuça. 


Ok, aparecer ao lado de um homem quase morto com um taco de baseball todo ensanguentado pode incriminar qualquer um. Mas não é motivo para me matarem, certo? 


Os olhei, me sentindo altamente ameaçada. Obviamente, não é todo dia que miram várias armas na sua cabeça. 


O senhor Im me olhou, seu olhar era de ouro e completo ódio. 


— Hwang, abra fogo. — Ele disse, me fazendo recuar um ou dois passos automaticamente. 


— Mas senhor, ela não reagiu… 


— Não me interessa. Hwang, ela tentou te atacar, você apenas se defendeu. E é isso que você dirá quando perguntarem. — O Im disse em tom alto.


O outro policial confirmou, receoso. Eu senti vontade de chorar novamente. 

Foram um, dois, três... Talvez quatro. Meu corpo não aguentou muito tempo, e eu fui ao chão. Me contorci pela tamanha dor, enquanto me faltava o ar. Acho que nos filmes de ação eles não conseguem retratar a dor real disso. É, acho que acabou pra mim… 


Minha visão se embaçava mais e mais. As vezes, quando eu podia ver mais que um palmo na minha frente, pude jurar ver ela. Nayeon. A única coisa que me impede de desistir agora. 


A única pessoa que não me deixa simplesmente morrer no chão desse quarto, desse jeito. Não, eu não posso desistir agora. 


Eu escolho viver, Nayeon. Por você.














Notas Finais


Perdoem qualquer erro, não foi revisado pq tô com soninho 😪

comentem aí, na moralzinha pt2

teoricamente é um especial de outro shipp pelos 50 favs (eu amo vcs obrigado por tudo) mas é importante pra história.... fica aí o questionamento


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