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História Attention - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hello olha quem deu as caras... Pois é.
É só uma ideia que tinha perdida no bloco de notas, espero que gostem.
Se cuidem pessoal.

Capítulo 1 - Complicado


Fanfic / Fanfiction Attention - Capítulo 1 - Complicado

Sobre estudar: eu odeio.

Isso é comum pra muito e qualquer adolescente no mundo, mas o meu caso é muito específico. Sou diagnósticado com TDAH, mais conhecido como déficit de atenção, e ter esse desvio me faz odiar ainda mais a chatisse de estudar, porque simplesmente não consigo me concentrar em tarefas comuns do dia a dia, sempre há algo para me distrair, e nas malditas aulas é onde isso mais se manifesta. Apesar de ser em um nível moderado, desde criança sofro desse mal e principalmente pela hiperatividade, eu não parava quieto, no começo muitos médicos diziam aos meus pais que eu era só hiperativo demais, os parentes julgavam ser desleixo da minha parte, os amigos preguiça, alguns mais céticos até diziam que isso melhoraria com o tempo ou que talvez uma hora da minha vida eu iria sentar a bunda na cadeira e estudar, ninguém tinha razão, mas parece que esse momento de sentar e estudar chegou, não que fosse ser a minha cura e resolver todos esses problemas. Desde sempre eu faço tratamento com psicólogo e remédios para melhorar isso, meu convívio social não era ruim porém, aquilo de não conseguir estudar não me importava tanto assim, talvez eu só quisesse um pouco de paz e fingir que estava tudo bem afinal.

Estou prestes a me formar e dependo de uma semana de provas para passar e concluir a maldita graduação, entreguei os trabalhos que copiei da internet, fiz agrados aos professores e agora só preciso ir bem nas provas, principalmente na de matemática...o que é uma droga, porque eu definitivamente não sei nada!!! Quer dizer, eu sei sim!!! O grande problema é que eu penso o número 3 e escrevo 9... É realmente uma merda morar dentro da minha mente.

E então você pensa comigo "Beleza JungKook estuda aí e se esforça que você vai ir bem".

Não!! Não é tão simples assim.

Constatei isso pela milésima vez enquanto olhava aquele monte de informações na lousa e não conseguia sequer saber por onde começar a ler...quis chorar, em dezessete anos nunca me senti tão mal por não saber o conteúdo da aula, ou porque a minha cabeça me impedia de focar naquilo e guardar a informação, por isso abaixei a cabeça tentando não ter um ataque de pânico, se eu repetir de ano meu pai me mata. Era como um momento de decisão final, mas se Deus me ajudasse eu podia passar e ficar livre para fazer o que eu quisesse.

-Jeon está tudo bem?- Ouço a voz da professora, apenas me levanto acenando positivamente, óbvio que não tá nada bem.- Conseguiu entender?- Questionou, então pela minha expressão sincera de socorro ela entende que eu estou totalmente perdido e que o meu transtorno se torna claro todo final de semestre.- Sei como te ajudar, no final da aula espere aqui.- Ela diz, então uma ponta de esperança surge em meu peito, ao mesmo tempo em que penso que isso possa me causar algum problema.

E a grandiosa ideia da minha professora era me juntar ao grupo de estudos online que ela criou com outros alunos de outras salas, assim eu não precisava sair de casa e segundo a mais velha, haviam muitas pessoas com dificuldades como eu, dava certo e aparentemente tinha uma pessoa em especial que estava ajudando a todos com monitoria, e esse alguém era justamente a pessoa que eu tentava evitar fora prestar atenção em absolutamente nada. É complicado, eu tento me manter saudável e esse alguém veio para me tirar o pouco controle que tenho.
Acatei a ideia, eu não tinha outra solução a não ser estudar em grupo, sozinho eu não iria me concentrar então eu aceitei sem pensar, ignorando qualquer outro fator e naquele mesmo dia, lá estava eu sentado na cama ligando o computador pra logar na chamada de vídeo do grupo.

E a merda toda de estar em um grupo de estudos é que ninguém quer realmente estudar, quis rir em escárnio lembrando da mulher dizendo que o grupo dava certo, e porra, não dava não, eu já sabia, provei isso quando abri o Skype e não encontrei ninguém online. Puta que pariu, que ódio, deixei de jogar bola para estudar e aí não tem ninguém para me ajudar nessa merda de grupo, me senti muito frustrado, principalmente porque a minha mãe está brava comigo no andar debaixo, dizendo que eu tinha falhado na minha única responsabilidade, merda.

Quinze minutos depois já estava prestes a desligar o notebook e ir fazer nada quando recebi uma notificação de chamada, piscando no canto da tela, e eu quase infarto. O nome lá no cantinho da direita fez eu querer me jogar no chão e gritar que o mundo era injusto demais comigo, era Park Jimin.

Pensei dez vezes antes de aceitar a chamada, parecia loucura demais, eu acho que não era capaz de atender e agir normalmente, pois eu nunca conseguia agir minimamente normal perto dele, então aposto que no momento em que cliquei no aceito e a imagem dele apareceu eu abri a boca feito um babaca.

- Jungkook-shi!!!- Disse animado, ah como eu amava o modo como ele se dirigia a mim, usando o "shi" e o satoori de Busan pra nós em comum...- Parece que só há eu e você...- Completou, ajeitando os cabelos cor de rosa, ah, com toda certeza eu estava de boca aberta.

- Jimin-shi... é parece que sim...- Respondi, um pouco menos animado que ele, mas eu estava nervoso demais pra reagir, isso sim.

- Bom, então você quer começar?- Questionou, o olhei desentendido.- Os estudos, é um grupo de estudos certo?- Perguntou então eu afirmei lembrando do objetivo, eu já tinha certeza de que nada daria certo.

- Cadê o resto das pessoas? A professora disse que havia muita gente nesse grupo.- Pergunto curioso, dissipando meu nervosismo em uma conversa normal e apertando a carne interna da minha bochecha, vejo ele encarar a câmera com um sorriso pequeno, eu odeio essa mania dele de analisar as coisas, principalmente a mim.

- Hoje é sexta, e esse grupo tem mais de seis meses, a maioria das pessoas já se sentem preparadas para a semana de provas, e eu sou um dos monitores, apareci aqui só porque ela disse que havia alguém novo e atrasado.- Debochou, sorrindo tão terno que me fez revirar os olhos, era impossível ficar passível com ele agindo daquele jeito, ele é muito bonito e isso corrói minhas estruturas.

- Entendi...então parece que terei uma aula particular.- Brinco sorrindo maldoso, e ele morde o lábio numa reação que eu não esperava.

Tudo com Jimin era assim, difícil de lidar, nunca fomos próximos, não temos nada em comum, ele me tirava o ar e deveria saber disso, porque afinal eu não consigo esconder a minha falta de controle motor e acho que isso o diverte.

- Aproveite Gugkkie, eu não costumo fazer caridade, então se concentre a partir de agora.- Ele avisa, me fazendo engolir seco, não só pelo apelido, céus eu quero vomitar.

Se concentre, pela primeira vez isso não parece ruim.

Jimin começa a falar, ele inicia me explicando sobre alguns princípios básicos, alguns fundamentos, estou dando meu máximo, prestando atenção, mas de repente a minha mente viaja e me vem uma lembrança, do dia em que ficamos. Pois é, apesar de as diferenças entre nós, já havíamos ficado. A mais ou menos dois anos atrás, eu fui a uma festa na casa de um amigo de um amigo, eu não lembro muito bem o contexto, sei que eu havia chego lá bêbado demais pra raciocinar e acabei esbarrando no moreno que estava perdido no corredor da casa de um cara que não sei o nome até hoje. Ele ainda tinha cabelos de cor natural, tão escuros quanto a noite, parecia bravo, triste, não sei dizer, só sei que no momento eu achei que ele fosse algum tipo de divindade, tanto que a primeira coisa que eu disse a ele foi : Você é muito bonito!

Pois é, nessas palavras, com uma entonação surpresa, e provavelmente babando, e ele sorriu de um jeito tão encantador que me fez sorrir de volta. Naquele dia eu jurei sem querer que iria achar somente ele bonito e mais ninguém, e parece que meu cérebro e coração entenderam aquilo como uma ordem, nunca mais consegui achar alguém atraente o suficiente. Foram apenas alguns segundos entre sorrisos, e sem mais nem menos ele me puxou para um beijo ao qual eu estava sóbrio o bastante pra aproveitar e lembrar com carinho até hoje, a gente praticamente rolou naquele corredor. Aquela lembrança me vinha muitas vezes em momentos inoportunos como hoje, depois daquele dia nós não nos falamos mais, porque eu descobri que ele tinha um namorado. Resolvi deixar aquilo pra lá, Jimin não era pra alguém como eu, não era da minha sala e não convivia no meu círculo social, então não era fácil encontrá-lo por aí mesmo estudando no mesmo colégio, apesar de tudo eu sabia que jamais poderia ter algo com ele, enfim, eu lembrava nitidamente daquele dia, e enquanto ele falava eu divagava naquela lembrança até perceber que ele não tinha uma aliança em sua mão nem nada do tipo.

-...a soma vai resultar na incógnita e... Está me escutando?- Ele adverte, balanço minha cabeça voltando a realidade e percebendo que eu não havia escutado porra nenhuma.

- Estou!- Afirmo idiotamente, ele ri provavelmente desgastado e sabendo que eu não prestava atenção alguma.

- Se é pra eu ficar falando aqui sem você prestar atenção é melhor eu ir embora.- Ele disse aborrecido, mas não realmente irritado. Fico transtornado, eu odeio quando as pessoas se irritam por esse meu problema.

- Me desculpa, é que você é muito bonito!- Digo sem pensar, vejo as bochechas dele se tornarem um pouco rosas.- Sério, me desculpa, é que é impossível ficar olhando pra você sem deixar de notar o quanto você é bonito.- Continuo ridiculamente tentando concertar. Caralho JungKook, por quê?!!!!

- A dois anos atrás você me disse exatamente isso.- Ele diz, arrumando a franja, charmoso.- Você se lembra?- Ele me questiona, mordendo o lábio apetitoso.

- Eu jamais esqueci aquele dia...-Confesso idiota, assistindo ele rir.- Aliás ...o que foi aquilo? Quer dizer... Você namorava não é?- Pergunto incerto, porém finalmente perto de sanar minhas dúvidas.

-Bem... Namorava...- Ele responde envergonhado.- Justo naquele dia, estávamos em crise, quer dizer, sempre estávamos em crise, e naquela noite ele tinha terminado comigo, eu estava chorando no corredor me sentindo um idiota quando você apareceu do nada esbarrando em mim, dizendo que eu era bonito. - Explicou enquanto eu vivia aquela memória outra vez, trilesima.- Eu fiquei tão feliz sabe, fazia muito tempo desde que eu havia recebido um elogio... Ele não costumava me agradar muito e... Enfim, terminamos de vez, fazem quatro meses.- Completou me arrancando um sorriso desafiador.

Era muito bom saber que naquele dia ele estava solteiro, e que agora ele estava mais solteiro ainda, ainda assim, não me ajudava em nada, continuei a apertar meus dedos uns boa outros. Eu não queria criar esperanças, eu não era bom suficiente pra ele.

- Esse cara é muito idiota, não te elogiar e não te agradar é burrice...se fosse eu jamais deixaria de dizer o quanto você é único...- Brinquei entrando naquele flerte fofinho.

Ficamos em silêncio, Jimin olhava para baixo tentando se recompor e eu não sabia como dar continuidade naquilo, não tinha pensando em nada então suspirei tentando encontrar uma forma de deixar aquilo mais ameno.

- Desculpa não prestar atenção... Eu tenho déficit...- Digo ajeitando meu boné, ele olha pra câmera provavelmente tentando me passar confiança para continuar.
- Isso é sério?- Ele pergunta.

- Sim. TDAH, é como chamam por aí...transtorno de déficit de atenção com hiperatividade... Desde criança eu venho lidando com isso e as vezes me atrapalha muito, então desculpa se te aborreci.- Explico, observando ele entender bem. Eu realmente odeio dar essa explicação, mas ele merecia saber que ele não tinha culpa.

- Não se desculpe, eu não sabia disso... Hmm... Então não vai adiantar fazermos esse estudo assim... Deixe me ver ...- Ele pensa, tomando a frente de uma ideia que na minha cabeça jamais se passaria.- Já sei, o que acha de vir na minha casa? Eu posso tentar outro método com você, quem sabe não te ajude.- Ele propõe enquanto tento engolir aquele convite.

- Eu... Tem certeza?- Questiono confuso. Eu acho que o meu coração está batendo forte demais.

- Claro... Mas é como eu disse JungKook, não costumo fazer caridade... Aproveite.- Ele pisca, rindo nervoso e eu devo provavelmente estar em pânico demais pra responder.- Vou desligar a chamada, te mando o endereço.- Dito isso ele acenou dando tchau, suas bochechas estavam bem vermelhinhas e eu sorri finalmente.

A minha cabeça hiperativa me destruía sempre que queria, no momento eu não conseguia parar de pensar nele e em como tudo aquilo aconteceu. Foram dois anos vivendo sem a mínima esperança dele me notar, as vezes eu até achava que ele também estava bêbado e não lembrava do nosso beijo, e aquilo me deixava mal. Em todo caso eu tinha preocupações maiores, tinha sempre que estar ligado nos estudos, agradar meus pais, mostrar pra eles que o tratamento estava dando certo e bem, eu só queria paz.

No dia seguinte eu acordei de um sono muito bem aproveitado, apesar de pensar nele eu havia ido dormir nas nuvens com aquele convite e sentia que nada poderia me abalar, Jimin esperava por mim e eu contei todas as horas do dia até poder ir me arrumar e ir pra casa dele. Era perto das oito horas da noite quando eu toquei a campainha daquela casa desconhecida e esperei a porta ser aberta ansiosamente, ele veio até mim e me convidou para entrar, meu nervosismo era muito claro, minhas mãos suavam e eu não conseguia parar de morder meus lábios e mexer os olhos de um lado pro outro, droga de falta de controle.
Segui o garoto pela casa aparentemente vazia enquanto tentava não achar sua bunda bonita naquela calça preta de moletom ou pensar comigo se estávamos realmente sozinhos, e quando chegamos ao seu quarto eu reconheci a parede com luzes que havia visto pela chamada de vídeo ontem.

- Fique a vontade JungKook, eu andei pesquisando algumas coisas e acho que vamos conseguir estudar.- Ele disse animado, eu apenas sorri tentando não surtar porque ele tinha se empenhado em me ajudar de verdade.

Sentei no chão onde haviam algumas almofadas e uma mesinha, colocamos os cadernos e livros, ele se sentou a minha frente próximo, olhando nos meus olhos, eu sentia a respiração dele quase chegando até mim, e se ele queria que eu focasse atenção ele havia conseguido.

Jimin outra vez começou a falar um pouco mais sobre a tal da matemática, eu ouvia atentamente e tentava por tudo entender o que ele dizia enquanto dividia a atenção com a admiração, e depois de horas a fio eu finalmente havia conseguido estudar com grandes dificuldades. Ele havia sido muito paciente comigo, repetiu diversas vezes a mesma coisa e a todo momento perguntava se haviam dúvidas, mas o que mais me tocou foi sua vontade de me apoiar quanto aquilo, ele parecia se importar de verdade, principalmente em como quando fez questão de marcar em canetas coloridas os pontos mais importantes, segundo ele, as cores me ajudariam a memorizar melhor.

Ao final da noite ambos estávamos exaustos, a minha cabeça borbulhava de informação e ele deveria estar ficando rouco de tanto falar, porém, ele parecia feliz de ter cumprido sua missão. Agradeci Jimin me preparando para ir embora, e na porta ao me despedir eu acreditava que tudo estava acabado, eu iria pra casa e voltaria a viver como se nunca houvesse nada entre nós, e pra minha surpresa ele me deu um beijo, ali, eu com um pé na calçada e outro na soleira, ele me agarrou com toda vontade e me beijou tão lentamente que toda expectativa com a vida foi embora e voltou em segundos, eu lembrava muito bem da textura dos lábios macios dele e definitivamente gostava do cheiro e do gosto.

Quando eu me dei conta agarrei sua cintura, apertei com mais força e suspirei entre sua língua e meus dentes. Eu poderia me perder em todo aquele paraíso chamado Park Jimin, meu coração estava absurdamente acelerado e eu aposto que a minha expressão era de medo, eu não sabia mais o que esperar.

- A gente se vê amanhã JungKook, boa sorte na prova.- Ele disse, deixando um selar em mim que me fez arrepiar e sorrir.

**

A semana de provas estava em seu último dia, eu me mantive com pensamentos positivos enquanto ainda pensava em Jimin perdidamente apaixonado, era difícil, eu não sabia se poderia avançar e no momento eu só queria ir bem e dar orgulho a ele, mostrar que o trabalho dele comigo havia dado certo. Naquela semana não nos falamos, eu mesmo tratei de não ir atrás e assim que entreguei a prova saí da sala apenas me concentrando em andar pelo caminho certo, meu corpo todo tremia, eu tinha usado todo o incentivo e concentração possível para não errar ou trocar os números, e apesar de tudo não era uma tarefa fácil, eu estava cansado e acabei indo pra casa descansar sem esperar os resultados que sairiam naquele dia.

A noite, após acordar de um bom cochilo liguei o notebook para ver se as notas estavam lançadas no sistema do colégio, digitei meu login apreensivo, não estava pronto para aquilo e tomei um baita susto quando o Skype começou a chamar e brilhar o nome de Jimin no canto. Aceitei a chamada incerto do que fazia, ele apareceu sorridente, cheio de expectativas e eu só soube rir com aquela fofura.

- E aí Gugkkie, já viu suas notas?- Ele me perguntou, e eu neguei sem coragem de abrir a página. - O que foi? Me conta?!!!- Ele insistiu.

- Eu tô muito nervoso... Meu dedos estão travados.- Explico, é realmente verdade, meu pânico está crescendo e é capaz de eu desmaiar aqui.

- Aí meu deus.... Espera, eu vou até você, liga o localizador.- Ele diz e eu concordo sem dúvidas.

Meus pais ainda não chegaram, eu estou em pânico sozinho em casa, e quando Jimin chegou eu não soube fazer outra coisa a não ser beijar seus lábios macios. Merda, eu gosto tanto dele, e ele me olha surpreso, me corresponde, me revira do avesso, eu não sou capaz de lidar. Meu nervosismo cresce, vamos para o meu quarto e eu tranco a porta enquanto ele me pede calma, está calor, estou suando ele nota aquela crise começando a crescer a cada segundo, e sem mais nem menos ele me empurra contra a cama e me beija outra vez.

Aos poucos vou esquecendo, Jimin está me beijando com mais vontade, passeando as mãos pelo meu tórax buscando a barra da minha blusa, e com toda facilidade ela sai dali. Ele sobe em meu colo, morde meu pescoço e eu esqueço de uma vez que existe o mundo lá fora, no momento eu só quero ele pra mim.

Agarro seu quadril com possessividade, tiro sua blusa e me deparo com o abdômen liso e estreito, eu quero foder ele até esquecer meu nome. Estamos em chamas, ouço apenas nossas respirações ofegantes e seus gemidos baixos, de um segundo pro outro estamos nus, sua mão está me masturbando e eu procuro desesperadamente por seu corpo. Eu sei o que estou fazendo, estamos muito conscientes, mas tenho medo de me ferir.

Está tudo nublado, só existe ele, seu corpo friccionando sob o meu, seu gosto delicioso, seu cheiro aconchegante e seus beijos quentes. Eu jamais quero sair desse conforto, desse porto seguro, paro para olhar em seus olhos e recito.

- Por favor Jimin, seja meu... Só meu... E prometo a você que nada e nem ninguém jamais terá a minha atenção como consigo ter com você.- Suplico desesperado, ele sorri confiante, me peito está tomado de nervosismo.

- Me faça seu JungKook-shi, você não precisará de mais nada.

E foi ali que eu consegui engolir todos os meus medos e receios quanto a ele, deixei ele me descobrir e tomei coragem para fazer o mesmo.

Toda a complicação na minha cabeça se desfez e eu me perdi entre as bandas fartas de Jimin. Eu realmente não iria precisar de mais nada além dele, e eu me rendi em devoção quando ele gemeu meu nome tão gostoso quanto meu pau surrando sua entrada apertada. Eu sentia todo meu corpo tremer e o dele espasmar, e juntos fomos além, foram quase uma hora transando e eu sabia que se meus pais chegassem eu estaria em problemas grandes, mas eu pouco me importei, Jimin estava cavalgando no meu colo como uma puta bem paga, ele rosnava, se perdia no prazer e eu não podia me concentrar em nada que não fosse ele, ele havia gozado e eu também, mesmo assim prosseguimos até que ele estivesse exausto demais pra continuar quicando.

Depois de muito descanso nos vestimos, Jimin pegou o notebook colocou em seu colo enquanto o mesmo estava sentado entre minhas pernas, era a hora.
Com a página de notas abertas conferimos uma a uma, eram doze matérias e em todas elas as letras estavam em verde, de primeiro momento eu não enxergava os números, mas a cor me fazia ter certeza de havia dado certo.

Por Deus, eu suspirei aliviado, abraçando o corpo de Jimin com todas as minhas forças, eu imaginava que mais nada poderia me derrubar, e ele comemorou comigo me parabenizando.

- Eu sabia!!! Eu sabia Gugkkie!!- Disse, beijando minha bochecha.

Eu não conseguia formar palavras, havia dado certo, eu iria me formar e de brinde havia começado a dar um rumo na minha relação com Jimin, não era tão certo, mas tê-lo ali já me provava muito.

- Jimin-shi... Obrigado.- Agradeci apertando ele em meus braços.

- Não foi nada... Mas você lembra que eu disse que não faço caridade?- Ele devolveu e eu pisquei confuso.- JungKook eu te ajudei porque você merecia, você estava em apuros e foi sincero comigo desde o início, desde aquele dia no corredor e eu nunca esqueci... Eu saí de uma relação abusiva mas não sabia se poderia contar com você, com o único cara que me tratou bem...- Ele prosseguiu.- JungKook eu entendo se você estiver com medo de começar algo comigo, mas eu prometo a você que a minha atenção será toda sua.- Disse e então eu somente sorri confiante.

E desde então, todo e qualquer desvio jamais me faria perder o foco, não enquanto ele estivesse ao meu lado.


Notas Finais


É isso lindos, obrigado se você chegou até aqui ❤️❤️❤️


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