História Attraction - BTS (PJM JJK) - Capítulo 5


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Categorias Apink, Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtam, Bangtan, Bangtanboys, Bts, Chim Chim, Chin Chin, Dr5ama, Jeon, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jiminie, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kookie, Kookmin, Min Yoongi, Namjoon, Park, Park Jimin, Romance, Seokjin, Taehyung
Visualizações 18
Palavras 3.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Remédio para dor


Fanfic / Fanfiction Attraction - BTS (PJM JJK) - Capítulo 5 - Remédio para dor

Dia 19 de Janeiro de 2018, sexta-feira - 8:00 am

Park Music Corporation - (último dia de trabalho antes das férias)

Cada toque do despertador parecia ter a força de um martelo batendo sobre a cabeça de Jungkook. O recém despertar pareceu uma tortura, suas têmporas latejavam, a cabeça zumbia e mesmo ainda estando com as pálpebras cerradas, a claridade o fez esconder a cabeça com o cobertor de pelos macios. Acordar todos os dias com essa dor de cabeça era uma penitência. Ele não precisava sequer morrer para pagar pelos seus inúmeros pecados. Na verdade, Jungkook tinha cada dia mais certeza de que já estava pagando aqui mesmo. O mal-humor veio com força total à medida que se viu obrigado a enfrentar a luz mortal para desligar o maldito despertador.

— Mas que porra! — Resmungou empurrando com fúria o cobertor.

Faltava coragem para abrir os olhos em meio aquele desconforto. Se arrastou sobre a cama ainda com as pálpebras cerradas, e então tateou o criado mudo até identificar a ponta arredondada do responsável por aquele barulho infernal. Um aura angelical preencheu o quarto quando o silêncio foi retomado. Jungkook sentiu o alívio aos ouvidos relaxar os músculos do seu corpo. Como era possível ficar tão sensível? Não dava para aceitar que depois de anos sem sentir uma dorzinha sequer ele se tornou vítima de enxaquecas matinais.

— Claro, porque não importa em que dimensão você viva, se algo começar a dar errado tudo dá errado também — resmungou, mal-humorado

Ficar ali com a cara enfiada no travesseiro, com medo da luz como se fosse queimar como um vampiro, não ia adiantar de nada. Na verdade apenas pioraria a situação. Quando você se arrepende demais o silêncio deixa de te trazer paz e começa a carregar somente tormento. Por sorte, antes mesmo de conseguir se afundar em pensamentos ruins, o som das garras de seu gato orange arranhando a madeira da porta o fizeram se contrair.

— Quem deixou essa praga entrar aqui? — disse, empurrando com raiva o corpo para fora da cama para abrir a porta.

Ele tentou abrir os olhos, mas ainda doía tanto que apenas foi capaz de enxergar uma linha estreita quando mostrou saída para o gato.

— Anda, vai embora. — Vociferou irritado.

Jungkook não havia notado o quanto suas pernas estavam bambas até tentar atravessar o corredor para ir ao banheiro, e ter que se segurar na parede para evitar um tombo. Sua têmpora latejava. Ele foi obrigado a fechar os olhos mais uma vez pressionando os dedos na face com movimentos circulares, enquanto a parede gelada o matinha de pé. Sentia como se o mundo girasse feito os carrosséis que costumava ir com Jimin quando eram mais novos. Foram necessários cerca de dez minutos até que a dor amenizasse e ele pudesse se esgueirar até o banheiro se lavar. Os cabelos molhados, o silêncio, a pancada da água em sua nuca eram tão relaxantes. Ali, enfim, Jungkook começou a se sentir gente.

No caminho até o trabalho ele teria chance de comer alguma coisa, e talvez tomar uma dose pequena do café que o Dr. Lee - seu médico cardiologista - tanto o proibiu. Ele agradeceu que sua mãe estivesse ocupada demais para vê-lo quase caindo no corredor. Por mais que amasse a companhia dela, estar em casa não era o mesmo. Ter que se explicar e viver pisando em ovos para não ter sua privacidade invadida era desconfortável.

— Eu preciso urgente voltar para o meu apartamento em Seul. — Sussurrou ao sair do quarto já arrumado.

No andar de baixo, a senhora Jeon conversava com a vizinha distraidamente. A mesma mulher com rugas na testa que Jeon costumava ver em cada esquina do bairro em sua adolescência. Era como se ela se multiplicasse. Ele achava que ela tinha um tipo de fixação nele, porque estava sempre de olho em sua vida aproveitando cada oportunidade para fazer fofoca. A mulher se esticou ao ver o moreno passar com seu terno alinhado e os costumeiros óculos escuros.

Muita gente pensava que era apenas um acessório para deixá-lo mais atraente para os fotógrafos e para as fãs, mas na verdade, era para fugir das dores. Ele já tinha feito uma tonelada de exames e andava em uma dieta restrita que estava torrando sua paciência, e ainda assim, ninguém descobria o motivo das crises de enxaqueca.

Sua mãe assustou-se quando o viu passar, e o olhou de soslaio para conferir se ele tinha pegado o lanche que havia deixado com amor sobre a mesa. A senhora Jeon sorriu satisfeita ao ver o embrulho branco nas mãos do filho. Ele não era louco de não pegar, afinal, a última coisa que queria era levar um puxão de orelha da mulher aos 27 anos de idade. Entretanto, como ela não sabia de sua condição de saúde, não sabia que não podia comer e ele era obrigado a dá-los todos os dias para Park Hyeji.

— Bom trabalho querido... — Disse sorridente.

— Não é o pequeno Jeon? — Exclamou a velha.

A idosa ao lado de sua mãe suspirou exaltada batendo contra o ombro da senhora Jeon, questionando-a porque não tinha contado que ele estava em Busan. Jungkook ajeitou os óculos sobre o rosto meneando a cabeça, incrédulo. Ele não queria nem saber o que elas falariam dele aquela manhã. Como ainda estava sem carro, pegou um táxi na esquina da rua e informou o endereço do prédio empresarial ao motorista. Por sorte , o trânsito por ali era bom, um dos benefícios de se viver em uma cidade pequena onde 10 entre cada 20 cidadãos conhecia até sua quinta geração.

O caminho foi calmo e menos incômodo do que esperava. Responder questionamentos de um desconhecido logo pela manhã era uma das situações mais irritantes para Jungkook. Ainda mais quando estava sem paciência. Então, agradeceu mentalmente pelo motorista ser tão reservado e se limitar a cumprir com sua função. Quando chegou a empresa um grupo de fotógrafos correu em sua direção fotografando e Jeon se xingou por sentir os flashes queimarem sua cabeça.

O sorriso encantador que mostrou para as câmeras quando posou para os fotógrafos murchou assim que atravessou os portões automáticos. No balcão a recepcionista abaixou o rosto parecendo assustada com a chegada do cantor e liberou a passagem. Com cara de poucos amigos, apenas sinalizou um agradecimento com a mão e apressou os passos até o elevador. 

O dia passaria rápido ele só precisava verificar o último ensaio de Hyeji e autografar todos os brindes do fan meeting para estar livre e curtir seus quinze dias de férias antes da próxima turnê. Provavelmente ainda teria que ir a uma ou duas reuniões no início das férias, por causa da programação do investimento de Marketing do novo álbum, onde veria Jimin, e ele estava tentando não pensar nisso para não ficar mais ansioso.

O corredor estava vazio com exceção da única pessoa, depois de Jimin, que menos queria ver... Min Yoongi. O garoto o encarou por poucos segundos antes de revirar os olhos e virar de costas para ele. Yoongi não poderia ser mais antipático que isso, poderia? Jungkook riu abaixando os óculos escuros e colocando na gola em 'v' da camisa social branca. O garoto caminhou para o lado contrário do corredor e abriu a porta de uma das salas de monitoria, mas pareceu reconsiderar assim que Jungkook passou por ele. Yoongi soltou um suspiro irritado jogando a cabeça para trás.

— Jeon... — chamou, o tédio explícito na voz.

Ai, caralho!

Era o dia dele, só pode. O que custava Yoongi ignorar mais uma vez sua existência ao invés de encher o saco justo hoje? Jeon espremeu os olhos e soltou o ar com força, antes de virar para o mesmo com um sorriso forçado.

— Quê? — disse, seco.

— Está livre? Preciso falar contigo... — A pontada na cabeça de Jungkook pareceu aumentar devido o desconforto da situação — é sobre o gerente Park.

A porta da sala tão próxima, ele quis chorar de raiva.

— Okay — concordou a contragosto.

Os dois caminharam em silêncio até a sala de monitoria. O local cheirava a tecido empoeirado por causa do carpete acinzentado que o revestia e a falta de janelas. A sala não era muito grande, e para piorar, parecia estreitar com a quantidade de telas e computadores empoleirados um ao lado do outro. Havia três mesas com notebooks que cercavam as paredes e ao fundo um mural repleto de monitores com suas câmeras ligadas.

A mesa de controle, que ficava à frente dos monitores, era composta por uma cadeira simples estofada em preto e Jungkook se perguntou se o responsável por aquela função não tinha problemas na coluna. Yoongi não tinha se manifestado ainda, então, permaneceu no limite da porta. Dessa forma, ele teria como fugir se precisasse. O que era uma possibilidade, já que seu humor não estava dos melhores, e se fosse parar para refletir, uma conversa privada com aquele cara não iria resultar em nada bom.

Levou o indicador até a têmpora fazendo movimentos circulares. Seus olhos se estreitaram quando uma fisgada mais afiada quase o fez resmungar alto.

Merda. Quero meu café!

— Er... Então, sobre o que quer falar comigo? — Questionou direto, na esperança que acabassem logo com aquilo. Além de precisar comer algo urgente, esperava conseguir se refugiar em sua cadeira confortável e tomar uma dose de seu Sinatra Century antes do telefone começar a tocar desesperadamente.

Yoongi o encarava como se pudesse ler sua mente. Isso era muito incômodo. Se direcionou a mesa e ligou os sistemas através do computador da esquerda, que deveria ser o dele. Depois, alinhou uns papéis batendo sobre a mesa lentamente. Jungkook fechou a cara já começando a se sentir irritado com a enrolação, mas não teve chance de se pronunciar, pois antes de tomar a iniciativa, o garoto virou para ele apoiando o corpo na mesa.

— Encoste a porta, não quero que nos escutem — ordenou. Jungkook deu um passo frente e bateu a porta impaciente sem olhar para trás, porém, tomando o cuidado de se manter a uma distância segura. — Até quanto vai continuar com essa palhaçada?

— Como é? — Retrucou, arqueando a sobrancelha.

Dentre todas as formas ruins com a qual uma pessoa poderia começar uma conversa, aquela de longe era a pior.

— Eu não vou ser delicado Jungkook, você não parece precisar disso. Então, vamos poupar nosso tempo e você me responde de uma vez. Até quando vai continuar fingindo que não está vendo o estrago que está causando, caralho?

Jungkook sentiu seu sangue esquentando e a indignação crescendo. Mas que...

Filho da puta... — Exclamou, sem saber se Yoongi havia escutado seu pensamento alto, mas pouco se lixando para qual seria a opinião dele. — Do que você acha que está falando?

A risada cínica escapou entre os dentes.

— Não se faça de desentendido, eu cansei de ver os seus joguinhos magoarem o Jimin.

Jungkook o encarava perplexo, ele não estava acreditando que aquele moleque se achou no direito de falar assim com ele. Ainda mais sobre algo tão pessoal, e que inferno, quanto mais ele se sentia irritado mais dor sentia.

— Eu não sei porque diabos estou me explicando para você a essa hora, mas não, eu não estou fazendo joguinhos Yoongi. E se você preza mesmo pelo seu emprego deveria ter mais respeito comigo aqui dentro. Eu não estou com paciência para suas palhaçadas.

Yoongi riu esticando os dois braços para os lados.

— Estamos sozinhos aqui Jeon. Sinta-se à vontade para ameaçar meu emprego como a pessoa medíocre que você é! Ignore que já fomos amigos, eu quero mais é que você se foda com todo esse orgulho.

— Você quer mesmo me irritar não é? — Jungkook bufou apertando os dedos na palma da mão. — Você não tem limites?

— Olha quem veio falar de limites... — Riu seco, claramente furioso. — Eu fiquei quieto esse tempo todo achando que uma hora você notaria. Que em algum momento iria ver o erro que está cometendo e ia fazer algo para ajudá-lo, mas onde você estava? Você me disse que amava o Jimin, que era sincero, e eu como um bom babaca acreditei. Eu deixei ele escapar das minhas mãos por sua causa. — Ele virou na direção de Jeon e se aproximou — Afinal, era por você não era? Seu imprestável. Eu confiava em você, e achei que estava mesmo falando a verdade quando disse que queria assumir o namoro de vocês publicamente.

Jungkook revirou os olhos.

— Por favor... — zombou.

— Por favor, digo eu... — Subiu o tom de voz ao parar de frente para o moreno. As orbes inquietas de Yoongi traçaram furiosas a face de Jungkook, ele levantou o dedo apontando para o meio do peito do outro. — Você não pode ser tão cego assim. Não é possível que não esteja percebendo o quanto ele está sofrendo por sua causa, porra!

— Yoongi isso não é hora, muito menos lugar para falar sobre isso. — Virou as costas desejando sair daquele lugar enquanto ainda tinha o mínimo de autocontrole. Porém, a mão firme de Yoongi agarrou seu antebraço.

— Eu ainda não acabei, Jungkook — vociferou.

Jungkook sentiu seu peito arder e a face formigar de raiva.

— Tira a mão de mim! — Gritou, ao repudiar o aperto com violência e voltar a encará-lo com os lábios pressionados em linha reta.

— Então seja mais homem e encare a realidade... Eu não estou aqui para ser seu amiguinho como o Namjoon faz não, Jungkook. Eu estou furioso por ver o meu bebê chorando pelos cantos como se fosse merecedor disso. Farto de ver os olhos dele inchados e perder cada vez mais e mais peso. E sorte sua... — forçou o ar pelo nariz elevando a face para o alto — Que ele não fez nada pior, não fez por que ele não sabe o babaca por quem se apaixonou.

Yoongi deu passos para trás apertando a cabeça com as mãos, como se quisesse mesmo era esmurrar a cara de Jungkook, mas consciente o suficiente de que um mero técnico de TI como ele nunca poderia fazer aquilo sem perder o emprego. E caralho, ele estava desesperado para esmurrar Jungkook até ele perder a consciência, mas ficar longe de Park Jimin e não pagar seu aluguel não eram opções viáveis.

— Cacete, como é possível? O que ele viu em um tipo como você?

Jungkook olhou para o garoto, e então, enfiou as mãos nos bolsos da calça social alinhada em corte reto. Desenhada a fio por estilitas renomados para seu corpo. O cheiro marcante da colônia importada que ganhava todo mês de brinde impregnando a saleta. 

— Ele viu alguém melhor que você — bradou simples.

— O que?  — ele o fuzilou. Os punhos fechados de Yoongi tremiam, precisou unir todas as forças para não fazer nenhuma merda.

— Você não quer tanto ouvir a verdade? — Sorriu de lado, cínico. — Eu dei a ele a segurança e o limite que ele precisava, e garotos mimados como o Jimin ficam de pernas bambas quando são dominados. Você nunca vai ser capaz de dar o prazer que o Jimin procura porque não é homem o suficiente para ser firme com ele. — A mera lembrança de Yoongi ao lado de seu pequeno, seu mochi, fazia Jungkook perder a razão. Ele não suportava ser forçado a deixar Jimin, odiava passar cada segundo que fosse longe dele e odiava mais ainda ter que fingir que não estava tão destruído quanto seu pequeno.

— Acha mesmo que fazer ele sofrer tem algo a ver com 'limites'? — Ele o encarou com nojo — se você não sabe amar o Jimin como ele merece, então por que não sai logo do caminho e deixa ele se curar das feridas que causou?

— Você é um covarde, Yoongi. Do que adiantaria? Nunca teve nada com o Jimin por que tinha medo demais para tentar, e você sabia melhor do que ninguém o quanto ele me deseja. — Um sorriso de lado brotou no rosto do moreno — Ele sempre me desejou, desde quando ainda era uma criança.

— Seu pedófilo desgraçado! Sabe o que me deixa mais puto Jungkook? — Falou após uma longa pausa — É que eu te apoiei porque pensei que era mesmo melhor do que eu. Que poderia cuidar do Jimin, que daria a ele a felicidade que os meus sentimentos não poderiam dar. Eu confiava em você, mas estava errado. Eu estava estupidamente enganado.

Jungkook abaixou a cabeça. Aquele sorriso de lado transpassava mais do que ironia, transmitia dor, e essa dor era muito maior do que as causada pelas enxaquecas insuportáveis. Era mais fundo que isso, e talvez alguém que já foi tão próximo dele quanto Yoongi poderia notar. Só que ele estava ocupado demais afogado em suas próprias lamentações. Jungkook sabia disso, sabia que Jimin estava sofrendo. Mas ele era forte, seria capaz de manter um equilíbrio e sempre se mostrava superior a toda essa merda que eles estavam vivendo. Jimin era admirável, ao contrário dele.

Ver Park Jimin feliz deveria deixá-lo feliz, mas tudo que Jungkook conseguia sentir era remorso. Doía ver ele rindo como se nada estivesse acontecendo, enquanto ele se afundava em bebidas e dopaminas para seguir com um joguinho de aparências. Talvez por isso não fizesse nada, porque enxergar a dor e o ciúme nos olhos daquele garoto era a única prova de que restou algo entre eles. Porque aquele joguinho em que os dois se afundaram fazia sentido, mesmo que parecesse masoquismo.

Jimin não o deixava porque tinha medo de ser para valer. De que eles se perdessem. Era mais fácil sofrer pelo amor dos dois do que pela ausência, e Jungkook não podia repreendê-lo por isso. Ele tinha medo de encarar Jimin e acabar contando a verdade, e às vezes, a verdade é dura demais para um coração tão sensível. E Jimin era sensível como uma flor.

— Você nunca vai entender, Suga... — Disse em desistência.

Yoongi se assustou com a menção aquele apelido dado em meio a um momento tão especial entre eles. Fazia tanto tempo que não ouvia a voz de Jungkook chamá-lo daquele nome que pensou que estava alucinando, mas não. Ele não estava.

— Suga... — Repetiu fazendo o garoto olhá-lo assustado — se isso faz você se sentir um pouco melhor, eu nunca menti sobre meus sentimentos pelo Jimin. Eu nunca, nunca, quis magoar ele. E antes que você me interrompa de novo... — Anunciou ao ver o loiro começar a se pronunciar, e soltou um riso. — Também não desejava que acabasse assim, mas acabou. Existem razões, prioridades na minha vida que eu não tenho como abrir mão. Desdo o início Park Jimin sabia que era proibido para mim, que ele esteve alto demais para que eu o tomasse para mim. Ele tinha noção tanto quanto era arriscado. Ele sempre esteve fora do meu alcance, eu fui ganancioso demais em pensar que poderíamos ser felizes de verdade.

E dessa vez Yoongi não o calou, não tentou contestar, porque soube que por mais injusto que parecesse ele estava mesmo falando a verdade. Os dois se encararam por longos segundos, enquanto, Jungkook sentia o aperto em sua cabeça ficar mais forte. Forte ao ponto de fazê-lo se escorar na parede atrás de si ao sentir que podia perder as forças.

— Jungkook! Jungkook, o que ouve porra? — Yoongi correu para segurar os braços do moreno que tinha os olhos fixos no chão, perdido.


Notas Finais


Desculpem pelo capítulo gigante. Eu dividi em dois, mas ainda assim não deu jeito. Então, a continuação dessa cena do futuro dos nossos babies vai estar no próximo capítulo.


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