História Attraction - BTS (PJM JJK) - Capítulo 6


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Categorias Apink, Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtam, Bangtan, Bangtanboys, Bts, Chim Chim, Chin Chin, Dr5ama, Jeon, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jiminie, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kookie, Kookmin, Min Yoongi, Namjoon, Park, Park Jimin, Romance, Seokjin, Taehyung
Visualizações 38
Palavras 4.753
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Remédio para dor (parte 2)


Fanfic / Fanfiction Attraction - BTS (PJM JJK) - Capítulo 6 - Remédio para dor (parte 2)

Dia 19 de Janeiro de 2018, sexta-feira - 8:00 am

Park Music Corporation - (último dia de trabalho antes das férias)


O olhar inexpressivo o assustou. Era como se Jungkook tivesse entrado em transe por um momento. Yoongi o sentou em uma das cadeiras da sala apertada e viu Jungkook pressionar os músculos da face de dor.

— O que você tem Jungkook? Não vai ter um ataque aqui, pelo amor de Namjoon. — Ele correu os dedos pela mesa até pegar o bloco de folhas e começou a abanar. — Eu vou ser demitido.

Sua cabeça parecia que ia se partir em mil pedaços, mas aquela não era a pior dor que Jungkook já teve. Então, por mais que não conseguisse conter as expressões de dor, sabia que em pouco tempo passaria. Sempre passava... Ele tentou levantar o rosto devagar para se deleitar com o desespero de Yoongi.

— Isso é culpa sua! Eu já deveria ter comido algo a essa hora. — Falou com dificuldade pausando as palavras para poder puxar ar para os pulmões.

— Culpa minha? — Parou de abanar para focar a atenção em Jungkook — Como eu ia imaginar que você ia ter um ataque no meio de uma briga? Porra, mas que viadagem é essa agora?

Jungkook não pode segurar o riso, e mesmo sem querer aquela cena vista desse ponto estava mesmo hilária. Yoongi também riu. Os dois se encararam por um tempo, seria bom se pudessem voltar a ser próximos. Yoongi passou as mãos pelas costas de Jungkook e o levou para fora daquela sala em passos lentos.

— Anda cacete, antes que eu me arrependa e te jogue para os urubus comerem no lixão de Seul.

Jungkook fez uma careta ao levantar da cadeira, não mais de dor. Esse era o jeito carinhoso de Suga dizer que se importa e ele estava realmente desacostumado com essa simpatia toda. O Yoongi que ele conhecia teria jogado ele no meio do corredor se contorcendo e ainda xingaria um bocado antes de ir embora.

— Estranho. — sentiu o corpo do moreno se fortificar e foi soltando aos poucos, à medida que caminhavam até a sala dele. Abriu a porta para que passassem, e logo, pode escutar os passos apressados de JiEun atrás de ambos.

— Ai, meu Deus seu babaca por que deixou que isso acontecesse de novo? Eu vou te dar um soco! — Exclamou, correndo desesperada até onde Jungkook estava e dando um tapa no braço dele, antes de por os dedos delicados sobre sua testa. — Ainda dói? — Perguntou preocupada.

— Sua bipolar — Disse Jungkook evitando a pergunta. O carinho em sua testa o fez suspirar e fechar os olhos.

— Cala sua boca e responda a minha pergunta.

Jungkook apenas fez que sim com a cabeça, ainda de olhos fechados apreciando aquele toque que ele tanto gostava. Não importa quanto tempo passasse, ele nunca se acostumaria com os carinhos dela. Nunca mesmo.

— Ai, meu Deus seu babaca por que deixou que isso acontecesse de novo? Eu vou te dar um soco! — Exclamou a garota correndo desesperada até onde Jungkook estava e dando um soco no braço dele antes de por os dedos delicados sobre a testa do mesmo. — Ainda dói?

— Sua bipolar — Disse Jungkook evitando a pergunta. O carinho em sua testa o fez suspirar e fechar os olhos.

— Cala sua boca e responda a minha pergunta.

Jungkook apenas fez que sim com a cabeça, ainda de olhos fechados apreciando aquele toque que ele tanto gostava. Não importa quanto tempo passasse, ele nunca se acostumaria com os carinhos dela. Nunca mesmo.

Yoongi sorriu de lado para IU. Desse ponto de vista ela parecia mais interessante.

— Gostei dela... — Disse confiante.

— Yoongi, eu já conheço você mas o prazer é todinho meu. — Ela piscou de lado e direcionou um sorriso deslumbrante para ele.

A garota era linda e geniosa como nunca! Ah, se ele ainda curtisse mulheres com certeza poderia ficar afim dela, pensou. Yoongi coçou a nuca sem jeito, depois, voltou a atenção para Jungkook que caminhava até a mesa com passos lentos até encontrar em uma das extremidades um copo com água e um comprimido.

— O que é isso? —Pergunta JiEun confusa - Sua secretária ainda não chegou, quem deixou isso na mesa?

Jungkook deu de ombros.

—Não faço ideia, mas se souber quem é por favor agradeça a pessoa por mim... Não sei o que é isso, mas é o único remédio que consegue amenizar a minha dor. Queria a receita.

—Você é maluco, se aparecer drogado em algum show não me ligue. Vou sair daqui antes que sobre para mim... —Yoongi virou as costas, mas parou antes de sair ao ver os olhos brilhantes e preocupados de Jimin vidrados em direção a sala de Jeon.

Ele apertava os dedões das mãos apreensivo, parado de frente para a porta escancarada da sala de monitoria. Quando se aproximou, Yoongi sentiu seu estômago dar reviravoltas ao ver a dificuldade com a qual Jimin tentava perguntar por Jungkook.

Jungkook, sempre se tratava dele.

—Ele está... Bem? —Perguntou com a voz trêmula —Quer dizer... Eu vi a IU correndo e pensei que podia... —Tentou se explicar, mas sentiu a vergonha tomá-lo e desviou os olhos para as próprias mãos juntas à frente do corpo.

Yoongi suspirou, aquilo ainda iria matá-lo. Ver Jimin tão triste estava destruindo seu coração.

—Esqueça isso —disse firme, passando a mão pelos ombros de Jimin e direcionando-o para o elevador.

—Mas Hyung...

—Sem mais, Jimin. Vamos! —Ele o empurrou a contra-gosto até o elevador e entrou pressionando o 2° andar. Jimin ficou confuso, mas o sorriso de Yoongi o fez mordiscar os lábios em excitação.

—Vamos na lanchonete? —Perguntou Jimin com os olhos brilhando de expectativa, ele ficava sempre tão feliz quando ganhava doces. Observá-lo por aqueles poucos instantes era tão prazeroso. Fazer as vontades de Park Jimin tinha se tornado seu melhor passatempo, e Yoongi sabia que o estava acostumando muito mal porém não conseguia se conter.

Ele esperou o elevador descer os andares repousando as costas com a posição relaxada sobre a parede espelhada saboreando o sorriso doce de Jimin. Ele estava com as bochechas fundas e os olhos avermelhados demais. Suas unhas roídas até o talo ficavam expostas sempre que ele batia palmas empolgado.

—Pode pegar o que quiser.

Jimin abriu um sorriso largo e envolveu os braços em torno do pescoço de Yoongi, para depois dar um beijo demorado em sua bochecha. Yoongi sentiu a respiração travar ao sentir o calor dos braços de Jimin roçando os seus cabelos já demasiadamente grandes na base da nuca. Foi tomado por um calafrio quando, para piorar, sentiu aquele beijo.

Os lábios carnudos e bem delineados de Jimin se afundaram em sua bochecha e ele espremeu o rosto contra o dele. Aquele cheiro gostoso de morango dos cabelos do baixinho o fizeram perder a noção do tempo e ficar como um bobo parado dentro do elevador quando a porta abriu e Jimin saiu correndo em direção a lanchonete.

Yoongi apoiou as mãos na parede atrás de si curvando os dedos sobre o espelho frio. Seu coração estava tão disparado que ele pensou que teria um colapso, e cacete, esse tinha sido apenas um beijo na bochecha.

Dia 17 de setembro de 2010, sexta-feira - 4:20 pm

Recepção do hotel Sheraton Heaven Day - Tóquio


O sofá da recepção do hotel não era o lugar mais confortável do mundo, mas ainda era uma melhor opção para Jimin do que ficar seguindo seu pai e a pestinha da irmã pelo quarto. Aquela estava sendo a pior viagem que ele já tinha feito. Além de estar cansado pelas noites mal dormidas, ainda estava frustrado. Ele já deveria estar de volta a Seul, Dong Yul havia prometido que eles passariam pouco tempo fora, mas como sempre, ele mentiu. Jimin acreditou que estava indo para fazer aulas de canto e dança, quando na verdade, as aulas eram para sua irmã e não para ele.

Hyeji estava sendo preparada desde muito nova para entrar na empresa de entretenimento da família, mesmo ela dizendo que queria se tornar jogadora de tênis. Era como assinar um atestado de otário. Ele queria ser cantor, esse era o sonho dele desde que se entendia por gente e Dong Yul nunca deu ouvidos. Ele era a pior espécie de machista orgulhoso que o garoto havia conhecido. Preparar Hyeji tão jovem para ser uma estrela era uma forma nojenta de vender a própria filha. Ela era mulher, feminina, vendia mais pela carga hereditária de pertencer a uma família rica do que um homem.

Jimin nunca seria a primeira opção de Dong Yul e ele sabia exatamente o porquê. Ele era o herdeiro legal da Park Music, e como tal, estava sendo preparado para ser um grande empresário. Não um grande músico. Aquela notícia tinha tirado seu sono, destruído suas esperanças. Como faria para continuar vendo Jungkook se seu pai pretendia ocupar todo o seu tempo livre com cursos e palestras sobre lucro nos negócios e planejamento estratégico empresarial? Ele por acaso tinha noção do quanto ele odiava empreendedorismo?

- É verídico, se eu tiver que cursar administração da Universidade S eu acabo de vez com essa vida miserável. - Falou, manhoso ao celular.

A resposta de Lisa o fez se contorcer sobre o assento fazendo um bico rechonchudo nos lábios.

- Lisa, isso é tão injusto. Por que a minha irmã precisa passar por isso? Ela está tão infeliz quanto eu estou. Tinha que ver a carinha dela quando soube que teria que passar a viagem toda estudando canto.

Jimin encolheu os ombros e os joelhos para se esconder entre o estofado. Estava tão frustrado sentado depois de chorar tudo que conseguia, que a recepcionista do hotel havia desistido de pedir para que ele retirasse os pés da mesa de centro. Inclusive, há uns dez minutos atrás, a mesma tinha ido até ele com um copo grande de água. Acho que como um pedido de paz, ao ver seu estado lastimável.

- Eu não faço a menor ideia, Lisa - respondeu entristecido, quando foi questionado sobre quando retornaria daquele sofrimento. - Acho que eu terei que continuar as aulas de administração em Seul se quiser voltar agora. Ainda assim... - sussurrou, tapando a saída do receptor do celular e olhando para os lados - estou com saudades do Kookie, Lisa. E com medo de que meu pai acabe descobrindo alguma coisa sobre nós.

A recepção parecia vazia, com exceção de duas senhoras que tomavam seu chá da tarde. Elas estavam sentadas na lanchonete que ficava perto da entrada principal, que ostentava uma bela varanda com vista para a paisagem. Jimin queria poder estar sentado em uma daquelas cadeiras de ferro desenhadas em símbolos apreciando a vista bonita do parque principal tomando seu drinque favorito ao lado de Jungkook. Para ser sincero, ele agora pensava em fazer muitas coisas, todas elas ao lado de Jungkook, e esse sentimento que crescia em seu peito o deixava com medo.

Qual o futuro que um homem como o Jungkook pode querer com uma criança como ele? Eles se beijaram, okay, isso definitivamente era alguma coisa. Mas ele tinha tantas opções, e se tivesse sido um erro? E se ele não estivesse interessado? Todos esses dias em que Jimin esteve fora não recebeu nenhuma notícia de Jeon. Nem uma mensagem sequer. Ele não tinha o número dele, Jimin nunca tinha lembrado de dar, mas ele podia conseguir fácil o contato. Qualquer pessoa que trabalha na mansão vê ele todos os dias chegando ali para trabalhar e não teriam resistência nenhuma em dar o número. Então, porque ele não tinha tentado entrar em contato?

- Eu quero muito acreditar que o que estamos sentindo é real, Lisa. Quero muito mais do que qualquer outra coisa na minha vida. Mas, ele ainda não deu nenhum sinal. Será que nem sequer sentiu minha falta? - perguntou ressentido - Eu sou tão substituível assim?

Seus ombros se encolheram ainda mais ao ouvir a resposta, uma lágrima começava a brotar nos cantos dos olhos. Por que tinha que ser assim? Ele estava mesmo... Com ela?

- Não... - disse trêmulo, enquanto puxava o celular desajeitado de dentro do bolso da calça. - Está no perfil dele?

Abriu o Instagram.

@EuJieun postou três fotos.

Legenda: Tenho vontade de pegar esse pequeno e colocar no bolso.

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Legenda: Que comece o plano 'fazer meu biscoito sorrir', fighting!

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Legenda: Sorri para a foto senão te mordo, pestinha.

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Ele agradecia por não ter comido nada até então, senão a essa hora já estaria vomitando. Seu estômago estava se revirando e a pressão parecia tão baixa que podia sentir o pescoço gélido. Ele estava mesmo assim tão interessado em Jungkook? Jimin estava confuso sobre o que estava acontecendo entre ele e seu instrutor de piano até o dia em que se beijaram. Ele sabia que estava se apaixonando, mas nunca pensou que podia sentir algo assim por um garoto. Uma pessoa do mesmo sexo que ele. Quando Jungkook perguntou sobre o que Jimin sentia quando era tocado pelas mãos dele algo mais profundo despertou. Não era a primeira vez que ele tinha se tocado, mas a primeira, de verdade, em que gozou pensando nos toques de Jeon.

Em como a boca dele tocando a ponta da sua orelha fazia todo o seu corpo se arrepiar. Pensar na sensação quente e invasiva das mãos grandes dele descendo por seus bíceps fracos, depois deslisando com posse e delicadeza para os antebraços e curvando-se por dentro da palma da mão - como se a invadisse - entrelaçando seus dedos. Os lábios finos de Jeon tão próximos aos dele, a forma como seu corpo reage instantaneamente e vibra e pulsa a cada proximidade. Jimin sentia calor, só de pensar nisso e era incontrolável.

- Lisa, não... Não é bem assim. - disse envergonhado - eu não tenho como te explicar isso agora, estou no meio da recepção do hotel.

Ele soltou uma gargalhada alta e gostosa, escondendo o rosto entre os antebraços, quando a menina lhe lembrou que já havia falado coisa pior no meio do corredor do colégio. O que era a mais pura verdade.

- Okay - gargalhou, voltando a ajustar a posição dos fones de ouvido - você venceu. Eu vou te contar, mas não aqui. - ela insistiu e Jimin revirou os olhos - Hoje à noite quando estiver na minha cama longe dos ouvidos alheios.

Lisa era curiosa demais, ainda mais quando se tratava dos sentimentos novos de Jimin. Mas, não era tão fácil falar com ela sobre o que estava sentindo, talvez se sentiria melhor se pudesse perguntar para Jungkook. Ele estava com medo, assustado e mesmo que Lisa o desse corda para falar besteiras ela não o entendia. Parecia até meio ofensivo falar sobre como se sente quente quando pensa em Jungkook, e de como seu corpo arde necessitado pelos toques dele. Jimin nunca tinha se sentido assim por ninguém.

Ele mordeu o próprio lábio, um pouco indeciso. Ajustou a postura sobre o sofá e tomou um bom gole da água gelada que ainda estava sobre a mesa de centro.

- Liz, você pode fazer um favor para mim? Você ainda tem o número da empresa do papai no seu celular? Passa para mim.

A ligação ficou muda e Jimin abriu o teclado do aparelho aguardando a menina. Logo, ela voltou a chamá-lo falando o número da recepção. Lisa estava confusa, e Jimin sabia disso, por essa razão encerrou a chamada antes que ela começasse a alugar o ouvido dele.

- Obrigada Liz, te amo.

Assim que a ligação foi encerrada Jimin discou o número que Lisa havia passado e levantou-se do sofá começando a caminhar em direção a saída do hotel. O carro da empresa já o aguardava estacionado com o alerta ligado em frente a entrada principal. O motorista que conversava alegremente com os manobristas olhou para o relógio e se apressou para o carro. Ele abriu a porta para Jimin com uma leve reverência.

- Olá senhor - disse, calmo.

Jimin lhe olhou com um sorriso no rosto e entrou no carro. O motorista deu a volta e ligou o automóvel dando a partida imediatamente. Jimin mordeu o lábio apreensivo com a demora, quando de repente uma voz grave soou do outro lado da linha.

- Hey, Jimin. - disse, o atendente do hotel parecendo surpreso com aquela chamada.

Aquela voz era muito familiar, e por causa da lerdeza que lhe era comum, Jimin demorou alguns minutos para conseguir assimilá-la ao dono.

- Espera... Yoongi?

O garoto do outro lado da linha deu uma risada. Jimin se contorceu de raiva.

- Me desculpa. A Liz deve ter me passado o número errado, aquela retardada - disse apressado sentindo as bochechas aquecerem de vergonha. Ele odiava se enganar em chamadas.

- Não, não é isso. Você não está enganado, eu acho. Ligou para a empresa do seu appa? Eu estou estagiando na administração daqui e a Sunrie teve que ir ao banheiro. Foi o Jungkook quem me indicou.

- Oh... - disse, mordendo o lábio com um sorriso ainda maior. - Fico feliz pela contratação, boa sorte no emprego.

Yoongi sorriu.

- Obrigado Jimin, você é gentil. Em que posso ajudá-lo?

Mesmo sendo novo na vaga, com certeza Yoongi tinha recebido instruções para não passar os contatos dos funcionários da empresa para ninguém. Mesmo esse alguém sendo o filho do presidente. As palmas das mãos de Jimin suavam e ele as esfregou na calça jeans tentando limpá-las. Ele pigarreou, tentando parecer o mais confiante possível quando fez o pedido.

- Preciso do contato do Jeon - em meio ao breve silêncio do outro lado da linha, acabou acrescentando - eu terei que ficar mais uma semana em Tóquio e meu pai pediu que eu resolvesse esse problema por dele.

- Jimin... sem querer ser intrometido, mas você sabe sobre o que se trata? - Jimin gelou - Se existe algum problema com o contrato dele seria mais pertinente que o RH da Park Music fosse comunicado antes. São protocolos.

Droga, pensou. Ele teria que ser mais firme que isso se quisesse conseguir aquele número. Espero que esse garoto não fique com raiva de mim depois.

- Você já está sendo.

Yoongi não entendeu.

- Como?

- Sendo intrometido. Atendo ordens do presidente para falar direto com Jeon Jungkook, ou você espera que eu te explique o que Jeon faz na minha casa todas as tardes para poder passar o bendito número?

Jimin cerrou os olhos, arrependido. Ele odiava falar daquele jeito e se estivesse cara a cara com Yoongi com certeza o abraçaria agora e pediria mil perdões por ser tão imbecil. Na linha, Yoongi apenas sibilou um 'espere um pouco' e retornou com o contato solicitado.

- Algo mais senhor? - perguntou, num tom frio.

- Não.

- A Park Music agradece o seu contato.

Aquelas palavras deram um aperto em seu peito.

- Yoongi... - Jimin hesitou, não seria um erro pedir perdão logo agora? Ele deduraria ele se soubesse que foi enrolado? O garoto respondeu na linha:

- Sim, senhor Park.

Ele engoliu seco, algum dia seria tratado da mesma forma que tratam seu pai? Como Presidente Park? Como um monstro sem coração? Definitivamente Park Jimin não havia sido feito para sofrer, assim como, nunca na vida seria um homem inseguro e amargurado com Dong Yul. Ele seria diferente, ele se dedicaria a uma profissão que ama e daria todo o seu coração para quem fosse dono de seus sentimentos. Jimin não queria ser odiado. O mais importante, ele não queria se odiar.

- Continue com o bom trabalho, Yoongi. Você fez muito bem!

O carro estacionou assim que Jimin guardou o celular no bolso sentindo seu coração disparar. Ele tinha o número de Jungkook. Olhou através do vidro do automóvel e viu um grande prédio acinzentado revestido de espelhos. De onde estava mesmo se inclinando não conseguia ver o final daquele arranha-céu. O senhor Jung voltou o tronco para trás com uma expressão gentil, chamando por ele.

- Jimin-shi, seu pai lhe encontrará no salão do prédio no final da sua palestra. Mas, virei buscá-lo assim que desejar. É só chamar.

Jimin concordou com a cabeça e saiu do carro um pouco apreensivo. Ele já tinha assistido outras palestras e aulas como aquela, não havia muita diferença. Salas gigantes, muitos jovens de ternos sem assunto sugando o professor palestrante como se ele fosse um Deus milagroso.

Um grupo de homens devidamente alinhados conversavam na portaria e entraram prédio assim que Jimin passou por eles. Se apresentou na recepção entregando a identidade e foi encaminhado até o elevador, onde se encontrava uma pequena fila. Quando chegou ao 21º andar cerca de trinta pessoas se espalhavam pelo corredor sussurrando entre si assuntos relacionados a carreira e objetivos que eles indicavam como curto, médio e longo prazo.

Ele havia ouvido falar nisso na aula de planejamento estratégico que fez dois dias atrás. Esse era o sexto dia de aulas e Jimin não via a hora de poder voltar a sua vida normal de estudante do colegial. Não tinha sinal para avisar que aula começaria, então, quando faltava cinco minutos para a hora indicada no cronograma preso na parece foi andando tranquilo até a sala.

Estava começando a lotar e logo os lugares da frente ficariam escassos. Uma coisa que Jimin tinha reparado, era que naquele lugar não adiantava sentar no fundo para tentar fugir do professor. Ele faria questão de te encher de perguntas se te pegasse calado no fundão, então uma tática melhor era sentar na frente e prestar atenção. Se você soubesse as respostas - ou parecesse saber - ele não iria te incomodar.

Tomou o lugar na quarta fileira, bem na frente, à esquerda da sala. A plateia onde estavam as cadeiras eram divididas ao meio por um corredor extenso que ia direto para o palco de onde o palestrante falava com seu microfone. O som era reproduzido pelas caixas de som em seis pontos distintos da sala, sendo amplificado pela boa acústica do local. Realmente não tinha como não ouvir ou entender o que o cara dizia.

Pegou o celular e encaixou no local indicado sobre a mesa fazendo aparecer o holograma do slide apresentado pelo professor. Jimin correu os dedos sobre a imagem digital procurando a página onde haviam parado. Dessa vez falariam sobre o uso da tecnologia no mercado de entretenimento.

Jimin desencaixou o aparelho do suporte e voltou a mexer nele, enquanto uma mulher discursava sobre alguma experiência com o uso de investimentos contidos em algo que ela chamava de "Alavancagem em DayTrade". Jimin já tinha ouvido seu pai falando daquilo e de como conseguia o valor para os investimentos nos novos projetos a partir do investimento variável.

Isso sempre lhe pareceu meio louco, por que se parar para pensar você investir algo que não tem para ganhar com a venda do dobro do valor é meio que insano. Quando a mulher acabou de falar Jimin, tirou duas fotos e postou uma delas em sua rede social.

@ParkJM postou uma foto.

Legenda: Ganhando dinheiro para meu velho, mas com a cabeça em Seul.

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Comentários

@BeLiza Sei onde você está com a sua cabeça, vadia. VOLTA LOGO PARA MIM, PORRA!

@HopeJung Pera, você saiu da Coréia do Sul e não se despediu? Park Jimin, eu te odeio. É oficial!

@BeLiza Cai fora babaca @HopeJung! Ele vai voltar só para mim.

@TaeKing @KookieOficial olha por onde seu garoto anda.

@Kimjin Meu bebê está crescendo. Come direitinho Jimin, omma te ama.

@HopeJung @Kimjin para de fazer vergonha ao menino. Deixa ele curtir, vai que assim certas pessoas não percebem o tesouro que ele é.

@Kimjin Cala a boca, não falei contigo @HopeJung. Meu bebê é inteligente pra porra! Foi selecionado em 5º para a palestra nacional de investimento de Tóquio. ORGULHO!

@KookieOficial Tóquio ainda? Espera, você vai voltar né? Caramba... Parabéns, mochi.

@EuJieun Por que tão interessado @KookieOficial? Não sabia que conhecia o Jimin-shi.

@KookieOficial @EuJieun e você que nem conhece ele? Ciumenta.

A ansiedade aumentava a medida que o tempo de aula passava. Jimin sentia o aparelho vibrando em seu bolso e isso só o deixava mais curioso. Era como um pressentimento de que algo bom aconteceria, e como dizia sua mãe, quando estiver num dia bom aposte alto.

Ele terminava de tomar umas anotações em áudio na memória do pendrive que tinha levado no bolso quando o professor se despediu e deixou a sala. Jimin olhou ao redor vendo o grande grupo de alunos saindo ao mesmo tempo pela pequena entrada e decidiu esperar esvaziar. Guardou o pendrive no bolso do casaco, desligou o projetor da mesa e puxou o celular do bolso olhando as notificações.

Durante grande parte do intervalo Jimin se pegou vagando entre a ideia de ligar ou mandar mensagem para Jungkook. Um homem chamado Choi Song Joo que parecia entender muito da área de entretenimento se aproximou dele naquela hora impressionado com sua idade.

Ele era de longe o mais jovem da sala. Era normal apararem para questionar seu interesse e os motivos de alguém tão jovem estar assistindo esse tipo de palestra. Songjoo era diferente dos outros, ele não era tão velho. Tinha só vinte quatro anos e era mesmo divertido poder conversar com ele.

Se conheceram na primeira aula que Jimin participou e depois acabaram descobrindo que tinham mais interesses em comum. Ele é filho do presidente da S.M Entertainment e uma das características que compartilhavam entre si, era o desgosto por ter que se dedicar a um empreendimento de família.

- Eu só espero que possa fugir disso o máximo possível. Talvez te ajude tentar fazer esse tipo de palestra em Seul já pensou? - Jimin estava em outro mundo, perdido em seus pensamentos. Songjoo tocou no ombro dele - Jimin?

Ele deu um sobressalto, assustando-se.

- O que? - Songjoo deu uma risada ao ver os olhos arredondados de Jimin arregalados e o pequeno 'o' que seus lábios cheios formaram.

- Está pensando em quem? - ele deu um sorriso sugestivo - Não diga que já está agarrado com um rabo de saia por ai?

Jimin pareceu mais confuso que antes.

- Hã? - questionou juntando as sobrancelhas.

- O caso é mais sério do que eu pensei, alguém ai está apaixonado.

- Aish, não fale asneiras - Jimin empurrou o braço do garoto que parecia se divertir com a situação - Eu tenho que ir, hyung.

- A gente se vê por ai Minnie.

O ruivo deu uma piscadinha apontando para o bolso da calça de Jimin com as luzes acesas. Era uma mensagem de seu pai. Dong Yul avisou que estava aguardando na portaria com o motorista. Jimin acenou para Songjoo se afastando depressa do lugar. Estava ansioso para chegar em casa, além da fome, também queria tomar banho, ouvir um pouco de música e falar com Jungkook.

Seu pai o recebeu com alguma reclamação que ele não deu atenção e então entrou no carro. Ele teria que dormir no mesmo quarto que Hyeji essa noite, já que Dong Yul voltaria pela manhã para Seul e não queria ter que acordar a menina e vê-la chorando.

- Escute bem Jimin, assim que acordar amanhã desça com Hyeji para o saguão. O motorista estará aguardando vocês ao lado dos meus seguranças particulares. Apenas pegue o avião junto com os seguranças e venha até a empresa imediatamente. Entendeu?

Jimin meneou a cabeça confirmando e voltou sua atenção para fora do carro esperando chegar logo ao hotel. Ele batucava os dedos ao lado do banco enquanto se perdia entre os flashes das luzes da cidade correndo borradas em meio a escuridão da noite.

Não era que não gostasse de ficar com sua irmã, não era isso mesmo. Mas o irritava esse pouco caso, o magoava saber que sua mãe não estava com eles. Eles não deviam ficar sozinhos em uma cidade que mal conheciam, mas ninguém ligava.

Quando chegaram ao hotel Jimin acompanhou o pai até seu quarto, é ao abrir a porta ele se deparou com a imagem mais cruel da sua vida. Hyeji estava dormindo com os olhos vermelhos de tanto chorar sobre o carpete do quarto de Dong Yul.



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