História Attraction - Capítulo 10


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Lay
Tags Baekyeol, Chanbaek
Visualizações 101
Palavras 4.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas voltei.

Capítulo 10 - .progression



O céu de outubro, frio e infinito, era iluminado pela lua cheia quando Baekhyun e Moonbyul deixaram o prédio. Respirando fundo, o Byun olhou para as estrelas cintilantes, sobre os edifícios muito altos.

Adorava o outono. O ar, apesar de frio, tinha o poder de acalentá-lo, fazendo com que se lembrasse do Colorado.

Seu lar.

Se havia um momento na vida no qual mais precisava da mãe, era este.

— Nós estamos o máximo, amigo. — Vibrou Moonbyul, fazendo sinal para um táxi. — A luz do luar sempre deixa as pessoas mais bonitas.


Antes que Baekhyun pudesse concordar, uma elegante limusine preta parou à sua frente. O chofer saltou e Baekhyun recordou que ele os havia levado à casa de Chanyeol nos Hamptons.


— Boa noite, Sr. Byun e Srta. Kim. — Disse o cavalheiro rechonchudo de cabelos grisalhos. — Perdoe-me o atraso. A cidade está com várias quadras fechadas para obras que eu desconhecia.

— Oi, Marcus. — Disse Moonbyul com um sorriso. — Foi aquele traiçoeiro lindo que mandou você, não foi?


— Sim, Srta. Kim. O Sr. Park me mandou chegar às seis horas em ponto para buscar vocês. Mais uma vez, peço desculpas pelo atraso.

— Caramba, adoro surpresas! Achei que iríamos de táxi. — Moonbyul se virou para Baekhyun com as sobrancelhas erguidas. — Pelo visto o Sr. Park cobre as pessoas que ele deseja desesperadamente com o que há de melhor... porque ele nunca mandou uma dessas antes. — Baekhyun balançou a cabeça e entrou na limusine.


Depois de se acomodarem, Moonbyul abriu uma garrafa de champanhe e serviu uma taça para si e outra para o amigo.


— O babaca ligou para você hoje de novo?

— Babaca?


— É, ele ligou de novo?

— O que você acha? É claro que ele ligou. — Baekhyun suspirou.


— Bem, pensei que ele tivesse se tocado, já que você não tem atendido os telefonemas dele. — Ela deu de ombros. — E não chegou nenhuma flor no apartamento hoje, então presumi que ele enfim tivesse desistido.

Baekhyun sabia que não era o estilo de Yixing desistir de nada com tanta facilidade.


— Certo, talvez não para o apartamento, mas mandou para o restaurante.

— Caramba! — Exclamou Moonbyul, arregalando os olhos. — Quantas dessa vez?

Baekhyun olhou para ela por cima da borda da taça.

— Digamos apenas que foi o suficiente para meu chefe decorar todas as mesas, o bar e ainda ficar com uma dúzia inteira para levar para a esposa.

Virando a bebida, Moonbyul se recostou no assento, suavizando a expressão.

— Bem, estou orgulhosa de você por não ceder. Com toda sinceridade, espero que se mantenha firme quando ele voltar da Flórida. Quando falei com Minseok hoje mais cedo, ele contou que, desde que chegaram lá, o idiota só fala sobre como está decidido a reconquistar você.

Baekhyun espiou pela janela, os olhos absorvendo as luzes cintilantes da cidade. Enquanto as via passar, pensou em quanto se sentia como a vítima de um acidente violento – machucado e cheio de hematomas. Embora não tivesse nenhum osso quebrado, o coração sangrava das feridas infligidas por Yixing.


As palavras ditas por ele não lhe saíam da mente, ferindo tanto agora quanto no momento em que ele as pronunciou. Não tinha como negar que se sentia culpado por causar a situação como um todo. Sabia que poderia ter evitado aquilo. Mesmo assim não iria ceder. Não podia. Estava mandando os telefonemas dele direto para a caixa postal. Yixing chegara a ligar para a escola onde ele lecionava meio-período. Baekhyun ignorava esses recados também. No entanto, sua maior surpresa foi quando a mãe dele apareceu em seu apartamento, sem aviso e puta da vida. Baekhyun encurtou a visita ao máximo batendo a porta na cara da ex-sogra.

— Vou ter que conversar com Yixing quando ele voltar. — Suspirou Baekhyun. — Não posso terminar o noivado sem dar nem uma explicação.

— Por que não? Ele não merece explicação alguma, Baek.

— Não estou falando de fazer isso por ele, Moon. Mas eu preciso botar um ponto final. — Baekhyun virou o resto do champanhe e imediatamente encheu a taça outra vez. — De uma forma ou de outra, Yixing fez muito por mim e pela minha família. Sei que o que ele fez no bar foi errado, mas estava bêbado e essa é uma coisa que preciso levar em consideração.

Moonbyul o olhou de cara feia do outro lado da limusine.

— Você está caindo na armadilha dele outra vez.

— Como estou caindo na armadilha dele, Moon? Ele nem está aqui.

A amiga deu uma batidinha na têmpora.

— Certo, mas o babaca está aí dentro desse seu cérebro, igual a um funguinho. E quer saber de outra coisa?... Quando Minseok fica de porre, ele não pira para cima da Dara. — Moonbyul inclinou o corpo para a frente e se serviu de uma segunda taça de champanhe. — Antes, quando eu não tinha saído do armário, eu saía com um monte de caras que ficavam chapados e eles não faziam a merda que Yixing fez com você. E estou certa de que você já teve ex-namorados que também não fizeram.


— Eu não namorei muito antes de Yixing. — Baekhyun deu de ombros. — Na verdade, não tenho nenhuma base de comparação.

O rosto de Moonbyul se contraiu, demonstrando confusão.

— E por que você precisaria de uma base de comparação para uma coisa dessas, Baek? Já chega dessa história. Bêbado ou sóbrio, para baixo ou para cima, puto da vida ou feliz, nenhum homem tem o direito de tocar um dedo sequer em seu namorado, parceiro ou cônjuge. Nunca. — Tomando um gole de champanhe, Baekhyun desviou o olhar. — Não estou brincando, Baek!!! Você pode achar que o que seu pai fez com sua mãe é normal, mas não é, amigo. Longe disso. — Engolindo com dificuldade diante das lembranças ruins, Baekhyun forçou-se a se concentrar em Moonbyul. — Eu sugiro que você se livre da necessidade de dar uma conclusão ao que você teve com aquele babaca porque ele é igualzinho ao seu pai. Separe as coisas que ele deixou no nosso apartamento e eu mando meu irmão buscar suas coisas na casa do Cuzão. — Cruzando as pernas por baixo do vestido de noite vermelho, ela acrescentou: — Graças a Deus vocês ainda não tinham assinado o contrato daquele apartamento.

— Não quero mais falar sobre isso hoje. — Pediu Baekhyun, a voz entre o limite da frustração e da súplica. — Quero curtir uma noite sem pensar em toda essa confusão com Yixing. Por favor, Moon?

— Está certo, mas amanhã vou voltar a atazanar você.

Baekhyun suspirou e assentiu.

— Tudo bem.

Cinco minutos depois, a limusine parou na frente do hotel St. Regis. O motorista abriu a porta e ambos deslizaram até a calçada, agradecendo-lhe.


Moonbyul enlaçou o braço de Baekhyun e os dois entraram no lobby. Depois que a amiga deixou o casaco na chapelaria, ela e ele se dirigiram ao amplo salão de baile.


O evento estava a todo vapor. A música da banda enchia o local enquanto garçons de luvas brancas percorriam o salão com caviar e taças de champanhe. O ambiente extravagante tinha tetos abobadados salpicados de nuvens que realçavam os lustres dourados. Uma iluminação suave em rosa-claro – em homenagem à cor da campanha de conscientização contra o câncer de mama – deixava a seda branca que cobria as mesas com aparência de cascatas. Lindas rosas e cravos pink despontavam de dentro de reluzentes montanhas de hortênsias no centro de cada mesa.

No segundo em que Baekhyun entrou no salão, seus olhos encontraram os de Chanyeol. O menor percebeu que precisava se lembrar de respirar. Um sorriso surgiu em seu rosto enquanto observava o Park pedir licença e se afastar de um grupo de homens. Baekhyun não só se concentrou enquanto Chanyeol atravessava o ambiente, como notou que os olhos de todas as outras mulheres gravitavam na direção dele.


Jovens, velhas, altas, baixas, negras ou brancas – nenhuma conseguia evitar fitá-lo. Ele estava impressionante, trajando um smoking Armani cortado à perfeição. Deslizando a mão pelos cabelos, atravessou o salão com passadas ao mesmo tempo sensuais, poderosas e fortes.

Moonbyul o abraçou assim que Chanyeol se aproximou.


— Obrigada por ter mandado a limusine para nos buscar. — Ela fez uma pausa e um sorriso malicioso dançou em seus lábios. — Bem, não foi para nos buscar, mas ainda assim, foi um gesto simpático.

Balançando a cabeça, Baekhyun mordeu o lábio para esconder a onda de vergonha que fez sua barriga revirar.

— É claro que era para buscar vocês dois. — Chanyeol riu, erguendo uma das sobrancelhas, culpado. — Só nunca tinha pensado em mandar uma limusine para buscá-la nos eventos anteriores, perdoe-me. Agora em diante, irei tornar isso uma tradição.

— Claro, Park, como você preferir. — Rebateu Moonbyul, a voz contendo um ceticismo brincalhão. Chanyeol riu outra vez, pois sabia que ela o havia desmascarado. — Onde estão seus pais? Quero dar um oi.

— Estão ali. — Respondeu ele, apontando uma mesa no meio do salão.

— Beleza, depois eu falo com vocês.

Com isso, Moonbyul saiu.

Chanyeol se virou para Baekhyun, os olhos ansiando por cada centímetro daquele corpo.


— Palavras seriam incapazes de descrever sua beleza esta noite.

— Obrigado. — Disse o menor, nervoso, agarrando a própria gravata. — Você também está ótimo.

— Ora, muito obrigado. — Ele deu um sorriso carinhoso. — Vamos sentar?

Com alguma hesitação, Baekhyun assentiu e os dois andaram através do salão, parando um instante para conversar com alguns dos convidados que detinham o anfitrião.


Ao longo do caminho, Chanyeol apresentou Baekhyun a algumas das famílias que a fundação da mãe tinha ajudado ao longo dos anos. Seus rostos alegres revelavam sua gratidão. Dentre os convidados estavam alguns dos principais pesquisadores de câncer de mama de Nova York, representantes de organizações, entidades e alguns políticos que tiveram um ente querido acometido pela doença. Como o tema afetara Chanyeol e a família de maneira tão íntima, Baekhyun ficou impressionado com a generosidade que haviam estendido aos necessitados.

Chanyeol puxou uma cadeira e se acomodou numa mesa ocupada. O Byun fez o mesmo.


— Baek, você se lembra do meu irmão, Yesung, e da esposa dele, Yoora?


Assentindo, Baekhyun apertou as mãos de ambos.

— Lembro, sim. É bom revê-los.

— Você também. — Replicou Yoora. — Na verdade, meus filhos já perguntaram por você algumas vezes.

— É mesmo? — Indagou Baekhyun, a surpresa estampada nos olhos.

Passando o braço por cima do encosto da cadeira da esposa, Yesung respondeu:

— Com certeza. Nos disseram que você é o melhor jogador de futebol do mundo.

— Que engraçado. — Observou Baekhyun, sorrindo. — Bem, diga a eles que mandei um “oi”. Temos que organizar outra partida de futebol.

Chanyeol sorriu, atento a conversa.

— Não deixe que Byun Baekhyun engane vocês. Se bem me lembro, fui eu que lhe ensinei a jogar futebol.


— Ah, claro, cunhado, fique com todo o crédito. — Yoora afastou os cabelos finos do ombro, os olhos revelando anos de sabedoria. — Baekhyun, é bom você ser avisado de antemão que todos os homens da família Park tentam levar o crédito por tudo que puderem.

Baekhyun arqueou a sobrancelha para Chanyeol e ele riu.

— Mas, neste exato momento, esta mulher do clã dos Park está prestes a levar o crédito por ensinar o marido a dançar. — Continuou Yoora, levantando-se e tomando a mão de Yesung. — Não é verdade, meu bem?

De pé, Yesung passou o braço pela cintura da esposa e lhe deu um beijo na cabeça.

— Eu tenho dois pés esquerdos, então vou mesmo lhe dar o crédito por tentar me ensinar a dançar.

— Cuidado para não cair de bunda, maninho. — Gritou Chanyeol enquanto o casal seguia para a pista de dança.

Yesung se virou e mostrou o dedo do meio.

— Hum, será que estou percebendo certa rivalidade entre irmãos? — Perguntou Baekhyun.

— A maior e mais completa rivalidade entre irmãos. — Ele respondeu, chamando um dos garçons. — Eu me divirto com qualquer chance que tiver de fazê-lo de bobo. Porque, acredite, Yesung merece.


O garçom se aproximou da mesa com uma garrafa de champanhe caríssimo e uma toalha estendida sobre um dos braços.

— O que você gostaria de beber? — Perguntou Chanyeol.

Sabendo que não combinava bem com bebidas alcoólicas perto dele, Baekhyun achou melhor pegar leve.

— Na verdade, vou querer uma água gelada.


O Park franziu a testa.

— Tem certeza?


Respondendo com um sorriso, Baekhyun assentiu.


Depois de pedir um bourbon com gelo, Chanyeol se recostou na cadeira e olhou para o outro.


— Estou feliz em ver que você não está mais doente.

— Valeu. Foram dias bastante difíceis.

— Tenho certeza que sim. — Respondeu, sabendo que tinham sido dias difíceis o suficiente para o Byun, independente de ele ter sarado da gripe. — Dei uma passada pelo restaurante para ver como você estava e Dara disse que já tinha acabado seu expediente.

— Eu soube. Quis telefonar, mas acabei me esquecendo. Desculpe.

— Não precisa se desculpar. Eu só queria ter certeza de que você estava bem.

— Obrigado por se preocupar. Agradeço de coração. Mas estou bem, de verdade.

Baekhyun sorriu e pôs um guardanapo no colo. Ainda assim, Chanyeol não percebeu nem um traço de felicidade em seus olhos.


Durante toda a noite, manteve a conversa leve, evitando qualquer coisa que tivesse a ver com Yixing. Descobriu que, embora o trabalho como professor devesse ter sido em tempo integral, algo dera errado e Baekhyun só estava trabalhando em meio período, como substituto. Ainda assim, ele parecia satisfeito.


Chanyeol o provocou um pouco mais pela classificação dos Yankees para o World Series, prometendo-lhe que um dia o transformaria num torcedor de carteirinha. Baekhyun discordava, mas mesmo assim riu, e isso era tudo que importava para Chanyeol.

Depois que todos jantaram, os pais de Chanyeol foram até a mesa deles. O imponente casal chegou de braços dados, os rostos corados por causa da dança e do champanhe.


— Espero que esteja se divertindo, Baekhyun. — Disse Mama Park, sentando-se ao seu lado.


— Eu estou me divertindo, sim. Está tudo espetacular. E peço desculpas antecipadas ao seu marido, mas queria dizer que a senhora está linda.


— Ai, ai, ai. — Mama Park deu um tapinha carinhoso na mão de Baekhyun. — Lembre-se de que o “Senhora” faz eu me sentir velha. Mas fico feliz que esteja se divertindo, querido.


— Você está mesmo linda esta noite, mãe. — Chanyeol se levantou da cadeira e pôs a mão no ombro dela. — Talvez eu tenha que ficar de olho em você para me certificar de que nenhum homem a roube do papai.

Erguendo a vista para o filho, ela cobriu a mão dele com a sua.

— Você sempre foi meu maior fã, Chanyeol. — Vibrou ela, sua alegria evidente. — Mas, na verdade, querido, depois de 35 anos de casamento, não vou a lugar algum. É bastante seguro dizer que seu pai não precisa se preocupar com isso.

— Não tem que se preocupar com o quê? — Perguntou Yesung, aproximando-se da mesa com uma bebida na mão.

— Ah, não é nada. Seu irmão está sendo superprotetor. — Ela riu, levantando-se. — Onde está Yoora?

Yesung apontou para trás.

— Está no saguão, ligando para a babá para ver como estão as crianças.

— Bem na hora, então — retrucou Mama Park, pegando o braço dele. — Quer dançar com a mulher que o pôs no mundo?

— Sem dúvida. — Ele virou o restante da bebida. — Vou fazer o possível para não pisar no seu pé.

Assim que mãe e filho desapareceram em direção à pista de dança, Chanyeol olhou para Baekhyun.

— Quer dançar?

Mordendo o lábio, Baekhyun olhou ao redor do salão de baile, olhou assustado para o Sr. Park que estava sentado bem à frente deles, e olhou para Chanyeol de novo.


— Dançar? Comigo? — Sussurrou, receoso.


— Sim, dançar. — Afirmou ele, fingindo-se de inocente. — Prometo que vou me comportar.

— Disso eu realmente duvido. — Baekhyun riu. — Mas, o problema é que… Não podemos dançar! Digo, você não pode dançar com outro homem em uma festa de família.


Chanyeol deu uma risada simpática.


— Minha família não se importa, Baek. E mesmo que algum convidado se incomode, não tô nem aí. A festa é da minha mãe, e é ela que deve achar adequado ou não. Fique tranquilo, minha mãe não vai achar ruim e dificilmente nos expulsará do evento.


De pé, Baekhyun sorriu. Os dois caminharam até o salão, mas o menor ficou um pouco afastado.


— Isso é estranho. — Disse, quando ele e Chanyeol pararam um de frente para o outro.


— Lembro muito bem que você dançou com Minseok aquela vez.


— Foi diferente. Minseok é meu amigo.


— E eu não sou seu amigo?


— Você entendeu o que eu quis dizer, Park. — Soltou o ar, constrangido. — Tá bom… Eu dançarei contigo só porque foi gentil e mandou a limusine me buscar. Mas devo avisar que provavelmente não sou muito melhor do que seu irmão, e seu pé irá correr grande perigo.

— Isso é impossível. — Retrucou Chanyeol. — Espere aqui um segundo. Já volto.

Baekhyun assentiu e o viu caminhar até a banda. Ele falou com o vocalista por alguns instantes e em seguida voltou com um sorriso malicioso.

— Por que está com cara de quem está aprontando alguma? — O menor indagou, erguendo uma das sobrancelhas.

O sorriso de covinhas se abriu ainda mais quando Chanyeol pegou a mão dele e a pôs em seu braço dobrado. Porém, Baekhyun decidiu que iria comandar a dança, e então foi Chanyeol quem se deixou levar.

— Deve ser porque estou aprontando alguma. — O mais velho respondeu, olhando diretamente para os olhos de seu parceiro de dança.


— E o que é?


O Park ficou em silêncio.

— Chanyeol. — Disse ele, com uma risada.


— Baekhyun.


— O que você está aprontando?

O Park esperou até que a banda começasse a tocar os primeiros acordes de seu pedido.

— Você ouve jazz? — Ele pôs a mão nas costas de Baekhyun. Entrelaçando a outra mão, ele o trouxe de encontro ao peito.

Surpreso pela enorme proximidade, o Byun levou um segundo para organizar os pensamentos.

— Hum, ouço. Minha avó costumava escutar enquanto cozinhava.

— Conhece esta música?

— Não sei o nome, nem quem canta. — Respondeu, lutando para ignorar o perfume sedutor do Park. — Mas eu me lembro de tê-la achado linda na primeira vez em que a ouvi.

Olhando para o menor, Chanyeol não pôde deixar de notar o nervosismo com o qual Baekhyun o abraçava enquanto ele os embalava num ritmo lento. Sentiu o coração inflar.

— O nome é “La Vie en rose” e a cantora original era a francesa Édith Piaf, mas a versão que eu gosto mesmo é do Louis Armstrong.

— É linda.


— É, sim. E era isso que eu estava aprontando. — Sussurrou ele ao ouvido do outro.

Tentando recuperar o fôlego, Baekhyun mordeu o lábio quando um arrepio percorreu seu corpo.

— O que quer dizer com isso?

— Bem, é que já nos imaginei dançando esta música.

— É mesmo? — Perguntou, tentando esconder qualquer sugestão de choque diante da revelação. Por dentro, riu de si, pensando nas confissões que já havia feito a ele.

— É. — A voz suave de Chanyeol transbordava carinho. — E, sendo assim, muito obrigado por esta dança.

— De nada.

Baekhyun viu a expressão nos olhos dele: a mesma que quase o afogava sempre que o fitava daquela forma. Desviou o olhar para o local onde os pais dele agora dançavam juntos.

— É impressionante que estejam casados há tanto tempo. É quase impossível acreditar que um amor forte assim possa existir.

Chanyeol estudou o rosto dele enquanto Baekhyun observava seus pais. Algo no tom cansado e no olhar distante dele ansiavam por algo mais profundo do que a relação que tivera com Yixing. Foi então que Chanyeol se deu conta de que precisava acordar com o Byun ao seu lado todos os dias. Queria ver que tom tinham aqueles olhos tristes quando ainda estavam lânguidos de sono. Queria os cabelos dele emaranhados em seus braços quando acordasse e o visse sorrindo para ele. No mais frio dos invernos, quando cobertores não pudessem aquecer o corpo dele o suficiente, Chanyeol queria lhe proporcionar o calor de que precisava. Mais do que tudo, queria que Baekhyun se apaixonasse por si.


Era mais do que um desejo pelo corpo dele; era a necessidade de possuir seu coração e sua alma. Se pudesse ter uma noite com ele, Chanyeol tinha certeza de que seria capaz de convencê-lo de que haviam sido feitos um para o outro. Seus dedos cálidos foram subindo preguiçosamente pela coluna dele, parando na nuca.

— Você merece ser amado assim. — Sussurrou de encontro a sua orelha.

Quando recuou, os lábios de ambos ficaram muito próximos. Ao menor movimento de qualquer um dos dois, se tocariam. Com o hálito de Chanyeol, suave e sensual, a revigorá-lo, Baekhyun respirou com dificuldade e tentou ignorar a eletricidade que formigava em sua pele. A combinação do toque à voz sedutora fizeram a dor do desejo se espalhar pelo seu corpo. Sua respiração estava pesada. Sentia o peito subindo e descendo e notou os olhos de Chanyeol quando desviou o olhar sem dizer nada.

O Park parou de se mexer e Baekhyun voltou a atenção ao rosto dele. O contato físico era quase insuportável.

— Ainda consigo sentir seu sabor. — Sussurrou ele, enquanto os olhos o penetravam.

Com o coração ricocheteando no peito, Baekhyun perdeu toda a capacidade de raciocínio e simplesmente se deixou afundar na sensação das mãos de Chanyeol, que deslizaram, carinhosas, até seu quadril. Incapaz de falar, o Byun apenas olhou fundo nos olhos tempestade dele.


— Sinto falta do seu corpo no meu. — Umedecendo os lábios, ele apertou a sua cintura com mais força. — Sinto falta de como minha pulsação fica acelerada quando toco você. — Chanyeol engoliu em seco, fechou os olhos e respirou fundo, inalando o perfume dele. Quando abriu os olhos, a voz ganhou um tom mais grave, porém, ainda mais suave, ao mesmo tempo que as mãos emolduravam o rosto de Baekhyun. — Quero cuidar de todas suas cicatrizes, lhe proporcionar tudo que ele negligenciou. Ele nunca o amou da maneira que você merece ser amado. Deixe que eu ame cada pedacinho de você. Sua mente... Seu corpo… Seu coração... Seus defeitos... Suas qualidades... Seus pensamentos... VOCÊ inteiro.


Engolindo em seco, o corpo dele estremeceu. Baekhyun se afastou, sem deixar que os olhares se cruzassem outra vez.

— Não posso fazer isso com você, Chanyeol. — Disse, em voz baixa. — Nós... nós não podemos fazer isso. Eu não preciso que um príncipe num cavalo branco me salve.


O Park se aproximou dele, mas Baekhyun deu um passo atrás.

— Diga para Moon que eu a encontro em casa. Preciso ir. — Baekhyun deu meia-volta e se dirigiu à mesa para pegar o celular.

Com o choque estampado no rosto, Chanyeol o observou atravessar o salão, apressado, abrindo caminho pela multidão. No entanto, não estava disposto a deixá-lo partir. Não estava disposto a permitir que ele saísse de sua vida de novo.


Não agora. Nem nunca.


Estava cansado desse boomerang.


Com algumas passadas rápidas, atravessou a aglomeração e o tomou pelo cotovelo já no saguão. Fitou-o com os olhos cheios de confusão, o coração disparado.


— Por que está fugindo de mim, Baek?

— Eu não estou fugindo de você. — Falou, os olhos se enchendo de lágrimas.

Suspirando, Chanyeol passou os dedos pelos próprios cabelos.

— Você está fugindo, sim, e quero saber por quê.

Baekhyun desviou o olhar. Recusava-se a reconhecer a dor na expressão dele – e recusava-se a sentir a dor no próprio coração.

— Nunca vai funcionar. Você e Yixing eram amigos e ele nunca admitiria que ficássemos juntos.

— O quê? — Perguntou Chanyeol, incrédulo. — Como você acha que ele seria capaz de controlar qualquer coisa entre mim e você?

— Ele vai. — Afirmou, as lágrimas escorrendo.

— De jeito nenhum! — O Park esbravejou, chegando mais perto. Antes que Baekhyun pudesse se afastar, Chanyeol o agarrou e enxugou as lágrimas de seu rosto. — Você mesmo disse que sente minha presença quando não estou por perto. Você quer ficar comigo, assim como eu quero ficar com você. — Baixando a cabeça, ele olhou diretamente para dentro dos olhos, a voz baixa: — Baek, por favor…


O menor esperou que as palavras certas lhe ocorressem, mas elas não vieram. Cobrindo a boca com a mão, cambaleou para trás, sentindo as pontas dos dedos de Chanyeol deixarem sua cintura. Um fluxo constante de lágrimas escorria de seus olhos. Olhou para ele por um momento, sentindo o coração arrebentar e, sem mais uma palavra, se foi.


Observando-o tomar um táxi, Chanyeol ficou ali parado, o coração afundando no peito enquanto tentava processar o que havia acabado de acontecer. Ele sabia que Yixing exercia um poder sobre Baekhyun, mas o fato de ele acreditar que Yixing seria capaz de separá-los deixava Chanyeol completamente perdido.


Antes que se desse conta do que fazia, ele estava vasculhando os bolsos atrás das chaves e se dirigindo para o carro. Depois de enviar uma mensagem de texto para o irmão avisando que tinha ido embora, Chanyeol se pegou dirigindo por toda a cidade. Parte dele queria ir até o apartamento de Baekhyun. No entanto, a razão lhe dizia que ele já havia forçado até o limite. Não podia dizer mais nada, então acabou indo para casa.

Ao entrar em sua cobertura, Chanyeol tirou o paletó do smoking, pegou uma garrafa de bourbon e serviu-se de uma dose. Depois de virá-la, arrancou a gravata-borboleta, chutou os sapatos para longe e se sentou à ilha da cozinha. Não pôde deixar de rir, embora por dentro não achasse graça alguma. Estava afundando ainda mais naquilo de que precisava. Esmurrando os punhos contra a bancada, ele se amaldiçoou por não ter ido ao apartamento de Baekhyun. Recordando-se das palavras do irmão, Chanyeol soube naquele momento que não havia lutado o bastante. Levantando-se, começou a andar de um lado para outro, fitando o telefone enquanto se perguntava o que fazer. Fez menção de ligar para Baekhyun, mas se deteve. A situação deles não pedia um telefonema. Ele precisava ir até o Byun – e se recusava a não seguir seus instintos dessa vez.

— Foda-se. — Enfiou a mão no bolso em busca das chaves.

Abrindo a porta, ele quase se esqueceu dos sapatos, mas isso não tinha importância, pois deu de cara com os mais lindos olhos escuros o encarando.


Os olhos não o cumprimentaram.


Palavras eram desnecessárias.


Ambos compreenderam, no mesmo momento, que falariam tudo por meio de suas atitudes antes de o dia amanhecer. Um incêndio espontâneo começou dentro dos dois ao se moverem ao mesmo tempo, unindo-se, as bocas deslizando uma sobre a outra. Em algum momento, a porta se fechou e a camisa de Chanyeol foi arrancada.

Ele segurava Baekhyun pela nuca, e o beijo explodiu como balas traçantes. Antes que Baekhyun se desse conta, Chanyeol o havia encostado na parede. Colocando os braços dele acima da cabeça, o maior prendeu seus pulsos ao mesmo tempo em que Baekhyun enroscava as pernas na cintura dele.


Com o corpo dele pressionando com força e rigidez durante o beijo ardente, a mão livre de Chanyeol desceu pela coxa de Baekhyun. Um ruído se fez ouvir quando os dedos dele tocaram sua ereção latejante. À medida que um desejo enorme começava a se espalhar como fogo através de Baekhyun, ele relaxava sob o controle de Chanyeol.

Soltando os braços, começou a desafivelar o cinto dele, freneticamente.

— Não consegui descer do táxi em casa, Park. — Gemeu, a boca colada à dele. — Porra, eu não consegui!

Não podia mais ignorar o desejo, a necessidade e a sensação de que pertenciam um ao outro. Não queria mais ignorar. Chanyeol era tudo o que Baekhyun desejava e a única coisa que temia era que não houvesse o suficiente dele para satisfazê-lo.

— Eu estava indo atrás de você. — O maior rosnou, deslizando a língua pelo queixo dele. — Não ia permitir que escapasse desta vez.


— Não irei escapar. Não mais!



Notas Finais


O capítulo está pequeno, eu sei.
Vocês querem me matar por parar desse jeito, eu sei.

Contudo, porém, entretanto, todavia, o próximo cap vai ser maior e totalmente dedicado ao lemon.


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