História Attraction - Capítulo 11


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Lay
Tags Baekyeol, Chanbaek
Visualizações 69
Palavras 8.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Domingo de madrugada, e eu aqui, atualizando a fic.
Basicamente, trazendo putaria e muito dengo para vocês lerem.

Espero que gostem...

Capítulo 11 - .fusion



Deslizando a mão, Baekhyun a enfiou na cueca dele, acariciando o membro espesso e duro.


Deleitava-se com a sensação do pré-gozo, que molhava seu polegar. Um gemido entrecortado atravessou a garganta de Chanyeol enquanto Baekhyun subia a mão outra vez, libertando seu membro ereto. Os lábios de Chanyeol passaram da boca a orelha do Byun e desceram ao pescoço, mordendo e sugando enquanto o outro o estimulava.


— Tenho que pegar uma camisinha. — Chanyeol gemeu.


Ele correu pegar uma embalagem de camisinha e a deixou próxima para o momento certo de usá-la.


Depois, enquanto Chanyeol descia suas calças e apertava o volume de sua cueca, Baekhyun jogou a cabeça para trás, de encontro à parede, incapaz de acreditar em como era incrível senti-lo.


O mais alto simplesmente se ajoelhou, ali mesmo, como se fosse rezar. Ele terminou o serviço de despir Baekhyun e o olhou com devoção. Arrastou as mãos pelas coxas grossas nuas, apertando com força, precisando engolir o excesso de saliva na boca. Alcançou a carne da bunda e afastou as bandas, em um explícito aviso do que iria acontecer. E o Park não precisou de resposta quando levou a língua molhada para a bunda de Baekhyun.


Caralho, que bunda gostosa ele tinha...


Ouviu-o suspirar pesado, clamando em silêncio para que fizesse de novo, fizesse mais, sem parar. Era tão delicioso… O Byun estava sedento, sentindo o baixo-ventre fisgar em intervalos muito pequenos, denunciando sua excitação. Chanyeol sorriu sacana, enquanto pressionava a língua na entrada dele, sugando e deixando-a úmida, percebendo que o menor estava contendo os rebolares tímidos.


Estalou um tapa forte e firme em uma das nádegas, fazendo ela tremer com a intensidade. Sua cabeça estava enterrada no meio da bunda de Baekhyun e, a cada vez que beijava mais com direito a chupões audíveis, ele ficava mais excitado tanto por fazer aquilo quanto por presenciar a agonia de Baekhyun, que empinava a bunda para se esfregar desesperadamente em sua boca.


Chanyeol fez uma linha de beijos pelas costas do menor, enquanto se erguia do chão. Sentiu o pau latejar, gotejando de tesão, todas as vezes que admirava a beleza de Baekhyun. Ao sinal de que iria beijá-lo novamente, Baekhyun, por sua vez, desviou do ataque surpresa e se ajoelhou no chão, sem pestanejar, na mesma posição que Chanyeol estava até pouco tempo atrás.


Baekhyun pegou o preservativo que havia sido deixada de lado e, com muita agilidade, rasgou a embalagem; encaixando com as próprias mãos a camisinha no pau ereto de Chanyeol. O outro ficou ligeiramente surpreso, já que, a aparência tão inocente do Byun enganava até o mais pervertido dos homens.


O maior grunhiu um palavrão quando a boca macia de Baekhyun encostou na cabecinha do seu pau. Chanyeol enterrou os dedos no cabelo macio e puxou a cabeça dele para mais perto, tendo que se controlar para não obrigar ele a engasgar na extensão do seu membro. Baekhyun segurou pela base, mamando gostoso a pontinha.


Sem conseguir pensar coerentemente, Chanyeol moveu o quadril e Baekhyun fez o favor de engolir tudo, com a garganta relaxada. A boca dele deslizava pelas veias saltadas e os olhos não desviavam do rosto do Park. Aquela troca de olhares estava deixando Chanyeol louco de prazer. Mas não queria gozar agora. Sabia que seu pau estava lubrificado o suficiente.


Puxou de repente a cabeça de Baekhyun para trás, e os olhos dele queimavam de desejo. Foi só o que precisou antes de erguê-lo ainda mais alto – apenas para puxá-lo sobre si. Baekhyun deu um suspiro profundo enquanto enlaçava o pescoço do maior.


— Preciso sentir você dentro de mim, Park. Agora, por favor.


Baekhyun implorou, arfando e arqueando as costas. Chanyeol acatou o pedido fervoroso e o penetrou com força, logo de uma vez, enterrando-se por completo. Com a língua deslizando por dentro e por fora da boca de Baekhyun, gemeu quando o menor fechou as pernas com ainda mais força em torno da cintura dele, as mãos agarrando seus cabelos.


Embora as costas do Byun roçassem contra a parede a cada estocada, a queimação prazerosa que o outro lhe proporcionava era maior do que qualquer dor.


O Park recuou um pouco e eles se olharam, sorvendo as emoções. Seus peitos subiam e desciam, compassados, toda vez que inspiravam, ofegantes. Enquanto ondas de prazer faziam o corpo de Baekhyun estremecer, Chanyeol cobriu-lhe a boca com a dele, continuando a exploração com a língua enquanto o carregava até o quarto.


Baekhyun gemeu quando ele o pôs de pé, suas pernas tremeram e por pouco não caiu. Sem hesitar, Chanyeol se livrou da camisa, o olhar predador quente e concentrado sobre os lábios do menor.


Os olhos de Baekhyun deixaram o belo rosto de Chanyeol e deslizaram por seu lindo abdômen plano, o V da penugem o conduzindo diretamente até a resposta, há tanto esperada, de onde terminava a tatuagem. Era magnífica. Serpenteava pelas costelas do lado esquerdo, contornando o quadril antes de mergulhar ainda mais abaixo. Enquanto os olhos de Baekhyun o seguiam, admirou a intricada tinta preta que circundava a coxa, o rabo do dragão a envolvê-la. Imaginou os dedos, ou mesmo a língua, seguindo aquele mesmo caminho.


— Não existe uma pessoa sequer na Terra que não desejaria ser eu nesse instante. — O Park disse, tomando o rosto dele entre as mãos enquanto lhe acariciava os lábios com o polegar.


Como um animal selvagem perseguindo a presa, Chanyeol passou os lábios pelos ombros dele e subiu a língua pelo pescoço. Além do toque provocante, as palavras dele davam a Baekhyun a sensação de estar prestes a entrar em combustão.


Ele continuou a circundar e a tentar o corpo de Baekhyun com beijos suaves, e então se posicionou atrás dele. Com o hálito quente, beijou sua orelha. Com os cílios se agitando até se fecharem, o Byun sentia o prazer percorrer seu corpo feito um raio a cada suave roçar dos lábios. Tentando respirar, Baekhyun se afastou enquanto um desejo ainda maior arrepiava sua pele.


Ainda de pé atrás dele, Chanyeol lhe abriu a camisa, com um único puxão, fazendo voar os botões por todo lado. Baekhyun ficou paralisado. Enterrando o rosto na curva do pescoço macio, Chanyeol o agarrou com todo cuidado pela parte de trás das coxas e posicionou a perna dele em cima da cama. Baekhyun gemeu quando ele enfiou o primeiro dedo dentro de si. Um prazer abrasador percorreu cada terminação nervosa do corpo. Jogando os braços para trás, o menor enterrou os dedos nos cabelos de Chanyeol, arranhando e agarrando com toda sua força. Segurando o queixo dele entre as mãos, Chanyeol inclinou seu rosto para o lado, apenas o suficiente para grudar os lábios nos dele, gemendo enquanto a língua adejava para dentro e para fora. 


Enquanto uma das mãos penetrava ainda mais fundo nele, a outra segurava firme o pau negligenciado do Byun, num movimento frenético de vai e vem. Um tremor quente fez Baekhyun vacilar, o corpo inteiro formigando. Ofegante, ele levou os dedos úmidos de Chanyeol até a boca, chupando e girando a língua por eles. Chanyeol o virou e o beijou outra vez.


— Você me enlouquece quando faz isso. — O Park disse, a voz cada vez mais áspera e rouca.


Com o coração aos saltos, Baekhyun afundou os dedos nos cabelos dele.


— Que bom, agora me enlouqueça! — Gemeu, o corpo quente, arrebatado de desejo.


— Com todo prazer. — Chanyeol deslizou a língua pela clavícula dele.


O frescor dos lençóis de seda deslizavam pelo seu corpo quente enquanto Baekhyun ia descendo pela cama king-size. Chanyeol estava tão perto que ele sentia o calor e o desejo emanando dos poros dele. O coração de Baekhyun acelerou quando sentiu os olhos ardentes deslizando por seu corpo nu, devorando cada centímetro.


Com os olhos tempestade penetrando os dele, Chanyeol se ajoelhou lentamente e puxou o corpo de Baekhyun até a beirada da cama. Abriu-lhe bem as pernas e as pôs sobre seus ombros. Deleitou-se com os sons de seus gemidos antes mesmo de fazer contato com a carne. Passando uma das mãos pela barriga dele, Chanyeol ergueu um de seus pés e beijou-lhe o tornozelo.


— Diga quanto você quer que eu o enlouqueça. — Sussurrou ele, movimentando a língua, muito devagar, ao mesmo tempo que o dedo fazia pequenos círculos sobre a entrada do outro.


Baekhyun era sensível demais e Chanyeol mal conseguia se controlar.


— Cala a boca, Park. — Pediu, com um sorriso arteiro.


Abrindo ainda mais as pernas dele, Chanyeol exalou um último sopro quente em suas nádegas antes de lamber novamente sua entrada. Ele lambeu ainda mais fundo e enfiou a língua, como se temesse nunca mais ter aquela experiência. Chanyeol abriria mão de qualquer coisa para sentir aquilo de forma tão íntima, todos os dias, para o resto de sua vida.


A respiração de Baekhyun cortou o ar, o corpo arqueando e tremendo de encontro à boca de Chanyeol, o que só o deixava ainda mais ávido. Seu membro estava quente e duro, cada centímetro ardendo para estar dentro dele. Toda vez que Baekhyun gritava seu nome e puxava seus cabelos, ele sentia o próprio corpo tremer com uma expectativa que jamais experimentara. Teve de se controlar ao máximo para não explodir sem nem mesmo penetrá-lo. Quando o sentiu chegar perto do limite, diminuiu a velocidade da língua, deixou que ele se recompusesse e começou tudo de novo, até estar certo de que Baekhyun não aguentava mais.


Antes que Baekhyun pudesse descer das alturas às quais Chanyeol o levara, ele o olhou nos olhos, o rosto dele ruborizado, a respiração entrecortada.


— Meu Deus, eu tenho tanta sorte.


O Park agarrou a parte de trás dos joelhos dele para colocar suas pernas ao redor de sua cintura. Baekhyun prendeu a respiração enquanto Chanyeol continuava a provocá-lo. Cada toque era proposital, cada investida tinha a intenção de provocar uma reação. E o Byun reagia. Os seus gemidos ecoavam pelo quarto, a respiração difícil perfurava até mesmo os próprios ouvidos. Baekhyun já não conseguia respirar direito quando Chanyeol enfim meteu com força dentro dele.


Nenhum homem – nem mesmo Yixing – lhe dera o prazer que Chanyeol proporcionava. Os dois se perderam naquele momento, olhando fundo nos olhos um do outro enquanto emoções inomináveis os dominavam. Foi então que Baekhyun sentiu que, sem precisar dizer nada, Chanyeol o reivindicara. Baekhyun havia perdido seu corpo, que agora era definido apenas pelo corpo de Chanyeol.


Gemendo, o maior penetrou ainda mais fundo e Baekhyun soltou a respiração com força, tomando a boca dele com a sua. Ele deslizava a língua, entrando e saindo, enterrando as mãos nos cabelos enquanto a respiração de ambos ficava mais rápida por causa das sensações que transbordavam de dentro deles.


Beijando-o, Chanyeol passava as mãos pelos cabelos dele enquanto Baekhyun afundava a cabeça no travesseiro, erguendo os quadris para receber as estocadas. Os corpos se movimentavam juntos, como se fossem peças perfeitas, feitos um para o outro, ambos se contorcendo sob o calor e a necessidade que sentiam. Embora o corpo do Park fosse todo músculos, seu abraço era suave e carinhoso. Ele não fazia nada com rapidez ou com desleixo. Seus movimentos pacientes e deliberados demonstravam controle, e ele se demorava aproveitando o momento, adorando cada centímetro do corpo de Baekhyun.


Conforme os hálitos se misturavam, as bocas brincavam, unidas, as mãos deslizando sobre o corpo um do outro. Aumentando o ritmo, Chanyeol masturbou o pau de Baekhyun, enchendo as mãos enquanto os ouvidos se deliciavam com cada gemido que saía dos lábios do menor.


— Você é minha fraqueza, Baek. — Gemeu, deslizando a língua pelo pescoço dele.


Chanyeol sentiu que ele estava prestes a gozar assim que Baekhyun lhe agarrou os braços, enterrando as unhas na carne enquanto seu interior se contraia em torno do seu pau.


— Goza para mim, Baek. — Pediu.


Os músculos de Chanyeol tremiam de tanta força que estava fazendo para controlar o próprio orgasmo. Assim que sentiu o corpo de Baekhyun desmoronando sob o seu, ele se permitiu gozar com ele. Seus corpos se entrelaçaram no mais puro prazer enquanto estremeciam nos braços um do outro. Suor contra suor, alma contra alma, eles subiram às maiores alturas e caíram juntos, perguntando-se se algum dia voltariam a aterrissar. Quando a respiração e os corpos desaceleraram, Chanyeol o fitou nos olhos. Afastou os cabelos suados, ainda admirado por ser Baekhyun o homem debaixo dele.


O Park nunca se sentira tão ligado a alguém. Abraçá-lo o completava, senti-lo o tornava inteiro, e ele precisava que Baekhyun soubesse disso.


— Estou completamente apaixonado por você. — Sussurrou, os lábios colados aos dele. — Acho que me apaixonei desde o segundo em que pus os olhos em você. — Chanyeol inclinou a cabeça levemente para trás e Baekhyun fez menção de falar, mas ele colocou um dos dedos sobre seus lábios. — Não espero que você me diga o mesmo. Só quero que saiba que não era só sexo para mim. — Ele deu mais um beijo suave em seu queixo. — Eu quero tudo, Baek. Quero passar minhas noites de mãos dadas com você. — Ele sussurrava as palavras em seu ouvido. — Quero mensagens de texto o dia inteiro. — Ele beijou-o na têmpora e acariciou seu rosto. — Quero risadas e beijos na testa. Quero noites com encontros românticos, quero assistir a filmes e preparar o café da manhã juntos. — Ele correu as mãos pela testa do menor, mordiscando de leve seu lábio inferior. — Tenho certeza de que vou querer o tipo de sexo que só se tem quando se está fazendo as pazes com alguém depois de todas as brigas. Eu quero o bom, o ruim e tudo o que há entre um e outro. Tudo isso é o que vai nos tornar um casal. Quero ter um relacionamento saudável com você e nunca vou machucá-lo.


Embora tivesse dificuldade para engolir, Baekhyun não demorou muito para responder, pois não tinha muitas dúvidas. Agora o Byun enxergava com clareza, no fundo de sua alma e com cada fibra do seu ser, que sentia o mesmo. O toque de Chanyeol, as emoções que sangravam de suas palavras e a sinceridade em seus olhos afastavam qualquer medo que pudesse ter dele – ou de ficar com ele. Olhando para o belo rosto, Baekhyun passou as mãos em torno do pescoço dele, as lágrimas correndo.


— Também estou apaixonado por você, seu teimoso. Obrigado por não desistir de mim.


Erguendo a cabeça, o menor beijou-lhe os lábios com suavidade e percebeu o choque percorrê-lo. Daí o beijou ainda mais profundamente, na tentativa de aliviar aquele mesmo choque. Funcionou, pois sentiu o corpo másculo relaxar.


— Também quero todas essas coisas... e com você. Quero retribuí-lo por tudo. — Continuou.


Encostando a testa na dele, Chanyeol tomou seu queixo na mão e lhe acariciou os lábios com o polegar.


— É impossível não ser feliz com você nos meus braços.


Chanyeol rolou para o lado, puxando Baekhyun sobre si. E os dois fizeram amor até as primeiras horas da manhã seguinte.





A luz do sol que se derramava pela janela acordou Baekhyun de uma das melhores noites de sono que tivera nos últimos meses. Espreguiçando-se demoradamente, ele puxou as cobertas emaranhadas, sentou-se na cama e se encostou na cabeceira. Os olhos percorreram o quarto amplo à procura de Chanyeol. Ouviu o barulho do chuveiro enquanto absorvia a sensação deliciosa que o dominava.


Não costumava se preocupar com sua aparência ao acordar. Naquela manhã, no entanto, foi diferente. Sabendo que os cabelos deviam estar um verdadeiro ninho de ratos, levantou-se, arrastando as cobertas, na tentativa de estudar o próprio reflexo. Quando os pés descalços bateram no chão de mármore frio, algo caiu. Olhando para baixo, viu uma caixa grande amarrada com um laço vermelho. Pegou-a e sentou-se na cama outra vez. Era para ele – para Bob, na verdade.


Baekhyun riu.


— Engraçadinho...


Balançando a cabeça, começou a abrir a caixa e, pelo canto do olho, viu um movimento ali perto. Erguendo a vista, foi recompensado pela imagem de Chanyeol saindo do banheiro com uma toalha de algodão branca enrolada na cintura.


Engolindo em seco, Baekhyun apertou as cobertas junto ao corpo nu e voltou a se encostar na cabeceira. Correndo a mão sobre os cabelos úmidos, Chanyeol sorriu para ele do outro lado do quarto, os músculos do abdômen ondulando enquanto ele se espreguiçava.


Não era possível privar seus olhos de passear por ele. Chanyeol era lindo – e não era apenas o corpo que era impressionante, o rosto também. O queixo forte e anguloso que complementava tão bem as maçãs do rosto proeminentes e as orelhas grandes eram seu charme. E bendita seja essa tatuagem!


— Você encontrou seu presente. — Comentou ele.


Baekhyun arqueou uma das sobrancelhas.


— Bem, encontrei um presente. Mas é para Bob.


Rindo, Chanyeol caminhou até a cama e sentou-se ao lado dele.


— Se bem me lembro, você mesmo disse que eu nunca mais pararia de pegar no seu pé por causa disso, então estou honrando minha parte no acordo.


Rindo, Baekhyun desviou o olhar.


Hipnotizado pela expressão naqueles olhos, Chanyeol ficou cativado pelo fato do Byun não ter a menor noção da própria beleza. Fitando-o, seu coração batia forte enquanto os olhos mapeavam cada centímetro do belo rosto. Não era apenas a beleza física. Era tudo nele, até o cheiro da pele – as coisas que Chanyeol faria só para poder sentir seu aroma. Baekhyun o aquecera a noite inteira e ele estava disposto a sacrificar qualquer coisa para que ficassem juntos. Seus sonhos e devaneios, longos e elaborados, sobre como seria aquele exato momento – quando compartilharia com Baekhyun seus desejos mais profundos e ele faria o mesmo, com a confiança única – se desenrolava com intensidade enquanto o menor o olhava outra vez.


Chanyeol sentia-se nas alturas. Nem todo dinheiro do mundo poderia comprar aquela sensação. Roçou os lábios nos dele de maneira suave, apaixonada e terna. Os dedos de Baekhyun mergulharam nos cabelos dele, puxando com força suficiente para fazê-lo gemer. Ficaram ali, se beijando como dois adolescentes num encontro – ambos satisfeitos apenas com o beijo... e nada mais.


Depois de passar alguns minutos se deleitando com o sabor mentolado dos lábios dele, Baekhyun se afastou. Chanyeol o admirou, seus olhos praticamente fazendo amor com ele.


— O que foi? — Perguntou, um sorriso infantil erguendo os cantos da boca.


— Eu... é... preciso escovar os dentes. — Disse Baekhyun.


Com uma gargalhada, ele estendeu a mão para o presente ainda fechado e o entregou ao outro.


— Tome, abra.


— É uma caixa muito grande para uma escova de dentes. — Baekhyun sugeriu, brincalhão. — A propósito, quando você teve tempo de sair e comprar alguma coisa para mim?


— Já não é tão cedo assim, dorminhoco. — Avisou ele, apontando para o relógio e mostrando que já eram quase onze da manhã. — Mas, respondendo à sua pergunta, pedi à minha assistente que comprasse para você umas coisinhas de uma lista que passei para ela.


— Ah, sua assistente.


— É, minha assistente. — Afastando-se, ele sorriu. — Agora, abra seu presente.


Com uma das mãos segurando as cobertas, Baekhyun tentou abrir a caixa com a outra. Chanyeol riu, percebendo que ele tentava esconder o corpo nu. Achou aquilo ao mesmo tempo fofo e sexy. Sem dizer nada, ele o ajudou. Ao abrir o embrulho, Baekhyun encontrou lá dentro duas caixas médias e uma mais fina. Com um enorme sorriso, Chanyeol abriu uma das caixas médias para ele, tirando de lá um conjunto de moletom com capuz dos New York Yankees.


— Você pirou de vez. — As palavras escaparam dos lábios de Baekhyun com uma risada exasperada. O Byun arrancou o moletom das mãos de Chanyeol e tentou lhe lançar um olhar de reprovação, mas em seu íntimo estava adorando a tentativa dele de transformá-lo num torcedor. — Se acha que vou sair em público vestindo isto, está muito enganado.


Os olhos do Park percorreram o rosto dele devagar, os lábios muito próximos.


— Quem disse que vamos sair de casa hoje?


— Hum, não vamos?


— Não. Vou mantê-lo refém aqui.


— Parece interessante… E o que você planejou para a gente hoje?


— Achei que a gente podia pedir comida o dia todo.


— Sim, comida é uma necessidade. — Baekhyun prendeu a respiração enquanto ele roçou os lábios nos seus. — E dormir um pouco, já que ficamos acordados até tão tarde.


— É mesmo, precisamos recuperar as energias. — Chanyeol passou a mão pela nuca dele. Ainda o beijando, ergueu o outro braço dele para enlaçar seu pescoço, fazendo o cobertor cair. — Ou podemos nos enroscar no meu sofá para assistir a filmes de terror.


— Eu gosto de filmes de terror. — Disse, massageando os cabelos dele com os dedos enquanto o desejo percorria seu corpo.


Chanyeol sorriu quando o outro perdeu o fôlego. Adorava o jeito como Baekhyun reagia a si.


— E, no meio da comida e dos filmes, eu gostaria de reviver os acontecimentos da noite passada, um a um. — Chanyeol o pôs no colo enquanto o beijo se intensificava. — Várias vezes.


Mais ou menos no mesmo instante em que Baekhyun começou a afastar a irritante barreira da toalha enrolada na cintura dele, o celular de Chanyeol tocou.


Ele não demonstrou a menor intenção de atender. Com a respiração acelerada, Baekhyun se afastou e olhou para ele.


— Devia atender, Sr. Park.


— De jeito nenhum. — Gemeu ele, encostando-se na cabeceira da cama, o beijo ficando ainda mais intenso. — Seja quem for, pode esperar.


Baekhyun se afastou outra vez com um sorriso maroto. Mesmo que aquilo exigisse um esforço enorme, resolveu brincar um pouco, fazendo um jogo no qual o maior se achava mestre.


— Pode ser sua mãe.


Chanyeol passou a mão pelo rosto e soltou outro gemido.


— Você está me matando, Baek.


Baekhyun sorriu, divertindo-se com o fato de poder fazer um homem tão poderoso desmoronar. Rolando para longe dele, começou a rir.


— Hum, quem é que está implorando agora?


Balançando a cabeça, Chanyeol jogou as pernas para fora da cama e pegou o celular.


— Ah, você vai pagar por isso. Eu juro.


Enquanto o ouvia falar com quem quer que estivesse do outro lado da linha, Baekhyun sorriu e foi passando os dedos pelas suas costas, esperando que ele cumprisse a ameaça.


— Não dá para esperar? — Perguntou Chanyeol ao interlocutor. Baekhyun começou a dar beijos leves sobre o ombro dele. Adorando a sensação que lhe causava, Chanyeol virou o pescoço, convidando-o a beijá-lo na boca. O Byun o beijou por alguns segundos, até ele ter que falar outra vez: — Tudo bem, me dê um minuto. — Colocando a mão por cima do celular, ele se virou para o menor. — É Yesung. Tenho que ver umas coisas de trabalho com ele. Talvez demore. Abra o restante dos presentes, tome um banho... vou preparar nosso café da manhã quando terminar de falar com ele.


Baekhyun assentiu, os olhos a segui-lo enquanto deixava o quarto. Tentando domar os sentidos acalorados, respirou fundo e se pôs a conferir os outros itens da caixa. Além de um par de tênis branco e cinza, encontrou tudo de que precisava para o banho. De xampu a lâminas de barbear, Chanyeol parecia ter pensado em tudo. Juntando aquilo tudo, Baekhyun se levantou da cama e foi até o banheiro, onde se entregou a uma chuveirada quente e relaxante.


Embora o corpo já estivesse relaxado, em completo êxtase, os pensamentos estavam longe disso. Dizer que se sentia oprimido teria sido eufemismo. Sabia que teria que enfrentar muita coisa quando Yixing voltasse. Aquilo o deixava apavorado. Pensou nas coisas que lhe diria. No entanto, ainda não conseguia afastar a sensação de que, de alguma forma, o circo estava prestes a pegar fogo – e queimaria ele, Chanyeol e Yixing.


Saindo do chuveiro, pegou uma toalha e tentou afastar os pensamentos negativos. Uma vez vestido com seu desagradável conjunto dos Yankees, foi até a sala, os olhos varrendo a colagem de fotografias em preto e branco feita por Chanyeol. A maioria era enorme. Dessa vez, realmente as estudou, ao contrário de sua última visita. Foi então que notou que cada imagem era de um edifício ou estrutura conhecida. Reconheceu o Panteão, de Roma; um retrato do palácio de Versalhes. Os olhos percorreram o Taj Mahal, a Torre Eiffel e o Gateway Arch. Perguntou-se se Chanyeol já os havia visitado ou se estavam em sua lista de lugares para conhecer.


Com isso em mente, seguiu a voz dele e encontrou-o em seu escritório, sentado a uma grande mesa de mogno, com a silhueta de Manhattan se delineando além da janela que ia do chão ao teto. Embora os prédios da cidade mais poderosa do mundo o assomassem, ele parecia um rei em seu trono.


Com os olhos voltados para o notebook, ainda com a mente nos negócios e o receptor Bluetooth no ouvido, Chanyeol não notou que Baekhyun o observava da porta. Para sua decepção, ele já tinha se vestido. Ainda assim o menor se sentia atraído por ele, com aquela roupa informal, metido em calças pretas de moletom e camiseta branca de gola em V, além de óculos de leitura.


Atravessou a sala, em silêncio.


Foi só quando estava à distância de um braço que Chanyeol ergueu a cabeça, de súbito, um sorriso contagiante invadindo seu rosto. Ele ergueu o dedo, sinalizando que só levaria mais um minuto – mas Baekhyun não quis esperar. Em vez disso, tirou as calças de moletom, bem devagar, os olhos grudados nos dele. Hoje, Byun Baekhyun era o caçador... e Chanyeol era sua presa.


Percebeu que Chanyeol engoliu em seco, com dificuldade, o pomo de adão subindo e descendo enquanto ele se recostava na cadeira de couro, cruzando os braços. Ele manteve a voz fria e monótona – continuando a conversa como se não estivesse sendo afetado pelo striptease desajeitado do outro, embora a reação física – a ereção sob a calça – mostrasse o contrário.


Posicionando-se na frente dele, Baekhyun pôs o pé sobre a cadeira, entre as pernas de Chanyeol. Um sorriso lascivo despontou nos cantos de sua boca enquanto tomava impulso e deslizava o corpo para cima da mesa dele. Com a cabeça na altura da barriga de Baekhyun, Chanyeol se inclinou para a frente e agarrou-o pela cintura enquanto o olhava. Mordiscando o lábio inferior, ele sorriu e balançou a cabeça como se quisesse alertá-lo das maravilhas que estavam por vir.


— Irmão, não é uma boa jogada. – Disse ele. Fez uma pausa e ouviu, sem tirar os olhos de Baekhyun.


Uma onda de calor percorreu o corpo do menor enquanto as mãos dele se fechavam com mais força em torno de sua cintura e os polegares faziam círculos lentos sobre sua barriga sensível. Baekhyun tampouco demonstrou misericórdia, tirando o casaco de um jeito provocante, o pé descalço deslizando suavemente pela virilha de Chanyeol. O olhar no estilo “vem cá” quase o fez derreter. Se Baekhyun não estava enganado, um leve gemido escapou do fundo da garganta dele, e poderia jurar que aquele era o som mais erótico que já tinha ouvido. A presença dele se tornava dolorosa enquanto a carne entre suas pernas ia se contraindo com ferocidade. Baekhyun inclinou a cabeça para trás e, sedutor, passou as mãos sobre a própria cueca na esperança de encurtar a conversa.


— Certo, entendo, mas essa conta está a meses de ser lançada, então não estou preocupado com isso no momento. — Disse o outro, a voz um pouco embargada. — Olha, tenho que desligar, Yesung. Falo com você sobre isso mais tarde. — Ele arrancou o fone de ouvido e o jogou em cima da mesa.


Prontinho... Chanyeol ia tirando os óculos, mas Baekhyun o agarrou pelo pulso, detendo seus movimentos.


— Não, fique com eles. — Murmurou, o olhar percorrendo o rosto dele. — Você fica sexy de óculos.


Com um sorrisinho infantil, Chanyeol inclinou a cabeça para o lado e o estudou.


— Eu fico sexy de óculos?


Assentindo, Baekhyun soltou um suspiro enquanto rebolava intensamente em cima no colo dele. Os membros sendo friccionados e uma corrente de prazer correndo pelo corpo dos dois.


— Cacete, você está todo molhado. — Sibilou ele por entre os dentes, levantando-se depressa da cadeira. Com a mão livre, Chanyeol tirou as próprias roupas rapidamente. O ritmo dele era constante, sem pressa, o polegar fazendo círculos na ereção sensível. — Eu causo isso em você, Baek. Eu faço seu corpo ficar assim.


O Byun sentiu um desejo selvagem, tão feroz que sentiu que precisava dar a ele o que queria. Chanyeol imediatamente levou as mãos grandes para o quadril dele, puxando o corpo menor para mais perto. Encaixou-se nas pernas dele, os paus roçando por cima do tecido. Os dois se moviam de cima para baixo, esfregando com força as ereções latejantes.


O corpo inteiro de Baekhyun estremeceu e, em questão de segundos, convulsionou em ondas de orgasmos que rasgavam cada célula. A sensação foi irradiando de dentro para fora, até ele estremecer da cabeça aos pés, inconsciente de êxtase. Assim que gozou, Chanyeol o segurou pela nuca, grudando a boca contra a dele. Com um rosnado, o nome de Baekhyun lhe escapou dos lábios com violência e o maior foi descendo a língua pela lateral do seu queixo.


Era apenas isso que Chanyeol queria: fazer Baekhyun gozar. Com o cheiro do desejo saturando o ar e uma mistura sedutora de amor e feromônios correndo por seus corpos, Chanyeol ajudou o Byun a andar até a sala de estar.


Desabaram no sofá.


Com espasmos de êxtase ainda percorrendo os músculos, o menor puxou Chanyeol de encontro ao peito.


— Você causa isso em mim. — Sussurrou, beijando a testa dele.


O Park deixou escapar um suspiro satisfeito e sorriu para ele. Os dois se abraçaram, absorvendo os tremores que ainda percorriam o corpo de Baekhyun enquanto a respiração ia ficando mais lenta e mais calma. Chanyeol afastou as mechas de cabelo úmidas do rosto dele, as pontas dos dedos deslizando pelos lábios e descendo pela curva do queixo. Com braços, pernas e corpos entrelaçados, deixaram-se levar pela mais gloriosa névoa de sono, sem querer acordar daquele sonho.





Com o sol indo embora no horizonte, o único som que Chanyeol ouvia na cobertura era a respiração superficial de Baekhyun contra seu peito nu. Observando o seu rosto sereno, teve plena consciência de que os minutos que ainda tinham juntos estavam se passando rapidamente.


Fechando os olhos, Chanyeol tentou se agarrar àquele momento, mas os pensamentos eram consumidos por algo com que ele não estava acostumado.


Medo.


Em geral, Chanyeol não tinha medo de nada, mas agora sentia-se dominado por essa sensação.


Embora Yixing não fosse voltar até a terça-feira, sabia que, quando retornasse, era possível que as coisas mudassem entre Chanyeol e Baekhyun. Não tinha qualquer receio de que Baekhyun não lhe amasse. Afinal, ele passara as últimas 24 horas provando isso. No entanto, não podia ignorar a possibilidade de que mudasse de ideia quando o Zhang voltasse. Sabia que ele se sentia preso ao ex, às migalhas de bondade que Yixing demonstrara. Não havia dúvida de que o Babaca usaria isso contra Chanyeol.


Olhando para o corpo de Baekhyun, adormecido e enroscado nele, Chanyeol beijou-lhe a testa. Rezou para que o homem que lhe dera mais do que poderia imaginar, que preenchera sua vida vazia com sua simples presença, não desmoronasse sob as súplicas de Yixing para aceitá-lo de volta.


Tentando não acordá-lo, Chanyeol deslizou do sofá e foi até a cozinha. Pegou um folheto de restaurante para encomendar o jantar. Lembrava-se bem do encontro deles na frente do sushibar, então imaginou que fosse a melhor opção. Feito o pedido, foi até o escritório para recuperar as roupas que tinham largado lá. Vestiu-se e, quando voltou para a sala, encontrou Baekhyun acordado.


O menor sorriu e esticou os braços, espreguiçando-se, antes de se levantar do sofá, arrastando o cobertor junto. Chanyeol observou o dono de seu coração caminhar até ele, a respiração acelerando instantaneamente enquanto Baekhyun se aproximava. Com o cobertor enrolado no corpo, o Byun ficou nas pontas dos pés, passou um dos braços ao redor do pescoço dele e começou a beijá-lo. Chanyeol o envolveu, puxando-o para si enquanto retribuía o beijo, embriagando a boca com sua doçura, o nariz com seu cheiro e a pele com seu toque.


Baekhyun se afastou, os olhos preguiçosos, cheios de sono.


— Já está quase escuro lá fora. Não acredito que dormi tanto.


— Bem, você vem nos mantendo... muito ativos desde ontem à noite.


— E você participou de cada instante, Sr. Park. — Devolveu com naturalidade. — E, se não me engano, gostou de cada segundo, também.


— Hum, você me pegou. Gostei de cada fração de segundo, para dizer a verdade. — Baekhyun riu e Chanyeol segurou o queixo dele, acariciando seu rosto com o polegar. — Na verdade, acabei de acordar também. — Confessou, abrindo aquele sorriso de covinhas. — Você está com fome, não está? Bem, deve estar, já que não tomamos café da manhã nem almoçamos.


— Eu estou morto de fome.


— Eu pedi comida japonesa. Está bem?


— Perfeito. — Respondeu ele, dando-lhe um beijo na bochecha. — Já volto. Vou me lavar e vestir o maravilhoso conjunto dos Yankees que você me obrigou a usar hoje.


Encostando-se no balcão, Chanyeol riu e o observou entrar no banheiro. Baekhyun deu uma risadinha quando o ouviu rir de seu comentário, mas o sorriso desapareceu quando se olhou no espelho. Embora o corpo tivesse sido levado ao êxtase ao longo das últimas horas, sua aparência estava desgrenhada. Com os cabelos embaraçados, os lábios inchados por causa dos beijos ardentes e os olhos traindo a falta de sono da noite anterior, concluiu que uma rápida chuveirada seria prudente.


Ao terminar, se deu conta de que tinha esquecido de trazer aquele conjunto de moletom dos Yankees para o banheiro. Enrolando o corpo molhado numa toalha da cintura para baixo, abriu a porta e deu com Chanyeol com as roupas dele na mão. O Park enfiou a cabeça pela fresta da porta, agitando o traje diante dele. Toda vez que Baekhyun tentava pegá-lo, Chanyeol puxava o braço para trás.


— Quer parar? — O menor fez beicinho, tentando mais uma vez apanhar a roupa.


— Você tem alguma ideia do autocontrole que estou tendo neste instante? — Chanyeol perguntou, se divertindo com a cena. — No entanto, você está com sorte. A comida já chegou e não quero que você passe mais fome. — Ele lhe entregou a roupa. — Mas não prometo nada depois que terminarmos de jantar.


— Parece divertido.


O maior se inclinou para beijá-lo e se afastou, mas parou no corredor e se virou.


— Ah, Baekhyun.


— O quê?


— Não se esqueça… — Alertou ele, o sorriso explodindo no rosto.  — A sua cueca sumiu, então acho que você vai ter que ficar sem ela.


— Park Chanyeol. — Gritou, desacreditado com a audácia do outro.


Quando Chanyeol tentou entrar no banheiro outra vez, Baekhyun fechou e trancou a porta.


Ficou ouvindo ele se afastar, rindo, e se flagrou tentando controlar o desejo súbito de deixá-lo fazer de si o prato principal. Apesar da ameaça lhe parecer imensamente sedutora, Baekhyun secou os cabelos com a toalha e foi para a sala de estar.


Para sua surpresa – e muito para o seu agrado – ele tinha diminuído as luzes, acendido a lareira a gás e criado um piquenique improvisado em frente às chamas. Mais uma vez, Baekhyun o admirou sem que ele notasse. Hipnotizado por tudo o que lhe dizia respeito, o observou servir uma taça de vinho tinto para cada um, o corpo relaxado, sentado de pernas cruzadas sobre o cobertor. Encostando-se na parede, o Byun cruzou os braços e se perguntou como teria sido seu último ano se Chanyeol, e não Yixing, tivesse ido visitar Moonbyul com Minseok na faculdade. No entanto, naquele momento, um paradoxo doentio lhe ocorreu. Por pior que as coisas entre Yixing tivessem ficado, Baekhyun jamais poderia se esquecer dos percalços que ele o ajudara a superar, e uma parte de si sempre o amaria por isso.


Mas agora seu coração estava nas mãos de Chanyeol. Ele era sua nova paixão arrebatadora, um novo caminho e a nova estrada que queria seguir. Com um suspiro, Baekhyun se aproximou de Chanyeol e se ajoelhou ao lado dele, que sorriu automaticamente.


O Byun se aproximou e deu um beijo suave em seus lábios. Ao fazer isso o calor que ele despertou em seu corpo se mostrou extremamente presente, mas ao mesmo tempo a culpa lhe encheu a alma. Em parte, era culpa por causa de Yixing, mas também por Chanyeol estar prestes a se meter numa catástrofe. Os dois haviam aberto as comportas para algo que poderia destruir a ambos. Só lhe restava rezar para que ele fosse forte o suficiente para suportar a turbulência que iriam enfrentar quando seu ex-noivo voltasse.


Baekhyun lhe ofereceu um sorriso débil e atravessou o cobertor, com cuidado para não derrubar nada. Foi abrindo alguns dos potes e se servindo. Entregando-lhe um par de hashis, Chanyeol o estudou por um instante, captando imediatamente a mudança em seu comportamento. Não pôde deixar de sentir um aperto no peito, mesmo que apenas por um segundo.


— Você está bem?


Baekhyun tomou um gole de vinho e assentiu.


— Sim, estou.


— Tem certeza?


— Tenho. — Ele se aproximou. — Obrigada por tudo isto. Está perfeito.


O toque reconfortante acalmou os pensamentos de Chanyeol. Soltando a respiração, ele sorriu.


— Eu é que tenho que agradecer.


— Deixe de ser bobo. — Baekhyun enrugou a testa num gesto questionador: — Me agradecer por quê?


— Por tudo, Baek. — Respondeu ele, com doçura na voz e nos olhos. O menor o fitou, os movimentos silenciados pelo tom de sua voz. — Obrigado por compartilhar um pouco de você comigo. E muito obrigado por não ter desejado me matar por ter perseguido você. Eu sei que o coloquei numa posição ruim, mas eu não podia... — Ele fez uma pausa, respirando fundo enquanto baixava os olhos para o prato. Quando tornou a erguê-los de volta, percebeu as lágrimas transbordando nos olhos de Baekhyun. — Eu simplesmente não conseguia ficar longe de você. — Sussurrou. — Senti você no segundo em que entrou no meu prédio, aquele dia. Caramba, acho que senti você antes mesmo de entrar. Eu nunca havia experimentado nada parecido. Tudo passou num lampejo na minha frente: casamento, filhos, envelhecer juntos. Você me atraiu e eu soube... eu apenas soube que tínhamos que ficar juntos.


Então Baekhyun se deslocou em direção a ele, sem se importar se derrubaria alguma coisa. Ajoelhou-se e foi se aproximando bem devagar sobre o cobertor, até se aconchegar em seu colo. Passando os braços em volta do seu pescoço, Baekhyun o puxou para sua boca. Toda e qualquer dúvida que tivera sobre a incapacidade de suportar o que estavam prestes a enfrentar juntos desapareceu.


— Você está chorando. — Sussurrou ele colado aos lábios, enxugando uma lágrima. — Eu sempre acabo fazendo você chorar.


— Dessa vez são lágrimas de alegria, Park, sério. — Disse, fungando. — E serão só de alegria a partir de agora. — Ele se inclinou para beijá-lo. — Juro por Deus que serão só de alegria. Não vou mais cair em nenhuma armadilha, prometo.


Ainda sentado no colo dele, Baekhyun pegou um par de hashis e tirou um sushi de uma das latinhas.


— Abra a boca! — Disse, levando-o aos lábios do outro. — Quero dar comida na sua boca.


Chanyeol obedeceu, sorrindo enquanto mastigava.


— Eu poderia me acostumar com isso.


— Aposto que sim. — Baekhyun deu uma risada divertida.


— Por favor... — Ele ergueu a taça e tomou um gole de vinho. — Quero mais. — Falou, abrindo bem a boca.


O menor lhe deu outro sushi, ainda rindo.


— Posso lhe perguntar uma coisa, Sr. Park?


— Qualquer coisa.


— Você já foi a todos estes lugares? — Com um gesto amplo, Baekhyun indicou as fotos das paredes.


Engolindo, ele levou um segundo olhando para algumas das imagens.


— Já, sim. Fui estudá-los.


— Na faculdade? Achei que tivesse estudado administração.


— Eu estudei administração. — Disse ele, sorrindo. — Mas, de início, queria ser arquiteto. Fico fascinado com a forma como as coisas são criadas: das histórias dos livros aos prédios. — Ele acariciou o contorno do queixo de Baekhyun, desceu até a clavícula e, em seguida, passeou pelo ombro. Sentiu-o estremecer. — Acho incrível que um pensamento possa se transformar numa coisa de tanta beleza ou com tanto poder de mudança, partindo apenas de uma visão ou de uma ideia.


— Por que não estudou isso, então?


Os olhos dele percorreram as imagens de novo.


— Depois que minha avó morreu, Yesung e eu recebemos uma herança considerável. Ele quis começar a Park Industries. — Pegando mais um sushi, Chanyeol o meteu na boca e deu de ombros. — Meu irmão precisava da minha metade da herança para começar. Em vez de me tornar um parceiro silencioso, entrei como co-proprietário. Na essência, a indústria da publicidade cria coisas, então eu pensei: “Por que não?” Além disso, era algo que ele queria muito e não quis decepcioná-lo.


Baekhyun tocou o rosto de Chanyeol.


— Você fez isso por ele.


— Mais ou menos. — Chanyeol ficou tímido. — Nunca deixe o idiota do meu irmão saber disso.


— Mas você gosta do que faz? Quero dizer, seu trabalho o faz feliz?


— Fico feliz por termos nos tornado tão bem-sucedidos. — Arqueando uma das sobrancelhas, ele sorriu. — Na maior parte dos dias, não tenho que chegar ao trabalho antes das dez da manhã, então isso é um bônus.


— Sorte sua. Eu gostaria de poder entrar tarde assim. — Baekhyun suspirou. — Mas você não respondeu à minha pergunta, Park. — O menor se ajeitou em seu colo. — Você é feliz fazendo isso?


— Quer que eu seja sincero?


— Quero, acho que sinceridade é exatamente o que estou procurando.


— Eu detesto. Só falta me matar de tédio.


— Você devia se sentir feliz com aquilo que faz para ganhar a vida. — Disse, erguendo a cabeça para beijá-lo. — Já pensou em vender sua parte?


Bagunçando os cabelos de Baekhyun, ele o beijou na testa.


— Já. E vou acabar fazendo isso em algum momento. Mas, considerando que a gente só conseguiu recuperar a empresa nos últimos anos, quero ter certeza de que está sólida antes de dar esse passo.


— Você é um bom irmão, sabia?


— Ah, eu sou bacana pra caralho. – Ambos acharam o comentário engraçado e Chanyeol o puxou para mais perto. — Mas chega de falar de mim. O que fez você se decidir pela carreira de professor?


— Bem, eu sou disléxico. Quando era pequeno, minha escola ou não queria reconhecer o que eu tinha ou não contava com o pessoal adequado para me ajudar. — Baekhyun pegou a taça de vinho e tomou um gole. — As outras crianças zombavam de mim porque eu me saía mal nos estudos. Quando eu estava no ensino médio, resolvi que queria me tornar professor porque nós, disléxicos, sacamos imediatamente quando uma criança é disléxica. Eu pensei que, se pudesse ajudar uma única criança a ser diagnosticada desde cedo, já valeria a pena. No meio do caminho acabei optando por dar aulas de artes, mas, ainda sou professor, no fim das contas.


Chanyeol olhou para ele por alguns segundos e sorriu.


— Sabe, você também é bacana pra caralho.


— Sou? — O menor questionou, radiante. — Nunca me disseram isso. Nunca.


Com todo cuidado, Chanyeol o reposicionou, colocando as pernas dele em torno da sua cintura e roçando os lábios nos dele.


— É, sim. Você é, sem dúvida, o homem mais bacana que conheço. — Afirmou, sugando-lhe o lábio inferior. — E prometo sempre lhe dizer isso.


— Ora, obrigado. — O Byun riu com a boca colada na dele. — E eu prometo sempre chamar você de espertinho.


— Hum, você tem minha permissão para me chamar de qualquer coisa. — Os dois sorriram e continuaram a se deleitar.


Depois de alguns minutos, Chanyeol chegou para trás, a verdade que não podia ser ignorada pesando sobre seu peito.


— Posso lhe fazer uma pergunta agora?


— Claro.


— Como vamos contar para o Yixing?


Chanyeol sentiu o corpo de Baekhyun enrijecer. Ele pôs a mão em sua nuca e trouxe o rosto do menor, com cuidado, para bem perto do dele, os olhos cheios de ternura.


— Baekhyun. — Sussurrou. — Nós. Eu disse nós. Não vou deixar você conversar com ele sozinho, está entendendo?


Engolindo em seco, o outro assentiu.


— Estou, mas será que podemos não falar sobre o Yixing agora?


Chanyeol buscou os olhos dele. Dava para perceber que estava tenso, e Chanyeol sabia que ele estava se arriscando bem mais, no entanto, também sentia-se confuso.


— Nós temos que falar sobre ele, Baek.


— Eu sei. — Respondeu, levando as mãos às bochechas de Chanyeol. — É só que ele não volta até terça-feira. É domingo à noite e só quero que o aqui e agora sejam sobre mim e você. Não sobre o Yixing... só sobre a gente, Chanyeol.


Baekhyun encontrou aquela boca perfeita outra vez e o beijou com ferocidade, desejando tirar o Zhang da cabeça.


Chanyeol o apertou com mais força e gemeu. Baekhyun recuou lentamente e olhou para ele.


— Amanhã à noite, está bem? Conversaremos sobre isso amanhã à noite.


— Tudo bem, mas você precisa jurar que não vai dizer nada a ele antes, ok? Eu quero estar lá. Como falei, isso diz respeito a nós dois.


— Sei que diz respeito a nós dois. — Sussurrou, encostando ambas as testas. — Mas, sinceramente, não estou nem atendendo os telefonemas dele.


— Está certo, eu só quero ter certeza...


Baekhyun pôs um dedo sobre a boca de Chanyeol para silenciá-lo, e ele sorriu. Retirou o dedo para substituí-lo pelos lábios. Enquanto sua língua deslizava pela boca de Chanyeol, Baekhyun tentava acalmar os nervos. Não demorou muito.


— Suponho que você vai ficar comigo esta noite, também. — O Park sugeriu, a boca roçando pelo queixo do outro.


Baekhyun inclinou a cabeça enquanto seus beijos lhe desciam pela clavícula.


— Não posso. Estou trabalhando como substituto e tenho deveres para corrigir. Além disso, preciso estar na escola às sete da manhã.


— Você dá aulas para o primeiro ano, não é? — Perguntou ele, erguendo os braços do menor cuidadosamente para tirar o moletom dos Yankees.


— Sim, dou aulas para o primeiro ano. Por que a pergunta?


— Por quê? — Ele tentou capturar os lábios do Byun outra vez. — Por que o quê?


— Engraçadinho. — Baekhyun repreendeu. — Você me perguntou se dou aula para o primeiro ano.


— Ah, certo. — Ele riu também. — Você disse que não pode ficar comigo porque tem deveres para corrigir, certo?


— Certo.


— Mas, nessa idade, as crianças não passam automaticamente? – Disparou ele, passando as mãos pelas coxas de Baekhyun. — Quero dizer, elas só colorem e fazem outras bobeirinhas assim.


— Não, elas não passam automaticamente. — Afirmou, divertido, aninhando o nariz na bochecha dele. — E fazem mais do que colorir.


— Não há nada que eu possa dizer para você, não, espere aí... corrija isso. Não há nada que eu possa fazer por você para que mude de ideia sobre ficar comigo esta noite?


Baekhyun sorriu e balançou a cabeça.


— Não posso mesmo. Mas vou deixar você tentar me convencer.


— Hum, é difícil negociar com você. — Respirou ele, passando os lábios de leve pela curva de seu pescoço. — Mas eu aguento, Sr. Byun.


Durante as horas que se seguiram, Chanyeol e Baekhyun se deliciaram por completo com a... sobremesa.


Várias vezes.


Embora tenha insistido um pouco mais sobre Baekhyun passar a noite, não conseguiu convencê-lo. Por fim, Chanyeol o levou para casa e o assistiu fechar a porta do apartamento – apesar de todo o seu empenho com beijos apaixonados e ternos, e até mesmo a oferta de lhe pagar um ano de salário pela noite.


Amaldiçoou o fato de o dia seguinte ser segunda-feira e Baekhyun precisar trabalhar. Com o corpo acelerado de emoção e o coração nas alturas com um amor diferente de qualquer coisa que já sentira, Chanyeol teve que fazer um esforço enorme para chegar em casa sem se envolver num acidente de carro.


Repassava as últimas 24 horas, repetidamente, como um filme vívido, uma pulsante história de amor. Casablanca ficava no chinelo. Ele estava apaixonado – e agora de fato se sentia um deus. Agora tinha tudo. Sabia que parecia um bobo apaixonado e pateta quando entrou no prédio, assoviando. O porteiro o recebeu inclinando o chapéu e ostentando uma expressão curiosa. Até ele tinha notado que algo mudara em Chanyeol. Sorrindo, Chanyeol deu um tapinha no ombro do sujeito, lhe apertou a mão e se dirigiu para os elevadores.


Decidiu não tomar banho para ficar com o cheiro de Baekhyun em seus corpo – mas já passava muito das onze quando sentou-se na frente do notebook para trabalhar um pouco. Foi quando a campainha tocou.


Erguendo a cabeça de súbito, não conseguiu controlar o sorriso que invadiu seu rosto enquanto seguia pelo corredor. Baekhyun tinha prometido que, se alguma coisa mudasse, ele voltaria. Chanyeol estendeu a mão em direção à maçaneta e, ao abrir, encontrou um par de conhecidos olhos castanhos.


Infelizmente, não eram os que ele esperava.


Sentindo o sangue sumir do rosto, a confusão nublou sua mente.


— O que está fazendo aqui?


— Que maneira simpática de cumprimentar uma pessoa com quem você passou meia década. — Devolveu Soojung, enxugando as lágrimas enquanto o cheiro de bebida impregnava o ar. Chanyeol enfiou a cabeça para fora e olhou de um lado a outro do corredor. — O que é que você está fazendo? — Perguntou ela, cambaleando para trás.


— Procurando a equipe de filmagem escondida, porra. — Vociferou ele. As sobrancelhas se juntaram como as asas de um corvo acima dos olhos enfurecidos. — Isso é algum tipo de pegadinha?


— Não, Chanyeol, não é uma pegadinha. — Disse ela, engasgando, a voz pastosa. — Sei que sou a última pessoa que você quer ver, mas só estou aqui porque meu pai morreu.


Ele olhou para baixo e balançou a cabeça.


– Soojung… — Falou, agora com a voz mais calma. — Eu sinto muito...


— Minha irmã está na Grécia. Você sabe que não tenho mais ninguém. — Choramingou ela, enterrando o rosto nas mãos. Ela levou os olhos injetados e inchados de volta aos dele, os lábios trêmulos. — Você podia, pelo menos, me deixar entrar por alguns minutos?


Chanyeol não hesitou antes de abrir a porta e dar espaço para ela.



Notas Finais


Até a próxima, pessoal.
Beijinhos


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