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História Attraction - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Primeiro desculpa a falta de criatividade para titulos dessa autora que vós fala

Segundo
Feliz aniversario Thais, obrigada por sempre estar comigo
dificuldades vem e vão e espero estar do seu lado para comemorar ou te apoiar em qualquer que seja a opção
Te amo muito e não pense que esqueci que hoje é seu dia, deixei para fazer essa surpresa para você, por isso nem mandei mensagem alguma
Vai ser por aqui kkkkk
Te amo e espero passar mais anos ao seu lado
agradeço demais sua amizade
Espero que goste do presente


Nesse capitulo tera algumas musicas, deixarei os nomes delas depois
e a playlist no final
Espero que gostem
beijos e desculpe a demora

Capítulo 8 - Love, music and confessions


Fanfic / Fanfiction Attraction - Capítulo 8 - Love, music and confessions

Musicas usadas:

- Arcade : Duncan Laurence

- Say you Love Me : Jessie Ware

- Close : Nick Jonas feat. Tove Lo

- If You Love Her:  Forest Blakk

 

 

POV Clary 

 

 Como eu estava finalmente aceitando ficar quieta para tratar da minha lesão, meu pé estava cada vez melhor. Mas eu sabia que ainda não poderia me apresentar a tempo.

 

 Mas mesmo assim estava indo para as aulas. Era diferente entrar na sala e ver Jace corar ou sorrir para mim. Ele estava tímido, ou temeroso, em mostrar afeto. E eu, me aproveitava dessas reações. Confesso que poderia ser vingança pelo tempo que ele me incomodava. 

 

 Jace estava sentado escorado na parede, ao lado dos irmãos. Jonny estava perguntando algo para Magnus. Sorri de lado e andei até o trio. Com dificuldade por causa do pé, me sentei no meio das pernas dele. Me escorando em seu peito. 


 

- Cla - Clary . . . - Peguei suas mãos e o fiz me abraçar. Fechei os olhos sorrindo confortável. Ouvi a risada dos dois Lightwood e sorri de canto quase rindo junto ao sentir Jace escondendo o rosto em meus cabelos e me apertando contra si.  - Calem a boca. 


 

[...]


 

 Simon estava me esperando para me levar para casa. Já que não estava podendo dirigir. E como precisava ir mais cedo para passar no hospital, estava saindo no meio da aula. 


 

- Jace me ajuda a ir até a porta? - Ele prontamente concorda, pega minha bolsa e apoia minha mão para eu andar. Ele alcança a mochila para Simon. 


 

- Quando chegar em casa me manda mensagem sobre como está o seu pé. - Jace fala baixinho, concordo.

 

  A sala estava quieta, acho que não adiantou muita coisa ele dizer aquilo baixo. Segurei seu rosto e lhe dei um selinho. 


 

- Te amo - Sorri para ele, e pude ver até suas orelhas vermelhas. 


 

- Também te amo - Ele diz novamente baixinho e com vergonha. Me apoiei em Simon e sai andando. Mas consegui ouvir a turma querendo brincar com ele. - Vão a merda.  - Ri e Simon me acompanhou
 

 

- Se eu fosse Jace estava lascado nas suas mãos. Ainda bem que te superei. 


 

- E bem superado pelo visto. - Puxo uma correntinha que devia ser par com outra por estar apenas a metade da imagem. E já suspeitava onde a outra parte estava. 


 

- Uma hora eu te conto - Ele sorri ajeitando-a, para não a perder. 


 

[...]


 

O médico disse que eu já posso andar. Por um pouco de peso em cima do pé. Mas não muito exagerado. 

 

Então convidei Jace para ir ao cinema. E dessa vez iria pegar leve com ele, então não chamei ninguém. Era para ser apenas nós dois. 


 

 Mas parece que todo mundo decidiu que queria ir em um encontro no mesmo lugar.


Jace estava vendo qual filme estava em catálogo, e quando olho para o lado vejo Magnus que também tinha virado o rosto na mesma direção que a minha. Nos encaramos e olhei para Alec que estava de costas escolhendo algo para comer, e ele olhou para Jace. 


 

 Fiz gestos para o que poderíamos fazer e Magnus não sabia também. Eu não sabia se Jace tinha alguma noção que os dois estavam saindo, mas não queria ser a pessoa que iria lhe dizer isso. 


 

- O que você acha desse filme aqui? - Ele me mostra algo, nem vi qual era, apenas concordei, olhei de relance e Magnus parecia estar persuadindo Alec a ir em alguma loja.  - Dois ingressos. 


 

- Quer ajuda para pagar? - Ele nega me abraçando - Eu compro a comida então - O abraço me ajeitando ali. Abro os olhos e de novo me assusto. Simon me encarava de olhos arregalados. Ele olhou para o banheiro e vi que Izzy estava saindo dele. - Que maravilha 


 

- Que foi? - Jace diz beijando minha cabeça. Neguei . Vi que ele pegou os ingressos. Olhei Simon e ele estava apontando para uma loja de livros. Izzy sorriu concordando e os dois saíram de mãos dadas para lá. 


 

-  Podemos passar em uma loja de tintas? Antes de começar? - Era a única que não estava na direção dos dois casais. 


 

- Claro, começa apenas daqui meia hora mesmo. Não sabia que pintava - Jace me solta do seu abraço e vamos andando até a loja. Olhei para sua mão que estava inquieta ao seu lado. Sorri , e segurei, entrelaçando nossos dedos. Escuto ele suspirar. 


 

- Eu gosto bastante, Raj sempre que vai lá em casa pede para pintar comigo. Por isso estou com falta de tintas. Mas irei comprar em breve giz de cera para ele. E o grande Jace, além de dançar, consertar carros, o que ele faz? 


 

- Sou lindo? - Ele diz piscando, ri negando. - Eu toco piano - Olhei surpresa para ele - Que foi? É tão difícil assim me imaginar tocando? 


 

- Sim? 


 

- Rude - Ele diz rindo e apertando meu nariz. Entramos na lojinha, cumprimentamos o rapaz do balcão. - Se eu quisesse tinha aprendido violino. 


 

- Que homem clássico - Solto sua mão me abaixando para ver as tintas. 


 

- Maryse pôs Alec em uma aula de violino, eu fui para o acompanhar, mas não me interessei então sai da aula. - Ele se abaixou ao meu lado, se aproximou do meu ouvido - O que você acharia de um namorado que sabe pole dance? 


 

- Que? - Olhei assustada e admirada para ele que apenas riu e olhou as tintas. 


 

- Izzy queria aprender. E como eu estava preocupado com ela vindo tarde para casa, eu a acompanhava. E bom, eu aprendi. Melhor que ela, diga-se de passagem. 


 

- As lindas possibilidades dessa informação são imensas - Digo mordendo os lábios. Ele bate levemente na minha testa. 


 

- Ao menos que você tenha um no seu quarto desista de me ver fazendo isso. - Pego meu telefone e finjo ligar para alguém - O que está fazendo? 


 

- Vou perguntar para meu pai quanto sai por um desses canos de pole no meu quarto. - Ele fica vermelho e tenta tirar o telefone de mim. Ri me esquivando, me aproximei e lhe dei um selinho - Estou brincando. 

 

 Ele suspira , me levanto e ele faz o mesmo. 


 

- Depois eu venho aqui por elas. Vamos pegar algo para comer. - Ele concorda, dessa vez ele mesmo entrelaça nossas mãos. Sorri pela sua evolução. 


 

- Podemos passar depois na loja de mangás? Queria ver algum para o Max - Concordei, lembrando que Max era o mais novo dos lightwood . 


 

 No fim o filme foi ótimo. Era de terror, o que me deu a oportunidade de me grudar a ele. Jurava que tinha escutado a voz de Simon e Magnus por ali. Mas na hora de sair fiz Jace se concentrar apenas em mim por causa do meu pé. Então se eles estivessem ali, acho que ele não os viu. 


 

[...]

 

 Estava na minha cama, fazendo nada. 

 

 Olhei para minha estante, havia troféus ali em cima dela. Nunca mais tinha olhado, e por isso tinha rido de mim mesma, afinal Magnus tinha razão, são coisas vazias pegando pó. 

 

 Vou mudar meu quarto. Ia me levantar mas olhei para meu pé. Sentei suspirando. 

 

 Meu celular brilha com notificação, e assim como a tela havia brilhado minha mente também. Havia achado quem iria me ajudar. 


 

“ Oi ruiva, está fazendo o quê ?” 


 

[...]


 

- Ok novamente, porque? - Ele diz soprando seu cabelo dos olhos, enquanto me levantava no colo para eu pegar a caixa em cima do meu guarda roupa. 


 

- Porque você me ama? - Pisco inocente. Ele ri descrente. 

 

- Se eu soubesse que te amar vinha com o cargo de ser uma escada, não tinha dito - Olhei brava para ele e bati em suas mãos para ele me descer. Ele ri me segurando mais forte em seu ombro - É brincadeira. 


 

 Bufo. Finalmente consigo alcançar a caixa. Ele devagar me tira de cima de si, e me põe sentada na cama.


Tiro a poeira e a abri, vendo os verdadeiros prêmios ali dentro.


- Que tantas fotos - Ele senta ao meu lado, pondo o queixo em meu ombro. - O que você vai fazer com elas? 


 

- Irei por elas no lugar desses prêmios. - Sorri limpando a fina poeira em cima delas. Havia fotos de quando eu era criança, em competições do jardim de infância. Depois ensino médio e assim por diante. Em uma delas esta nossa turma inteira atrás de mim enquanto eu segurava o prêmio que ganhei para a faculdade. Jace estava nela também. - Porque está com os olhos vermelhos aqui?  - Ele ri, virando o rosto para o outro lado, me deixando vendo apenas seus cabelos 


 

- Eu tinha chorado de emoção pela sua dança e depois pela sua vitória. Era a primeira vez que te vi dançar sua própria criação, e estava esplêndida. Me lembro até hoje o arrepio que senti te vendo naquele dia.  - Senti meu rosto esquentar. O escondi com as minhas mãos - Porque é você que está com vergonha? Era para eu estar me enterrando no chão - Ele ri tentando tirar minhas mãos. Senti ele tirando a caixa das minhas coxas e se mexendo na cama


 

- Uih - Soltei quando ele me puxou para trás e me fez deitar em uma das suas coxas. Ainda estava com o rosto tapado mas deixei frestas entre meus dedos. - Que foi? - Estava nervosa, seu olhar brilhava 


 

- Nada, você fica tão bonitinha quando seu rosto decide se tornar um só com o seu cabelo. - O aperto de suas mãos em minha bochecha provavelmente as deixou maior do que já são. Aponto a língua para ele que ri e beija meus lábios em um selinho rápido. - Mas diz, o que mais posso fazer pelo meu tomatinho? 


 

- Quero ver a hora que você ficar sem apelidos - Cruzo os braços, ele se aproxima 


 

- Eu posso ainda te chamar de amorzinho, bebezinho - Ele fala beijando meu rosto - Queridinha, minha gnominha e vários outros apelidos carinhosos em diminutivo. - Ri aproveitando seu carinho. Porque realmente não me importava com seus apelidos, sabia que eram todos sem intuito nenhum de me ofender. 


 

   Ele para, encostando nossas testas. Sorri pondo minhas mãos em seu pescoço, fazendo um carinho em sua nuca. Encarei seus belos olhos, eu ainda podia ver medo escondidos ali. 


 

 - Cuidado ruiva, se olhar demais pode acabar se perdendo - Ele pisca um dos olhos, sorrindo de lado, fazendo quase como uma covinha aparecer. Puxei ele para baixo, ficando acima dele, o prendendo com as minhas pernas. 


 

- Eu tenho um ótimo senso de direção, não se preocupe. - Tapou o rosto rindo. Me sento e cruzo os braços - Qual a graça? 


 

- Você . . .  Tenha piedade de mim.  Senti meu coração parar agora mesmo. 


 

- Porquê? - Ele sorri, e eu sabia que havia dito exatamente o que ele queria. Jace se sentou, segurou minha cintura firme com as duas mãos, e me trouxe para mais perto, senti meu corpo inteiro arrepiar. 


 

- Porque se você faz um certo movimento, pode gerar pensamentos para outras coisas - Ele diz baixinho perto do meu pescoço. Senti seus lábios macios deixando leves selares. Fechei os olhos aproveitando. Me ajeitei melhor em seu colo, ele segura minha cintura me impedindo de me mover mais, e riu com o rosto encostado em meu ombro - Você é perigosa Clary - Ri sem entender, mas minhas pernas estavam desconfortáveis do jeito que eu estava, então precisava me mexer para ajustá-las. E de novo ele tenta segurar minha cintura no lugar enquanto suspira pesado. 


 

 Mas porque . . . . Pelo anjo! Escondi meu rosto em seu ombro. 


 

- Não foi por querer - Falei baixinho


 

- Eu sei, por isso disse que você era perigosa. Consegue me deixar assim sem nem estar tentando. - Suas mãos permaneciam apertando minha cintura. - Imagina se tentasse . 


 

 Algo brilhou na minha mente. Será que eu conseguia deixar Jace . . Sorri me movimentando como se quisesse me ajeitar novamente. 


 

- Clary . . 


 

- Que foi? Estou tentando ajeitar minha perna - Ele ri negando. Minha perna agora estava do jeito que queria. - Mas o que aconteceria se eu fizesse isso? - Me movimento levemente acima de seu colo.


 

- Clary, o fogo queima se tiver o atiçando certo - Ele sussurra no meu pescoço, o beijando devagar - E acredite, está perfeito para um incêndio. 


 

- Então deixe queimar - Sussurro. Vi que ele havia se arrepiado. Senti suas mãos firmes e lentas, acariciar minhas costas por baixo da blusa. 


 

 Passo meus dedos entre seus cabelos. Beijo seu pescoço, do mesmo jeito que ele estava fazendo com meu. Sinto-o sorrir, e logo uma mordida. Puxo seu cabelo. Seus olhos estavam entreabertos e o sorriso era ladino. Neguei.
 

 

 Ele me puxa pela cintura, para ficar ainda mais perto de si. Olhei seus lábios, me aproximei o beijando com urgência, queria o sentir contra os meus.

 

 Sua mão estava nas minhas costas enquanto a outra na minha coxa.  O empurrei para trás, ficando com uma mão de cada lado da sua cabeça, sorriu e me puxou novamente para seus lábios. 


 

 Ambos estávamos sorrindo entre o beijo. 


 

- Estão confortáveis? - Me sentei assustada. Era Daniel.


 

- Olha, eu particularmente estou no céu - Jace fala olhando para mim, de cima a baixo. Ainda estava sentada em cima de seu colo. Ri nervosa batendo nele. 


 

- Vamos Luce, alguém tem que trabalhar nessa casa, enquanto outros ficam se pegando.-  Olhei para trás e vi apenas a mão dela dando tchau. - Aliás os gêmeos vão vir daqui a pouco ficar um pouco aqui. - Ouço uma buzina - Deve ser eles. 


 

- Agora que tu avisa! - Saio de cima de Jace, que faz cara de triste. Ri jogando meu travesseiro nele, que se senta pondo-o em cima do colo. 


 

 É, Jace gostava de mim, sentimentalmente e sexualmente. Fiquei feliz com a comprovação. 



 

[...]


 

Acontece que os gêmeos se deram bem até demais com Jace. Como eu não estava podendo brincar com eles direito, Jace ficou fazendo esse papel. Os três brincaram tanto, que chegaram a dormir juntos no sofá, vendo um filme de desenho. 

 

  Sorri acariciando a cabeça de Meena em meu colo, olhei para o outro lado e acariciei  os cabelos de Jace, e em cima dele estava Raj. 

 

- Cheguei - Ouço a voz da mãe. E logo ela aparece - O que aconteceu ? - Ela diz baixinho e rindo. - Tenho que tirar uma foto - Concordei. Ela pega o telefone e tira no mínimo umas quatro fotos. - Mandei para você já. Que coisinhas lindas. Mas já está ficando tarde, Jace não tem que ir para casa? 


 

 Olhei para rua e estava quase anoitecendo. A mãe pegou Meena e a levou até o seu quarto. 


 

- Jace - O balanço devagar. Ele abre os olhos lentamente, sorri e me puxou para um selinho. - Acorda, preciso saber se você tem que ir para casa. 


 

- Eu já estou em casa - Ele fala ainda sonolento e olhando para mim. Ri negando - Você me deixa respirando com dificuldade princesa. 


 

- Deve ser meu sobrinho de sete anos em cima de você. - Jace pisca e olha para o próprio peito rindo fraquinho. Raj se ajeita melhor, quase caindo. Com cuidado e agora mais acordado, Jace se sentou deixando o pequeno em seus braços. A mãe aparece novamente e sorri guiando o loiro. 


 

 Me levanto indo até meu quarto. Olhei para minha cama. Não queria dormir sozinha hoje. Sorri já com a ideia de pedir a Kelsey para deixar os gêmeos dormirem aqui. 


 

- Ruiva? Ah, te achei - Me viro para a porta. Ele sorriu coçando a nuca - Maryse perguntou se você não quer ir lá em casa jantar conosco. Eu ia passar, mas se você quiser ir . . - Olho o celular apagando a mensagem. 


 

- Claro. Deixa eu só me arrumar. - Falo sorrindo, já pegando meu pijama, largo ele, afinal se eu levar vai dar muito na cara que quero dormir lá.   Iria usar a famosa, roupa do namorado, para dormir 


 

- Não precisa se arrumar muito. É apenas uma janta normal. 


 

- Ok, pode deixar. 


 

[...]


 

- Tcharam - Mostrei para ele. Estava com uma blusa social flórida, um short, e tinha feito uma trancinha ao redor do meu cabelo. 


 

- Combinou com seus cabelos - Ele diz apontando para blusa preta. Concordei já sabendo disso.  - Está linda. 


 

[...]


 

- Clary! - Izzy fala surpresa ao entrar na sua casa. A mão de Jace estava na minha cintura me guiando para dentro. Sorri indo a abraçar - Finalmente algum rosto diferente essa noite. Quase toda noite, os mesmos olhos e cabelos na mesa, estava quase pensando em pintar o cabelo do Alec para ter algo diferente para qual olhar - Ela ri


 

- Bom irei colorir sua mesa hoje então - Jace aparece atrás de mim, beijando minha cabeça


 

- Quer sentar? Para descansar o pé? - Nego, estava tudo certo com ele hoje, não havia nenhum sinal de dor muito forte. 



 

- Hoje teremos salada de tomate ? - Alec fala descendo as escadas, apontei a língua para ele que riu. Ele passou dando dois tapinhas leves em meu ombro - Se hoje ser um pouco agitado,não ligue tanto, é assim quase todo dia. - Ele suspira indo ao sofá. 


 

- Eu to com a esperança de não ser um desses dias. - Izzy sorri fraco, e mexendo em seu pingente no pescoço, sorri o reconhecendo, ela me olha e vejo suas bochechas vermelhas - Nem um piu Clary 


 

- Eu não sei de nada mesmo. 


 

- O que eu perdi? - Jace fala no meu ouvido enquanto Izzy ia para o sofá também. 


 

- Nada, coisa de mulher - Ele concorda. Escuto barulho mais ao longe, parecia ser de louça. - Maryse está cozinhando? - Digo andando na direção que eu achava ser a cozinha. - Vai ser meio doido ver a diretora em roupas normais e cozinhando. Olá . . - E ela estava de saia com um blusa social, igual na escola. 


 

- Essa é a vestimenta dela para todas as ocasiões - Jace fala no meu ouvido. - Trouxe Clary como pediu. 


 

- Oh, olá Clarissa. Desculpe a bagunça, não sabia o que gostava, então tentei fazer um pouquinho de cada. Pedi para Robert e Max buscarem algumas frutas, gosta de manga? 


 

- Eu gosto mãe - Jace fala levantando a mão. 


 

- Me chama de mãe só quando quer algo - Ela fala fazendo um bico, Jace ri e a beija na testa. Esse lado dela, ainda não havia visto. Enfim comprovado que ela era humana, e não uma robô. 


 

- Eu gosto sim Maryse. Mas não precisava ter se preocupado tanto, eu como qualquer coisa. - Ela sorri parecendo contente


 

- Bom então tem bastante coisa para comer 


 

- Quer ajuda com algo mãe? - Alec aparece . 


 

- Sim, poderia pôr a mesa? 



 

- Maryse, não achei o abacaxi que pediu, mas achei a manga e a maça - Ouço uma voz masculina no hall, e logo uma versão mais velha de Alec aparece - Vocês já chegaram. Olá, sou o Robert - Ele fala estendendo a mão para mim. 


 

- Clarissa - Aperto sua mão o cumprimentando. Ele entrega a sacola a Maryse, esperava pelo menos um sorriso em agradecimento como meus pais faziam, mas não teve. Franzi o cenho. 


 

- Alec, quem é ela? - Ouço uma voz um pouco infantil. 


 

- A namorada do Jace, vai lá cumprimentar ela. Soube que ela gosta de revistas em quadrinho também. 


 

- Sério? - Ouço passos e logo um pequeno rapaz aparece, ele tinha uma blusa com estampa de um personagem de mangá, e óculos grandes - Oi, meu nome é Max, qual seu mangá favorito? 


 

- Maxwell, tenha modos. - Robert o repreende. Neguei a ele como se disse que não precisava tanta formalidade. 


 

- Me chamo Clary. E bem, tem como ter apenas um favorito? 


 

- Ótima resposta. Jace pode casar com ela. - Quase me afogo com minha própria saliva. 


 

- Obrigada cara, sem você eu estaria perdido - Jace estende o punho e os dois batem em um soquinho - Ouviu o pequeno, quando vai ser o casório? 


 

- Idiota - Bati em seu peito. - Ai - Senti uma fisgada no pé. 


 

- Que foi? Quer sentar um pouco? - Concordo sentindo um pouco de dor.


 

 Sentamos na mesa que já estava arrumada. Ele sorri e me dá um selinho, sorri fechando os olhos 

 

- Para curar o seu pé. 


 

- Que eu saiba o beijo é onde está machucado - Falei sorrindo. 


 

- Me dá esse pezinho aqui então - Ele diz se abaixando perto do meu pé. O puxo de volta rindo - Não quer? 


 

- Não  - Falo rindo. Ele se escora na mesa e fica me olhando. - Que foi? 


 

- Nada

 

 - Seu sorriso está igual aos filmes, onde o protagonista fica apenas admirando a pessoa que ele ama, como se ela fosse tudo e muito mais. 


 

- E eu estou - Senti minhas bochechas vermelhas - Por isso dá licença que eu quero olhar meu reflexo melhor.  - Olho brava para ele, e cruzo meus braços olhando para frente. Ele riu me abraçando, mas continuo do mesmo jeito - Ruiva é brincadeira, não tem nada atrás de você. 


 

- Não quero mais saber de ti. - Falo pegando um pedaço de tomate. 


 

- E se eu prometer que - Ele se aproxima do meu ouvido - Te mostro uma vez eu dançando pole dance ou algo nesse sentido. 


 

- Com roupinha e tudo? - Falo olhando ele de lado. Ele concorda fazendo um xis acima do peito. Sorri - Que foi vidinha do meu coração. - Seguro seu rosto entre minhas mãos, ele aponta a língua para mim, sorri e ele faz o mesmo. 


 

- Desculpe a demora. Quem está com fome? - Maryse trás uma panela nas mãos. 


 

[...]

 

 Estava tudo indo bem, até chegar à metade da janta. 


 

- E você, Alec, quando irá trazer sua namorada para conhecermos? - Robert diz, e vejo Alec respirar fundo, como se aquela questão já não fosse citada apenas naquela vez. 


 

- Robert, por favor - Maryse diz baixinho. 


 

- Mas é que, Jace é mais novo que Alexander, e olha só, já nos trouxe uma namorada para conhecermos. Quero apenas saber Maryse. 

 

- Não pense que só porque a Clary está aqui eu não irei responder a mesma coisa que sempre respondo - Alec diz soltando os talheres calmamente e cruzando as mãos em cima da mesa - Se alguma hora eu trazer alguém para apresentar para vocês, será um namorado. Um homem, não uma mulher. Como todos nesta casa sabem, e eu estou cansado de dizer. Eu. Sou. Gay. 


 

- De novo a mesma coisa Alexander. É tudo por culpa dessas aulas de dança que você quis fazer. Você só tem que achar a mulher certa e  . . .


 

- E viver um casamento infeliz? Igual a você? Pai diferente de você eu tenho coragem de viver como quem eu sou. 


 

- O que você quer dizer Alexander? - Olho Robert se levantando. Alec faz o mesmo. 


 

- Eu lembro o quanto você chorou quando Michael morreu . Eu vi e li as cartas que vocês trocavam antes de o abandonar e se casar com a mãe. 


 

- Alexander! 


 

- Você amava um homem, mas não teve coragem de manter esse amor, ficou com medo de ser julgado e expulso de tudo que pertencia, e fugiu para uma solução mais fácil - Ele diz apontando para Maryse, que apenas olhava o prato


 

- Não fale assim, eu amei a sua mãe e muito. Eu me apaixonei pela mulher incrível que ela é ! 


 

- Mas sabemos que esse amor não foi maior que o primeiro pai - Maryse sorri triste, como se concordasse com o filho -  Eu amo um homem, e ele me ama. Se ele tiver a vontade de ficar comigo eu também ficarei com ele. Quer que eu saia da dança, ótimo, amanhã mesmo eu tiro meu nome das aulas. Isso vai facilitar e muito minha vida. Mas nunca, nunca mesmo, me peça para ser algo que eu não sou. - Eu conseguia sentir a dor em suas palavras. 


 

 Olhei para Robert, suas mãos tremiam, e seus olhos também carregavam dor. 


 

- Eu nasci assim e sempre serei assim. Não há mulher neste mundo que consiga mudar esse fato pai. - Ele bate em seu próprio peito -  Você sempre menciona querer me botar no exército para eu virar homem de verdade. Se quer tanto, me ponha nessa porra de exercito. 


 

- Pois é o que farei - Maryse agora parecia assustada olhando do filho para o marido. 


 

- Mas você tem que prometer me aceitar quando eu sair daquela merda. Porque eu entrarei amando um homem e sairei de lá o amando ainda mais. 


 

- Pelo anjo Alexander. 


 

- Ele me ama do jeito que eu sou. Ele não tenta me mudar. Ele elogia cada mínima coisa que eu faço como se fosse a coisa mais incrível que ele já viu. - Ele sorri e lágrimas escorriam. 

 

 Jace tinha os punhos cerrados, ele queria ajudar o irmão, mas Alec já tinha o olhado, como se dissesse para ele não se meter. Alec respira fundo e limpa o rosto. 


 

- O jantar estava maravilhoso como sempre mãe. Desculpe ter arruinado a sua noite de apresentação Clary - Neguei rápido e ele sorri - Max, o computador que pediu emprestado está em cima da minha cama, pode pegar. Se me dão licença, preciso sair. Não irei voltar essa noite. 


 

 Ele dá a volta na mesa. Aperta o ombro de Jace e deixa um beijo nos cabelos de Izzy que chorava silenciosamente. 


 

- Alexander - Alec para no meio do caminho ao ouvir Maryse o chamar - Pegue um casaco, está frio na rua a essa hora. - Ele concorda e sai. 


 

- Mãe, posso subir? - Max fala baixinho, e Maryse sorri concordando. E então ele também sai da sala. 


 

- Você só o está machucando e fazendo ele querer se afastar ainda mais dessa casa - Izzy diz baixinho. 


 

 Robert se senta, escondendo o rosto nas mãos. 


 

- Eu . . - Começo inserta se deveria falar algo, afinal não era a minha família. Mas que seja, eu precisava falar algo. Magnus era meu amigo assim como Alec, e ambos mereciam ter seu amor defendido. - Eu sei que você só quer o proteger Sr Robert, mas Alec não é mais uma criança. Ele sabe o que vai ter que enfrentar por ser “diferente”. E ele está preparado para enfrentar isso de cabeça erguida. Se eu fosse o senhor, apenas o apoiaria, pois se o mundo é contra ele, a única coisa que Alec necessita é a família ao seu lado.


 

- Mas . . .


 

- Você teria se separado de Michael se a sua família te apoiasse? - Maryse diz olhando para sua mão que ,apenas agora, tinha percebido estar sem anel nenhum. - Não precisa me responder, fique com a resposta para si e pense nela. - Maryse se levanta e olha sorrindo para mim - Bem vinda a família Clary


 

[...]


 

- Alec diz que lembra como era antes, Robert amou Maryse, amou de verdade. Mas ele também lembra que viu o pai quebrar ao saber da morte de Michael. Acho que uma parte dele nunca tinha deixado de amar o amigo de infância. - Jace fala sentado em sua cama, concordo terminando de escovar o dente. 


 

 Mesmo sendo meu plano ficar para dormir, foi Jace que me pediu para ficar com ele. Não queria ficar sozinho pensando em como o irmão estaria chorando ou triste. 

 

 Havia pego a camisa dele, e agora estava vestida com ela. Ele sorri abrindo os braços. Andei até ele, ficando no meio das suas pernas e o abraçando. Ajeita seu rosto em meu peito e abraça minhas pernas. Beijei sua cabeça, fazendo um leve cafuné em seus fios dourados. 


 

- Obrigada por ter falado aquilo. Alec geralmente não nos deixa se meter. Mas como em você ele não manda - Ri concordando. - Eu posso dormir abraçado a você ? 


 

- Pode. 


 

- Não vai se sentir desconfortável? 


 

- Se eu sentir, pode deixar que me mexo e peço para você mudar de posição. 


 

- Ui, posição - Ele fala levantando a cabeça e me olhando enquanto balançava as sobrancelhas sugestivamente. Ri beijando sua testa - Obrigada por ficar. 


 

- Já era meu plano - Falo me separando dele e indo deitar com cuidado. 


 

- Como? - Ele desliga as luzes e deitou atrás de mim


 

- Falei, de nada - Me ajeito melhor. Ele passa um braço pela minha cintura e a outra embaixo do meu pescoço. Me puxa para mais perto de si, me abraçando forte e deixando o rosto encostado em meu pescoço. 


 

 Sorri me sentindo bem naquele abraço. Ele se aproxima ainda mais. 

 

- Robert irá mesmo por Alec no exército? 

 

- Se isso acontecer, irei junto com ele. Não deixarei meu irmão sozinho. - Concordo, acariciando sua mão.

 

  Era algo bonito, mas me deixou triste pelo fato de não poder ter Jace ao meu lado por um bom tempo. Suspirei. Torceremos para que isso não acontecer então. 


 

- Te amo Clary. - Sinto um beijo em minha nuca. 


 

- Também te amo Jace. 




 

POV Daniel 


 

-  Hoje tinha chegado em casa, e escutei minha mãe chorando. Perguntei o que tinha acontecido, ela não conseguiu nem me responder. - Falei comendo o sanduíche que tinha feito - Fiquei abraçado a ela até ela parar. Mas mesmo depois de mais calma, ela apenas sorriu e subiu para o quarto. 


 

- E? - Cam fala também comendo um sanduíche. 


 

- Ela nunca me esconde nada. Além do olhar dela estar bem longe quando sorriu para mim. Tentei perguntar para o pai, mas ele disse que não era ele que podia me dizer. Depois disso eu tive que vir para cá trabalhar. Mas ainda sinto que tem algo errado acontecendo, algo bem sério. 


 

- Escuta amigo, quando é notícia ruim ela chega rápido. Então apenas espere. O que tu podia fazer tu fez. Relaxa. 


 

- Não tem como. - Falei largando o sanduíche de lado, o qual Cam prontamente pegou para si


 

- Nem uma Luce de chiquinhas? - Ele diz de boca cheia. 


 

- Nem uma Luce de  . . . - Me viro rápido. Ela tinha chegado e estava com duas lindas chiquinhas de cada lado. Sorri, ela me vê e acena, a respondi. - Tá bom, isso me relaxou . 


 

- É hoje que vai convidar ela para sair? 


 

- Eu não sei, eu deveria? - Cam olha o relógio. Olhei o meu, estava acabando o horário do lanche. 


 

- Porque não? Qualquer coisa, são apenas dois amigos saindo. 


 

- Se eu ver que tem chance dela gostar de mim também, eu a chamo. 


 

- Promete? - Ele me estende o dedo mindinho


 

- Prometo! 

 

[...]


 

Hoje estava movimentado. E ainda tinha chego mais sabores de sorvete, além de potes e complementos para o preparo do doce. 


 

 Então não tive tempo de conversar com Luce. Estava ficando com abstinência dela , ri do meu desespero. 

 

- Descanso de cinco minutos - Marcelo diz batendo em meu ombro. Deitei em um banco que estava ali, perto do depósito. Pus o braço em cima dos olhos.  Estava cantando uma música que ficou na minha cabeça a semana inteira. 



 

- Gosta de cantar? - Sorri, pois tinha sentido seu perfume antes de sua voz. Tirei o braço a vendo sentada do meu lado com o rosto acima do meu, seus olhos brilhando e um sorriso carinhoso. Estiquei a mão e acariciei sua bochecha. 


 

- Você ficou linda hoje também. - As pontas das suas orelhas ficaram vermelhas. 


 

- Você não me respondeu - Ela tenta desviar o olhar. Tirei minha mão. 


 

- Gosto de cantar, saber é outra coisa. - Ri e ela me acompanhou. 


 

- Se eu te convidar para ir em um karaokê, você aceitaria? - Prendi a respiração. Estava acontecendo! - Sei que posso não ser uma companhia muito agitada ou engraçada mas . . . 


 

- Sim! - Falo segurando sua mão e me sentando. 


 

- Olha, não precisava concordar que eu sou desse jeito . . 


 

- Não ! - Digo rindo - O sim foi para a pergunta se eu quero ir. Sim quero ir ao karaokê com você. 


 

- Ah - Suas bochechas ficam vermelhas e ela não parava de sorrir - Então, depois do serviço eu te espero para irmos. 


 

- Estarei de prontidão a esperando. - Sorri meu coração estava acelerado, tinha até esquecido de largar a mão da sua. - E não fale mais assim de você mesma, sua personalidade é super legal, eu gosto pelo menos. - Coço a nuca olhando para baixo. 


 

- Ok - Ela riu se levantando, larguei sua mão. - Fica combinado, hoje depois do serviço. 


 

 Concordo. Ela sai e a vi apertando o avental, suas orelhas ainda vermelhas.


 

 Eu tinha uma chance!! 


 

[...]

 

 Pedi para Clary me trazer alguma roupa, mas havia esquecido que ela não podia dirigir. Mas pelo visto isso não foi problema para a curiosa e fofoqueira que ela é, e ter um novo namorado disponível para ela 24 horas ajudava isso. 


 

- Trouxe a roupinha que pediu. Aonde vocês vão? Precisa que eu leve vocês? É um encontro?  - Peguei a sacola negando. 


 

- Clary, por favor, deixa o menino. - Jace fala pondo a mão em meu ombro, quase ia agradecer - Mas e aí, quem convidou? Vai só vocês dois? Quem é a escolhida? 


 

- Jesus, que casal de fofoqueiros. Não irei responder nenhuma pergunta. Obrigada pelas roupas. 


 

- Seu irmão brigou comigo 


 

- Pronto meu anjinho loiro, eu irei brigar com ele depois. 


 

 Revirei os olhos deixando eles para trás e voltando para o estoque. 


 

[...]


 

 Eu estava prestes a morrer. 

 

 Sim eu sabia que ela tinha me convidado, e apenas a mim, mas comprovar isso me deixou nervoso. Andávamos lado a lado, conversando coisas engraçadas que tinham acontecido hoje. 


 

 A puxei para mais perto quando ela não viu uma bicicleta vindo em nossa direção. Ia soltar seu braço, mas ela segurou minha mão e me fez a deixar em sua cintura. Ela olhava para frente mas até seu nariz estava vermelho. A abracei e continuamos andando assim. 


 

 Tapei meu rosto olhando para cima, eu ia morrer. Ela estava só faltando colocar na minha cara que era para eu investir. 


 

 Ou ela estava confundindo achando que isso ainda era normal entre amigos? Pensamentos demais começaram a arranhar minhas confianças. 


 

- Chegamos - Luce diz animada, segurou minha mão entrelaçando nossos dedos e me levando para dentro. 


 

 Entramos em uma salinha, não muito grande, tinha sofás e uma mesinha no centro. Na parede havia uma tela imensa e na nossa frente alguns microfones. 


 

- Poderia nos trazer uma porção de batata frita? Uma pequena. - A moça que nos guiou concordou fechando a porta. - E então, comemos um pouco, ou ja começamos com as músicas? 


 

- O que você preferir. - Aqueles pensamentos ruins estavam me deixando com paranoias, eu tinha tanta certeza, mas será que eu deveria ter tanta assim? 


 

 Luce pegou o controle e pôs em uma música me alcançando o microfone. Reconheci a batida rindo. Era a música que eu estava cantando a semana inteira, ela não era muito feliz. 


{Arcade - Duncan Laurence}

Um coração partido é tudo o que resta

Ainda estou consertando todas as rachaduras

Perdeu algumas peças quando

Eu carreguei, carreguei, carreguei para casa

 

Tenho medo de tudo que sou

Minha mente parece uma terra estrangeira

Silêncio tocando dentro da minha cabeça

Por favor, me carregue, me carregue, me carregue para casa

 

Eu gastei todo o amor que salvei

Sempre fomos um jogo perdido

Menino de cidade pequena em um grande fliperama

Eu fiquei viciado em um jogo perdido

 

Oh-oh-oh-oh, oh-oh-oh-oh

Tudo que eu sei, tudo que eu sei

Amar você é um jogo perdido

 

Quantos centavos há na abertura?

Desistir de nós não demorou muito

Eu vi o final quando começou

Ainda carrego, carrego, continuo carregando

 

(2x)Oh-oh-oh-oh, oh-oh-oh-oh

Tudo que eu sei, tudo que eu sei

Amar você é um jogo perdido



 

Eu não preciso de seus jogos, fim de jogo

Me tire dessa montanha-russa

 

(2x) Oh-oh-oh-oh, oh-oh-oh-oh

Tudo que eu sei, tudo que eu sei

Amar você é um jogo perdido





 

- Ai não sei cantar - Luce diz brava me imitando - A moça das fritas chegou, Luce agradeceu e a botou em cima da mesinha. 


 

- Eu nunca disse que não sabia. Vai da audição de cada um achar que minha voz é boa. 

 

 Ela pôs sal na batata e escolheu outra música, peguei algumas batatas também. 


 

“Say you Love Me - Jessie Ware”

 

Diga que me ama na minha cara

Eu preciso disso, mais do que do seu abraço

Só diga que me quer, isso é o bastante

Meu coração está se despedaçando pelos seus erros

 

Pois eu não quero me apaixonar

Se você não quiser tentar

Mas tudo no que consigo pensar

É na possibilidade de você querer

Querido, parece que estamos ficando sem palavras

E o amor está flutuando para longe

 

Só diga que me ama, apenas por hoje

E não me dê seu tempo, pois não é a mesma coisa

Quero sentir as chamas queimando quando diz meu nome

Quero sentir a paixão percorrendo meus ossos

Como o sangue em minhas veias

 

Pois eu não quero me apaixonar

Se você não quiser tentar

Mas tudo no que consigo pensar

É na possibilidade de você querer

Querido, parece que estamos ficando sem palavras

E o amor está flutuando para longe

 

Por que você não fica?

Por que você não fica?

Lentamente, lentamente você me desvenda

Mas você realmente me conhece?

Alguém me disse que o amor controla tudo

Mas só se você souber

 

Pois eu não quero me apaixonar (não não não não)

Se você não quiser tentar (apenas tente, algumas vezes)

Mas tudo no que consigo pensar (eu só penso)

É na possibilidade de você querer (você pode querer)

 

Pois eu não quero me apaixonar

Se você não quiser tentar

Mas tudo no que consigo pensar

É na possibilidade de você querer

Querido, parece que estamos ficando sem palavras

E o amor está flutuando para longe

Por que você não fica?

Por que você não fica?

 

 A batata que eu tinha pego estava ainda na minha mão, eu queria chorar. Ela era incrível, não conhecia nem metade do que poderia ser Lucinda Price. Eu estava ainda mais apaixonado, e queria me aprofundar e conhecer ainda mais a mulher ao meu lado. 


 

 Meu coração queria pensar que havia sido uma confissão, mas os pensamentos ruins estavam conseguindo desfazer qualquer sinal de esperança. 


 

 Sorri comendo a batata. 


 

- Você também não canta mal - Digo olhando para batata. Sinto ela sentar mais perto. 


 

- Geralmente se elogia a pessoa olhando para ela. - Seu rosto aparece na minha frente, ri - Porque a não ser que a batata tivesse cantado, ela não merece esse elogio.


 

- Algum motivo por trás dessa música? - Digo virando meu rosto para ficar frente com seu, ela pisca surpresa. 


 

- Talvez? O que você acha? - Ela se aproxima. 


 

- Que deveríamos cantar outra música. - Falei desviando o olhar, vejo ela suspirar. Ela escolhe outra música e me entrega o microfone ficando com um também. - Vai ser dueto?  - Ela vira meu rosto para a tela. Ela estava brava, ri baixinho. 


 

[Close - Nick Jonas(part Tove Lo) ]


 

Oh caramba, oh caramba, oh caramba

Estou tão perplexo com apenas um suspiro, estou preso

 

Oh caramba, oh caramba, oh caramba

Estou tão perplexo com isso, é quase chocante

 

Eu sei, eu sei que você sabe que está com medo

Seu coração, sua mente, sua alma, seu corpo

 

Eles não serão, não serão, não serão cuidadosos

Mas acho que você não me conhece

 

Porque se eu te quero, eu te quero, amor

Não vou recuar, não vou pedir espaço

 

Porque espaço é apenas uma palavra

Inventada por alguém que tinha medo de ficar muito

 

Perto, ooh

Oh, muito perto, ooh

Eu quero você perto, ooh

Porque espaço é apenas uma palavra

Inventada por alguém que tinha medo de ficar

Perto, ooh

Oh, muito perto, ooh

Eu quero você perto, ooh

Oh, eu quero você perto, e perto não é perto suficiente, não

 

 A letra mudou de cor, sabia que era a vez de Luce. Sinto sua mão em meu rosto, ela o vira fazendo com que a encare. 

 

Oh cara, oh cara, não sou conhecida

Por ficar sem o que falar (é, é)

 

Mas agora, mas agora, de alguma forma

Minhas palavras saem da minha língua direto para os seus lábios

 

Estou mantendo a calma enquanto você continua sorrindo

Dizendo tudo o que eu estou pensando (oh, querido

 

Oh cara, oh cara, eu sou como você

Então vou provar do que você está sentindo

 

Porque se eu te quero, eu te quero, amor

Não vou recuar (recuar), não vou pedir espaço

Porque espaço é apenas uma palavra

Inventada por alguém que tinha medo de ficar muito




 

Luce segura meu rosto e aproxima o seu, cantava olhando em meus olhos. Eu sabia que era para mim aquelas palavras. Larguei meu microfone e me aproximei, a acompanhando. Ela encostou nossas testas e continuou a cantar, segurando minha nuca. 


 

Porque se eu te quero, eu te quero, amor

Não vou recuar, não vou pedir espaço

Porque espaço é apenas uma palavra

Inventada por alguém que tinha medo de ficar muito

Perto!

 

Perto, ooh (perto, querido)

Oh, muito perto, ooh

Eu quero você perto (é), ooh (querido)

Porque espaço é apenas uma palavra

Inventada por alguém que tinha medo de ficar

Perto, ooh (então chegue perto, querido)

Oh, muito perto, ooh (agora, amor, oh)

Eu quero você perto, ooh (agora me diga)

Oh, eu quero você perto e perto não é perto suficiente, não

 

Sim, amor

Me diga, amor, o que você quer, (perto, ooh)

Oh, eu quero você perto e perto não é perto suficiente, não



 

Sua respiração estava rápida e nervosa. Eu não estava nem um pouco diferente. Luce tinha os olhos brilhando em expectativa, acariciei suas bochechas. 

 

 Eu sabia que ela estava me dizendo com as músicas que escolheu, mas novamente o fato de Luce querer algo romântico comigo, era impossível. 

 

 Virei o rosto para a tela, deixando de tocar seu rosto, peguei o controle tentando achar outra música. 


 

- Então essa é a resposta. Fui rejeitada. - Ouço ela dizer baixo. 


 

- Você não me ama desse jeito Luce - Digo clicando na música. 


 

- Quem é você para saber meus sentimentos ou não?! - Suspirei, ela estava brava


 

- Você apenas está confundindo, você não gosta de mim do jeito romântico. Você gosta de mim como amigo. 


 

- Daniel seu cabeça de . . .vento - Ela fala após pensar em algum xingamento, mas falhou em achar algo decente. - Eu sei o que é amor, não pedi que me ensinasse novamente, pedi que me lembrasse e me fizesse acreditar que ele ainda existe, que eu apenas escolhi a pessoa errada. 


 

- Luce . . .


 

- Se eu gostasse de você como amigo eu não iria ficar brava por ter pessoas dando em cima de ti. Eu não iria ficar com ciúmes de alguém que conseguiu te fazer rir. Eu não iria querer que me abraçasse toda hora. Não ia sentir meu coração batendo rápido toda vez que me toca, me elogia ou apenas sorri para mim.  Você me mostrou todos os amores que podemos sentir, e eu sei que o que eu sinto por você é o amor romântico. 


 

- Luce eu . . . 


 

- Mas está tudo bem se não corresponder ao meu sentimento - Vejo ela limpar o rosto rapidamente. Luce estava chorando - Eu não quero que se obrigue a isso. Mas não venha querer rotular o que eu sinto de forma errada. Eu te amo e nada irá mudar esse fato. Vai ser difícil superar um amor que me fez sentir tão bem depois de anos . . .  - Me aproximei a abraçando apertado. - Você não está colaborando Daniel. 


 

- Diz aquilo de novo - Eu já não sabia se era meu coração ou o de Luce que estava batendo tão rápido. Eu estava quase desmaiando de emoção. Ela suspira 


 

- Eu não sou uma criança , sei diferenciar o que sinto . . .


 

- Não - Digo me afastando e colando nossas testas - A parte que me ama. - Suas bochechas ficam vermelhas. Luce respira fundo, segura meu rosto entre suas mãos. 


 

- Eu te amo Daniel. Como amigo e como meu parceiro também. Quero que fique do meu lado até ficarmos velhos e não lembrarmos mais um da cara do outro. 


 

- Mas é impossível . . . 


 

- Então porque fez eu repetir  - Ela me larga e tenta se afastar, seus olhos novamente cheio de lágrimas. A trouxe de volta para mim - Acha engraçado tudo isso . . 

 

 Segurei seu rosto entre minhas mãos e lhe dei um selinho demorado. Eu não tinha experiência, esse era o máximo que eu podia fazer no momento. 


 

- É impossível, porque nunca esquecerei o rosto do meu primeiro amor. - Ela pisca, e começa a chorar sorrindo. Sorri junto, sequei suas lágrimas. Ela se esquiva e me abraçou escondendo o rosto em meu peito. - Desculpe não ter acreditado em você. Pode não parecer, mas sou bem inseguro às vezes. Mesmo que eu tenha certeza, a insegurança ganha espaço e a certeza que eu tinha já não existe mais. 


 

- Eu sei como é. Mas um idiota loiro ai, me ensinou a acreditar em mim mesma e nos outros também.  - Ela se afasta sorrindo


 

- Ele deve ser  bem inteligente e bonito - Sequei mais uma lágrima do seu rosto. 


 

- Não é não. Mas fazer o que, ele é carismático - Ri, ela esticou a mão e secou minha bochecha. - Acabei me apaixonando por ele em todos os sentidos, não há uma parte dele que eu não goste. 


 

- Mesmo ele não sabendo nada de nada - Digo rindo sentindo minhas bochechas ficarem quentes, ela abre a boca em um “O” , e depois ri baixinho me dando um selinho


 

- Não se preocupe, eu te ensino. 


 

[...]


 

 Ainda sentia como se quisesse me enfiar em um buraco. 


 

- Para com isso - Luce diz me puxando pela mão e rindo - É normal bater o dente na primeira vez. 


 

- Me deixa para trás, eu quero morrer de vergonha sozinho - Digo tapando o rosto com o braço. - O barulho, a dor - Me agachei no chão, no meio da calçada.  


 

- Daniel ! - Ela diz rindo. - Vamos, perfeição vem com prática, é apenas treinar. Ou você não quer mais me beijar? - Olho descrente para ela. 


 

- Como pode pensar algo assim. É claro que eu quero continuar te beijando - Ela sorri, escondo o rosto novamente. - Se prometer levantar, eu vou para serviço com um cabelo diferente. - Me levanto


 

- Que tipo de cabelo? Amarrado? Solto? Trançado? 


 

- Hmm não sei , o que sugere? 

 

[...]


 

- Prontinho, chegou segura a sua casa - Ela sorri e me abraça. A apertei em meus braços  - Só para constar, estamos saindo? 


 

- Hm!
 

 

- Porque ambos gostamos um do outro


 

- Hm!


 

-  E irei comprar as alianças de casamento amanhã


 

- Hm . .. Quê!? - Ela se separa me olhando surpresa. Ri e beijei sua testa. 


 

- Passo aqui para irmos à escola amanhã. Obrigada por ter se confessado para mim. Talvez eu nunca tivesse tido a coragem de fazer isso e teria vivido minha vida triste e sozinho 


 

- Idiota - Ela ri me batendo no ombro. - Eu sei que poderia ter sido mais romântico ou mais elaborado, mas só conseguia pensar que eu queria te dizer como eu me sentia. 


 

- Tá brincando? Senti meu coração saindo pela garganta quando você começou a dizer seus sentimentos. 


 

- Para eu saber se você realmente gosta de mim, me diz cinco coisas que gosta em mim. 


 

- O tom calmo da sua voz quando conversa comigo; o brilho em seus olhos quando está falando animada de algo que viu ou leu; o som do seu espirro que parece o mesmo som de um esquilinho; o quão boa você é nas coisas que se concentra em fazer; o jeito que você sempre diminui o ritmo quando percebe que a pessoa do seu lado não anda tão rápido quanto você; A textura de seu belo cabelo; A delicadeza com que toca meu rosto; A cara que faz quando está lendo alguma cena indecente; O jeito que você provavelmente imita as feições do personagem; O seu bom dia todos os dias que vamos a escola; As suas playlists que você escuta na ida e na volta da escola; Que quando você sorri de verdade, aparece seu dentinho torto na fileira de baixo, e isso é adorável; Ah e não posso esquecer o jeito que fica manhosa assim que acorda ou até mesmo quando fica brava e . . . 


 

- Ok eu entendi - Ela tapou minha boca com as duas mãos, olhando para baixo, suas orelhas vermelhas. - Boa noite, e até amanhã. 


 

 Ela me solta e entra no pequeno portão da cerca de sua casa


 

- Luce! - Ela parou, me olhando - Me dá um beijo de boa noite? - Ela sorri olhando para o chão e volta desse jeito. Tiro o cabelo de seus olhos, com a outra mão a boto em sua cintura a puxando para perto do portão. 


 

 Ela aproximou nossos lábios. Eu apenas ia dar um selinho, pois não queria passar vergonha novamente. Mas ela se aprofundou para um beijo mais demorado. Seus lábios estavam quentes. Nos separamos. 


 

- Esse é mais fácil - Digo ainda de olhos fechados. 


 

- Nem sempre precisa ser de língua para ser um bom beijo. - Ela se aproxima e me dá um selinho. - Boa noite, e até amanhã


 

- Boa noite. - A soltei devagar, e ela foi de costas em direção a porta. Até que ela abriu e com a mão mandou eu ir andando. Sorri lhe dando um tchauzinho. 


 

 Esperei passar duas quadras da sua casa, e me agachei no chão novamente. E simplesmente chorei  e ri também, se tivesse alguém passando provavelmente acharia que eu era doido. 


 

 Mas eu estava feliz, incrivelmente feliz. E poucas coisas iriam me deixar ainda mais feliz. 


 

[...]


 

- Como? Kelsey está grávida? 

 


Notas Finais


Link playlist : https://open.spotify.com/playlist/2xBFJ10KCxcmnmBo2Fc8Bs?si=DCYVnNXoTBu1KQZdMt1pTg


Link roupa Clary: https://pin.it/3RF2uQ4



Espero que tenham gostado
Estou ficando sem ideias para declarações, so nesse universo que criei ja foram 10 declarações eu acho, com essas duas agora 12, e tera mais o especial apenas Malec e Sizzy
Eu estou ficando sem ideias originais kkkkk daqui a pouco eu copio de mim mesma

Enfim, feliz aniversario thais
Era um presente para ela, mas espero que todos tenham gostado e se divertido em ler
Beijos e até o proximo
Fiquem bem


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