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História Au Cours des Anées (Miraculous) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Parte doiiis
MDS, tá muito grande, vou tentar deixar só três partes dela, mas talvez tenhamos uma quarta

Capítulo 2 - Nalla, do Egito Antigo 2.0


Fanfic / Fanfiction Au Cours des Anées (Miraculous) - Capítulo 2 - Nalla, do Egito Antigo 2.0

A mão da Joaninha passou pelo papiro, olhando a imagem da ladybug do Egito.

— E depois? — Marinette questionou, olhando em volta da sala cheia de adornos e decorações, era uma sala grande, e bem decorada. Em volta, ela podia ver trajes de Ladybugs, objetos das mais várias épocas, entre eles, uma espada de samurai, uma tiara de princesa francesa, armaduras da Grécia antiga, um livro do Frankenstein entre outros.

— Quer saber o resto da história da Nalla? — Uma voz feminina, suave e doce questionou a Marinette.

— Sim, ela ainda não derrotou o Tutancâmon, quero saber como ela fez isso. — Lhe respondeu, acariciando mais  uma vez, o papiro e o bracelete pertencentes a Ladybug do Egito.

— Ah, minha cara, destronar e matar o Tutancâmon não foram as únicas coisas que a Nalla fez, a história dela é muito grande, mas venha, vou te guiar nesse caminho. 


Nalla, do Egito Antigo ( parte 2)



 — Hathor… — Nalla chamou, enquanto olhava os escravos trabalharem. Ela sentia seu corpo se mover ansioso e temeroso pelo o que estava prestes a revelar. 

1 ano desde que Tutancâmon tentou fazer o sacrifício, um ano que os dois se conheceram, e 2 meses que estavam se deitando juntos e trocando carícias.

— Diga. —

— Tenho novidades… — Ela passou a mão pela barriga e em seguida olhou para ele, temendo a resposta que viria.

Hathor a olhou, olhando para a barriga um tanto quanto assustado e nervoso.

— Isso é sério? — Perguntou, com o tom de voz mais fino, como se realmente estivesse assustado, ou emocionado. 

— É sim… e-eu tentei evitar, eu juro para você. — O homem nada respondeu, apenas respirou fundo e olhou para os escravos novamente. — Hathor, e-eu..

— Depois conversamos, estamos em local público, se descobrirem isso vão querer te matar por ter engravidado fora do casamento. — Pronunciou em tom sério, fazendo ela engolir o seco. 

O resto do dia foi complicado para Nalla, os enjôos a incomodavam, assim como as ânsias de vômito. Não teria jeito, teria que tirar aquela criança, se Hathor não a pedisse em casamento, seria o fim de sua vida e da criança.

— Entre. — Ele disse, abrindo a porta de seus aposentos. 

— Não se preocupe, eu vou tirar, eu já achei as ervas que as outras mulheres tomam para perder a criança e eu...

— Você não vai tirar o meu filho, Nalla, acha mesmo que não vou te pedir em casamento e legitimar o meu filho? 

— Mas, e o Tutancâmon, e a sua família? Eu sou uma serva, não vão aceitar nossa união, sabe disso.

— Não, você não é mais uma serva, eu já pensei em tudo, e sobre o Tutancâmon. — Ele esticou a mão. — Me dê o miraculous.

— No que exatamente você pensou?

— A um tempo atrás, uma famosa amiga dos meus pais tiveram uma filha chamada Nara, mas eles se mudaram e foram embora, a um mês eu recebi a notícias que faleceram, mas contei aos meus pais que apenas a filha sobreviveu, quero que se passe por ela, vou te apresentar a eles como Nara, nos casaremos teremos o nosso filho que será um grande guerreiro, e sobre Tutacamon, sabe que não vai mais poder lutar contra ele. 

Ela respirou fundo.

— Sim, eu sei, meu dever vai ser com você e com o bebê após isso, mas, vou sentir falta da Tikki. — Ela disse suspirando, com a Kwami a olhando triste.

— Mas… Nalla, não precisa deixar de ser a Ladybug porque vai casar! — Ela protestou.

— Eu tô grávida, se o Hathor que o bebê, não posso perde-lo, e é meu dever como mulher criar o meu filho, assim como o dele é lutar.

— Não! Não é assim! Tem que ser igual, vocês dois lutam e vocês dois cuidam do bebê, que é a dificuldade! — Protestou chorando. Nalla sorriu triste para a kawami.

— Eu não sei como são as coisas no mundo dos kwamis, mas aqui funciona assim. — Dei um beijinho na cabeça da Kawami. 

— Não se preocupe Tikki, vou dar um jeitinho de vocês duas se verem. — O homem pronunciou. A Kwami acenou um sim com a cabeça, de modo triste.

— Tikki, eu renuncio a você. — Ela disse, retirando os miraculous. 

— Não se preocupe. — Ele beijou o topo da cabeça dela. — Você lutou muito bem, se igualou a mim, e olha que eu passei a vida lutando. — Abraçou ela por trás, e esticou a mão para pegar o miraculous, que ela delicadamente colocou na mão dele. 

— É uma pena, eu queria derrotar o Tutancâmon, mas eu preciso cuidar da vida dentro de mim agora. — Passou a mão na barriga, sentindo a mão grande dele repousar em cima do dela, em um carinho.

— Vem, vamos deitar, você precisa repousar e ficar mais quieta agora, e vou buscar comida, não se preocupe, vai comer só coisa boa pra esse bebê nascer forte. — Ela riu 

— Obrigada. — Se virou, beijando ele. 

Se deitaram na cama, e ele a abraçou e acariciou os cabelos dela, até que ela dormisse tranquilamente sobre o colo dele. 

— Hey… — Ele se abaixou, colocando a cabeça sobre a barriga dela. — Daí de dentro, eu sei que você é um menino, o meu filho varão. — Acariciou a barriga dela. — Você não sabe como eu estou feliz, espero que você nasça forte e saudável, pra eu poder te conhecer e brincar a vontade com você, te ensinar tudo o que eu sei, e te transformar em um guerreiro maravilhoso, assim como eu e sua mãe, você não vai ver ela lutar, mas saiba, que ela é tão forte como um homem, e mais corajosa que um, puxe a coragem dela. 


[...]



— AAAAAAAH-! — Nalla gritava, estava sozinha em casa, e o bebê deu de nascer, quando as empregadas saíram para fazerem compras. Ela nem consegui fazer orações para as deusas e pedir proteção, de tão rápido que estava sendo.

— E-eu não quero morrer… por favor… AAAAAAH — Ela continuou, se deitando na cama e abrindo as pernas, olhou em volta, vendo um facão e o pegou. — O-ok, bebê so-somos, AAAAAAAAAAH — Jogou a cabeça para trás, empurrando o bebê. — So-mos só nos dois, Ma-mas AAÁAAAAAAAAAAH e-eu vou fazer meu me-melhor pra você AAAAAAAAAAAAAAAAAHH 

E, quando ela sentiu que estava a beira da morte de tamanha dor, seu corpo fez uma pressão, e o bebê saiu, caindo na cama onde ela estava. Ela se jogou para trás, respirando profundamente, enquanto retomava o fôlego, e sentia a consciência lhe voltar a cabeça. 

— Senhora! — Uma das empregadas chegou no local, vendo a bagunça. Ela e Hathor se casaram e tudo estava indo bem. Ao contrário dos outros homens, Hathor nunca bateu nela, a forçou a tee relações com ele ou outras coisas, a única exigência foi que ela deixasse de ser ladybug e se dedicasse a gravidez e depois ao bebê. 

Tinham 2 escravos em casa e 3 empregadas, e sendo assim, Nalla não precisava mais fazer limpeza ou comida, apenas supervisionava as refeições, e costurava o enxoval do bebê. 

— Oh, meu Deus, senhora Nara! — A mulher se aproximou, enquanto o bebê chorava. Nalla estava pálida e fraca, mal conseguindo erguer o corpo para frete para ver a criança, embora escutasse o choro dela. Será que era um menino como o Hathor queria? Ela esperava que sim, seria ótimo se tivesse dado a ele um filho homem. — O, garotinho. — A mulher pegou uma manta, cobrindo o bebê. — Me dê o facão, senhora, preciso cortar o cordão. — Nalla abriu a mão deixando a mulher pegar o facão e cortar o cordão umbilical.

— Menino? — Questionou, de modo fraco.

A empregada lhe sorriu, se levantando com a criança a cobrindo. 

— Sim senhora, é um menino grande e sem nenhuma deformidade. — Anunciou, fazendo o coração de Nalla se acalmar. A mulher se virou com o bebê no colo, mostrando à mãe o rostinho dele. Nalla sabia que não poderia pegá-lo, o pai geralmente era o primeiro. Nas famílias ricas, as empregadas faziam o parto, e davam a criança ao pai, para ele decidir o nome e decidir se o bebê continuaria vivo. Era normal os pais verem filhos com deformidade e os matarem, ou até mesmo algumas meninas. 

Em famílias pobres não tinha isso, se a mãe desse a luz sozinha, ela tinha que pegar o bebê e cuidar, já que não tinha empregadas. 

— Vou banhá-lo e mandar anunciar ao seu sogro que o deu um neto, Hathor chega em uma hora, senhora. — Ela disse, saindo com o bebê pela casa. 

Outra empregada chegou, ajudando Nalla a se limpar devidamente, retiranando a placenta e trocando a roupa de cama. 

— Aqui, senhora. — Terminou de arrumar a cama, e Nalla se deitou. 

— Me traga comida? Estou fraca ainda, e peça para deixarem o meu filho no berço aqui no meu quarto, próximo a mim. — 

— Sim senhora. — 

Quando Hathor chegou, o bebê estava em um bercinho ao lado de Nalla, essa que acariciava a bochecha do filho, falando alguma coisa para ele enquanto chorava.

— Nalla. — Chamou, vendo ela o olhar. Ele sorria encarando o bercinho. 

— Marido.. — Respondeu, se levantando e se sentando na cama. Ela sorriu pra ele quando o viu se aproximar do berço e pegar o bebê que estava todo embrulhado — Seu filho precisa de um nome. — Pronunciou sorrindo.

— É um menino? — Ela acenou um sim, sorrindo. Ele se sentou na cama ao lado de Nalla, com o bebê no colo, chorando de alegria. — Obrigado..— Beijou o topo da cabeça dela. 

— Vamos, de um nome a ele, ele ainda precisa mamar, ele deve estar faminto. 



[...]


— Precisa de mim! — Ela disse brava, olhando para o moreno. 

— Nalla, não! 

— Nalla sim! Você tomou uma surra do Tutancâmon! Somos uma dupla! E eu amo lutar, é injusto tirar isso de mim! 

— Você concordou quando renunciou a Tikki! 

— Eu concordei porque sei que meu dever como mulher é cuidar da casa, mas talvez eu não queira cuidar da casa! Eu estou trancada aqui desde que fiquei grávida, o nosso filho não mama mais, está grande e saudável, e eu tenho tempo para ir lutar com você! 

— Nalla, ele precisa de você, e outra, você é casada!

— E? Droga Hathor, eu achei que você não era um desgracado como os outros! O que custa me deixar sair pra lutar 2 vezes por semana com você? 

Ele não respondeu, apenas suspirou.

— Sabe que precisa de mim, sabe que mesmo eu sendo mulher eu luto melhor do que você! Sabe porque? Porque não é a sua rola que define se você luta bem ou não! — 

— Chega Nalla! Eu nunca disse que você não lutava bem! Eu te dei o miraculous e sempre agradeçi por ser uma boa lutadora, você é forte, corajosa e determinada, e eu nunca neguei isso, mas temos um filho agora, ele precisa que cuide dele! 

Ela bufou, irritada e saiu andando.


[....]


— Senhor! — A serva disse, ao ver ele chegar em casa todo roxo e machucado. 

Nalla estava com o filho de 8 meses no colo, o ninando. Tutancâmon tinha feito 19 anos e Hathor aproveitou a festa para tentar matá-lo como Chat Noir, aparentemente tinha dado errado. 

— Peguem água quente e panos para o meu marido. — Nalla disse para as empregadas, que rapidamente obedeceram. — Hathor? — Se aproximou dele, preocupada. — Não conseguiu novamente, não foi?  

— É, eu não consigo sozinho. — Bufou irritado. — Vem cá, Khalid — Chamou o filho e o pegou no colo ( pronúncia: Karalidi) abraçando o filho em seguida. 

— Então… — Ele suspirou.

— Preciso de você como minha parceira de novo. — Nalla sorriu 

— Eu disse, não disse? 

— Disse, desculpa… ah, desculpa, é que eu cresci ouvindo que nenhuma mulher era capaz de lutar, você me provou o contrário, mas mesmo assim eu quis resolver tudo sozinho porque ver você me superar féria meu ego, mesmo que eu te ame. — Nalla o olhou, um tanto quanto pensativa.

— Talvez, a Tikki esteja certa. Eu sou mulher e tenho a capacidade de gerar vidas, e vocês homens a de nós engravidar, mas… talvez seja só isso, eu só sou melhor que você porque eu treinei todas as noites para vingar a minha mãe, enquanto você bebia e comia banquetes. 

— A partir de hoje… vamos treinar juntos. — Ele segurou a mão dela. — Vamos cuidar do nosso filho e dos que virem futuramente juntos.

— Jura?

— Juro, você vai ter sua vingança. — Sorriu para ela, recebendo um selinho em resposta. 


[...]


E ela voltou com tudo. Ao redor da Joaninha, estavam exatos 50 guardas derrotados, caídos no chão mortos. A menina de 18 anos ofegava, controlando a respiração. 

— Pronta? — Hathor a questionou, se aproximando dela. 

— Pronta. —

Eles viraram noites pensando em planos para deter o faraó, e a solução mais viável, era o matar na calada da noite. Já tinham acabado com os guardas dos corredores do palácio por onde passaram, andavam basicamente na ponta dos pés, tomando cuidado para não chamar atenção.

Deveria ser rápido, silencioso e misterioso, para que as pessoas achassem que o faraó apenas morreu enquanto dormia.

Hathor fazia isso por vingança também. O rei abusou de uma de suas irmãs, e tentou o mesmo com Nalla antes dela lhe contar da gravidez. Imagina se ele tivesse conseguido? Nalla poderia até ter perdido o bebê. 

Já Nalla, ia vingar o povo que passava fome e iria vingar sua mãe. Seria melhor se Ramsés assumisse o governo do Egito. 

— Chat Noir, não se esqueça do plano, ok? 

— Ok. —



Com Marinette



— Então… o Tutancâmon não morreu misteriosamente como diziam. —

— Você aprenderá, que muita coisa dos livros de histórias estão erradas, grandes coisas foram feitas por várias ladybugs, mas elas eram mulheres, tiveram seus créditos retirados de si. — A voz lhe respondeu.

— Uau… todas as Ladybugs fizeram coisas importantes para o mundo?

— Nem todas, mas a Nalla e uma outra ladybug foram muito importantes, e se eu te dissesse que a Ladybug mais inteligente foi uma Francesa?

— Joana Darc? — Supôs.

— Não. — A voz riu meiga. — Ela foi muito corajosa, mas a Ladybug mais inteligente e francesa, teve seus créditos retirados se si e na verdade, foi dada como a vilã, mas isso é história para depois, vamos ver como a Nalla matou o Tutancâmon...





Notas Finais


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