História AUEN... Agora Um Mago Poderoso Em Um Mundo fantástico! - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Aventura, Comedia, Fantasia, Isekai, Luta, Medieval, Novo Mundo
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Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shounen, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa parte realmente foi difícil...

Capítulo 2 - Okay, Realmente Estamos Longe de Casa


Pouco tempo depois, Emília conseguiu enxergar ao longe luzes que pareciam de fogueira. Pequenos pontinhos de luz de fogo, como postes ao longe.

— Luan! É uma cidade! É uma cidade! – ela ficou totalmente eufórica, só significava que estava realmente com medo. Eu tinha que proteger ela!

— Fica atrás de mim, Emi... – ela segurou em minha camisa e a puxou levemente.

— Ai!

Ela soltou minha camisa num reflexo, acabou me assustando também.

— Eu levei um choque... – ela olhou para a mão dela, incrédula, e então percebeu algo que ainda não havia visto antes – O que é isso?! Luan...

Todos os dedos da mão esquerda estavam envolvidos por um grande anel grosso, como se uma luva de ferro estivesse envolvendo dedo a dedo dela. Instintivamente, balancei minha camisa, e no mesmo momento senti os pelos do meu braço se eletrificarem. Não só os braços, senti esse... Essa... Aura, por todo meu corpo, como se fosse o Ten (HunterxHunter, crianças! Eu não espero que peguem a referência), cobrindo meu corpo com uma aura, como se fosse um escudo.

Nós dois estávamos diferentes, e nem ao menos sabiamos quando tudo aquilo aconteceu.

— Será que alguém sequestrou a gente? – Emília perguntou, não esperando exatamente que eu desse a resposta, mas...

— Não sei...! Por enquanto, vamos à aquela tal cidade que a gente viu... – Toda a "lógica", o "pensamento racional" que eu cultivei durante esses anos haviam fritados e sido substituídos por cópias baratas de um camelô. Eu simplesmente não conseguia pensar; essa situação não me deixava desesperado, me deixava puto!

— Fica perto de mim, pode ter animais selvagens nesse mato aqui... – Falar isso foi o suficiente para deixar Emília alarmada.

***

Andamos por ao menos uma hora, seguindo uma trilha muito mal feita entre as árvores e a lama, até chegarmos na tal cidadezinha.

— Tem algo errado... – eu murmurei.

O peso da realidade tava caindo nos meus ombros com tudo naquela hora, eu olhava para cima e as luas não saiam do lugar, não era possível que luas fossem tão grandes, e com certeza não era possível que tivessem três. Achei que era algum tipo de ilusão, mas não! Emília já havia relaxado um pouco, mesmo assim, ao se aproximar da tal cidade, ela voltou a ficar tensa.

— Você acha, Luan...? – ela respondeu lentamente.

— Pera, isso foi sarcasmo?

— Porra! – ela xingou – Eu quero ir pra casa! Minhas pernas estão doendo! – ela apontou para as luzes que vimos ao longe – São lamparinas! Sabe o que isso significa?

Eu disse que não com a cabeça.

— AQUI NÃO É NEM AO MENOS PERTO DE CASA! – Ela gritou, tão alto que se tivesse alguém num raio de 100 metros conseguiria ouvi-la sem dificuldades – ME LEVA PRA CASA! AGORA!

Eu abaixei a cabeça, não tinha com o que discutir, não tinha nem ao menos um argumento. Todas aquelas casas com designs de Europa medieval, as lamparinas como poste, uma cidade com 10/15 casas. Três luas. Era como se a gente tivesse sido transportados para um outro mundo. Não havia outra explicação. Quando olhei para Emília de novo, imaginando que ela iria me bater, vi algo totalmente diferente. Ela chorava. Se cobrindo com as mãos, o rosto um pouco inchado e manchado de lágrimas. Meu coração apertou de uma maneira que eu... Que eu nunca havia sentido antes. Emília era um ser humano, tinha suas fraquezas, seus defeitos, também. Eu amava tudo dela, quando a vi chorando, corri para abraça-la.

— Lu... Eu quero ir pra casa... Eu tô com medo... – Ela tremia com as mãos no rosto, eu a envolvi em meus braços e ela chorou mais.

Não consegui falar nada que a confortasse... Tentei passar tudo de bom através do meu abraço, mas a verdade era que eu também estava com medo...

Ficamos assim até ouvirmos um barulho de porta abrindo numa casa por perto, olhamos ao mesmo tempo. Na porta uma mulher velha, com pelo menos 40 anos de idade, e um garoto novo, aparentando ter nossa idade.

— Hey, crianças! – A mulher chamou a gente com uma voz amigável – Estão perdidos? Entrem, não é bom ficar na rua até tão tarde.

Eu olhei para Emília, talvez estar num ambiente familiar a acalmasse. Ela também não protestou.

— Okay, muito obrigado...

***

Era uma casa pequena, e o garoto não parava de olhar pra gente de cara feia, mas lá estávamos. Ao menos na rua a gente não ia dormir.

— Obrigado, senhora – eu disse de novo, logo após entrar – Meu nome é Luan, essa é a Emília.

— Não me chame de senhora – ela disse, rindo – Pode me chamar só de Mirt, crianças. Me digam, de onde vocês vieram?

Ela perguntou enquanto mostrava um pequeno sofá para eu e Emília sentarmos.

— A gente veio de São Paulo – Emília respondeu, fiquei mais aliviado por ela realmente parecer estar mais despreocupada agora.

— Que reino é isso? – Dona Mirt sentou-se numa cadeira olhando para gente.

— Reino? – eu perguntei, Emília ecoou a mesma pergunta logo após.

— A gente nunca ouviu falar de tal "São Paulo" – o garoto jovem, que ainda não tinha se apresentado, estava de braços cruzados mais longe da gente.

— É verdade, parece ser um lugar grande... Como que a gente nunca ouviu falar? – Mirt parecia curiosíssima. Olhei em volta, ela tinha muitos livros, poderia ser algum tipo de intelectual? Se fosse, como diabos ela nunca tinha ouvido falar de São Paulo?

O frio na barriga foi intenso, realmente parecia um outro mundo. Talvez São Paulo nem ao menos existia aqui.

— Onde... Onde nós estamos? – eu perguntei, depois de uns instantes de silêncio.

— Ora... – o garoto resmungou, mas Dona Mirt o interrompeu.

— Vocês parecem realmente não saber, hein... Vocês estão em Weldyn, o império. É um dos maiores já existentes, agora eu que fico curiosa de como vocês vieram pra cá sem saber disso, por causa de todo o falatório que eles fazem pra promover a fama do imperador – um lampejo de ódio cruzou o olhar dela – Bem, se vocês são de outras terras e vieram para cá, pode ser um péssimo presságio.

— Espera, Wel o que? – Emília perguntou, já esperando que eles não respondessem.

— Vocês...

— Faremos o seguinte – a mulher cortou o garoto de novo – vocês ficam aqui hoje a noite, felizmente, a capital não é longe, meio dia de caminhada, vocês tiveram sorte! Amanhã de manhã vocês podem ir pra lá, na biblioteca, eu posso levar vocês.

A cara do garoto de desprezo era, nesse momento, fenomenal. Não me senti incomodado, na verdade achei graça, odeio gente que não consegue ser amigável. Emília já havia percebido também, mas, ao contrário de mim, ela evitava olhar para ele.

— Muito obrigada, Dona Mirt – Emília agradeceu.

Bem, a partir desse momento, não tínhamos muita escolha... Entretanto, não tinha muito o que me preocupar, Mirt parecia ser uma boa pessoa, enquanto toda essa loucura não fosse explicada, eu precisava de alguém para confiar, então resolvi confiar nela.

E eu também não queria dormir na rua com a Emília... Claro.

***

Eu estava dormindo no chão enquanto Emília dormia no sofá, quando fomos acordado por um barulho muito alto. Não soube discernir o que era naquele momento, porque eu tava bêbado de sono, mas parecia gritos. Não, eram com certeza gritos, mulheres e crianças! Puta merda!

— Emília! – Toquei na mão dela, mas ela já estava acordada – O que tá acontecendo?

Minha fala foi cortada quando uma mulher do lado de fora da casa gritou por socorro. Ouvi grunhidos de quando alguém da algum golpe, e o grito da mulher desapareceu. Eu não queria acreditar no que meu cérebro estava processando, fiquei paralisado, estático no chão. Emília não, ela se levantou e foi ver Dona Mirt, por sorte ela já estava acordada também, junto do garoto.

— Luan, levanta! – Emília voltou e me puxou, conseguia sentir a adrenalina no corpo dela – Alguém está invadindo, a gente tem que sair daqui!

Eu levantei, quase que obrigado. Emília novamente sentiu uma onda de choque quando tocou em mim, então pulou pra trás e quase me xingou. Eu apenas pedi desculpa baixinho depois disso.

Dona Mirt estava na cozinha, com uma espécie de mochila de pano, enquanto o garoto levava uma bolsa de pano cheia de pergaminhos; eles realmente eram intelectuais, para ter todo tipo de papel assim numa casa pequena. Eles pareciam preocupados, mas... Nem tanto, o que era estranho dada a situação.

Ouvimos outro grito, depois, barulhos na porta da sala. Eles, quem quer que fossem, iam invadir agora. Lutei contra a vontade de ficar paralisado e acompanhei Mirt e Emília pela porta dos fundos, que parecia mais uma passagem secreta por que a porta era pequetuxa.

— Parece que a gente vai ter que ir para capital mais cedo do que o esperado, hein? – Mirt falou, rindo, o que deixou eu e Emília totalmente confusos.

— Você parece acostumada com isso... – Emília basicamente vocalizou o que eu estava pensando.

Mirt pegou uma pequena trilha no meio do mato, se preocupando em desviar da confusão da vila.

— Tem muitas coisas sobre mim que vocês...

Ela saltou para trás de mim num pulo único, e, de repente, uma lâmina veloz passou na nossa frente, se cravando com tudo numa árvore. Era um machado, na verdade uma machadinha.

— Onde pensa que vai, Kaledo? – um homem alto e muito musculoso apareceu do nada no lugar onde a trilha se estendia ao tamanho de um beco.

Atrás dele, mais dois apareceram, não tão altos nem tão fortes quanto o primeiro, mas tão intimidadores quanto.

Eu só conseguia pensar em uma coisa: "Mas onde diabos eu vim parar?!".


Notas Finais


Lembro de ter sido desesperador lidar com os segredos de Kaledo, fiquei de olho


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