1. Spirit Fanfics >
  2. Aura >
  3. Ciúmes

História Aura - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Sei que os capítulos tem ficado enormes, mas não desistam da Aura.

Tem muito de mim nela, pedaços das minhas memórias e sentimentos que eu ainda guardo.
Ela é muito especial pra mim.

Capítulo 5 - Ciúmes


 

Estamos próximos da semana de provas e trabalhos. Me sinto ansiosa porque o nível de dificuldade das provas na faculdade eram bem diferentes das do Ensino Médio. Os meninos e eu montamos um grupo de estudos na biblioteca todos os dias às 18h e combinamos de fazer os trabalhos em grupo na casa do Yugyeom depois do grupo de estudos. Jinyoung se comprometeu a levar Bambam e eu para casa assim que terminássemos. 

Por conta das provas, mal encontrava com Mark. O pouco que nos víamos,  só dava tempo para poucos beijos e uns abraços quentinhos, mas trocamos mensagens o tempo todo. Suas crises de ansiedade só pioravam, mas com intervalos mais longos. Seu pai estava viajando e as coisas ficavam mais calmas em casa, sem contar que ele também precisava estudar e mantinha sua concentração nisso. 

Jisoo e JaeBum, se falavam como amigos e Youngjae ainda não havia mencionado nada. Pensei em falar algo para ver se ela percebia o que estava rolando, mas estaria traindo a confiança de Jaebum assim como estava traindo a dela. Era uma situação difícil e já tinha gente de mais envolvida nisso como dizia Mark. 

Na pensão estava silencioso, todas trancadas em seus quartos estudando e estressadas com as provas. Cristina era única que ainda saia para jogar com as amigas do futebol. Isa e Laura pareciam estar brigadas e mal se falavam. Jisoo era de partir o coração preocupada com os projetos e com aquele amor mal resolvido. Ela ainda vinha estudar no quarto comigo para pelo menos ter companhia. 

- Jisoo, você já pensou em chamar ele para conversar de novo? - Doía ver minha amiga triste. 

 - Não amiga, estamos nos falando normalmente, tenho medo de estragar isso também. 

 - Mas amiga, tá na cara que vocês merecem se dar essa chance. 

 - O Youngjae prometeu me ajudar sobre isso depois das provas. - Quase não consigo disfarçar minha cara de desagrado, sabia do que era mentira. 

 - Então tá …

 - Mas e você e Mark? 

 - O que tem? Estamos bem. 

  - Ai amiga, tô falando de namoro né. 

  - Não é namoro, é cedo ainda e estamos nos conhecendo. E ele é o primeiro cara que eu gosto de verdade, não quero estragar tudo apressando as coisas. - Mas no fundo queria muito poder chamar ele de meu namorado. 

  - Sei, mas ele parece gostar de você também. Estou aqui torcendo. 

 

.

.

.

.

    

   A semana estava cansativa, estudávamos em um dia e fazíamos a prova no outro. Já era sexta a noite e combinamos de fazer o bendito trabalho de psicodrama na casa do Yugyeom. Os pais dele nos esperavam com café da tarde e Jinyoung estava com os colegas da faculdade em outra sala estudando também. 

  - Oi! 

  - Oi Jinyoung - O Irmão mais velho de Yugyeom era sempre bem educado e veio nos cumprimentar. 

  - Aura, que bom ver você aqui, não sei se tenho pena de você fazendo trabalho com esses dois malucos ou se eles tem sorte. - Ele ria dando tapinhas nas costas do irmão e do amigo. 

  - Acho que é sorte deles mesmo. - Os meninos tentaram discordar, mas até a mãe deles concordou comigo. 

  - Ah, prometi a Mark que te deixaria em segurança em casa, então me avise quando acabar. - A vergonha tomara conta de mim. 

  - Huuum Mark… - Riu Bambam mas Yugyeom se fechou. 

Já havia notado que ele não simpatizava muito com a ideia de estarmos juntos, mas não conseguia interpretar aqueles sinais. Só não queria estar na mesma situação de Jisoo, entre dois bons amigos. 

 Fomos para o escritório ensaiar, era um trabalho de interpretação e atuação. Deveríamos criar uma situação onde os pacientes interpretavam papéis de pessoas com problemas psicológicos mediados pelo psiquiatra. É uma espécie de terapia em grupo. Era muito interessantes e uma das minhas cadeiras preferidas. 

 Bambam não era muito bom em atuação, então interpretou o psiquiatra, Yugyeom e eu ficamos com os pacientes. Embora envergonhado, Yugyeom trabalhava bem, e levava tudo mais a sério. 

  Terminamos tarde, e os pais de Yugyeom já haviam ido dormir. Jinyoung esperava na sala lendo um livro. Pego meu celular e vejo 10 chamadas não atendidas e muitas mensagens de Mark.

Mark: Oi

Mark: Oii

Mark: Aura, tudo bem? 

Mark: Onde você está?

Mark: Tento te ligar e você não atende!

Mark: Aura, estou preocupado!

Mark: Jinyoung disse que ainda estão trancados estudando. Disculpa!

Mark: Aura, ainda não terminaram? Vai dormir aí? 

Mark: Vou te buscar…

Mark: Por favor me liga quando ver isso. 

Jinyoung fecha o livro e diz: 

- Aura, Mark esteve aqui atrás de você. Não quis te atrapalhar, mas ele parecia bravo. 

 - Obrigada Jinyoung, vi as mensagens agora. Está tudo bem!

  - Tudo bem, só ligue pra ele diga que está inteira. 

  - Sim, vou ligar. - Me sentia envergonhada e irritada, não entendia o motivo de tudo aquilo, ele nem era meu namorado para estar assim tão nervoso a ponto de ir á casa dos meninos atrás de mim. 

     Jinyoung levou Bambam e eu em casa e Yugyeom ficou arrumando a bagunça. E então Jinyoung perguntou: 

  - Aura, vocês estão namorando? Digo você e Mark?

  - Não, pelo menos não conversamos sobre isso. - Me sentia envergonhada por aquele comportamento dele. 

  - Então converse com ele, você é a primeira menina pela qual Mark age assim, ele parece ansioso e nervoso. Ando preocupado com ele a um tempo, ele não fala de si, mas sabemos que as coisas não andam bem. Se você puder ajudar. - Alguém além de mim percebia que as coisas não iam bem, mas não podia contar tudo o que sabia. 

  - Realmente, ele não tem se sentido bem, e eu tenho o ajudado com isso. Talvez por isso ele esteja assim comigo. Me desculpa por hoje, vou conversar com ele e prometo que isso não vai mais acontecer. 

  - Não me interprete mal, ele é meu amigo e parece gostar mesmo de você, se precisar de ajuda me avise. 

  - Obrigada Jinyoung, você é um bom amigo. 

Já em casa, envio uma mensagem: 

Eu: Mark…

Mark: Oi

Eu: Posso te ligar? 

 

Meu telefone toca, era ele:

- Oi - Sua voz parecia fraca. 

 - Oi, tudo bem? 

  - Sim, já está em casa. 

  - Aham… faz uns 10 minutos. - Não conseguia disfarçar minha irritação. 

  - Está brava comigo? 

  - Como você sabe que estou brava? 

  - Pela sua voz. 

  - Não estou brava, só incomodada. Não entendi o motivo de tanto Mark, primeiro me preocupei, achando que estava passando mal, mas depois pude ver que era só atenção que você queria. E ainda foi a casa do Yug…

  - Yug? 

  - Sim Mark, meu amigo Yug. O que está acontecendo? 

  - Não sei Aura, você não me respondia, comecei a pensar mil coisas, você e os meninos, se tinha esquecido de mim, se estava bem… - Eu respirava fundo tentando me acalmar. - Isso tudo tomou conta dos meus pensamentos, acho que eu estava com…

  - Ciúmes? 

  - Sim! estava com ciúmes! - Meu coração acelerou.

  - Eu não vejo motivos Mark, nós nem somos… - Minha voz engasgou. 

  - Namorados?  - Eu já chorava.

  - É…

  - Podemos falar sobre isso depois? Quero te olhar nos olhos…

  - Está bem. Pode ser amanhã? Agora estou muito cansada e chateada com esse seu comportamento.

  - Sim, quer almoçar comigo amanhã? 

  - Pode ser, mas não posso demorar por que tenho que estudar. 

  - Te pego às 10h então. 

  - Tudo bem. 

  - Boa noite.

  - Boa noite.

Mais uma noite com mil pensamentos. O que ele quis dizer com me olhar nos olhos? Não tinhas as respostas que queria e estava muito cansada. Sabia que deveríamos conversar e que precisava deixar claro que não aceitaria nunca mais aquele comportamento infantil e ciumento. 

 

.

.

.

.

 

Acordo como de costume, antes das galinhas, pego meu café e me sento para estudar. Perto do horário combinado corro para o banho e paro na frente do guarda roupa sem saber o que vestir. O tempo estava cinzento e abafado,  mesmo com a primavera se aproximando. 

 Visto meu macacão preto novo, uma blusa amarela, um casaco preto e as botas de chuva novas. Me sentia confortável com aquela roupa. Me lembrava de onde vinha e da minha família, e isso era especial para mim assim como Mark. 

Desço para esperar por ele e Jisso ainda sonolenta está na cozinha tomando café. 

- Acordou cedo Soso. - Ela amava quando eu a chamava assim. 

 - Sim tenho que estudar. Vou Fazer trabalho com Youngjae na Biblioteca municipal. - Ela me olha da cabeça aos pés - E a senhorita? Aonde vai Lolinha? - Sim, ela me chamava desse jeito. 

  - A Lolinha vai sair pra almoçar com o Mark. 

   - Uiiii… Com o Mark? Bom almoço então. - Dou um beijo nela e volto para a sala. 

   - Quando voltar te conto tudo. Bom trabalho. 

Meu celular vibra: 

Mark: Cheguei. 

Eu: Indo :)

Abro a porta e Mark está em pé vestindo Jeans, camisa social tamanho GG, tênis e com o cabelo ajeitado deixando a testa à mostra.  Era a visão perfeita para aquela manhã cinzenta. Aquele sorriso cheio de dentes, naquele rosto fino fazia meu coração vibrar. 

- Pronta pra chuva Aura? - Me olhava e sorria com os braços abertos para um abraço. 

 - Gostou? É minha roupa favorita. - Abraço ele e dou um beijo rápido. 

 - Está linda como sempre. O dia que não está como eu imaginei, mas vamos lá. 

  - Tudo bem, é só água se chover. 

    Demos as mãos, na outra ele carregava o inseparável skate. Fomos até a pista onde ele andava de skate com os amigos, conheci alguns deles e fiquei vendo ele se exibir com as manobras. Alguns pingos de chuva começavam a cair. Estávamos em uma praça e não pude evitar de sentar na grama. Quando a chuva começou a tocar o chão, fechei os olhos e senti aquele cheiro bom que me levava para casa, era como se eu estivesse lá. E eu amava os dias chuvosos por isso. 

   Mark vinha correndo e se sentou ao meu lado. Sob a copa de uma árvore ficamos esperando a chuva, que não molhava muito, passar.  

  - Está quieta Aura? Aconteceu alguma coisa? 

  - Não, só saudades de casa. O cheiro de chuva me lembra meu lar. 

  - Hum.. Um dia quero conhecer esse lugar tão especial. 

  - Sério? É tudo tão simples lá, mas é o lugar que eu mais amo no mundo. Um dia vou te levar lá. 

  - Podemos mesmo fazer planos pra isso? - O momento de olhar nos olhos que ele falava era aquele. - Digo, pretende mesmo estar comigo tempo o suficiente para me levar na sua casa?  

  - Sim, eu quero te levar pra conhecer minha casa, meus irmãos, caminhar pelo campo, e ficar na rede o dia todo sem fazer nada. 

  - Eu quis dizer seriamente Aura, e isso significa que preciso te perguntar uma coisa que faz dias que estou esperando o momento certo. E eu acho que chegou. - Minhas pernas tremiam e um calor enorme envolveu meu coração. - Você quer namorar comigo?

  - Quero! eu quero namorar com você Mark. - Nos beijamos e aquele momento se tornara meu favorito ao lado dele.

     A chuva aperta e temos que correr em direção a um abrigo. A sensação de correr de mãos dadas com ele na chuva, aquele cheiro de grama molhada e o frio na barriga sobre ter um namorado fazia daquele dia chuvoso um dos dias mais emocionantes da minha vida. 

   Sentamos em um restaurante e pedimos o almoço. Não conseguia tirar os olhos dele e ele só sabia me olhar e sorrir. Era maravilhoso pensar que em meio a tanta coisa difícil na vida dele aquele sorriso parecia tão sincero e intenso. Me sentia feliz em ser parte disso. 

    Mesmo tomada pela emoção, não pude deixar de lembrar da cena que ele tivera feito na noite anterior. Aquilo me incomodou muito e eu precisava esclarecer as coisas antes de levar as coisas adiante. 

  - Mark, ainda precisamos conversar lembra? - Ele me olha chateado. 

  - Aura, eu já pedi desculpas. 

  - Eu sei, mas não falamos sobre. Você foi na casa dos meninos atrás de mim. Jinyoung se preocupou com isso. 

  - Ele falou alguma coisa? 

  - Não importa Mark, o que importa aqui é essa sua atitude, não quero que se repita e para isso precisamos conversar sobre. 

   - Eu prometo que não vou fazer mais. Eu te disse que foi um momento…

  - Tá Mark, mas você precisa controlar mais suas emoções. E eu já estou a um tempo para te falar sobre isso. - Suspiro com preocupação. - Acho que você deveria fazer terapia. 

  - Mas eu tenho você!

  - Eu sei, e sempre vai ter, mas eu ainda não sou profissional. Sou só uma estudante. E além do mais estamos muito envolvidos…

  - Eu sei, prometo que vou procurar, você me ajuda com isso também? 

  - Claro!. - Só o fato de ele ter aceitado que deveria fazer terapia, era uma vitória para mim. 

    Já estava na hora de voltar para casa, mesmo sendo sábado, uma semana de provas se aproximava. Tudo o que eu queria era ficar com ele e viver intensamente aquele primeiro dia de namoro. Nos despedimos meio chorosos mas na promessa de se ver no outro dia nos motivou ainda mais. 

 


Notas Finais


Beijos da Mila <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...