1. Spirit Fanfics >
  2. Auror >
  3. Arquivos

História Auror - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 6 - Arquivos


[Harry]

Minha mesa na Seção de Investigação do D.E.L.M. do Ministério da Magia já tinha um pouco mais a ver comigo. Algumas fotos animadas me faziam companhia quando já estava tarde da noite e eu ficava praticamente sozinho trabalhando. A primeira foto tinha meus pais, em tons sépia, dançando sob folhas senescentes do outono. A segunda imagem continha eu e o time da Grifinória ganhando meu primeiro jogo, em 1991. Depois, eu, Hermione e Ronald muito felizes em Hogwarts, no dia da nossa tão sonhada formatura, em 1999. Eu tinha, também, dois retratos muito especiais: Alvo Dumbledore e Severo Snape. Além de querer momentos alegres para me consolarem nos momentos mais difíceis da profissão, também queria algo que me servisse como exemplo e motivação para tomar as decisões corretas, nos momentos certos, não importando o preço que aquilo me custasse – desde que fosse verdadeira e genuinamente correto. Não havia exemplos melhores para isso senão Dumbledore e Snape. Ambos sacrificaram suas vidas pelo correto e eu fazia questão de sempre me lembrar disso com todo o respeito.

Já fazia uma semana que eu ficava todos os dias até mais tarde no escritório dos aurores lendo cada mísero detalhe colhido sobre a família Malfoy de 1998 até o último tinha que tinha tido alguma informação. Dezenas de escritos, mapas, imagens, recortes de jornais, cópias de extratos do Banco Gringotes e todo o tipo de levantamento de dados que pudesse imaginar. Era um compilado de nada mais, nada menos que dez anos. Apesar de exaustivo fisicamente exaustivo, psicologicamente eu me sentia cada vez mais instigado a seguir com a minha busca para proporcionar justiça à comunidade bruxa. Eu devia isso a todos aqueles que morreram durante a Guerra de Hogwarts de maneira direta ou indireta.

Naquele dia, também já estava tarde e eu me sentia praticamente sozinho pelos corredores do ministério. Aurores nunca paravam, de fato, de trabalhar. Sempre havia um ou outro comigo, mas estes de plantão, caso alguma emergência criminosa bruxa acontecesse no período noturno. Após extensas horas de leitura atenta, decidi esticar as minhas pernas e começar a procurar informações em outras fontes. Morris e os aurores que acompanhavam o caso anteriormente deixaram todo o arquivo sobre a família Malfoy conosco, mas não pensaram que poderia também ser muito útil ter a informação sobre outros parentes e comensais foragidos à mão. Talvez pudesse haver uma pista ou pelo menos uma conexão que nos levasse a algum lugar.

Cheguei na porta da sala de arquivos do D.E.L.M e abri a porta com o movimento da minha varinha – ela era encantada e apenas varinhas de aurores eram reconhecidas por aquele encantamento para abri-la. Uma escuridão quase tão densa quanto a matéria negra. A cada passo dentro da sala, tochas muito claras se acendiam, iluminando uma faixa de estantes, acompanhando o meu movimento e mostrando mais uma nova leva de arquivos com os mais diversos sobrenomes. Os corredores pareciam infinitos. Quando começava a me distanciar de uma parte anterior, sua tocha se apagava e as seguintes começavam a acender. Quando estava me aproximando dos arquivos da família Lestrange, percebi que já havia alguém por ali. Forcei as vistas pelo vidro dos meus óculos e percebi algo como um fogo, parado em frente aos arquivos.

Gina Weasley. Minha parceira estava concentrada demais em alguma leitura qualquer para perceber a minha aproximação de tão longe. Conforme diminuía nossa distância, soltei um pequeno pigarro para não assustá-la quando estivesse suficientemente perto para tal. Ela se virou para mim ao perceber o meu som.

- Harry! – cumprimentou-me, abrindo um sorriso.

- Gina! – correspondi – Não esperava vê-la aqui ainda. Você me disse que iria embora há uma hora mais ou menos...

- Sim, sim – ela apontou para o arquivo que lia, retirado de uma caixa velha – estava indo embora e pensei: por que não começar a procurar por onde ainda não é óbvio?

Gesticulei para que ela prosseguisse.

- Bom, pensei que Belatriz Lestrange era uma das comensais mais fiéis à Voldemort. Ambas as famílias, Lestrange, e Black, de onde ela veio, eram conhecidas por serem apenas de puros-sangues e compactuarem com toda aquela ladainha que Voldemort e Grindelwald tentaram fazer acontecer – ela pareceu procurar alguma coisa escrita por ali. – Então, decidi ver se encontrava alguma informação relevante sobre um possível paradeiro dos Malfoy investigando a vida de Belatriz. Deve haver alguma conexão em algum lugar.

- Eu pensei em algo do tipo também, mas não sabia exatamente por onde começar – cocei a parte de trás da minha cabeça. – A verdade é que eu acho que já estou ficando um pouco cansado, mas não me sinto à vontade para parar de trabalhar nesse momento.

Ela suspirou.

- Eu também sinto a mesma coisa... Meus pais, sobretudo, já começaram a dizer que preciso começar com mais cuidado. É nosso primeiro mês e já estou levando trabalho para casa todos os dias. Mesmo em casa, fico lendo tudo até tarde, tentando juntar pedaços e procurar sinais nas migalhas que encontro por aí – ela devolveu o arquivo para a caixa. – Veja bem, disse que iria embora há uma hora e estou aqui, de pé, lendo esse arquivo sobre aquela mulher que quase me matou.

- Fomos avisados que ser auror não seria algo fácil – pousei a mãos sobre seus ombros e tentei oferecer algum tipo de conforto.

- Sim, eles nos disseram. O treinamento não era um exagero. Eles realmente nos preparavam para o pior... Isso porque sequer deixamos aquela sala ainda – ela riu leve, dando de ombros.

Às vezes eu me perguntava se tudo o que eu sentia por Gina, ao longo de todos esses anos, não era realmente um carinho de irmã. Ainda que tenhamos nos separado e ficado um tempo considerável sem contato, a sensação que eu tinha quando estava com ela era quase a mesma que tive ao longo de todo aquele tempo. Sem clima ruim, sem mágoas. Apenas nós dois e bela amizade que dava sinais de que desejava voltar a florescer entre nós dois.

- Sabe o que acaba de me ocorrer? – disse, parecendo bastante pensativa com o olhar disperso. Cruzou um dos braços e apoiou a outra mão sob o queixo.

Franzi o cenho e fiz sinal negativo com a cabeça. Ela direcionou seus olhos para mim.

- Tudo bem, temos dezenas de arquivos para consultar aqui, mas também temos acesso a um arquivo vivo – um sorriso malicioso se formou na sua boca rosada.

- Você não está sugerindo que procuremos falar com...

- Lucius Malfoy – completou. – Estou.

Reservei-me alguns segundos antes de pensar no que responder para ela. Aquilo não parecia render alguma coisa boa.

- Gina, você não acha que Lucius vai colaborar comigo ou com você, acha? Nós não somos apenas aurores, nós somos Gina W-e-a-s-l-e-y e H-a-r-r-y P-o-t-t-e-r – conclui, pausadamente, para que ela entendesse o que eu estava querendo dizer.

- Eu sei que parece um pouco loucura, mas ele é o mais próximo de Narcisa e Draco que temos. Se alguém sabe de alguma coisa, esse alguém é ele.

Apoiei-me sobre a estante mais próxima e encarei o chão.

- Tudo bem, amanhã nós podemos ir até Azkaban, depois de comunicar ao nosso supervisor e à Hermione. Não nos autorizariam a entrar se não dermos uma boa explicação para fazer isso.

Ela assentiu.

- Obrigada por confiar em mim, Harry – ela pegou em uma das minhas mãos – sei que fazemos um bom trabalho juntos. Vamos dar conta disso.

Após nossa pequena conversa e tomada de decisão, saímos da sala de arquivos e seguimos em direção às lareiras do corredor principal do Ministério da Magia. Cada um iria para a sua casa e nos encontraríamos no dia seguinte para tentar conseguir nossa autorização para visitar Azkaban. Havia ficado muito tentado em tentar tratar desse assunto com a Hermione já em casa, mas ela havia deixado muito claro que nossos assuntos profissionais deveriam ser discutidos apenas no horário e no local apropriado, como todo outro funcionário. Além do mais, já estava demasiadamente tarde e era bem possível que ela já estivesse dormindo quando eu aparatasse no nosso lar.

-------------------------------------------------------

Amanheceu. Assim com o costume de todos os dias, cheguei com Hermione, mas ainda assim, preferi não falar nada com ela por enquanto. Imaginei que o melhor seria me encontrar com Gina, consultar e Morris e, caso ele fosse conivente com o nosso pedido, irmos até seu escritório particular.

Quando cheguei à minha mesa, percebi que Gina já havia chegado e não parecia tão fisicamente acabada quanto eu, mas com certeza não deveria ter dormido nada para ter chegado lá tão cedo. Nos cumprimentamos e não conversamos nada muito relevante por uns trinta minutos, até que Ben passou por nossas estações de trabalho. Nos entreolhamos, assentimos e seguimos na direção de sua sala. Eu bati na porta e esperei o sinal positivo para girar a maçaneta.

- Bom dia, Morris – cumprimentei-o assim que entrei na sala.

- Bom dia, senhor Potter – ele observou Gina surgindo atrás de mim – senhorita Weasley.

- A gente precisa falar com você sobre a investigação Malfoy – iniciei.

Ele sinalizou para que nos sentássemos à sua frente.

- Claro. Tenho percebido o duro trabalho de vocês ao longo das últimas semanas. Conseguiram alguma coisa? – ele parecia atento.

- Na verdade, ainda não – disse, com cuidado – mas pensamos numa outra maneira de talvez conseguir informações mais precisas sobre o paradeiro deles dois.

Ele ficou parado, como se esperasse a conclusão da minha fala.

- A gente gostaria de falar com Lucius Malfoy – disparou Gina, aparentando certo desconforto ao ouvir aquilo sair da própria boca.

Benjamin alternou o olhar entre nós dois por alguns instantes e pareceu tentar analisar a situação do lado de fora.

- Os aurores que o pegaram tentaram de tudo para fazê-lo falar alguma coisa, mas ele não abriu o bico. Parece que inclusive tem alguma magia negra que o protege de legilimentes e até mesmo do Veritasserum – ele levantou e pareceu analisar algum mapa que tinha atrás dele – e nós temos outros problemas com esse pedido. Se me lembro bem, ele tem motivos mais que suficientes para não querer te ver nem banhado a ouro, Potter.

- Nós sabemos disso – afirmei – mas pensamos que... Sei lá, talvez houvesse uma maneira de conseguir alguma informação dele.

- Vamos supor que vocês tenham uma maneira de consegui-lo falar – ele virou para nós dois e se apoiou na mesa, encarando-nos novamente – ainda precisaríamos da autorização da ministra Granger. Não tenho autoridade para permitir essa visita de vocês.

- Se você concordar com a gente, podemos tentar falar com ela – implorou a ruiva.

- Tudo bem, tudo bem. Eu acho que será inútil, porque essa permissão só lhes seria concedida se já tivesse algo muito bem planejado – ele levantou as mãos e apontou para a porta – vamos até a sala dela.

Após três batidas na sua porta, ela se abriu. Hermione estava sentada em sua mesa, parecendo analisar uma pilha de processos com atenção, enquanto diversas penas flutuantes escreviam coisas em pedaços de pergaminhos. Seu escritório tinha muito a cara dela. O chão era coberto com tapetes de muito bom gosto, provavelmente adquiridos no mundo trouxa. Quadros com fotos suas de todos os seus momentos de condecoração na carreira enfeitavam as paredes. Na mesa, fotos nossas, fotos dela e de Ron e fotos de seus pais. Tudo milimetricamente alinhado e sem um grão de pó.

- Em que posso ajuda-los? – disse, sorrindo para nós.

- Ministra, os aurores Potter e Weasley têm um pedido para fazer – comunicou Ben, sinalizando para nós dois com a cabeça.

Ela apontou para uma outra mesa no escritório. Uma mesa redonda, com um tampo de vidro escuro e, no meio, algo que parecia ser uma bola de cristal por baixo. Nunca tinha visto aquilo. Caminhamos até essa mesa e nos sentamos.

- Imagino que tenha algo a ver com a investigação de vocês sobre os Malfoy que ainda estão foragidos – sugeriu Hermione.

- Sim – engoli a seco – eu e Gina gostaríamos de autorização para ir à Azkaban interrogar Lucius Malfoy.

Granger pareceu surpresa com o nosso pedido. Ela olhou para Morris e depois voltou a olhar para nós dois.

- E a ideia de vocês com isso é...? – ela se demonstrou interessada na ideia.

- Bom, nós queríamos tentar descobrir com ele alguma informação que pudesse nos levar aos outros dois – completei.

- Harry, ele já demonstrou estar imune à legilimência e também à poções como Veritasserum – apontou.

- Eu disse isso a eles, mas eles ainda acham que conseguem alguma coisa – emplacou Morris. Ela concordou.

- E também podemos dizer que... Vocês dois... Ou mesmo nós três, temos um histórico meio difícil com ele – franziu o cenho. – Não posso autorizar a ida de vocês sem um excelente motivo para isso – falou suspirante, com cuidado ao escolher as palavras.

- Mas, Hermione, nós só gostaríamos de ter a oportunidade de... – sibilou Gina.

Todos olhamos para ela esperando a conclusão.

- Tudo bem, acho que realmente não planejamos isso muito bem – arfou, cabisbaixa.

- Desculpem, mas não posso acatar a um pedido desse porte em uma boa justificativa – justificou Hermione, pesarosa – Apesar de ser ministra do Departamento de Execução das Leis Mágicas, ainda sou subordinada ao Ministro da Magia e esse tipo de coisa exige um preparo muito especial. Precisam liberar a sala de interrogatório de lá, transportar o detido até o local, também precisam liberar a viagem até lá... Enfim, muita burocracia que não depende somente do meu aval. É um risco muito grande.

- Eu entendo – respondi, encarando o tampo de vidro.

- Mas isso não quer dizer que vocês não possam ter essa autorização – ela puxou um pedaço de pergaminho com a varinha – basta vocês planejarem isso melhor e me entregarem por escrito. Daí eu posso ver o que consigo fazer pra ajuda-los. Lembrem-se que estou tão interessada nessa investigação quanto vocês. Não quero atrapalhar, pelo contrário, quero ajudar, mas tudo dentro dos nossos regimentos internos.

Peguei o pedaço de pergaminho e assenti.

- Obrigado, ministra Granger – disse, apertando a sua mão.

Era esquisito trata-la dessa forma. Certamente, só estávamos tão cheios de formalidade por conta da presença do meu supervisor ali. Nos comunicávamos pelo olhar e ficara subentendido que conversaríamos melhor sobre isso quando estivéssemos em casa.

-------------------------------------------------------

Passei mais um dia reunido com Gina na sala de reuniões, lendo arquivos e mais arquivos sobre os Malfoy e agora, também sobre outras famílias que notoriamente já tiveram algum envolvimento com Voldemort. Horas se passaram como alguns minutos e não demorou até que meu corpo implorasse pela minha casa. Recolhi novamente mais alguns arquivos e marchei em direção a uma lareira para sair dali. Ao chegar em casa, tomei um banho, comi qualquer coisa e sentei-me na minha cama, lendo mais alguns papéis. Não demorou até que eu me pegasse novamente encarando a mesma foto de Draco Malfoy tentando desviar o olhar da câmera. Alguma coisa me deixava preso ali e eu não sabia o que era.

A porta do meu quarto sofreu três batidas e Hermione entrou novamente no meu quarto. Dessa vez, parecia ter tomado um banho e trocado suas roupas antes de vir falar comigo.

- Espero que não esteja chateado pelo que aconteceu mais cedo – disse, sentando na minha cama e me observando novamente imerso naquele bando de papel.

- Tudo bem, você está fazendo o seu trabalho – dei de ombros.

- E você está fazendo o seu – replicou.

Retirei meus olhos da foto e olhei na sua direção.

- Não tenho muito o que te dizer – iniciei – encontrei com a Gina na sala de arquivos noite passada, já era quase meia-noite. Conversamos um pouco e tivemos a ideia de conversar com o Lucius e força-lo a falar alguma coisa.

- Harry, muita gente já tentou... Não sei se com vocês o resultado poderia ser diferente. Ainda acho que poderia ser perigoso. Ele tem motivos suficientes para querer matar você e a Gina – ela pausou – e o contrário também é verdade.

Assenti, cansado.

- Isso porque ele nem sabe que vocês são aurores, já que está preso há uns dois anos.

- Sabe o que aconteceu, Hermione? Estamos um pouco cansados de virar noites no meio de todos esses arquivos e não ter nenhuma ideia de por onde devemos começar a procura-los.

Peguei a foto e coloquei em seu colo.

- Essa é a última imagem que temos dele. Não sei mais o que fazer. Estou me sentindo um inútil em não conseguir executar a primeira missão que me é dada – levantei, impaciente e caminhei pelo quarto com movimentos apressados.

Ela pareceu analisar a foto e o que estava escrito na parte de trás.

- Isso está errado – soltou, encarando a foto. – Essa foto não foi tirada na França.

- Como, “errado”? – parei e olhei curioso na sua direção, me aproximando vagarosamente.

- Essa foto foi tirada aqui, no beco diagonal.

- Você tem certeza? – disparei.

- Alguém deve ter confundido com alguma outra prova – comentou – fui eu quem tirou essa foto.

Peguei a foto e olhei-a novamente, com outros olhos. Os profundos olhos cinzentos do Draco pareciam ter adquirido alguma nuance de brilho. Viajei até 1992, na primeira vez que usei a lareira dos Weasleys com pó de flu para aparatar para o beco diagonal.

Depois de tanto tempo, eu entendi porque aquela foto me chamava tanto a atenção. Eu conhecia a placa do Armazém Lummi atrás do sonserino. Era isso que aquela foto queria me dizer: eu sabia por onde começar a procurar pelo Draco Malfoy.


Notas Finais


Gente, quem conhece meus outros trabalhos sabe que adoro detalhar as histórias sempre que possível, para promover um bom desenvolvimento dos personagens e tentar deixar tudo o mais explicado e conexo possível. Detesto histórias excessivamente objetivas. Contudo, apesar desse começo mais focado no psicológico dos personagens principais, agora a fic começará a entrar numa nova fase, com mais "ação". hahaha Espero que estejam gostando. Continuem comigo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...