História Aurora - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias O Outro Lado do Paraíso
Personagens Clara Tavares, Mercedes Alcântara, Patrick de Sá Junqueira
Tags Clara Tavare, Clarick, Globo, Novela, O Outro Lado Do Paraíso, Patrick Junqueira, Romance
Visualizações 179
Palavras 4.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É a primeira fez que escrevo uma fanfic para um ship de novela, hahah, não sei explicar o motivo exato, mas Clarick despertou minha vontade de escrever. Espero que gostem.

{ Para a fanfic não ficar muito longa, irei dar alguns "saltos no tempo" :) ]

Se gostarem, deixem um comentário e indiquem :)

Capítulo 1 - Lar doce Lar


Fanfic / Fanfiction Aurora - Capítulo 1 - Lar doce Lar

Finalmente aqueles cômodos podiam ser chamados de lar.

Clara lutou bravamente para conseguir recuperar tudo aquilo que lhe foi usurpado, agora estava recebendo tudo o que a vida tinha a oferecer de bom e ela não podia estar mais feliz.

Recentemente voltou de uma viagem incrível que vez com o filho e o marido para o Jalapão. Tomaz e Patrick, os grandes amores de sua vida, Clara pegou-se refletindo sobre a própria história e conclui que nunca teria sido capaz de imaginar um terço das coisas que aconteceram e nem como a vida dela tratou de tecer esse grande enredo de altos e baixos que foram pautados em suas escolhas e pelas pessoas que a cercavam. Nesse tear do destino, inúmeros foram os duros golpes que levou e que ficarão eternizados como cicatrizes em seu coração, como ter sido trancafiada por anos e não ter visto o filho crescer, mas existem poucos, porém bons momentos que advinham as infelicidades, momentos que ajudaram para que ela não deixasse sua alma morrer e que lhe deram forças, como conhecer Beatriz, se aproximar da mãe e encontrar o grande amor de sua vida, Patrick.

- Oh, dona Clara, a senhora está melhor?

- Estou sim, Janete. Era só uma gripe, tomei uma injeção e estou muito melhor, obrigada

- Bom, a senhora vai querer comer alguma coisa agora? Ou vai esperar o Sr.Patrick chegar?

- Ah, não estou com muita fome agora, estou um pouco enjoada na verdade, mas daqui a pouco desço pra beliscar alguma coisa se precisar. Pode deixar que quando o Patrick chegar nos viramos sozinhos, pode ir descansar, Janete.

- Está certo, boa noite.

- Boa noite.

Janete continuou na casa mesmo que Patrick (e confesso que não só ele) ainda sentisse um incomodo pelo fato da “língua grande” dela ter nos colocado em situações ruins no passado, mas levando em conta que não corríamos mais riscos, não achei justo a despedir da noite para o dia. Finalmente não tínhamos o que temer e dizer isso era muito bom.

Não costumo desejar a morte de ninguém - mesmo das pessoas que me fizeram mal - ou comemorar esse tipo de coisa, mas não posso mentir sobre o alivio de saber que Renato não é mais uma preocupação em nossas vidas, durante a troca de tiros na casa de Juvenal, o médico foi atingido e levado ao hospital, porém não resistiu e morreu pouco tempo depois. Fabiana estava presa por ser cumprisse de sequestro e logo mais também estaria respondendo pelos crimes que cometeu contra Beatriz, essa era o tipo de justiça que Patrick faria, foi o único jeito de honrar a memória de sua tia-avó e mostrar a todos que a pessoa com algum tipo de problema, era de fato, Fabiana. E para completar a lista, Sophia também estava presa no hospital psiquiátrico.

A casa estava mais silenciosa naquela noite, hoje Tomaz passaria o dia com Lívia e dormiria lá, não posso dizer que é o cenário que imaginei quando pensei em ter meu filho de volta, mas os sentimentos de Tomaz são o que mais importam. A Lívia foi uma das pessoas que me apunhalou pelas costas, doeu, mas não posso excluí-la da vida do meu filho, ela pode ter sido um monstro comigo, mas foi uma boa mãe para ele. Espero do fundo do coração, que ela tenha aprendido alguma coisa com os erros do passado e que de alguma maneira tenha se tornado um pouco melhor, é só isso que me resta a fazer.

- Já são quase 22h00min ... Patrick já devia estar em casa, não imaginei que seu voo fosse atrasar tanto. Ele não responde as minhas mensagens, espero que esteja aterissando ou chegando em casa.

Clara foi até a cozinha, pegou um pedaço de pudim e sentou-se no sofá enquanto zapeava a TV em busca de algum conforto para aliviar sua cabeça, ela não encontrou nada que conseguisse prender sua atenção e optou por mexer no celular. A galeria de fotos do celular estava cheia de lembranças felizes, desde o casamento de seu avô com Dona Mercedes, o desfile de moda da mãe, a viagem ao Jalapão e até fotos do casamento de Juvenal com Desiree... quer dizer, Cândida - agora que estava casada a mulher pediu a todos para que a chamassem pelo seu nome de batismo. Foi uma cerimônia humilde, mas muito bonita, não havia dúvidas que Cândida estava realizando o grande sonho de sua vida, ela não conseguia parar de chorar de felicidade enquanto caminhava até o altar e Juvenal também não conseguia esconder o grande sorriso que tinha, mesmo que tentasse bancar o durão, foi possível ver uma lágrima escorrer pelo olho do lapidador.

Todos na vida de Clara estavam felizes e depois de muito tempo, finalmente, ela podia dizer que também estava.

Vencida pelo cansaço, Clara optou por tomar um banho e esperar Patrick deitada, a mulher tinha passado o dia com a mãe e a irmã falando sobre o sucesso da coleção de Beth e quais seriam seus próximos passos, depois ela voltou para casa, arrumou algumas coisas em seu quarto e foi levar Tomaz para a “mansão de Sophia”, pelo pouco que Clara sabia, Lívia tinha planos para sair daquele lugar e morar com Mariano e seu filho pequeno em outro lugar, mas com Gael morando no Rio de Janeiro e Sophia ainda internada no hospício judiciário, não restava ninguém para cuidar da casa ( Já que Esther preferiu continuar no lugar que estava ) e Gael pediu para que a irmã permanecesse lá, pelo menos, até arrumar e se mudar totalmente para uma nova casa com sua família.

Antes que percebesse, seus pensamentos a encheram de sono e Clara adormeceu deitada na cama a espera de Patrick.


 PATRICK

O voo atrasou mais do que Patrick esperava, ele queria chegar em casa antes das 22h00min pra conseguir jantar com sua esposa, mas já era quase 00h00min e ele tinha certeza que Clara estava preocupada, assim que desceu do avião mandou mensagem para ela, ele não tinha visto as ligações da esposa porque acabou adormecendo durante a viagem e deixou o celular desligado para conseguir descansar sem ficar com vontade de pegar o aparelho para resolver mais questões de trabalho. Finalmente ele tinha consegui abrir um escritório perto de casa e agora suas viagens seriam muito poucas, mas na reta final para a conclusão dessa transferência de documentos e clientes, as coisas ficavam mais cansativas que o normal e por isso ele permitiu-se dormir durante o voo.

Clara não retornou suas mensagens e nem atendeu ao celular, levando em conta o que tinham conversado no começo do dia, a mulher também devia estar cansada e deve ter adormecido do mesmo jeito que ele fez.

Quando abriu a porta, não encontrou Clara no sofá e seguiu para o quarto do casal. Assim que entrou avistou a esposa deitada na cama, dormindo profundamente, ela estava tão serena, Clara conseguia passar tranquilidade e conforto para ele sem ao menos tentar, pois no coração dele a mulher era seu ponto de paz. Patrick olhou por mais alguns segundos para a esposa antes de sentar-se ao lado dela na cama, quando chegou mais perto foi impossível conter um sorriso, Clara estava dormindo abraçada ao travesseiro dele, ela sempre dizia por mensagens que estava dormindo abraçada com o travesseiro para sentir seu cheiro e dormir feliz, ele sempre sorria em imaginar a cena, mas essa tinha sido a primeira vez que ele viu o momento em sua frente. O advogado inclinou-se e depositou um beijo no topo da cabeça da mulher, a mesma mexeu-se um pouco na cama e abriu um pouco os olhos em busca de um foco para a imagem do homem a sua frente.

- Patrick? Amor, você demorou a chegar, eu ia esperar você acordada, mas nem reparei que tinha caído no sono.

Ele sorriu e acariciou o rosto dela.

- Desculpe ter te acordado, tentei chegar mais cedo, mas o tempo estava péssimo e precisei esperar os voos se instabilizarem, cheguei muito mais tarde do que planejei. Só vi suas mensagens quando desci do avião, havia desligado o celular para descansar um pouco também.

Clara segurou a mão dele e beijou seus dedos, com um leve sorriso de sono nos lábios.

- Não tem problema, você deve estar muito cansado. Vem, vem deitar comigo.

A moça começou a puxar o rapaz pelo braço e ele sorriu.

- Eu já vou, preciso de um banho antes e depois venho te fazer companhia.

- Não demora.

Após deixar sua mala em um canto do quarto, Patrick foi em direção ao banheiro, já tinha uma toalha macia esperando por ele lá dentro e então o advogado despiu-se e entrou no chuveiro.  Sentir a água quente no corpo vez com que os músculos relaxassem, então deixou que a água quente o cobrisse por inteiro. O banho aconteceu de maneira rápida, apesar do tempo que dormiu no voo ter sido o suficiente para que ele conseguisse carregar as forças, o que o advogado queria era deitar-se com sua amada e desfrutar de sua companhia. Assim que fechou a porta do banheiro, Patrick saiu envolvido na toalha e foi em direção ao guarda roupa no local em que suas peças estavam.

- Eu adoro ver você assim. – Clara disse enquanto o observava da cama.

- Seminu? – Brincou o advogado.

- Também. – Foi à vez dela rir. – Mas estou falando sobre ver você com o cabelo molhado, consigo ver os cachinhos dele quando você o deixa assim, sem passar nada.

- Ser advogado exigi muita pomada e gel de cabelo às vezes. – Brinca o rapaz. – Vou deixar meus cachos exclusivamente para você.

- Gosto da exclusividade.

Ambos riram e Patrick terminou de se vestir, entretanto, antes que colocasse a parte de cima do pijama, Clara o chamou.

- Não coloca a blusa não, eu quero dormir com você assim. Quero sentir sua pele, seu cheiro. – Ela fez uma carinha pidona e seus olhos azuis pareceram ainda maiores.

- Impossível negar alguma coisa quando você me pede desse jeito.

Patrick diminuiu a luz do quarto e deixou-se na cama com Clara. No segundo que estava embaixo da coberta, a mulher o abraçou pela cintura.

- Estava com saudades, essa viagem demorou mais que as outras. Teve algum problema?

- Não exatamente, muita burocracia com a questão dos escritórios, alguns clientes, nada fora do comum, só a demanda que foi maior, mas não se preocupe com isso porque já está quase tudo finalizado, minhas viagens serão mais raras agora.

- Fico contente que tudo esteja bem, esse lugar não é um lar completo sem você aqui.

Ele acaricia o braço da esposa e beija o topo de sua cabeça, Clara levanta-se de modo a beijar seu marido nos lábios, o beijo é terno e ela volta a abraça-lo pela cintura.

- Sinto tantas saudades suas, tanto quanto você sente de mim, dormir em qualquer lugar sem você ao meu lado é muito solitário.

Clara começa a fazer pequenas voltas com o seu dedo na barriga de Patrick, ela adorava ver a reação que ele tinha ao seu contato, gostava de vê-lo arrepiado por algo que ela o estava causando. Sentindo o cheiro de Patrick e o calor de seu corpo, Clara sentiu que o próprio corpo tinha ficado mais quente e já não estava se sentindo cansada, sentia-se alerta. Antes de pensar em perguntar se Patrick ainda estava cansado, a boca da mulher começou a tocar a pele quente do abdômen do homem.

 Se ela mantivesse em apenas um beijo no local, Patrick não se manifestaria tanto sobre o toque que estava recebendo, mas quando Clara usou sua língua para sentir o gosto de quem tanto sentia falta, o rapaz entendeu que ela não estava apenas sendo carinhosa. No minuto que entendeu as intenções de Clara, já não restava nem um ponto de cansaço no corpo do advogado e nada o impediria de dar o que ela queria (e que ele queria ainda mais, para ser franco).

Clara levantou da cama e sentou no colo de Patrick, o mesmo já começou a beijar o maxilar da esposa e foi descendo distribuindo beijos por todo o pescoço dela. Juntos eles levantaram a camisola preta de Clara e a jogaram em algum lugar do quarto, tirando aquela peça, ela só vestia uma calcinha vermelha de renda, vermelho era a cor dominante no guarda roupa de Clara.

Ela inclinou e começou a beijar o pescoço dele, sugando em alguns pontos com maior intensidade, enquanto ele passeava suas mãos pelo corpo que fazia seu sangue ferver, foi seguindo até pousar suas mãos em uma das partes favoritas da sua esposa, a bunda. Apesar de Clara ser pequena em relação à altura, ela tinha um corpo do qual não colocar defeito, tudo nela era lindo, desde exterior até o interior e isso fazia com que Patrick ficasse ainda mais apaixonado e agradecido por ter consegui a mulher de sua vida, mesmo depois de quase ter desistido.

- Adoro quando você está com alguma lingerie vermelha, a cor ressalta por causa da sua pele branca. – Diz Patrick entre beijos.

- Eu as compro pensamento diretamente em você – Ela o responde em um sussurro.

Patrick cessa os beijos e olha para Clara, ela está com o rosto avermelhado e sua respiração está irregular, vê-la daquela forma só fazia com que ele ficasse com mais vontade de continuar. Encarar aqueles olhos claros o observando, a boca entreaberta esperando pelo próximo passo, o advogado mordeu o lábio e Clara respondeu lambendo os dela.

- Apesar de adorar vê-la com esse lingerie, vou gostar ainda mais de te ver fora dela.

Foi a ver de a mulher morder os lábios de expectativa. Aos poucos, ele foi deitando a esposa na cama e tirando sua calcinha com os dentes, Clara ficava arrepiada toda vez que ele fazia isso, senti-lo tão perto só fazia com que ela apertasse ainda mais as pernas por causa do desejo que estava pulsando em seu ventre. Por fim, ela estava deitada nua na cama, totalmente exposta, mas a vontade. Patrick parou por alguns segundos e ficou observando-a de cima, ele sabia que estava pronto para sentir mais uma vez o calor de Clara, mas precisou fazer uma pausa, tinha ficado tantos dias longes de casa que queria aproveitar cada segundo da visão que era a mulher em sua cama.

- Você é tão linda. – Disse ele enquanto sorria e franzia um pouco o cenho. – Você tem noção de como está linda agora?!

A mulher ficou um pouco vermelha.

- Patrick, um dia você ainda vai me fazer acreditar que sou essa deusa toda que você pinta, queria ter tanta confiança assim na frente do espelho. – Ela diz rindo e sem pausas por causa do nervosismo. - Nunca sei o que responder quando você me elogia nesses momentos.

Depois de pensar por alguns segundos, ele levanta da cama e ela fica sem entender. O advogado oferece sua mão e a guia para fora da cama.

- Você me quer fora da cama? – zomba um pouco a mulher..

- Quero você em cima dela também, mas antes quero fazer outra coisa.

Ele leva a mulher até a parte do closet do casal, naquele comodo tem um grande espelho no qual é possível se ver de corpo inteiro. Eles param na frente do espelho.

- Eu quero que você se observe por alguns segundos e tenha ideia de como é maravilhosa de qualquer forma.

- Ai, Patrick...

- Psiu, apenas observe-se ... E sinta.

Antes que ela conseguisse continuar o pequeno protesto, ele a abraçou por trás e começou a morder sua orelha, em um ato quase automático, Clara jogou sua cabeça para trás de modo que a encostou no peito de Patrick. Enquanto a beijava e a sugava com mais forças no pescoço, ele a envolvia com firmeza com as mãos e uma delas foi seguindo para o lugar que Clara mais queria que ele estivesse. A mulher revirou os olhos com o primeiro contato dos dedos em si, observou a cena pelo espelho e só conseguia ficar ainda mais em chamas com a situação, soltando alguns gemidos enquanto não tinha certeza se suas pernas continuariam firmes por muito tempo. Sem deixar muitos espaços para questionamentos, Patrick abaixou e seguiu com a língua para o local onde seus dedos estavam, ele tinha destreza em seus movimentos e Clara já não tinha mais controle sobre os dela. Antes que a esposa chegasse ao paraíso ainda ali, ele parou o que estava fazendo, o que resultou em um protesto por parte de Clara e sussurrou em seu ouvido.

- Se olhe no espelho agora, é assim que gosto de ver você.

O cabelo dela estava levemente bagunçado, ela sentia-se bamba, seu corpo tinha pequenas marcas vermelhas devido aos toques que recebeu e ela estava lutando contra a vontade de esfregar suas pernas em busca de algo quente naquela região.

- Você gosta de me ver desestabilizada? – Disse ela com dificuldade, enquanto pegava as mãos de Patrick e as colocava sobre seus seios.

- Não, gosto de vê-la excitada. – Patrick falou em um tom baixo em sua orelha, as palavras saíram quase de maneira rouca e aquela voz fez com que Clara quase implorasse para que ele a preenche-se.

Antes de trocarem mais palavras, ele a pegou em seus braços e a levou até a cama.

- Agora estamos prontos para continuar. – Disse enquanto deitava a mulher nos lençóis.

- Não enquanto você estiver assim, você ainda está com muita roupa , Patrick. Deixa eu te ajudar com isso.

Foi a vez de Clara deitar Patrick na cama. O homem já estava sem a parte de cima do pijama, então só resta tirar as partes de baixo, coisa que a mulher tratou de fazer imediatamente. Clara só teve dois homens em sua cama, o primeiro foi Gael com quem teve sua primeira – e traumática - primeira relação sexual, mesmo que depois tenha tido noites melhores com o ex-marido e o segundo foi Patrick, ela nunca chegou tão longe com Renato, hoje ela agradece completamente por isso. Ter Patrick em sua cama faz com que ela acredite que chegou ao outro lado do paraíso e que ele era sua recompensa. As noites (e dias) em que faziam sexo, faziam amor, eram sempre intensas e apaixonadas porque o marido não estava só preocupado em ter prazer, era visível que ele estava mais focado em dar prazer a Clara e todo aquele amor e desejo juntos faziam com que os dois sempre estivesse sem fôlego no final.

Depois de tirar a calça do pijama de Patrick, ela resolveu “pagar na mesma moeda” e tirou a cueca boxer que ele usava com os dentes. Mais uma vez ela sentiu o marido ficar arrepiado e mexer os quadris, Clara continuou descendo a boxer pelas cochas de Patrick e então resolveu levantar o seu olhar e deu de cara com o homem a encarando com a boca entreaberta, o peito dele subia e descia rapidamente, Clara conseguiu dar um pequeno sorriso enquanto o olhava e ele devolveu com outro sorriso seguido de mais uma mordida nos lábios.

Finalmente os corpos se encontraram, Clara conseguia sentir sem dificuldades o quanto Patrick a desejava e ele também conseguia sentir o quanto ela estava pegando fogo. Sem mais pausas, Patrick atendeu aos pedidos da esposa e a vontade de seu próprio desejo e introduziu seu membro na intimidade de Clara, que soltou um grito de satisfação. A dança dos corpos durou por algumas horas, toda a saudade dos dias que tinham passado separados falou alto naquele momento, os dois estavam com muita sede um do outro, não pararam de se tocar por nenhum momento, os únicos sons que preenchiam o quarto eram os barulhos dos corpos se chocando e os gemidos que os dois soltavam durante a relação. Clara pode até ter tido poucos em sua cama, mas aprendeu as coisas que deixavam Patrick mais estimulado e soube aproveitar o conhecimento que tinha para arrancar muitos suspiros do marido, sem nenhuma vergonha ou restrição, ela sentia-se livre para amar sem receios.

Algumas horas tinham se passado desde que os dois estavam naquela cama, quando finalmente Patrick investiu dentro de Clara uma última vez, os dois sentiram os corpos com pequenas explosões em seu interior e em seguida caíram cansados na cama, um do lado do outro. Os minutos que se seguiram foram preenchidos com o barulho das respirações do casal, eles estavam acalmando os corpos, expandindo seus pulmões em busca de ar.

- Eu estava com tantas saudades de tudo isso.

- Quer dizer que causo toda essa boa impressão na cama? – Disse Clara, brincando.

- Você sempre causa boa impressão, esteja onde estiver. – Responde ele rindo.

- Então estamos empatados! – Clara ri - Eu também estava com saudades de você, sei que você precisa ir trabalhar, mas isso não diminui a saudade. Eu fico aqui nessa casa enorme, pelo menos agora eu tenho o Tomaz, mas quando vocês não estão aqui é tudo muito sem vida. Fico pensando em um dia ter essa casa cheia de crianças.

Os olhos de Patrick brilharam com a possibilidade, ter um filho com Clara seria, sem dúvidas, a realização de um dos seus maiores sonhos, mas ele soube como tinha sido o parto de Tomaz e que ela quase tinha morrido na cirurgia, então apesar de ficar eufórico com a ideia de ter filhos, também tinha certo receio por Clara.

- Você sabe que ter um filho com você seria a realização de um sonho, ter pezinhos correndo por essa casa, alguém me chamando de ... Pai. Fico emocionado só de imaginar isso e mesmo que você esteja tomando anticoncepcionais e que nós não usemos outros métodos, precisamos ter cuidado com uma gravidez sem consultar um médico primeiro, você me contou sobre o parto do Tomaz, você quase morreu.

- Foi um momento muito critico da minha vida, porém não me arrependo de ter dado tudo de mim para que meu filho nascesse sem problemas. Sonho em ter mais filhos, não sei se passarei pelas mesmas coisas, na minha gravidez do Tomaz eu tinha passado por momentos de muito estresse e isso pode ter prejudicado e influenciado o parto, não sei ao certo. Acredito que da próxima vez vai ser diferente. Ter mais um filho, dessa vez conseguir acompanhar todos os momentos da vida dele, ter esse filho com o homem da minha vida, sabe, também seria realizar outro sonho pra mim.

Eles estavam deitados na cama, Patrick acariciava os cabelos de Clara e ela fazia carinho em seu braço.

- Esse é um futuro que gosto de pensar. Você e o Tomaz são minha família aqui, mesmo que ainda não esteja tão próximo do Tomaz, gosto muito dele e estou tentando construir uma boa relação com ele, sinto que estou conseguindo, mas ter outra pessoinha aqui em casa seria ótimo. Quando viajo também me sinto sozinho, pelo menos aqui você pode sair e encontrar alguém da sua família, mas no meu caso só posso conversar com as pessoas do escritório e sair para jantar às vezes.

- Jantar é? Você ficou jantando com quem? Alguma... colega de trabalho? – Clara levantou um pouco a cabeça para encarar os olhos do rapaz.

- Isso ai na sua voz é ciúmes, senhorita Clara Junqueira? – Perguntou divertindo-se um pouco com a situação.

- Não, ué. Eu só queria saber o que você tem feito... E com quem.

- Não tenha a menor sombra de preocupação, senhorita. Depois de tudo que passamos e do tanto que lutei para ter você ao meu lado, como minha esposa, nunca olharia para outra mulher na vida. Sim, jantei com colegas de trabalho, mas todas e todos sabem como sou bem casado com a mulher mais linda desse mundo.

Ele beija os lábios de esposa.

- Eu te amo, Clara.

- Eu também te amo Patrick.

Os dois se abraçaram e dormiram embalados pela respiração um do outro.

 


Notas Finais


O que acharam? :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...