História Aurora Boreal - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Âmbar, Ámbar Smith, Got, Harry Potter, Luna, Lutteo, Romance, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
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Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capitulo 01


Fanfic / Fanfiction Aurora Boreal - Capítulo 1 - Capitulo 01

De todas as pessoas do mundo, a menos indicada para morar na zona litorânea era eu:era muita areia, muito sol, muito vento e de novo muito sol, eu odiava ficar queimada. E era exatamente isso o que eu estava fazendo, me mudando de uma vida perfeita, para o que muitos chamam de paraíso. E que eu chamo de má sorte. 

“Bem vindo a Cartagena”, a placa de madeira indicava que eu não podia mais voltar, a cidade com seu ar ainda século 19 me fazia sentir realmente num passado que eu não queria recordar. Na verdade, eu até podia ,mas uma liminar judicial fazia com que eu tivesse que manter com os pés no chão e não tentasse fugir. Não, eu não estava em fuga ou presa. Estava fazendo uma visitinha rotineira ao meu pai, obrigada, mas fazendo.

Meus pais se separaram quando eu tinha 12 anos, e não foi exatamente uma situação muito fácil. Eu e minha irmã mais velha ficamos dividas em com quem seguir. Martina resolveu ficar com papai, ela e seu viés musical foram mais fortes, e eu, bem, me mudei para Madrid com mamãe e minha vida mudou completamente. O problema em questão é que mesmo separados, meus pais viviam em pé de guerra, não se toleravam. E tudo isso por culpa da música.

Meu pai era um musico famoso, que largou a carreira para ficar com a minha mãe, que sejamos sinceros, é uma pessoa bem exigente quando se trata desse assunto. Entretanto, meu pai não largou a música, gastou todo o dinheiro que tinha ganhado durante a vida construindo uma escola musical na praia.

Resultado: a fúria extrema da Senhora Lara.

Agora, meu pai, tentando reivindicar o resto de paternidade, que ele nunca teve, resolveu que a solução era colocar minha mãe na justiça e me fazer voar 10 horas até uma cidade minúscula onde as pessoas sorriem sem nenhum motivo. Eu continuava me perguntando porque da simpatia, se eu claramente tinha uma cara amarrada. Resolvi vestir preta em luto ao dias que ia perder na Colômbia, quando claramente podia está no meu segundo ano na escola, resolvendo os preparativos para minha faculdade de moda, que era o mais importante.

O taxi colocou uma música alta e eu não sabia muito bem como lidar com isso. A música me trazia muitos traumas e eu preferia repudia-la. Então uma das regras fundamentais da minha casa: não ouvir música. A música que o senhor barbudo escutava era meio dançante e sem querer minha cabeça mexia. Me controlei. Eu não podia quebrar o pacto com a minha mãe já nas primeiras horas em Cartagena.

-A senhorita pretende ficar a onde? –O taxista me perguntou. Ele tinha uma linha de expressão bem aparente no rosto. Seu bigode me deixava confusa, não ficava muito claro o que era boca e o que era nariz.

-Nesse local. –Apontei para o papel. Era o endereço da residência do meu pai.

-Escola de Artes Boreal? –Ele me olhou. –Você é cantora? –Perguntou em seguida.

-Não. –Tentei ser simpática. A ultima coisa no mundo que eu seria, era cantora. –Eu só tenho que encontrar umas pessoas por lá.

-Ah claro. –Ele disse. –Eles estavam promovendo um show na orla, então não acho que conseguirei te deixar em frente à escola.

Ah claro, começamos bem, um show.

-Então? –Perguntei.

-Posso te deixar na festa, assim você curte um pouco da cidade, antes de começar o ano letivo. –Ele respondeu sorridente.

Qual era dessa gente? Curtir um pouco? Dançar? Ouvir música? Me poupe, existem coisas na vida que você pode fazer e serão proveitosas que não custam seus tímpanos, muito menos, energia.

 

Com certeza não foi uma boa ideia viajar de salto, na areia era impossível andar e mesmo que eu tentasse me equilibrar de mil maneiras possíveis, nenhuma servia. Tirei-os e os levei na mão. A música era muito alta e eu sentia meu corpo inteiro explodir de estresse, a viagem tinha sido cansativa e durante o voo um bebe veio chorando o tempo inteiro, não tive um segundo de paz. Por que o meu pai não podia simplesmente ir me buscar?

Dois garotos estavam em cima do palco, eles cantavam algo dançante, mas que eu não me atrevi a prestar atenção e no fim, não consegui identificar quem ou como eram. Andei mais um pouco, as pessoas pareciam não me ver, porque fiquei no meio de duas garotas que gritavam uma para outra.

-Então ele não te ligou? –A garota ruiva perguntou. Eu estava no meio, muito desconfortável.

-Não sei, ele sempre vive ocupado com Martina. –A morena de cabelos curtos respondeu. Ela parecia irritada.

Martina. Eu queria saber onde ela estava.

-Eh, oi. –Tentei me meter na conversa, não era muito difícil, já que eu estava entre as duas. –Vocês sabem me dizer onde Martina está? –Perguntei.

-Que? Mais uma? O que essa garota tem? Ouro? Beleza? –A morena virou-se para mim. Ela não parecia está muito afim de falar sobre minha irmã.

-Eu só... –Tentei me equilibrar. Uns garotos saltitantes passaram por mim, quase me derrubando. Eles cantarolavam aos montes. Horrível. Era muito hormônio em um local só. Eu acabei sendo arrastada por uma multidão, a areia nos meus olhos me impediam de tentar me localizar. Em um segundo, meu corpo estava no chão e um ser estava sobre mim.

Era um garoto. Ele era forte, aparentava ser um pouquinho mais velho, cabelos castanhos e olhos quase verdes, não decifrei muito bem, o sol e areia me impediam de enxergar. Mas mesmo assim considerei que ele era um gato. Só que apesar disso, ainda estava me sufocando. Ele saiu de cima de mim com cuidado, e quando finalmente já estava de pé, estendeu a mão. A segurei, não que isso fosse muito seguro, mas eu não estava tendo muitas opções. Havia areia na minha boca, acabei cuspindo um pouco do que restava.

-Desculpa, eu não tinha te visto. –Ele falou. O riso no canto da boca fazia-o parecer um pouco esnobe. Limpou sua blusa. Uma regata azul royal que evidenciava bastante seus músculos.

-Não é um problema, acho que ninguém aqui está me vendo. –Tentei parecer simpática, ainda que fosse uma verdade.

-Você é novata? –Ele me perguntou, talvez ele me ajudasse.

-Não, eu não estudo... –Não acabei de completar a frase.

-Aurora? –Uma voz familiar me citou. Finalmente, alguém conhecido.

-Martina. –Abri um sorriso. Era bom ver minha irmã depois de um tempo, ainda que não nos falássemos muito, eu sempre quis manter uma relação de amizade com ela. Nos abraçamos, era como está em casa mais uma vez. Ela parecia um pouco diferente desde sua ultima visita em Madrid. Seus cabelos agora tinham partes tingidas de azul e seu gosto por roupas se tornou um pouquinho mais peculiar, uma calça jeans rasgada e um biquíni não me pareciam uma combinação muito adequada ao evento. Se bem que eu estava com um vestido preto colado e um salto. Então quem seria eu para julga-la?

O garoto continuava parado na nossa frente. Ele nos observava.

-Ah vocês já se conhecem! –Martina parecia animada e levemente bêbada. –Esse é o Peter. E essa é a Aurora. –Ela nos apresentou.

-A loira da areia. –Ele me adjetivou.

-O garoto cego. –Respondi de imediato.

Ele não parecia ser exatamente muito sorridente como os demais, ou pelo menos parecia emburrado com alguma coisa.

-Martina, eu acho que já é o suficiente, você já bebeu de mais para uma tarde. –Ele tentou a ajudar a caminhar.

-Eu estou bem. –Ela sorriu para ele. –E isso é culpa sua. –Ela piscou para ele em seguida.

Talvez eles namorassem.  

-E você já falou com... –Martina começou. Ela tinha que tocar no assunto família.

-Shiu. –Pedi silencio.

-Que? –Ela olhou para os lados.

-Nós podemos falar disso depois, eu ainda estou tentando digerir o fato que eu estou aqui. –Falei. E era verdade, não estava me sentindo muito confortável sendo exposta ao sol daquela maneira.

-Acho que já é hora da apresentação do Barto. –Peter disse a Martina.

Barto. Bartolomeu. Meu pai.

Coloquei a mão no rosto, com muita sorte ele não me veria e eu seguiria meu dia muito feliz. Entretanto, eu nunca fui uma garota de muita sorte. E obviamente, ao subir no palco, ele me notou. A minha cara de raiva evidenciava que eu não queria que ele me citasse ao vivo, já tinha passado vergonha de mais para um dia.

-“Boa noite moçada!” –Papai falou ao microfone. Ele usava um terno branco, numa combinação bem americana de roupa formal e chinelas. –“É com muito prazer que eu anuncio o começo do nosso ano letivo, esse ano vai ser o ano da vida de vocês. Vocês vão viver experiências inesquecíveis, vão aprender e desaprender, vão viver. E vão poder ganhar azas para o mundo. Nosso objetivo não é apenas torna-los músicos e artistas de sucesso, é torna-los humanos. Por que a humanidade precisa de nossos serviços, a humanidade precisa de música para viver. E é para isso que estamos aqui. Sejam bem vindos ao Boreal.”

Aurora. Todos gritaram.

Me assustei. Todos sabiam meu nome?

Mas para minha surpresa, ninguém olhou para mim, parecia mais um grito de guerra do que uma apresentação formal da minha pessoa.

Ainda que eu quisesse evitar esse encontro e por mais que eu fingisse ser forte. Observar meu pai vindo até mim me causava arrepios e lembranças tristes. Meu aniversário de 13 anos em um restaurante mexicano, que tinha sua comida favorita, tive que ir sozinha, mamãe odiava qualquer coisa que lembrasse meu pai. Minha primeira ceia de natal, comigo e com mamãe comendo biscoito e assistindo um príncipe de natal. Meu primeiro desfile, onde mamãe estava na primeira fileira e papai, nunca se quer me parabenizou.

-Aurora. –Ele abriu um sorriso. Parecíamos distantes o suficiente de Martina, ela parecia muito entretida com seu copo de vodka e o garoto da queda tentava ajuda-la. Eu observava a cena ao longe.

-Oi. –Respondi de volta. –Papai. –Falar essa palavra ainda ecoava certo ressentimento.

-É tão bom te ver de novo. –Ele disse. Se era tão bom, por que me evitou durante 4 anos?

-É mesmo? –Perguntei. Eu não queria ser ríspida logo de cara, mas era impossível fingir indiferença. Era impossível fingir não sentir nada.

Ele me abraçou. Uma das coisas que eu mais odiava sobre ele, era que ele apesar de tudo, era meio de mais. E era muito difícil manter uma raiva constante com ele.

-Você tem os olhos mais lindos do mundo. –Ele acariciou o meu rosto.

-Tenho certeza que você diz a mesma coisa a Martina. –Falei emburrada. E era verdade. Os pais sempre fingem uma preferencia, mas sempre usam as mesmas palavras para ganhar a confiança e o carinho dos filhos.

-A Martina tem olhos muito bonitos, eu digo que são olhos de sereia. –Papai disse. E era verdade, os olhos delas eram tão verdes quanto safiras. –Mas os seus minha querida, são como um pedacinho do céu. –Ele disse sorridente. As pessoas costumavam falar dos meus olhos azuis com frequência. Eu nunca liguei de fato para eles.

-E sua casa? Onde posso deixar minha bagagem e tudo isso? –Falei. Era verdade, eu ainda tinha que localizar o local da entrega das minhas coisas.

-Casa?-Ele me olhou confuso. –A nossa casa é a escola.

-Como? –Engasguei.

-A escola é um internato, moramos lá, e eu conversei com Martina e ela acha que tudo bem você dormir com ela, como ela está no segundo ano e você irá para o terceiro, os horários não irão se chocar. –Ele explicou, quase fui convencida, a não ser pelo fato de que nem morta eu iria morar na escola que destruiu minha família.

-Papai, eu acho que eu ainda não fui muito clara. –Tentei parecer simpática. –O senhor sabe que eu não estou aqui de livre e espontânea vontade, eu vim por causa da questão judicial e porque eu amo de mais a minha mãe para fazê-la passar por isso, mas eu não queria está aqui e eu não quero morar na sua escola, muito menos estudar lá. Eu não canto, nem danço, nem vou ter nenhuma utilidade para o espaço.

-Como não? Até onde eu me lembrava, você cantava muito bem. –Ele falou.

Passado.

-Cantava, você falou muito bem, não canto mais. –Falei. –Se você não se importar, prefiro ficar em um hotel.

-Aurora, eu me importo. –Ele disse. –Eu sei que é difícil, mas é só você tentar dá uma chance ao local e eu sei que você vai se apaixonar tanto quanto eu. Se você não cantar, em até dois meses, eu te deixo voltar antes do prazo de 5 meses. –Ele disse muito confiante.

Que? Isso era moleza.

-Fechado. –Apertei a mão dele. –Mas você vai ter que prometer que ninguém aqui vai descobrir que você é meu pai. –Pedi.

-Por que não?

-Por que você sabe, não quero que me tratem diferente porque eu sou a filha do diretor. –Falei.

-Você é mesmo igualzinha sua mãe. –Ele riu.  


Notas Finais


Essa é a minha primeira fic original, onde eu realmente me empolguei para postar, cada personagem e cada detalhezinho nela foram pensados para te deixar suspirando. A garota fria nem sempre é tão fria assim e as vezes, uma história não precisa de vilões para ter seus pontos altos e fracos. No fim, o amor sempre, de alguma forma, vence. Espero que vocês gostem dessa novidade e dessa jornada. E que se apeguem aos personagens, assim como eu.
A aurora é uma garota legal e as vezes, vocês vão odia-la.
O Peter, bem, ou você vai ama-lo perdidamente, ou vai odia-lo com muita fúria.
A Martina, eu realmente não sei.
E o Romeu, bem você não o conhece ainda...


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